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Monteiro Lobato - As Caçadas de Pedrinho

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by

Daniel Massita

on 14 October 2011

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Transcript of Monteiro Lobato - As Caçadas de Pedrinho

Monteiro Lobato
Monteiro Lobato
Biografia
A Caçada da Onça
x
As Caçadas de Pedrinho
Sociedade
à Época
Debates Atuais
Uma visão panorâmica
na vida e obra de um visionário...
Biografia
Nasceu em 18 Abril de 1882 em Taubaté
José Bento Monteiro Lobato
José Renato
Visconde de
Tremembé
Na adolescência, perde o pai e a mãe...
Faculdade de Direito
do Lgo. São Francisco
(1904, Bacharél)
Promotor em
Areias (1907)
Leituras e Revistas
Grupo de Estudos
Leituras e Revistas
Aritos e Jornais
Traduções
Desenhos
Artigos
Maria Pureza da Natividade
(1908)
Morte do Visconde de Tremembé
(1911)
"Buquira"
Em 1917, diversas dificuldades levam-no a vender a Fazenda de "Buquira" e vai para São Paulo.
Na fazenda observa futuros pensamentos sobre o caboclo, a preservação ambiental, a {falta de} saúde...
Compra a Revista Brasil
Começa a editar e a traduzir obras adultas
Em 1918 lança Urupês
O Estadinho
Crítico de Arte
Editor
Monteiro Lobato & Cia.
Canais de Vendas:
Papelaria
Reembolso Postal
Farmácia
Biotônico Fontoura
Marketing de Capas
Traduções
1924 e 1925
Crises políticas
crise energética
compras no exterior
cancelamento compras governo
Companhia Editora Nacional
Gramáticas
Obras Mundiais
Filosofia
Traduções
(1925)
Em 1927 - Adido Comercial (Consulado Brasileiro nos EUA)
Combustíveis
Fordismo
Petróleo
Aço e Ferro
De Caçadas às Caçadas
Título
A Caçada da Onça
Novas aventuras de Narizinho, Rabicó e
demais companheiros
Caçadas de Pedrinho
Capítulos


Uma grande idéa
Preparativos
No rasto da onça
A onça
Salve-se quem puder!
A volta
A chegada
A Caçada Da Onça (1924)
Caçadas De Pedrinho (1933)
E era onça mesmo!
A volta para casa
A Caçada Da Onça (1924)
Caçadas De Pedrinho (1933)
Mais referências às obras anteriores, maior intertextualidade;

Mais formal;

Personagens menos características;

Pretérito perfeito;

Ação dada no passado;

Menor suspense e clima de aventura;

Menos dinâmico;

Ações menos minuciosas e com “furos”;

Menor quantidade de descrições.
Menos referências às obras anteriores, menor intertextualidade;

Mais coloquial;

Personagens mais características;

Presente e Pretérito imperfeito;

Ação dada no presente e uma atrás da outra;

Mais suspense e clima de aventura;

Maior dinamismo;

Ações minuciosas e mais articuladas;

Mais descrições.
Atelier de Ilustrações
André Le Blanc
Paulo Ernesto
Manoel
Lincoln
Ilustrações Comparadas
LeBlanc
Paulo Ernesto
Manoel
Lincoln
A Caçada da Onça
ANDRÉ LE BLANC
Haitiano educado nos Estados Unidos e residindo muito tempo no Brasil, LeBlanc ilustrou a coleção completa de Monteiro Lobato publicada pela Brasiliense em 1947 (exceto os dois volumes de "Os Doze Trabalhos de Hércules", em que outro ilustrador inspirou-se mais do que devia nos desenhos do Príncipe Valente...). Só em 1971 outros ilustradores assumiram esse posto. Na mesma época, adaptou clássicos brasileiros para os quadrinhos, entre eles "O Guarani" e "Menino de Engenho", para a Editora Brasil-América (EBAL). LeBlanc também foi autor de duas tiras diárias: "Intellectual Amos" e "Morena Flor", esta distribuída no Brasil, Argentina, Chile e Estados Unidos.
André falava seis idiomas (no Haiti, além do francês oficial, fala-se espanhol e inglês, além do "criollo") e mudou-se definitivamente para Nova York, vivendo de ilustrações para livros e quadrinhos, geralmente como assistente de desenhistas famosos como Sy Barry e Will Eisner, sem direito a crédito.

É difícil chamar seu trabalho competente e seguro de "genial". Ele não brilha, não causa impacto, é correto e eficiente. Quem se dispuser a examinar com calma o seu desenho, poderá perceber que todos os detalhes foram realizados com a segurança de quem sabe o que faz: a dobra das roupas, as proporções do corpo humano, as zonas escuras da face, o brilho nos cabelos. O que quer que esteja em um desenho seu está bem desenhado, seja o traje antigo de um aventureiro português, seja um cavalo ou um helicóptero.

Essa versatilidade e perfeccionismo discreto o fizeram ideal para trabalhar como "ghost-assistant" para diversos artistas. Nos quadrinhos, na tira do "Fantasma" por exemplo, o desenhista que assinava (Sy Barry) fazia um esboço ou layout do que ele queria: neste canto fica o Fantasma visto de baixo para cima, atrás dele um exército de pigmeus, e no fundo a selva. O assistente "fantasma" de Sy Barry desenvolvia esse layout, desenhando corretamente os personagens com todos os detalhes, pigmeu por pigmeu, marcando as sombras e zonas iluminadas... todo o desenho. Isto se chama "fazer o lápis" - "to pencilNo "Fantasma", isto era feito por LeBlanc ou pelo próprio dono da tira, Sy - que às vezes tirava férias, e nessa semana toda a tira, desde o "breakdown" (primeiro layout ou planejamento), passando pelo "pencil" e o "tight pencil" (último acabamento a lápis antes de passar tinta), mais a arte-final a nanquim, tudo era LeBlanc quem fazia.
Competência, equilíbrio, perfeccionismo, harmonia no conjunto, honestidade, discrição. As mesmas qualidades aparecem na vida e nos desenhos deste homem gentil, fiel aos amigos, amoroso e preocupado com a família, cuidadoso com a sua arte.
André LeBlanc nasceu no Haiti, em 16 de janeiro de 1921, e morreu nos Estados Unidos em 21 de dezembro de 1998.
MANOEL VICTOR FILHO
Manoel Víctor de Azevedo Filho[1] (São Paulo, 9 de agosto de 1927 — São Paulo, 26 de março de 1995) foi um pintor, desenhista, ilustrador, cartunista e professor brasileiro.
Manuel Vítor, aos quinze anos, já havia decidido que sua vida profissional estaria ligada às artes. Por isso, ao invés de procurar um curso universitário como qualquer jovem de classe média, preferiu estudar nos Estados Unidos. Lá chegando, matriculou-se na antiga e tradicional escola Art Student's League of New York, a mesma onde anos antes fora frequentada por Anita Malfatti. Aprendeu e trouxe para o Brasil técnicas novas ainda desconhecidas dos nossos artistas.
Foi o primeiro ilustrador brasileiro a usar o óleo nos trabalhos de ilustração. Também foi pioneiro em levar desenhos para a televisão esboçando-os ao vivo. Isto ocorreu em 1953 na TV Record de São Paulo, então uma emissora recém-fundada por Paulo Machado de Carvalho, no programa infantil produzido por Eduardo Moreira. Foi grande o seu sucesso.
Em 1955 estreia nos quadrinhos, adaptando dois romances de aventura roteirizados por seu pai: Os Dramas da Floresta Virgem e República dos Palmares.
Na década de 70 recebeu a incumbência de ilustrar a obra infantil de Monteiro Lobato, apresentando uma nova interpretação visual com a modernização dos personagens.
Logo em seguida, contrata-o a Editora Abril para pintar as capas dos 56 fascículos da série Grandes Personagens da nossa História. São figuras magníficas em que o pintor soube transmitir para a tela a força e a forte personalidade dos nossos herois. Para cada um desses trabalhos foi em busca de fontes e realizou cuidadosas pesquisas sobre o personagem para que o retrato fosse o mais fiel possível.
Dono de excepcional talento, grande cultura e um enorme prazer em colocar seus excelentes trabalhos no papel ou na tela, ganhou em pouco tempo fama no meio artístico.
PAULO BORGES
HISTÓRICO PROFISSIONAL

Sou Ilustrador Profissional desde 1987.Trabalhei como Desenhista de Histórias em Quadrinhos por 9 anos para a Editora Abril S.A. onde participei de vários títulos das Revistas Disney no Brasil, E.U.A. e Europa, e outros títulos e produtos da Editora.Entre trabalhos de maior relevância, fui convidado pela Editora Globo para ilustrar os 10 mais importantes livros infantis da Obra de Monteiro Lobato, que passaram por uma completa reformulação visual recentemente.Atualmente atendo as principais Editoras do mercado e algumas Agências de Publicidade.
Especialidades:- Ilustrações 2D em diversos estilos : cartoon, infantil, juvenil, lúdico e traço acadêmico, anatomia realista e estilizada.- Domínio de Técnicas Digitais simulando Aquarela, Pastel, Bico de Pena, Guache, Acrílica, Aerografia, Grafite.- Softwares: Photoshop e Corel Painter.- Colagem e Massa de Modelar ( baixo relevo )- História em Quadrinhos, Storyboards, Criação de Personagens.
Borges
Polêmica: racismo ou discriminação em As caçadas de Pedrinho
O estopim da discussão: Parecer 15/2010 CNE
Parecer 15/2010 - CNE
Denúncia-base: Antônio Gomes da Costa Neto

“A obra CAÇADAS DE PEDRINHO só deve ser utilizada no contexto da educação escolar quando o professor tiver a compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil”

“A crítica foca de maneira mais específica a personagem feminina e negra Tia Anastácia e as referências aos personagens animais tais como urubu, macaco e feras africanas. Estes fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano, que se repete em vários trechos do livro analisado”

Relatora do Parecer: Nilma Lino Gomes (voto aprovado pela Câmara Educ.Básica)

“De acordo com a Coordenação Geral de Material Didático do MEC […] são critérios de avaliação: a qualidade textual, a adequação temática, a ausência de preconceitos, estereótipos ou doutrinações, a qualidade gráfica e o potencial de leitura considerando o público-alvo”

Providências sugeridas:

“a) a indução de política pública pelo Governo do Distrito Federal junto às Instituições […] com vistas a formar professores que sejam capazes de lidar pedagogicamente e criticamente com [...] obras consideradas clássicas presentes na biblioteca das escolas que apresentem estereótipos raciais […]

b) […] cumprir com os critérios estabelecidos [...]

c) [...] exigir da editora responsável pela publicação a inserção no texto de apresentação de uma nota explicativa e de esclarecimentos ao leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura [...]”
Trechos polêmicos
“E aves, desde o negro urubu fedorento, até essa jóia de asas que se chama beija-flor” [pág.10]

“— Imbecil! — resmungou a capivara, furiosa de tamanha asneira. — Não é à toa que os macacos se parecem tanto com os homens.” [pág.11]

“— […] Não vai escapar ninguém — nem Tia Nastácia, que tem carne preta.” [pág.13]

“— Lá isso é — resmungou a preta, pendurando o beiço.” [pág.20]

“Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou que nem uma macaca de carvão pelo mastro de São Pedro acima, com tal agilidade que parecia nunca ter feito outra coisa na vida senão trepar em mastros.” [pág.23]

“A boneca fez um muxoxo de pouco-caso. Depois, voltando-se para Tia Nastácia:
— E você, pretura?” [pág.24]

“Desmaio de negra velha é dos mais rijos.” [pág.37]

“Pedrinho estava assombrado da esperteza daqueles homens.[...] Apesar de nunca saídos daqui, tais homens bem que podiam mudar-se para a África, a fim de ensinar aos negros do Uganda como é que se caçam feras...” [pág.41]
Análise Literária – A construção da personagem Tia Nastácia
Nome: redução de “Anastácia” (possível referência
à bela escrava curandeira do séc.XVIII)

Epítetos: preta, negra

Descrição física: pele negra, idosa, “beiçuda”

Descrição moral: bondosa, medrosa, supersticiosa

Condição social: solteirona; doméstica; cozinheira;
de pouca instrução

Espaço: cozinha; incursões na sala/varanda

Imagens/Comparações na obra em análise: macaco
Análise Literária – a imagem do macaco e as teorias raciais
Darwinismo Social: aplicação das teorias de Charles Darwin (seleção natural e evolução) às ciências sociais. Expositores: Herbert Spencer, Cesare Lombroso

No Brasil: situação peculiar graças à recente abolição da escravatura e à miscigenação.

- Faculdade de Direito do Recife: naturalismo (homem produto do meio, da raça e do momento)

- Faculdade de Direito de São Paulo: naturalismo + positivismo (lei)

- Escola de Medicina do Rio de Janeiro: saúde pública (doença)

- Escola de Medicina da Bahia: eugenia (doente/criminoso)
Análise Literária – a imagem do macaco e a representação do negro
Macaco: conhecido pela agilidade, dom de imitação, palhaçadas, dispersão, alternância.

“Foi uma debandada. Cada qual tratou de si e, como se houvessem virado macacos, todos procuraram a salvação nas árvores” [pág.5]

“— É hora! Avança, macacada! — gritou Pedrinho, escorregando pela árvore abaixo.” [ pág.5]
Tia Nastácia é apresentada em A menina do nariz arrebitado como “negra de estimação”. A figura maternal e as expressões de afeto são típicas de atitude paternalista. Nas antigas casas de fazenda e em muitas cidades, era comum a figura da velha matrona negra, tanto que Tia Nastácia é inspirada em antiga empregada de Lobato.

A personagem representa o negro pela condição social e pelo modo de interagir com os demais habitantes do Sítio. Mas não é só. Ela representa também a sabedoria e a cultura popular, a matriz oral das histórias, a culinária típica, a “brasilidade”.
Valores atuais – Racismo/Discriminação X Liberdade de Expressão
CONSTITUIÇÃO FEDERAL (1988)

Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;


LEI 7716/89 - Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa.

§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza: Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.

§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar[...]
I - o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II - a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.
III - a interdição das respectivas mensagens ou páginas de informação na rede mundial de computadores.

§ 4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido.

Brasília, 5 de janeiro de 1989; 168º da Independência e 101º da República.

JOSÉ SARNEY
Paulo Brossard
Politicamente correto
O politicamente correto (ou correção política) é um conjunto de atitudes que consiste em tornar a linguagem neutra em termos de discriminação e evitar que possa ser ofensiva para certas pessoas ou grupos sociais. Por ser inflexível e não admitir o humor, pode ser uma nova forma de fazer censura prescrevendo que certas palavras não devem ser usadas, afetando a liberdade de expressão.
Bibliografia:

LOBATO, M. Caçadas de Pedrinho. Ilustrações de Paulo Ernesto. São Paulo, Editora Brasiliense. 17 edição. s.d.a.
LOBATO, M. Caçadas de Pedrinho. Ilustrações de André Le Blanc. São Paulo, Editora Brasiliense. 14 edição. s.d.a.
LOBATO, M. Caçadas de Pedrinho. Ilustrações de Lincoln Barbosa Costa e Manoel Victor Filho. São Paulo, Editora Brasiliense. 30 edição.1979.
LOBATO, M. Caçadas de Pedrinho. Ilustrações de Manoel Victor Filho. São Paulo, Editora Brasiliense. 25 edição.1976.
LOBATO, M. Ca çadas de Pedrinho. Ilustrações de André Le Blanc. São Paulo, Editora Brasiliense. 14 edição.s.d.a.
LOBATO, M. Caçadas de Pedrinho. Ilustrações de Paulo Borges. São Paulo, Editora Globo.1 edição.2008
LAJOLO, Marisa, CECCANTINI, João Luís(org).Monteiro Lobato, livro a livro: Obra Infantil. Editora Unesp. 2008
AZEVEDO, Carmen Lúcia de; CAMARGOS, Márcia; SACCHETTA, Vladimir. Monteiro Lobato, furacão na Botocúndia: edição compacta. São Paulo. Editora Senac. 2000.
www.spacca.com.br/mestres
www.wikipedia.com.br
Contexto Histórico
A gestão de Artur Bernardes à frente do Governo Federal foi
marcada por uma permanente instabilidade política, derivada da
crise econômica e dos conflitos políticos e revoltas armadas que
se intensificaram neste período. Em seu governo, o republicanismo
oligárquico foi constantemente ameaçado por conspirações
civis e militares.

Nessa situação, Artur Bernardes só pôde governar o país
valendo-se do dispositivo constitucional denominado "estado
de sítio", que ampliou os poderes do Executivo federal em
detrimento dos direitos e das liberdades individuais.

A divisão das oligarquias
Governando sob estado de sítio, o presidente Artur Bernardes usou os poderes excepcionais de que dispunha para neutralizar seus opositores políticos. Por meio de leis repressivas que restringiram a liberdade de imprensa e os direitos individuais, o presidente pôs em prática uma política de desmonte das máquinas administrativas dos governos estaduais que eram considerados adversários políticos de seu governo.

Essa atitude gerou mais descontentamento entre as elites agrárias regionais menos influentes, que se encontravam fora do pacto de dominação firmado entre as oligarquias cafeicultoras dos estados de São Paulo e Minas Gerais, a chamada política do "café-com-leite".

Fonte: http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/governo-artur-bernardes-1922-1926-estado-de-sitio-e-coluna-prestes.jhtm
Tenentismo
Por Felipe Araújo
As contínuas rebeliões de cunho político-militar realizadas porjovens oficiais do Exército Brasileiro formaram um movimento chamado Tenentismo. A série de rebeliões militares deu-se no início da década de 20, quando jovens militares de baixa e média patente começaram a incitar reformas políticas no Brasil. Segundo eles, algumas das medidas a serem reformadas eram: fim do voto de cabresto, reforma na educação pública e voto secreto.
Além de lutar por estas mudanças, o Tenentismo também se caracterizava por tentar derrubar as oligarquias rurais que dominavam o país e acabar com as velhas tradições da República Velha. Os movimentos tenentistas foram a Coluna Prestes, aRevolução de 1924, a Comuna de Manaus e a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana.
Na época em que o Tenentismo começava a figurar, a política social do Brasil tinha como base a estrutura agrária. Assim, os grupos urbanos eram excluídos de qualquer tipo de decisão tomada no país. Eram dentro de um sistema de mandonismo nas áreas rurais e nos currais eleitorais que eram decididos os rumos da nação.





Revolta Paulista de 1924
Por Cristine Delphino
Conhecida também como “Revolução Esquecida”, “Segundo 5 de Julho” ou “Revolução de Isidoro”, a Revolta Paulista de 1924 foi o maior conflito armado na cidade de São Paulo caracterizando-se por ser uma Revolta tenentista, ou seja, rebeliões praticadas porjovens oficiais que compunham o Exército Brasileiro e que não estavam contentes com a situação política do país.
Esta Revolta estourou no dia 5 de julho de 1924 pelos tenentes que eram contra o sistema oligárquico vigente, eles reivindicavam reformas sociais e também políticas. Liderada pelo General Isidoro Dias Lopes, aproximadamente mil homens fizeram parte do movimento que inicialmente tinha o objetivo de se espalhar por outras cidades do país, porém somente Mato Grosso, Amazonas, Pará, Sergipe e Rio Grande do Sul aderiram a este movimento em datas diferentes, o que permitiu que o presidente conseguisse combater esses focos de lutas separadamente.
Os membros tomaram pontos estratégicos com o objetivo de tirar do poder o presidente Artur Bernardes. Eles chegaram até a atacar a sede do governo do Estado de São Paulo, o Palácio dos Campos Elíseos. Mais de 300 mil pessoas saíram refugiadas, incluindo o presidente do Estado, Carlos de Campos. A ideia era que o vice-presidente do estado, Coronel Fernando Prestes de Albuquerque assumisse o poder. O Coronel alegou que só aceitaria se fosse legalmente e espontaneamente cedido por Carlos Campos.
Sem apoio popular a Revolta enfraqueceu. O problema também é que eles não contavam com um projeto de poder específico, além de terem dificuldades em lidar com a superioridade bélica das forças do governo, que bombardeava a cidade de São Paulo. Os tenentistas viram-se obrigados a deslocar a Revolta e foram para Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, onde a Revolta sofreu a maior derrota.
No começo de agosto de 1924, a Revolta foi encerrada e Carlos de Campos retornou a São Paulo.
Os membros derrotados foram para o Norte do Paraná aonde se juntaram aos militares liderados por Luís Carlos Prestes, em 1925 e formaram a Coluna Miguel Costa-Prestes.





Fonte: http://www.historiabrasileira.com
- Em 1927 Lobato se muda com a família para os EUA por ter sido nomeado para o cargo de adido comercial junto ao consulado brasileiro de Nova York.

- A modernidade desse país o faz tecer elogios sobre a vida norte-americana nas
longas cartas que escreve aos amigos, de acordo com Cavalheiro: “tudo o encanta: os
cinemas, principalmente os filmes falados, então grande novidade, as festas do
Independence Day, o movimento da Bolsa, as doações às universidades, os teatros, os
edifícios, as pessoas, os animais, as estradas”

- No Brasil, o escritor já cultivava uma grande admiração pelo progresso
americano, e chegou mesmo a publicar diversos artigos que tratam do industrial Henry
Ford. Impressiona-se mais quando chega lá e busca meios de fazer do seu país tão
desenvolvido quanto os Estados Unidos, planejando a criação de empresas brasileiras que
se valessem de técnicas modernas na transformação de ferro em aço.
Começa, então, ainda nos Estados Unidos, a desenvolver uma luta a favor de o
Brasil beneficiar o minério de ferro, visando ao desenvolvimento nacional, idéia que será
defendida por longos anos e que sempre esbarrará na burocracia brasileira:

- A burocracia brasileira tudo emperra. A lentidão com que os relatórios se arrastam pelos canais competentes, desespera-o. Acaba compreendendo que o Governo brasileiro não passa de pura emanação de uma burocracia rotineira e malandra. Os homens de Estado, presidentes, ministros, legisladores, diz ele, têm e dão a impressão de governar, mas quem na realidade governa é a burocracia.

- Durante sua estada na América do Norte, Monteiro Lobato se afasta da direção da
editora, continuando, porém, como acionista da empresa e a publicar livros infantis. Mas,
com a quebra da bolsa de Nova Iorque, em 1929, ele perde dinheiro e acaba vendendo as
ações da Companhia Editora Nacional, voltando a ocupar unicamente a posição de escritor.


- Devido ao golpe de 30, Lobato é destituído de seu cargo. Em 1931, com Getúlio
Vargas no governo, ele regressa ao Brasil. Não é mais editor, mas é um escritor cujas obras
voltadas ao público adulto continuam a alcançar alta vendagem, apesar do longo período
em que não lança nenhuma obra destinada àquele público. “Certo de que transformaria seu
país em uma nação produtiva, eficiente e rica, Monteiro Lobato abandona temporariamente
a literatura para vivenciar experiências no mundo da indústria e dos negócios”.
Durante o governo de Getúlio Vargas, ocorreram diversas transformações nacionais: a industrialização progrediu de forma substancial, as cidades cresceram, o Estado se tornou forte, interferiu na economia e foi instaurada uma nova relação com os trabalhadores urbanos. Enquanto permaneceu no poder, Vargas foi chefe de um governo provisório (1930-1934), presidente eleito pelo voto indireto (1934-1937) e ditador (1937-1945).
Ao tomar posse em 1930, Getúlio Vargas discursou que o seu governo era provisório, mas tão logo começou a governar, tomou uma série de medidas que fortificaram o seu poder. Dissociou todos os segmentos que compunham o poder legislativo, assim exerceu o poder legislativo e o executivo simultaneamente. Vargas suprimiu a constituição estabelecida, exonerou os governadores e, para substituí-los, nomeou interventores de sua confiança. Vários deles eram militares ligados ao tenentismo.
Os tenentes no papel de interventores substituíram os presidentes de estados exonerados e cumpriram a tarefa de neutralizar as possíveis resistências dos velhos poderes locais ao novo governo, a fim de consolidar a revolução. A Era Vargas contou com uma política intervencionista ferrenha, através disso o poder público contemplou outros interesses sociais, superando a visão arcaica que a oligarquia tinha das funções do Estado.
A Era Vargas foi um período de modernização da Nação brasileira, mas também foi um período conturbado pela:
• Revolução Constitucionalista de 1932.
• Constituição de 1934.
• Criação da Ação Integralista Brasileira (AIB) e Aliança Nacional Libertadora (ANL).
• Política econômica e administrativa do Estado Novo.
• Política paternalista varguista.
• Transformação social e política trabalhista
com a criação da CLT.
• Criação do Departamento de Imprensa e
Propaganda (DIP), órgão responsável pela
censura do período.
• Constituição de 1937.
• Consequência da Segunda Guerra Mundial.
• Decadência do Estado Novo.
• Ascensão e crise do Segundo Governo de
Vargas (1950 – 1954). Getúlio Vargas governou o
Brasil por quase vinte anos. Chegou ao poder
através da Revolução de 1930, abrindo um
período de modernidade voltada para os aspectos
políticos, econômicos e sociais brasileiros, até
então nunca trabalhados. O forte espírito
nacionalista de Vargas fez com ele fosse
considerado o mais importante e influente nome
da política brasileira do século XX.

Fonte: http://www.brasilescola.com/historiab/era-vargas.htm
Os antecedentes da Revolução de 30

Interpretada como a revolução que pôs fim ao predomínio das oligarquias no cenário político brasileiro, a Revolução de 30 contou com uma série de fatores conjunturais que explicam esse dado histórico. O próprio uso do termo ‘revolução’ como definidor desse fato, pode, ainda, restringir outras questões vinculadas a esse importante acontecimento. Em um primeiro momento, podemos avaliar a influência de alguns fatores internos e externos que explicam o movimento.

No âmbito internacional, podemos destacar a ascensão de algumas práticas capitalistas e a própria crise do sistema capitalista. Cada vez mais, a modernização das economias nacionais, inclusive a brasileira, só era imaginada com a intervenção de um Estado preocupado em implementar um parque industrial autônomo e sustentador de sua própria economia. Em contrapartida, o capitalismo vivia um momento de crise provocado pelo colapso das especulações financeiras que, inclusive, provocaram o “crash” da Bolsa de Nova Iorque, em 1929.

Apático a esse conjunto de transformações, os governos oligárquicos preferiam manter a nação sob um regime econômico agroexportador. Dessa forma, a economia brasileira sofreu, principalmente nas primeiras décadas do século XX, graves oscilações em seu desempenho econômico. Em outras palavras, a economia brasileira só ia bem quando as grandes potências industriais tinham condições de consumir os produtos agrícolas brasileiros.

Defendendo essa política conservadora e arcaica, as elites oligárquicas acabaram pagando um alto preço ao refrear a modernização da economia brasileira. De um lado, as camadas populares sofriam, cada vez mais, o impacto de governos que não criavam efetivas políticas sociais e, ao mesmo tempo, não dava atenção aos setores sociais emergentes (militares, classes média e operária). Por outro, as próprias oligarquias não conseguiam manter uma posição política homogênea mediante uma economia incerta e oscilante.

Fatos que marcaram o processo da Revolução de 30

Nesse contexto, podemos compreender que a crise das oligarquias foi um passo crucial para a revolução. Com o impacto da crise de 1929, o então presidente paulista Washington Luís resolveu apoiar a candidatura de seu conterrâneo Júlio Prestes. Conhecida como “Política do Café Puro”, a candidatura de Júlio Prestes rompeu com o antigo arranjo da “Política do Café com Leite”, em que os latifundiários mineiros e paulistas se alternariam no mandato presidencial.

Insatisfeitos com tal medida, um grupo de oligarquias dissidentes – principalmente de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba – criaram uma chapa eleitoral contra a candidatura de Júlio Prestes. Conhecida como Aliança Liberal, a chapa encabeçada pelo fazendeiro gaúcho Getúlio Dorneles Vargas prometia um conjunto de medidas reformistas. Entre outros pontos, os liberais defendiam a instituição do voto secreto, o estabelecimento de uma legislação trabalhista e o desenvolvimento da indústria nacional.

O desfecho da Revolução de 30

Sob um clima de desconfiança e tensão, o candidato Júlio Prestes foi considerado vencedor das eleições daquele ano. Mesmo com a derrota dos liberais, um possível golpe armado ainda era cogitado. Com o assassinato do liberal João Pessoa, em 26 de julho de 1930, o movimento oposicionista articulou a derrubada do governo oligárquico com o auxílio de setores militares.

Depois de controlar os focos de resistência nos estados, Getúlio Vargas e seus aliados chegam ao Rio de Janeiro, em novembro de 1930. Iniciando a chamada Era Vargas, Getúlio ficaria por quinze anos ininterruptos no poder (1930 – 1945) e, logo depois, seria eleito pelo voto popular voltando à presidência entre os anos de 1951 e 1954.
Fonte: http://www.brasilescola.com/historiab/revolucao-30.htm
Projeto Lobatiano de
Literatura Infantil
Dar voz à infância
Desliteraturizar
Processo de reescritura
Contexto Histórico e Cultural Brasileiro
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