Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

HAITI: História e atualidades

No description
by

Henrique Garbino

on 29 January 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of HAITI: História e atualidades

HISTÓRIA DO HAITI
1º Ten Eng HENRIQUE SINICIATO TERRA GARBINO
Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil
"Quem não conhece seu passado, terá de revivê-lo" (Dostoiévski)
Domínio espanhol
Exploração dos nativos da ilha de Hispaniola (Taïnos) nas minas de ouro e plantações;
Imposição do catolicismo;
Doenças europeias;
Interesse econômico.
"O Haiti no século XVII não valia nada"
População nativa desimada
Todo ouro da ilha esgotado
Desinteresse espanhol: México e Peru mais atrativos
Ilha abandonada à poucos fazendeiros
Populações de porcos e vacas selvagens povoavam Hispaniola
Interesse das potências europeias (França, Inglaterra e Países Baixos)
Piratas
Corsários
Île de la Tortue
Divisão da ilha nos domínios espanhol e francês
Colonização francesa
Cultivo da cana-de-açúcar em latifúndios
Importação de mão-de-obra escrava
Colonos da margem da sociedade francesa: criminosos, órfãos, prostitutas, bêbados e piratas
Imposição do catolicismo, pregado pelos "piores padres da França"
Poucas mulheres na sociedade: uniões homossexuais e interraciais e incesto
Total descaso com a condição humana do escravo
Ayiti (terra de altas montanhas)
Santo Domingo
Saint-Domingue
Os escravos que venceram Napoleão
Os escravos que venceram Napoleão?
1789: Revolução Francesa
Duas oportunidades
Declaração Francesa dos Direitos do Homem
Enfraquecimento do Estado francês
Dois fracassos
Igualdade dos homens independentemente da cor da pele
Violentas divisões internas políticas e raciais (mulatos e "autênticos")
Falta de unidade dos insatisfeitos com a ocupação francesa
Não abolia a escravidão
Levante haitiano:
Jean-François Papillon e Georges Biassou
Brancos e mulatos
Negros marginalizados nas plantações
Não se buscava a abolição da escravidão
Aliança francesa com escravos leais
Controle francês
1793: Reino do Terror
Guerra contra a França
Inglaterra e Espanha invadem Saint-Domingue
Países escravocratas, sem intenção de libertar os escravos haitianos
França declara livres todos os escravos que participarem do esforço de guerra
Grande parte dos negros e dos mulatos apoiaram Inglaterra e Espanha
Toussaint Louverture, Georges Biassou, Jean-François Papillon...
1798-1802: Reinado de Toussaint Louverture
Toussaint Louverture
"Autêntico", ex-escravo, alforriado por seu senhor
Tornou-se uma figura expoente na vida política de Saint-Domingue
Lutou ao lado das tropas rebeldes, espanholas e finalmente pelo exército francês
Como homem livre, tornou-se fazendeiro senhor de escravos
Nomeou-se governador vitalício
Invasão de Santo Domingo
Trabalho forçado nas lavouras
Apoio a países escravocratas
1802: Expedição de Leclerc
1492
1803: Independência do Haiti
Paz firmada entre França e Inglatera
França ganha espaço de manobra para retomar seu poder e influência em Saint-Domingue
Guerra de Independência (1802-1803)
"Branco nem na bandeira"
França
Haiti
Napoleão envia seu cunhado, general Victoire Leclerc: uma expedição com 23.000 homens, juntamente com diversos exilados políticos, inimigos de Louverture
Louverture emprega a "terra arrasada"
Estratégia de "guerrilha"
Utilização do terreno, do clima e das doenças tropicais em seu favor
Cai em uma armadilha, é exilado e preso na França
Morre em 1803
Com a saída de Louverture, seus principais generais, Henri Cristophe e Jean-Jacques Dessalines, juntam-se aos franceses
Napoleão reinstitui a escravidão em Guadalupe e Martinica, enquanto Leclerc lança uma campanha de desarmamento em Saint-Domingue
O medo inicia a insurreição
Cristophe e Dessalines lideram a revolução
Epidemia de bouba e febre amarela
Inglaterra reinicia a guerra contra França
Franceses: "entre a cruz e a espada"
Haiti Independente
Jean-Jacques Dessalines declara-se ditador
1821 - 1844
1915 - 1934
1859 - 1915
1806 - 1820
1804 - 1806
Instabilidade, tirania e incompetência
Henri Cristophe (suicidou-se com uma bala de prata - 1820);
Jean-Baptiste Riché (overdose de afrodisíacos - 1847);
Albert Salnava (fuzilado no Palácio Presidencial - 1870);
Cincinnatus Laconte (utilizou o palácio como paiol de pólvora e explodiu em um acidente - 1912);
Tancrède Auguste (doença atribuída ou a envenenamento ou a sífilis - 1913);
Primeira ocupação dos Estados Unidos
Diplomatas do mundo todo concordaram que a última revolução haitiana havia excedido os limites aceitáveis de comportamento;
Henri Christophe e Alexandre Pétion
Henri Christophe:
Negro
Domínio do norte do país
Monocultura (cana-de-açúcar e café) e trabalhos forçados
Declara-se "Henri I, rei do Haiti"
Comete suicídio em 1820
Jean-Jacques Dessalines
Seguiu o exemplo de Louverture: trabalho forçado nas plantações de cana-de-açúcar e café;
Nomeou-se "Jacques I, emperador do Haiti";
Construiu as defesas principais defesas do país, dedicando amplos recursos humanos e financeiros;
As forças militares eram dispostas ao longo de todo o território haitiano, e não apenas no litoral;
Linchado por seus próprios oficiais em 1806, durante um levante geral.
Alexandre Pétion
Mulato
Domínio do sul do país
Reforma agrária, café e agricultura de subsistência
Morre em 1818
Haiti dividido
Jean-Pierre Boyer
Mulato, veterano da revolução;
Substitui Pétion no sul do país em 1818 e continua sua política de distribuição de terras;
Com a morte de Cristophe em 1820, Boyer reunifica o Haiti;
A exportações de açucar terminam por completo;
A produção de café continua, juntamente com culturas de subsistência;
Invade a República Dominacana, que permanece sob domínio haitiano até 1844.
"Pelas suas opções agrícolas, o Haiti escolheu a felicidade e a pobreza. Essa última provou ser mais duradoura que o primeira." (Philippe Girard)
preocupado com os franceses ou com revoluções internas?
1849 - 1959
Faustin Soulouque
"Autêntico", filho de escravos;
Famoso pela sua jovialidade e estupidez;
Declara-se "Fautino I, emperador do Haiti;"
Declaração de Independência Racial e Intelectual: orgulho racial (negro), creole e vodu;
Tentou invadir, por três vezes, a República Dominicana;
Em 12 anos de poder, não realizou nenhuma reforma substancial;
Em 1848, ordenou a prisão e o assassinato de mulatos proeminentes da sociedade haitiana;
Dobrou as forças armadas, criando uma força paramilitar leal a ele - os zinglins.
Guillaume Sam (1915):
Sexto presidente em cinco anos;
Para manter seu poder, prende 200 reféns de famílias proeminentes de Porto Príncipe e, caso uma revolução estourasse, os reféns seriam executados;
Uma revolução estoura: Sam foge para a residência do embaixador francês Pierre Girard. Os reféns são executados;
O povo invade a casa do embaixador, arrasta o ex-presidente para a rua, onde é linchado, morto e desmembrado. A população desfilou com os membros pelos bairros de Porto-Príncipe.
1988 - 1991
1993 - 1994
1996 - 2001
1994 - 1996
1971 - 1986
1957 - 1971
A segunda ocupação americana
Raoul Cédras, comandante do exército, lidera um golpe de estado e instaura uma Junta Militar para governar o país;
Aristide exila-se nos EUA;
A Junta apoia-se em grupos paramilitares para manter o poder;
Segue-se uma intensa onda de repressão política: assassinato, tortura e estupro;
Uma Diáspora Haitiana segue para os EUA.
Segunda presidência de Aristide
Aristide volta ao poder;
Critica a ocupação americana no país;
A Força Multinacional no Haiti (MFH) cria a Police Nationale d'Haïti;
Os primeiros anos, as lutas políticas e a primeira ocupação americana
O Embaixador Americano solicita ao Almirante Willian Capperton intervenção da Marinha;
No mesmo dia, soldados do USS Washington desembarcavam nas praias haitianas, pela noite já haviam tomado a capital;
A última invasão europeia, ainda da época de Napoleão, havia custado 55 mil vidas. Na invasão americana, apenas dois soldados morreram.
Ocupação dos Estados Unidos
Interesse na posição estratégica do Haiti
Entrada do Caribe
Principal rota para o Canal do Panamá (que fora inaugurado um ano antes)
Preocupações com o expansionimso alemão, durante a Primeira Guerra Mundial
Sem interesses econômicos
"Imperialismo benevolente"
Criação de uma força policial constituída
O Haiti manteve o presidente, enquanto os EUA controlovam unilateralmente a polícia, alfândega, finanças, saúde pública e infraestrutura
Criação do corvée
Aplicável a todo cidadão ("autêntico" ou mulato)
Pagar impostos ou trabalhar gratuitamente
Evolução dos 5 km rodoviários em 1915 para 750 km em 1918
Insurreição dos cacos (1918-20)
"Imperialismo benevolente"
Infraestrutura:
construção de 210 pontes, 1600 km de rodovias, faróis, nove aeroportos e onze hospitais, modernização de portos, reparo de linhas telefônicas, primeira estação de rádio, ampliação dos canais de irrigação, saneamento básico;
construção do Palácio Nacional
Educação:
construção de uma escola agrícola
Antiamericanismo
Racismo americano: para os americanos todos haitianos eram negros
Monopólio dos mais altos escalões governamentais, seguidos por mulatos proeminentes
Instituição do corvée, visto como uma volta da escravidão
Campanha antivodu
noirisme, négritude e black power
O terceiro mandato de Aristide
Estrutura seu gabinete com ex-opositores políticos, do antigo regime duvalierista;
Solicita outra intervenção da ONU;
Política de "tolerância zero;"
Repressão política desencadeada pelos "chimères;"
Cria 14 zonas de livre comércio;
2001 - 2004
François Duvalier: "Papa Doc"
Um "tímido" médico de família de classe média de Porto-Príncipe;
Simpático aos negros mais pobres: passou anos no interior lutando contra doenças tropicais, fascinado pelas raízes africanas (especialmente pelo vodu);
Ministro da Saúde e Trabalho, em 1946;
Exílio interno por perseguição política, em 1950;
Eleito presidente em 1957.
Papa Doc, o ditador
Ao menos sete tentativas de revolução, golpe de estado ou assassinato justificaram uma política de repressão social intensa
Nas eleições de 1964, foi declarado presidente vitalício, com resultados oficiais de 100% de aprovação popular
Receoso de que a força policial (criada durante a ocupação americana) o traísse, criou uma força paramilitar conhecida como os Tonton Macoutes
O assassinato de padres e o desrespeito aos Direitos Humanos gerou um afastamento com o Vaticano. Papa Doc criou uma versão própria da oração do "Pai Nosso"
"Nosso Doc, que estais no Palácio Nacional por toda a vida! Santificado seja o vosso nome, pelas gerações atual e futuras. Seja feita vossa vontade, assim em Porto Príncipe, como nas províncias. Nosso novo Haiti nos dai hoje, e nunca perdoe os pecados daqueles anti-patriotas que cospem todo dia em nosso país. Deixe-os cair em tentação, e sob o peso de seu veneno, não os poupe de qualquer mal."
Papa Doc, o ditador
Repressão, perseguição política e assassinatos sempre foram a norma dos governos haitianos
Papa Doc, no entanto, institucionalizou a tortura e as condições precárias de detenção.
Estima-se em 30.000 os números de mortos durante o governo de Papa Doc
Modificação da Bandeira Nacional por François Duvalier
Jean-Claude Duvalier: "Bébé Doc"
Boa primeira impressão: promessa de abertura política e desenvolvimento econômico;
Dependência de ajuda internacional;
"Venda" de trabalhadores para lavouras de cana-de-açúcar na República Dominicana;
Comércio de sangue, plasma, órgãos e cadávares;
Turismo sexual;
Êxodo rural (favelas urbanas e emigração em massa)
HIV/AIDS
Febre suína
Desmatamento
Matrimônio com Michèle Bennet
Um raio de esperança: a ascensão de Aristide
Negro, de origem rural, conhecido como padre e radialista que enfrentava abertamente Bébé Doc e seus sucessores;
Bem educado: mestrado em psicologia e doutorado em teologia, falante de creole, francês, espanhol e inglês;
Famoso nas favelas de Porto Príncipe;
Pregava contra o imperialismo estrangeiro (EUA e FR), com evocações ao vodu e às ideologias esquerdista e populista;
Principal candidato às eleições presidenciais em 1990 (movimento "Lavalas");
Vence as eleições - aguardado com ansiedade e esperança pela população e comunidade internacional;
Reduz o governo, corta salários e demite 8.000 funcionários públicos
Mantem impostos baixos
Aumenta em 60% o salário mínimo
Retórica nacionalista, xenofóbica e anti-imperialista
Demite todos oficiais superiores no exército
Encoraja seus seguidores a formarem gangues de rua, leais somente ao presidente (em oposição aos Tonton Macoutes)
descontentamento dos antigos detentores do poder
apoio popular
CONFRONTO
EUA preocupado com a "invasão haitiana";
Aristide insiste, veladamente, em uma intervenção militar no Haiti;
Embargo imposto pela ONU;
Aristide, veladamente, solicita às Nações Unidas uma intervenção militar no Haiti
Raoul Cédras acusa Aristide de alta traição
Resolução 940, do Conselho de Segurança, dá aos Estados Unidos o direito de utilizar "todos os meios necessários" para recolocar Aristide no poder
A Junta pronuncia-se que "lutaria até a morte"
Inicia a Operação "Dragon's Blood"
Em uma negociação de último minuto, com os aviões em pleno voo, a Junta renuncia.
Inicia a Operação "Uphold Democracy"
Aristide dissolve as forças armadas, em um ato inconstitucional e sem garantir a correta desmobilização, desarmamento e reintagração dos ex-militares;
Mantém o apoio às gangues populares, conhecidas como "chimères";
Diminui os impostos alfandegários, com a finalidade de diminuir o custo da comida (na maioria importada) e deixa o setor agrícola em crise;
Casa-se como uma advogada mulata, filha de haitianos e nascida nos EUA;
Aponta René Préval como seu sucessor para as eleições de 1996.
René Préval
Negro, origem humilde, amigo de Aristide, bem educado, agrônomo por formação;
Experiência política, como primeiro-ministro de Aristide;
Inicia um programa de privatização de 09 empresas estatais (telefonia, energia, moinhos, cimento, portos e aeroportos);
Criticado por Aristide, que cria a Lafanmi Lavalas, partido de oposição ao governo;
O primeiro ministro de René Préval vê-se pressionado por Aristide e renuncia. O Haiti fica sem governo por um ano e meio;
Doações internacionais são interrompidas;
Aumento da insegurança (tráfico de drogas).
Cede uma área de mais de 15.000 hectares na fronteira com a República Dominicana para um grupo americano-dominicano;
Escândalo da cooperativa e do "arroz da paz;"
Uma facção dissidente dos "chimères" inicia uma revolução no país;
A comunidade internacional abandona Aristide, que foge e exila-se na África.
Resposta internacional
Tropas dos EUA, Canadá, Chile e França chegam ao Haiti para conter o avanço dos revolucionários
As Nações Unidas aprovam a Mission des Nations Unies pour la Stabilisation en Haïti (MINUSTAH)
Estabelece-se um governo provisório
País controlado por gangues locais, seguidores de Aristide, ex-militares, grupos paramilitares, traficantes, etc
Furacão Jeanne (2004)
Esperança
Atuação da MINUSTAH na pacificação de Cité Soleil e Bel Air, tradicionalmente núcleos das gangues pró-Aristide (2006-2008) e melhora da segurança, como um todo no país
Eleições em 2006, René Préval volta à presidência
Política de conciliação nacional
Campanha de desarmamento, desmobilização e reintegração
Apoio internacional
Isenção de impostos para roupas "made in Haiti"
Complexo de cruseiros
Esperança?
Crise mundial de alimentos (2007-2008)
Furacão Fay (2008)
Furacão Gustav (2008)
Furacão Hanna (2008)
Terremoto (2010)
Furacão Ike (2008)
Esperança
Turismo
Comunidade internacional
Indústria e manufatura
Agricultura
Inclusão da mulher na vida pública haitiana
Resilência do povo haitiano
Diáspora Haitiana
A esperança está em nossas mãos
Os Duvalier, Aristide, a segunda ocupação americana, Aristide, René Préval e Aristide
Full transcript