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Os Maias - Capítulo VIII

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by

Nikky Candeias

on 14 April 2015

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Transcript of Os Maias - Capítulo VIII

Realizado por:
Nikky Candeias - Nº29

Os Maias - Capítulo VIII
Módulo 8 - Textos Narrativos/Descritivos I

Este trabalho foi proposto pela Professora Helena Coelho, no âmbito da disciplina de Português. Neste trabalho irei caracterizar as personagens presentes e referidas no capítulo VIII, o tempo e o espaço, e também a linguagem e o estilo da obra.
Introdução
Este capítulo relata o episódio da ida a Sintra. Carlos convida o maestro Cruges para um passeio na vila, na esperança de aí encontrar Maria Eduarda, que passeia por aquelas paragens, tendo Dâmaso como cicerone.
Carlos fica desiludido com o passeio, pois não consegue satisfazer a sua expetativa de se cruzar com a mulher que domina os seus pensamentos.
Apercebemo-nos que Sintra era um espaço propício a encontros fortuitos com mulheres, como se depreende da estadia de Eusebiozinho e do jornalista Palma Cavalão no Hotel Nunes, acompanhados de duas espanholas.
Resumo do Capítulo VIII
Carlos da Maia
• Magnifico moço, alto, bem feito, de ombros largos, com uma testa de mármore sob os anéis dos cabelos pretos, tinha um ar de um príncipe da renascença.
• Cursou medicina em Coimbra.
• Aristocrata rico e ocioso com tendência para o diletantismo (fatal dispersão de ocupações e de gastos).
• Temperamento dominado pela sobriedade e pelo dandismo.
• Esforço de Carlos para fazer do ramalhete uma residência com luxo sóbrio e discreto.
• Amores de Carlos com a Condensa de Gouvarinho.
• Paixão de Carlos por Maria Eduarda.

Caracterização das Personagens
Maria Eduarda
• Mulher bela e elegante.
• É culta.
• Revela a Carlos o seu passado atribulado na companhia da mãe.
• Casa com Mac Gren, de quem tem uma filha, este que morre na batalha de Saint-Privat.
• Vive com um brasileiro rico, Castro Gomes, que a caminho do Brasil a traz a Lisboa onde conhece Carlos da Maia.
• É sensata e tem um forte sentido de dignidade.
• É apologista da república.

Caracterização das Personagens
Português
Caracterização das Personagens
Cruges
• Simboliza um músico idealista.
• Este remete à mediocridade cultura nacional.
• O seu sonho era compor uma ópera que o imortalizasse.
• É uma pessoa sem génio criativo.

Caracterização das Personagens
Dâmaso Salcede
• Mais que um homem.
• É apontado como um cabide de defeitos.
• É filho de um agiota.
• É presumido e cobarde.
• Não tem dignidade, porta-se como um rafeiro sabujo que adula e morde à traição.
• É mesquinho e um gabarola.
• Só tem uma preocupação na vida que é ser “chique a valer”.


Caracterização do Espaço
Sintra é um lugar edénico e idílico que representa a beleza paradisíaca, com a sua soberba paisagem lembrando o passado histórico e romântico.
Tem várias ligações com as personagens: o Palácio da Vila, pela sua austeridade, pode ser comparado ao Ramalhete e, metaforicamente, a Afonso; o Palácio da Pena, solitário no cume da serra, como que perdido na paisagem romântica, liga-se à figura de Pedro; o Palácio de Seteais, votado ao abandono, remete ainda para o Ramalhete já no final da obra, após dez anos de abandono; a riqueza paisagística de Sintra e da Várzea evocam Santa Olávia, pequeno vergel nas margens do Douro.

Caracterização do Tempo
O romance não apresenta um seguimento temporal linear, mas, pelo contrário, uma estrutura complexa na qual se integram vários “tipos” de tempos: tempo cronológico, tempo da história e do discurso e tempo psicológico.

A mudança do tempo contribui para a dinâmica d’Os Maias. O capítulo VIII desenrola-se entre 1875 e 1877 e faz parte da ação principal.
Visão Crítica da Obra
Os Maias foram a família que o Eça de Queiroz inventou para dar uma espécie de crítica social tal como faz em todos os seus livros. O título principal do livro é "Os Maias" mas acontece que tem um subtítulo "Episódios da Vida Romântica" que irá corresponder à cronica de costumes, episódios estes que ao longo da obra tem como finalidade fazer o relato e fazer críticas da sociedade portuguesa no século XIX.
O escritor utilizava personagens tipo que irão representar grupos, classes sociais ou certas mentalidades com o objetivo de dar conhecimento ao leitor os costumes, vícios, a corrupção e o parasitismo da sociedade portuguesa. Ao longo do livro são nos apresentados duas intrigas: a secundário e a principal, havendo uma analepse.

É uma história que contém traições, incesto, romance, corrupção e que pretende denunciar múltiplos aspetos da sociedade.

FIM
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