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Origens do português popular brasileiro

Seminário de Sociolinguística (UnB, 2013)
by

Elisabete Ferreira

on 20 May 2013

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Transcript of Origens do português popular brasileiro

Base Concordância nominal Concordância nominal... Distribuição geográfica Motivações históricas europeias Deriva natural (por uma confluência de motivos?) Origens do português popular do Brasil Primeiros trabalhos variacionistas: a primeira posição do SN favorece a marca de plural A posição linear não é a principal restrição no processo de concordância entre os elementos do SN NARO & SCHERRE, 2007 Argumentação histórica Tese da CONFLUÊNCIA DE MOTIVOS:

- Junção de forças vindas da África, América e Europa.

- Negação ao suposto crioulo africano de base lexical portuguesa.

- Papel dos indígenas e de outras culturas presentes no Brasil.

- Deriva secular vinda da Europa Estratégias de comunicação com estrangeiros

Contato direto dos portugueses com povos árabes e povos da África.

Como se comunicar?

Línguas francas

O SABIR:

- sistema de comunicação para estabelecer contato;

- de base lexical românica;

- itens lexicais de diversas línguas, inclusive o árabe;

- mecanismos sintáticos variáveis.
Sabir ocidental: Mediterrâneo e norte da África.

Sabir oriental: Oriente Médio.

As duas formas já apresentavam traços típicos de pidgin/crioulo, como verbos desprovidos de flexão.



(das estratégias para comunicação!)

“Língua de preto” (na África Ocidental.) Sistema verbal resultante: Mais sobre o sabir: Situação no Brasil - as línguas gerais Existência de uma “língua geral” (de origem tupi) que existiu até início ou meados do séc. XVII.

Todas as etnias que aqui conviviam utilizavam esse sistema, limitados por suas experiências pessoais. Português falado por africanos no Brasil? Se existiu um português negro, suas diferenças em relação ao português geral eram tão sutis que fugiam aos ouvidos dos observadores Tese: não houve um português negro (um crioulo africano de base portuguesa), mas houve influência das línguas africanas no PT Quadro linguístico inicial no Brasil Predomínio do pidgin tupi; influência mútua das diversas línguas no contexto de de aprendizado do português, das LGs e de outras línguas como 2ª língua; elementos pidginizantes vindos da Europa Mais sobre a influência africana Populações africanas muito concentradas geograficamente (língua banto - sul; iorubá - norte)

parece inevitável a existência de pelos menos 2 línguas gerais de base africana (RODRIGUES, 1932/2004)

Descoberta da Comunidade Cafundó (quilombo Cafundó) - 1978

- língua nativa: português caipira
- também falam uma língua africana como código secreto:

esta é um ANTICRIOULO: gramática portuguesa, léxico quimbundo (família banto) Um dos fenômenos mais citados como sendo de ORIGEM CRIOULA no português do Brasil é a variabilidade dos sistemas de concordância nominal e verbal.

>> pois as línguas crioulas e africanas também têm essa simplificação







Exemplo disso: origem europeia da redução da concordância verbal (sem influências exteriores)
1º) Elemento fonológico >>>>>>>>>>>>>> 2º)redução morfológica
comem ['komi], come ['komi] comeram [ko'merãw] comeu[ko'mew] A redução morfológica é um desenvolvimento tardio, criado a partir da ampliação da redução fonológica, que de fato existe na fala coloquial de Portugal.



Tal regra pode ser observada frequentemente nos textos medievais portugueses e até mesmo no latim clássico onde a nasal final era fraca.


Podemos supor também que o impulso inicial do processo de perda da concordância nominal se situe também a partir de fenômenos fonológicos trazidos da Europa.
Queda/enfraquecimento do -s final desde o latim; troca do -s por - r em sílaba átona; etc É possível que o embrião para essa mudança estivesse na deriva secular das línguas românicas e indo-europeias. Tese da deriva Tese da origem
crioula ~ Desnasalização na concordância: não é novidade do português do Brasil Tese da deriva Aplicando o raciocínio à concordância nominal... No sec. XVIII começa a difusão da língua portuguesa em si.

Segundo Rodrigues, 1996: 11, ainda houve a presença das línguas gerais, paulista e amazônica:

- ambas de base indígena, que serviram de contato dos índios mestiços com outros povos indígenas;

- foram estabelecidas em condições de contato;
- fazem distinção com aquelas que formaram as línguas crioulas e os pidgins.
LGS: NÃO SERVIRAM DE BASE PARA FORMAÇÃO DE OUTRAS LÍNGUAS! Guy (1989): Influência da posição linear no português popular (BR) - contribuição da morfossintaxe africana Tese da origem
crioula Argumentos:

Os protocrioulos (falados por africanos em Espanha e em Portugal) não apresentavam flexão e apresentavam o plural em elementos do início do SN

Não existe precedente histórico deste tipo de padrão no português nem em parentes próximos, como o espanhol Tese da deriva 1) Posição linear

1 - primeira posição
UMAS casinha bonita

2 - segunda posição
Coisas LINDAS

3 - Demais posições
Meus quatro FILHOS Posição/classe/relação

1 - Classe não-nuclear anteposta na 1ª posição
TODOS eles

2 - Classe não-nuclear anteposta na 2ª posição
Tantas OUTRAS famílias

3 - Classe nuclear na 1ª posição
COISAS lindas

4 - Classe nuclear na 2ª posição
Umas CASINHA bonitinha
5 - Classe nuclear nas demais posições
As boas AÇÕES

6 - Classe não-nuclear posposta na 2ª posição
Eles MESMO

7 - Classe não-nuclear posposta nas demais posições
Umas casinha BONITINHA X Concordância nominal... Tese da deriva 2) Existe comportamento sintático similar em línguas próximas ao português
Para o espanhol:

determinantes favorecem variante explícita de plural e adjetivos favorecem variante zero
os nomes tendem a manter a variante explícita na primeira posição do SN
Dados: ?

(CEDERGARDEN, 1973; POPLACK, 1980) Para o francês:

a influência da posição relativa se verifica nos fenômenos de ligação nas construções nominais
ligação obrigatória nas fronteiras à esquerda do núcleo
Dados:

Les autres livres anciens
Les autres anciens amis Logo... Concordância nominal... O efeito da posição linear não tem a força que se supunha ter;

É temerário usar o argumento da posição como um traço de crioulização advindo de influência da estrutura de línguas africanas
pois há o mesmo padrão em outras línguas próximas, que não foram influenciadas por línguas africanas
A variação de concordância nominal está presente no PB independentemente da posição geográfica do falante, como pode ser atestado na análise regional de vários linguistas

Contudo, a concentração de escravos africanos não é homogênea o suficiente para que a hipótese da influência de um pidgin ou crioulo seja atestada.
Conclusão - O português popular brasileiro O PE antes de ser trazido para o Brasil, já tinha influências africanas

O PB teve outros estímulos e se desenvolveu diferentemente do PE


As línguas de contato usada pelos portugueses em suas rotas de comércio foram trazidas para o Brasil visando a comunicação com os povos indígenas, e culminou em um pidgin com base no tupi que influenciou o PB
A língua crioula que existia no Brasil não possui registros; logo sua influência não pode ser distinta de outros pidgins ou crioulos de base não europeia

Outras comunidades linguísticas chegaram ao Brasil de forma a reforçar alguns traços do PB e inibir outras

O fenômeno de concordância nominal que acontece no Brasil é muito mais complexo e não pode ser explicado somente pela posição linear, que seria o suposto traço herdado das línguas africanas. >> O que explica o português brasileiro: uma deriva secular Mais sobre o sabir
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