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Desvendando a Redação do Enem

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by

Alexandre Marques

on 4 December 2016

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Transcript of Desvendando a Redação do Enem

Desvendando a
Redação do
Enem 2016

O primeiro texto aponta para a necessidade de buscar a
laicidade do Estado
, prevista na Constituição, a fim de impedir a interferência de “correntes religiosas em matérias sociais, políticas, culturais etc.”.

O que discutir:
política de gênero; ensino da teoria creacionista; leis sobre aborto e casamento homossexual; estatuto da família e a influência da religião sobre essas pautas. Quando se misturam religião e política, como vem acontecendo no Brasil, correm-se mais riscos de discriminação e agressões por motivação religiosa. John Locke defendeu
a separação entre Estado e religião como forma de evitar os conflitos religiosos e respeitar os direitos individuais
.
O segundo texto define como “crimes inafiançáveis e imprescritíveis” quaisquer atitudes que denotassem agressividade ou ofensa tanto a quem professasse determinada crença quanto a quem não tivesse religião.

O que discutir
:
já existem leis que asseguram a liberdade de culto, mas por que ainda há intolerância? O que ela revela sobre nossa sociedade? -
Incapacidade de se relacionar com o diferente
- "O inferno são os outros" (Sartre). Intolerância nas redes sociais - ideia de impunidade e de anonimato.
No terceiro texto, o artigo 208 do
Código Penal
prevê detenção ou multa para quem escarnecer alguém publicamente por “motivo de crença ou função religiosa”, ou ultrajar, também em público, “ato ou objeto de culto religioso”.

O que discutir:
o fato de não haver guerras religiosas no Brasil faz o problema parecer inexistente e, por não conhecermos as leis - e os nossos direitos -, muitos são subjugados pela fé que professam.
Espíritas expulsos de favelas por traficantes evangélicos no Rio de Janeiro
.
O último texto, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, apresenta um
panorama da intolerância religiosa no Brasil de 2011 a 2014
, destacando os fiéis de religiões afro-brasileiras como as principais vítimas de discriminação.

O que discutir:
questionar o processo de introdução da religião no território brasileiro a partir da colonização:
imposição do catolicismo
, ignoraram-se as crenças autóctones; africanos = não humanos,
proibição dos cultos
, que passaram a ser realizados de forma subversiva, resultando, historicamente, em
marginalização
e
preconceito
. Prevalência dos valores das elites = religião herança cultural -
DOGMAS
= "Convicções são prisões" (Nietzsche).
POSSIBILIDADES DE ENCAMINHAMENTO
Poder-se-ia destacar a incoerência de vivermos em um país claramente miscigenado, caracterizado pelo sincretismo religioso, mas, ao mesmo tempo, haver constantes movimentos de combate às crenças contrárias àquelas que outros grupos professam.

Outra inconsistência em relação ao tema refere-se ao fato de que reside no imaginário coletivo - com forte contribuição da mídia - a ideia de que o Estado Islâmico é extremamente radical, o que nos faz condenar veementemente seus atos, mas também praticarmos atos fundamentalistas, ainda que de maneira menos violenta.

Estigmatização das religiões por meio da indústria cultural - não se abre o debate e estreitam-se as possibilidades de sincretismo.

Na sociedade pós-moderna, seitas que prometem estabilidade tendem a angariar mais fiés .

Instituições religiosas envolvidas em áreas como educação, comunicação e política e a influência disso na toma de decisões. São políticas/educacionais ou meramente religiosas?

No que diz respeito ao combate à intolerância religiosa, seria apropriado indicar dois ou três agentes interventores aptos a assumir essa responsabllidade.

A
escola
poderia ser lembrada como um espaço de diversidade, no qual os estudantes seriam estimulados a compreender e a valorizar a diversidade de crenças religiosas como um traço cultural do Brasil, entendendo os processos históricos de formação das religiões.

A
mídia
poderia desempenhar um importante papel de propagação das diversas religiões no país, por meio de debates e programas educativos que destacassem a convivência harmoniosa entre as religiões como um traço de civilidade de equidade.

Aos
Poderes Legislativo
e
Judiciário
caberia, respectivamente, enrijecer a lei que pune as práticas de intolerância, intensificando as penalidades aos agressores, e aplicar devidamente a lei, a fim de inibir quaisquer formas de desrespeito às crenças alheias e a seus praticantes, fazendo valer o artigo 5º da Constituição Nacional.

A
sociedade civil
, por meio do terceiro setor, pode promover assessoria jurídica e apoio psicológico a vítimas de intolerância.

Os
cidadãos
, como usuários de redes sociais, devem ter em vista que a sua liberdade de expressão encontra limites legais e morais em relação ao direito do outro e a suas crenças

PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO
Professor: Alexandre Marques
(desprezar)
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