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Interpretação das Escrituras

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by

Douglas Ricardo Boardman dos Reis

on 18 September 2013

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Transcript of Interpretação das Escrituras

A hermenêutica bíblica na história
Antes de trabalharmos os métodos básicos da hermenêutica bíblica, vamos traçar um breve histórico desta disciplina.
Interpretação das Escrituras
Introdução
São três as perguntas que devem ser feitas a um texto: O que ele diz? O que ele significa? Qual seu impacto sobre mim?
EDWARD L. HAYES
Interpretação
Interpretar é trazer à tona o verdadeiro significado de qualquer coisa escrita ou falada, principalmente pela reformulação do assunto em outras palavras. Um sinônimo é simplesmente “explicar"; o outro, "traduzir". Uma pessoa bilíngue que se ponha ao lado de um falante para traduzir suas palavras em outro idioma é chamado de intérprete. Para os cristãos evangélicos a interpretação da Bíblia é tarefa sobremaneira importante porque a Bíblia é considerada a Palavra de Deus falada e escrita. A revelação que o Criador fez de si mesmo e do seu propósito para suas criaturas é a comunicação mais importante que os seres humanos poderiam receber.
O desafio da interpretação bíblica
Ao contrário do que muitos pensam, a Bíblia sagrada não é um livro fácil de compreender. Entretanto, é tarefa nossa buscar o conhecimento e os recursos necessários para bem interpretá-la.
Por sua natureza, a Bíblia se destaca dos demais tipos de literatura, portanto sua interpretação enseja desafios que vão além da tradução de um idioma para outro e de um contexto cultural antigo para outro de caráter moderno e que muda velozmente. A Bíblia não é um livro apenas, e sim um conjunto de vários livros escritos num período de mais de 1.500 anos por diferentes autores de estilos próprios e propósitos imediatos. Contudo, as afirmações que faz e sua unidade notável deixam claro para os cristãos que a Bíblia é a "Palavra de Deus em linguagem humana". O intérprete, sempre uma criatura humana finita e falível, deve tentar ver as coisas do ponto de vista divino – mesmo que expressas sob outra perspectiva humana.
Breve histórico da Hermenêutica bíblica
Séc. V - XVI
Séc. XVI
Séc. XVIII - XIX
Séc. XVII
Séc. II - V
Séc. I
A Interpretação no Período da Idade Média
A interpretação na Idade Média, ainda que não de forma exclusiva, foi fortemente influenciada pelo método alegórico de Orígenes e da escola de Alexandria. Normalmente a Bíblia era interpretada buscando-se, pelo menos, dois significados, o literal e o oculto, mas poderia chegar até mesmo ao número de 7 significados. O método mais popular utilizado pelo Catolicismo buscava quatro sentidos, que são:
1) o sentido histórico literal, procurando descobrir o significado pretendido pelo autor;
2) o sentido alegórico, que tinha como função chamar à fé;
3) o sentido moral, governador da conduta do cristão;
4) o sentido anagógico destino final do crente.
A Interpretação no Período da Reforma
Opondo-se à interpretação dos eruditos patrísticos e medievais, os reformadores enfatizaram a necessidade de interpretar a Bíblia em seu sentido literal, destacando esse significado como a única fonte de autoridade em matéria de religião cristã. Assim, a Bíblia que vinha sendo interpretada à luz da tradição, passa a ter prioridade sobre ela e a julgá-la.
A Bíblia é interpretada a partir de princípios gramaticais, históricos e teológicos.
A Interpretação no Período do Confessionalismodo da Reforma
Nessa época a interpretação acabou ficando atrelada às Confissões de Fé e, naturalmente, submissa à dogmática (Teologia Decretada), mais conhecida nos meios evangélicos como Teologia Sistemática. Os esforços empreendidos no estudo bíblico interpretativo, nessa época, não passavam de uma busca de textos provas para as declarações de fé de antemão estabelecidas. Nessa busca, muitas vezes as interpretações foram “forçadas” para apoiar aquilo que já estava determinado nas confissões como sendo verdade em matéria de fé.
A Interpretação no Período Histórico-Crítico
Um dos principais motivos que levou ao surgimento do estudo histórico-crítico da Bíblia foi o desejo de adequação à ênfase científica dada nos meios acadêmicos nos séculos dezoito e dezenove. Com a pressuposição de que o ser humano era o centro do universo e que tudo deveria ser julgado por sua racionalidade, as antigas interpretações, baseadas na fé, foram dando lugar a métodos considerados científicos. Assim, a inspiração bem como a infalibilidade das Escrituras foi negada, e a Bíblia passou a ser interpretada como qualquer outro livro. Retirando dela o valor sobrenatural, os intérpretes passaram a, apenas, discutir questões históricas e críticas que a envolviam, o que, certamente, não demonstrou valor prático para a Igreja. Como destacou Lopes, o método histórico-crítico tirou da Bíblia o status de Palavra de Deus e a transformou em um simples testemunho de fé do povo de Israel e da Igreja Primitiva.
A interpretação Judaica na época do Novo Testamento
Período Inicial do Cristianismo Pós Novo Testamento
Duas escolas se destacam no período:
A Escola de Alexandria, representantada por Orígenes. Este elaborou seu método que pode ser chamado de “alegórico”. Nele, o que realmente interessava ao intérprete não era o que estava escrito no texto, mas, sim, o que estava por trás dele. O importante era buscar o significado oculto, também chamado de mais profundo, pois esse é que era considerado o significado verdadeiro, inspirado por Deus.
A Escola de Antioquia, representada por Crisóstomos, conhecido como o maior pregador da igreja antiga, e Teodoro de Mopsuéstia, destacado como o maior dos exegetas desse período. Destaca-se nesta escola a ênfase no sentido literal do texto bíblico, sem contudo desconsiderar os sentidos tipológicos e alegóricos presentes nas escrituras.
A diferença destes em relação a Orígenes e à escola de Alexandria repousava sobre o conceito de inspiração. Enquanto Orígenes, assim como outros da escola de Alexandria, via a inspiração como declarações produzidas em estado de êxtase, os da escola de Antioquia entendiam que ela era um impulso divino sobre os autores, que continuavam sob o controle de suas próprias consciências.
A Interpretação na Pós-Modernidade
Lá pela metade do século 20, começaram a surgir várias teorias hermenêuticas que podem ser classificadas como Pós-modernas. Elas são o resultado da influência do trabalho de, entre outros, F. Schleiermacher, R. Bultmann, F. Saussure, K. Barth, H-G Gadamer e J. Derrida. Elas se dividem em muitas, mas possuem alguns pontos em comum, entre eles estes dois de destaque: 1) a ênfase na sincronia do texto e não na diacronia, ou seja, procura analisar o texto em si, ignorando sua história; 2) partem do princípio que o texto possui múltiplos sentidos e não apenas um. Na interpretação pós-moderna errado não existe, pois todos estão certos, sejam quais forem as suas interpretações para determinado texto, pois tudo depende da criatividade do leitor, com exceção, é claro, daquele que crê na existência do certo e do errado, este, para os pós-modernos convictos, está sempre errado.
Duas linhas de pensamento com relação à autoridade das Escrituras:
Saduceus: somente o pentateuco possuia autoridade normativa;
Farizeus: Torah, Neviim e Ketuvim (Lei, Profetas e Escritos) possuiam autoridade como palavra de Deus.
Além disso, o partido dos farizeus ainda aceitava a autoridade dos escritos da tradição judaica.
A partir do Séc. XX
Hermenêutica
Hermenêutica e Exegética
Exegética
Exegese é o processo de extrair de um texto. O sentido que ele quis transmitir. Do grego exegeomai, a palavra é usada para se referir ao desvelamento ou à descrição de um documento, declaração ou incidente. Tecnicamente, é a interpretação gramatical, histórica, jurídica, etc., dos textos e particularmente da Bíblia. Explicação; comentário.
Hermenêutica
Hermenêutica é um ramo da filosofia que estuda a teoria da interpretação, que pode referir-se tanto à arte da interpretação, ou a teoria e treino de interpretação. A hermenêutica tradicional - que inclui hermenêutica Bíblica - se refere ao estudo da interpretação de textos escritos, especialmente nas áreas de literatura, religião e direito.
Relacionando
A relação entre exegese e hermenêutica é de tipo e grau. A hermenêutica é o guarda-chuva no qual a exegese se abriga. A hermenêutica trabalha com princípios ou regras mais abrangentes de interpretação da exegese bíblica. A Palavra de Deus, bem entendida em vários contextos culturais, induz tanto o professor quanto o aluno a procurar pelo sentido adequado, empregando recursos históricos, críticos, linguísticos e culturais. Tanto na hermenêutica quanto na exegese os evangélicos recorreram ao que se conhece atualmente como método literal-gramatical-histórico. Não há ciência mais exata do que a exegese para decifrar esses sentidos.
A interpretação correta das Escrituras é de extrema importância. Se errarmos, por exemplo, na interpretação de Shakespeare, não teremos problemas muito sérios. Mas, se errarmos na interpretação bíblica, dependendo do texto, talvez tenhamos consequências eternas. A responsabilidade da interpretação correta cresce ainda mais para os pregadores e professores que trabalham com as Escrituras. Em seus ensinos, eles dizem que Deus disse, mas, e se o que eles disseram não for o que Deus disse, não estariam eles agindo como falsos profetas? O profeta verdadeiro fala a verdadeira palavra de Deus. Por isso a interpretação bíblica é assunto muito sério.
1ª Pergunta
O que ele diz?
3ª Pergunta
Qual seu impacto
sobre mim?
2ª Pergunta
O que ele
significa?
As três perguntas básicas
Simplificando
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