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Pragmática - a constituição do pensamento histórico na vida

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Rainer Sousa

on 8 May 2015

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Transcript of Pragmática - a constituição do pensamento histórico na vida

Pragmática - a constituição do pensamento histórico na vida prática (Jorn Rusen)
FONTS
Narrativa ficcional x Narrativa não-ficcional
Sendo a narrativa o elemento-chave para se compreender/avaliar a consciência histórica dos sujeitos, faz-se necessário salientar as diferenças das narrativas ficcionais e não-ficcionais;

Nesse ponto, Rusen se vale de três elementos chave que o permite estabelecer o caráter singular das narrativas de natureza HISTÓRICA:

1) O USO DAS LEMBRANÇAS
2) A SUA REPRESENTAÇÃO DE CONTINUIDADE
3) A CONSTITUIÇÃO DE UMA IDENTIDADE
Narrativa histórica e o uso das lembranças
A lembrança é empregada pela consciência histórica, pois a mesma lida com um processo de interpretação das experiência no tempo PASSADO;

Contudo a CONSCIÊNCIA HISTÓRICA não se limita ao esforço de RECUPERAR o "passado pela lembrança" (p. 63);

É preciso frisar que essas lembranças serão sempre recuperadas em função de VIVÊNCIAS DO TEMPO PRESENTE responsáveis por ORIENTAR quais são as lembranças a serem recuperadas e qual o valor dado às mesmas;

"A mera subsistência do passado na memória ainda não é constitutiva da consciência histórica" (p. 63)
Narrativa e sua representação de continuidade
As experiências interpretadas estão sempre articuladas com as carências de orientação da atualidade e as perspectivas de futuro dos sujeitos;

Logo a narrtiva histórica tem uma preocupação de articular passado, presente e futuro;

Em outros termos, podemos afirmar que a narrativa histórica fomenta um referencial de entendimento do mundo tal qual e ele foi, a relação desse elemento com o tempo presente e quais diretrizes do agir no futuro se fazem necessárias e/ou possíveis;

Deste modo, a consciência histórica nunca se resumirá à uma consciência do passado, pois presente e futuro se colocam presentes nessa relação.
Experiência do tempo e auto-identidade - a origem da consciência histórica
Entendida como "fenômeno do mundo vital" (p. 56), a consciência histórica é entendia pelo autor como "uma SUMA DE OPERAÇÕES MENTAIS com as quais os homens interpretam sua experiência da EVOLUÇÃO TEMPORAL DE SEU MUNDO, sua vida prática no tempo" (p. 57);

Como o mundo não pode ser entendido como um "dado puro", o homem tem uma necessidade intrínseca de constituir diversas INTERPRETAÇÕES sobre o mesmo;

No caso da consciência histórica, temos envolvidas as situações em que o homem pretende realizar um "quadro interpretativo de si mesmo e de seu mundo, ao longo do tempo" (p. 58);

Essa consciência histórica atuaria como o elemento que permite ao homem tentar CONFORMAR dois elementos:

a) o TEMPO COMO INTENÇÃO (futuro)
b) o TEMPO COMO EXPERIÊNCIA (passado)

Logo, a CONSCIÊNCIA HISTÓRICA é vista como um ANTROPOLÓGICO UNIVERSAL (p. 60, 61)
Quais são as origens do pensamento histórico?

O pensamento histórico não pode ser entendido como uma habilidade exclusiva dos historiadores;

O pensamento histórico é visto como uma habilidade específica, porém natural ao homem ("O homem não pensa porque a ciência existe, mas ele faz ciência porque pensa" - p. 54);

Essa habilidade de pensar historicamente se define por meio daquilo que ele chama de CONSCIÊNCIA HISTÓRICA;

O pensamento histórico CIENTÍFICO seria apenas uma das situações em que a CONSCIÊNCIA HISTÓRICA seria mobilizada como forma de INTERPRETAÇÃO das experiências do passado;

Situada como na VIDA CONCRET dos sujeitos a CONSCIÊNCIA HISTÓRICA passa a ser designada como um dos "ATOS DE FALA" (p. 55) do homem.
INTERPRETAÇÃO DO MUNDO (presente)
Narrativa e a constituição de uma identidade
As narrativas históricas tem por pretensão fundamental impedir que os homens "se percam no tempo" (p. 66);

Afinal, devemos pensar que as experiências do homem são permeadas pelo risco de destruição de uma identidade ou de um conjunto de valores;

Tal ameaça se configura de formas diveras, podendo ser reconhecida no conflito de grupos com interesses conflitantes ou na vivência de uma tragédia natural;

Assim, quando se prestam a narrar historicamente, oferecem uma resistência a tais processos, procurando construir uma conhecida tríade de questões que incidem sobre o reconhecimento de si mesmo.
DE ONDE VIM?
QUEM SOU EU?
PARA ONDE VOU?
Como surge, dos feitos, a história?

A história se vale das ações humanas para se constituir, mas não integram a realidade dessas ações. Logo, os FEITOS só são concebidos como HISTÓRICOS a partir de uma determinada CONCEPÇÃO;

Logo, se torna impossível negar o aspecto SUBJETIVO (valores e ideias de um sujeito) que intermedia a ESCRITA DA HISTÓRIA;

Por outro lado, há um ASPECTO OBJETIVO quando percebemos que determinadas estruturas do nosso tempo presente se colocam oriundas de EXPERIÊNCIAS HUMANAS REAIS (Ditadura Militar, Capitalismo, Escravidão);

Ao fim, a NARRATIVA HISTÓRICA pode ser encarada como uma intersecção entre IDEIAS VALORATIVAS e EXPERIÊNCIAS DO PASSADO;

Detal modo, Rusen entende essa intersecção entre objetividade e subjetividade como a defesa de umPLURALISMO, em que a HISTÓRIA

"como objeto, como conteúdo da consciência histórica história, não deveria ficar reificada como uma grandeza fina da constelação temporal do agir humano, que bastaria reproduzir na consciência histórica, nem tampouco ser diluída em um constructo do passado que o presente elaboraria a seu bel-prazer e à sua imagem e semelhança" (p. 72
Tradição como pré-história

Se construímos representações de uma relação contínua entre PASSADO, PRESENTE E FUTURO - fruto da interação entre elementos de ordem objetiva e subjetiva - de que modo poderíamos definir os modelos que orientam nossas NARRATIVAS HISTÓRICAS?;

A tradição seria um modelo de protonarrativa, um modelo em que o mesmo se reconhece enquano tal, mas não se realiza uma DISTINÇÃO QUALITATIVA em relação ao presente;

"o passado não é consciente como passado, mas vale como presente puro e simples, na atemporalidade do óbvio(...) Tradição é a unidade imediata entre a experiência do tempo e intenção no tempo, tradição é o tempo da natureza trascendido em tempo humano, ela é a recuperação do tempo ainda antes de quaisquer resgates do tempo realizado pela consciência histórica" (p. 77).
A historicidade da vida prática humana

A consciência histórica é vista como um elemento distinto à tradição ;

Para Rusen, a consciência histórica seria um conjunto de operações mentais em que se acionam no momento em que a tradição não é mais eficiente no processo de orientação do homem no tempo;

" não é só de fato que as tradições previamente dadas não bastam para a orientação da vida prática no tempo" (p.78).

"O superávit de intencionalidade do agir humano constitui, por conseguinte não apenas a consciência histórica, mas constitui-se simultaneamente COMO ALAVANCA da própria vida humana prática" (p. 79).
História como crítica da tradição

A tradição se esvai de sentido quando o homem, tomado por NOVAS CARÊNCIAS DE ORIENTAÇÃO, "se debruça, criticamente, sobre a unidade de passado, presente e futuro na tradição" (p. 81) ;

Dessa crítica, segundo o autor, se originam formas distitnas de reconhecer de que modo o passado se torna presente ;

a) quando o mesmo não é diferenciado do presente ou do futuro.

b) quando o mesmo é levado em conta para o agir, quando admitimos sua eficácia na orientação do homem no tempo.

c) quando o mesmo se faz presente, mas não serve como elemento orientador da vida prática.
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