Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Os gregos no séc.V a.C.

No description
by

António Vidal

on 28 October 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Os gregos no séc.V a.C.

A civilização grega no tempo
O mundo grego no séc.V
A hélade era a comunidade de todos os gregos não se limitando ao território da Grécia, mas incluia igualmente as colónias das cidades-estado gregas por todo o Mediterrâneo e Mar Negro
A Hélade
Caracteristicas naturais da Grécia
Cerca de 80% da Grécia é território montanhoso ou, pelo menos, acidentado. A maior parte do país é seco e rochoso. Só 28% da terra é arável. A Grécia Ocidental contém lagos e zonas húmidas. O Pindo, a cadeia montanhosa central, tem uma altitude média de 2650 m. O lendário monte Olimpo (Macedônia) é o ponto mais alto da Grécia, atingindo 2917 m ade altitude.
O clima da Grécia pode ser classificados em três tipos (mediterrânico, a alpino e o temperado) que influenciam regiões bem definidas do seu território. A cadeia de montanhas de Pindo afeta fortemente o clima do país, tornando o lado ocidental dela (áreas propensas a ventos do sul), em média, mais húmidas do que as áreas situadas a leste da mesma (sotavento das montanhas). O tipo de clima mediterrâneo apresenta invernos suaves e húmidos e verões quentes e secos. As regiões das Cíclades, Dodecaneso e Creta, no Peloponeso Oriental e partes da Grécia Central, são as regiões mais afetados por este tipo de clima. Temperaturas raramente atingem valores extremos ao longo das costas, embora, como a Grécia é um país altamente montanhoso, os nevões ocorrem com frequência no inverno. Às vezes neva mesmo nas Cíclades ou no Dodecaneso.
A formação das cidades-estado ou pólis
As condições naturais, as sucessivas invasões ocorridas no solo grego nos séc.X e IX a.C., a necessidade de organizar a defesa das populações, bem a sua subsistência económica levou a que na Grécia se desenvolvessem comunidades independentes umas das outras, com uma organização politica, administrativa e exércitos próprios.
Assim, a partir do séc. VIII a.C., a organização da vida comunitária e politica dos gregos antigos, ou melhor, da Hélade, assentava nas cidades-estado ou pólis.
A expansão grega e o estabelecimento de colónias
A partir do séc. VIII a.C. assiste-se igualmente a um forte movimento de expansão dos gregos para fora do seu território de origem.
Com origem nas cidades- estado originais, grupos de colonos gregos foram estabelecer-se ao longo das costas do Mar Mediterrâneo
Os gregos foram obrigados a emigrar devido:
- à pobreza dos solos gregos;
- ao aumento da população e à consequente dificuldade de subsistência das familias.
- às guerras civis e ás perseguições politicas.
Factores de unidade entre os gregos
A lingua
Religião
O grego antigo sustentava todos os outros elementos culturais comuns aos gregos das cidades-estado originais ou das colónias.
Politeista
Tipos de culto:
- domésticos,
- pan-helénicos,
- públicos.
Cultura
Uma cidade-estado: Atenas
Economia
Sociedade
Regime político
Em Atenas, a sociedade compunha-se de três grupos distintos: cidadãos, metecos e escravos. Os cidadãos eram homens livres, maiores de 18 anos, filhos de pai e mãe atenienses. Formavam quase metade da população de homens livres, isto é, cerca de 40 mil homens no tempo daquele estadista (século V a. C.). Só eles podiam ser proprietários de terras e participar na vida política da cidade.
Os metecos constituíam um grupo numeroso na sociedade de Atenas. Tratava-se de estrangeiros, isto é, homens provenientes de fora da cidade. Dedicavam-se principalmente às atividades comerciais e artesanais. Apesar de serem homens livres, estavam impedidos de possuir terras e de participar na administração da cidade. No entanto, eram os únicos a pagar impostos e estavam obrigados a cumprir serviço militar.
Os escravos, na sua maioria de origem estrangeira, de fora da Grécia. Podiam ser comprados ou terem sido prisioneiros de guerra. Realizavam os trabalhos mais pesados: serviços domésticos, trabalhavam nos campos, nas oficinas ou nas minas. Não possuíam quaisquer direitos, apenas eram instrumentos de trabalho. Calcula-se que, no auge, no século V a. C., Atenas teria cerca de 120 mil escravos.
Há casos de escravos muito bem tratados, que desempenhavam funções pessoais junto de um senhor; eram secretários, pedagogos, cozinheiros, etc., e podiam tentar comprar a sua liberdade ou então serem libertados após a morte do seu dono.
A agricultura, de subsistência, era o centro da economia grega, assente na produção de cereais, azeitonas e uvas, encaminhadas para o comércio interno.
A produção especializada de Atenas ou de Mileto, o centro produtor de lã, eram casos isolados no panorama desta economia agrícola.
O homem grego comum dedicava-se ao cultivo da sua propriedade, o que lhe providenciava a sua subsistência.
O comércio e outras atividades,estavam maioritariamente concentrados nas mãos dos metecos.
O artesanato assentava na tecelagem, sobretudo lanificios, na cerâmica, tanto a mais rica como a mais utilitária, para transportar vinho e azeite, ou preservar os cereais. A metalúrgia e a construção naval constituiram igualmente com actividades económicas fundamentais para o predominio económico ateniense.
Atenas é uma democracia directa, onde todos os cidadãos participam, na Assembleia, (Eclésia) do governo do Estado. Com efeito, se os Antigos não ignoraram completamente o governo representativo, tal como hoje se pratica nos estados modernos, a maior parte das cidades antigas foi governada directamente pelo conjunto dos seus cidadãos e a Assembleia era a fonte de todos os seus poderes: legislativo, executivo e judicial. Uma tal forma de governo não é, evidente-mente, possível senão em estados de pequena extensão.
Os órgãos de poder e as suas funções
As limitações da democracia ateniense
Apesar das suas caracteristicas de representatividade, de partilha e separação de poderes, a democracia ateniense apresentava, aos olhos da mentalidade moderna, limitações e contradições:
- as mulheres, os metecos e os escravos não tinham direitos de soberania;
- a existência da escravatura;
- as limitações á liberdade de expressão;
- a existência da pena de morte e da condenação ao exílio (ostracismo).
Politeismo
Os gregos prestavam culto a uma grande variedade de deuses e divindades.
No seu panteão, ou seja, no conjunto dos deuses podiamos encontrar divindades que estavam associados aos fenómenos naturais, às actividades do quotidiano, à vida para além da morte, às virtudes e defeitos dos seres humanos.
Os gregos entendiam que os seus deuses se manifestavam e afectavam a sua vida de diversas formas.
Tendo caracteristicas antropomórficas, ou seja, eram semelhantes ao ser humano podiam aparecer aos homens na sua forma original ou, caso entendessem , alterar a sua forma, apropriando-se do corpo de um ser humano ou animal, fenómeno conhecido como metamorfose. No entanto, os gregos acreditavam que eles acompanhavam a vida dos homens, na maior parte dos casos sem se manifestarem graças ao poder da invisibilidade.
Os mitos e lendas
A vida religiosa grega era acompanhada por lendas e mitos que descreviam os actos dos deuses e heróis gregos.
Muitos destes mitos construidos e passados de geração em geração pela tradição oral, recitados em verso, foram compilados nas obras de Hesiodo e de Homero, que se tornaram referências para a educação e formação dos gregos.
Ao longo dos séculos, poetas, dramaturgos e filósofos, diversificaram e enriqueceram esses mitos. Estes, durante a história da humanidade foram apropriados pelos homens e mulheres de todas as culturas, constituindo portanto um património cultural, não só dos gregos, mas da humanidade.
As formas de culto
Altares domésticos
As familias praticavam em casa formas de culto simples às divindades que entendiam proteger o seu lar ou intervinham na sua vida.
Cultos pan-helénicos
Desde sempre, as cidades gregas realizaram festas em honra dos seus antepassados, integradas no culto político e patriótico próprio de cada pólis, um pouco à imagem das que cada família fazia também. São exemplos as célebres Panateneias, em Atenas, dedicadas à deusa Atena, as festas em honra de Ártemis, em Éfeso, ou a Hera, em Argos e Samos. Todas elas possuíam uma base eminentemente religiosa, congregadora da população da pólis em honra do seu deus, ao qual ofereciam procissões, vigílias, corridas, oferendas, preces, sacrifícios.
Os Gregos acreditavam reconciliar-se com os seus deuses nestas festas. Construíam, para tal, templos ou santuários, como em Delfos, onde existia um oráculo à frente do qual estava uma sacerdotiza (pitonisa) afamada pelos seus dotes adivinhatórios, por todos consultada, em tempo de guerra ou de paz.
Cultos públicos ou cívicos
Embora em toda a Grécia se adorassem as mesmas divindades, cada pólis tinha os seus cultos privados, venerando, em especial, os deuses protectores da cidade. Durante esse tempo, os deuses eram honrados com concursos musicais, danças e provas desportivas.
O teatro grego
O teatro na Grécia antiga teve as suas origens ligadas a Dionísio, divindade da vegetação, da fertilidade e da vinha.
As obras trágicas e cómicas eram representadas anualmente no decurso das Grandes Dionisias.
As tragédias, eram marcadas pelo conflito entre o humano e o divino, ou do homem com o seu destino.
As comédias encontravam no quotidano e até na sátira aos mesmos temas da tragédias , a sua maior inspiração.

Entre os autores dramáticos, cujas obras chegaram até aos nossos dias, temos de destacar:

- Ésquilo (525 a 456 a.C.. aproximadamente)
Principal texto: Prometeu acorrentado.
Tema principal que tratava: Contava fatos sobre o mito de Prometeu, ou seja a insolência e os seus efeitos.

- Sófocles (496 a 406 a.C. aproximadamente)
Principal texto: Édipo Rei.
Tema principal que tratava: O homem e o seu destino, bem como os efeitos da insolência contra as divindades, tema muito querido aos gregos.

- Eurípides (484 a 406 a.C.aproximadamente)
Principal texto: As troianas
Tema principal que tratava: dos renegados, dos vencidos (pai do drama ocidental)

- Aristófanes (445 a.C.? – 386 a.C.) Dramaturgo grego considerado o maior representante da comédia grega clássica.
As suas obras caracterizam-se pela crítica aos governantes (Os Cavaleiros, Os Acarnenses), à educação dos sofistas (As Nuvens) e à guerra (Lisístrata). O autor chegou a ser levado a tribunal por individuos que se sentiam ofendidos pelo retrato que deles era feito.
A literatura
A Iliada e a Odisseia, poemas épicos atribuidas a Homero, foram a referência fundamental da educação e da cultura grega antiga, bem como o modelo para outros poemas épicos que marcaram a cultura ocidental, inclusivamente " Os Lusiadas" de Luis de Camões.
Para além das obras de Homero, a cultura literatura grega foi igualmente marcada pelas obras de Hesiodo, que para além da "Teogonia", sobre a origem dos deuses, escreveu uma obra marcante no que respeita à compreensão do género humano e da vida em sociedade, "Os trabalhos e os dias".
A poesia lirica grega nada ficou a dever aos poemas épicos, ou ao teatro, as obras da poetisa Safo, de Arquiloco, Álcman,Pindaro,Teócrito ou Calimaco, continuam a ser referências para o estudo da profundidade e complexidade da vida mental dos gregos antigos.
Os textos históricos
Chamado, o pai da História, Hérodoto deixou-nos, através da sua obra Histórias, uma viva descrição dos conflitos que consumiram o mundo persa e a sua relação com os gregos.
Tão marcantes como as suas narrativas, foram os seus objectivos claramente enunciados, bem como a definição precisa do seu objecto de estudo, que por essa razão lhe valeu o o titulo que durante séculos lhe foi atribuido.
Outra referência da historiografia grega antiga, foi Tucidides. Tendo vivido, como Hérodoto,no séc.V a.C. , descreveu na sua obra " A guerra do Peloponeso", o conflito entre Atenas e Esparta, no qual combateu, entendendo essa guerra como um momento marcante para o mundo grego.
Filosofia é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem.
Ao abordar esses problemas, a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais; por outro lado, diferencia-se das pesquisas científicas por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações. Entre seus métodos, estão a argumentação lógica, a análise conceptual, as experiências de pensamento e outros métodos a priori.
A filosofia
Os principais filósofos gregos
Sócrates
Sócrates (Atenas, 469 a.C. — Atenas, 399 a.C., foi um filósofo ateniense, e uma das mais importantes referências da tradição filosófica ocidental. É considerado por muitos filósofos como o modelo de filósofo.
Pouco se sabe ao certo sobre sua vida. As fontes mais importantes de informações sobre Sócrates são fornecidas por Platão (alguns historiadores afirmam só poder falar de Sócrates como um personagem de Platão por nunca ter deixado nada escrito de sua própria autoria) e Xenofonte, que o exaltam, e por Aristófanes, que o combate e o satiriza.Os diálogos de Platão retratam Sócrates como mestre que se recusa a ter discípulos, e um homem piedoso que foi executado por impiedade.Sócrates não valorizava os prazeres dos sentidos, todavia se colocava o belo entre as maiores virtudes, junto ao bom e ao justo. Na sua perspectiva os seus actos, discussões e diálogos tinham como função fazer surgir as ideias (Maiêutica) .
Sócrates dizia que sua sabedoria era limitada à sua própria ignorância. Segundo ele, a verdade, escondida em cada um de nós, só é visível aos olhos da razão (daí a célebre frase "Só sei que nada sei"!).Ele acreditava que os erros são consequência da ignorância humana. Nunca proclamou ser sábio. A intenção de Sócrates era levar as pessoas a conhecerem seus desconhecimentos ("Conhece-te a ti mesmo"). Através da problematização de conceitos conhecidos, daquilo que se conhece, percebe-se os dogmas e preconceitos existentes.
Platão
Platão (Atenas, 428 – Atenas,347 a.C.) foi um filósofo do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. Juntamente com seu mentor, Sócrates, e seu pupilo, Aristóteles, Platão ajudou a construir os alicerces da filosofia natural, da ciência e da filosofia ocidental.
A sofisticação de Platão como escritor é evidente em seus diálogos socráticos; trinta e cinco diálogos e treze cartas são creditadas tradicionalmente a ele, embora os estudiosos modernos tenham colocado em dúvida a autenticidade de pelo menos algumas destas obras.
Os diálogos, desde a época do próprio Platão, eram usados como ferramenta de ensino nos tópicos mais variados, como filosofia, lógica, retórica, matemática, entre outros.
Aristóteles
Aristóteles (Estagira, 384 a.C. – Atenas, 322 a.C.) foi um filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Seus escritos abrangem diversos assuntos, como a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia e a zoologia. Juntamente com Platão e Sócrates (professor de Platão), Aristóteles é visto como um dos fundadores da filosofia ocidental. Em 343 a.C. torna-se tutor de Alexandre da Macedónia, na época com 13 anos de idade, que será o mais célebre conquistador do mundo antigo. Em 335 a.C. Alexandre assume o trono e Aristóteles volta para Atenas, onde funda o Liceu (lyceum) em 335 a.C..
Conhecimento cientifico
O espírito científico recebeu um importante contributo da Civilização Grega. A explicação dos fenómenos da Natureza e do Homem abandonou concepções mágico-religiosas, procurando a formulação de leis que servissem essas explicações e que fossem compreensíveis pela razão.



Egípcios e mesopotâmios, muito antes do século -VI, eram já capazes de efetuar cálculos e medidas de ordem prática com grande precisão. Foram os gregos, no entanto, que introduziram as rigorosas provas dedutivas e o encadeamento sistemático de teoremas demonstrativos que tornaram a Matemática uma ciência.

A palavra "matemática" , que é de origem grega, englobava a aritmética, a geometria, a astronomia e a mecânica. Atualmente, apenas a aritmética e a geometria, as duas áreas teóricas que mais atraíram os gregos antigos, são consideradas ciências puramente matemáticas.

Alguns filósofos também eram, possivelmente, matemáticos, como Tales de Mileto (-625/-545), Pitágoras de Samos (-570/-495) e Demócrito de Abdera (c. -460); outros também eram sofistas, como Hípias de Élis (séc. -V); outros dedicavam-se quase exclusivamente à geometria e às suas aplicações mecânicas e astronômicas, como Euclides (fl. -295), Arquimedes (-287/-212) e Apolônio de Perga (fl. -200). Diofanto de Alexandria (fl. séc. II-III) notabilizou-se por seus estudos de álgebra.

A contribuição dos filósofos pré-socráticos à Matemática, enquanto ciência, são discutíveis e em grande parte fruto de tradição mal documentada. As mais antigas evidências concretas sobre as atividades de um matemático propriamente dito referem-se a Hipócrates de Quios (c. -470/-400). Nossos conhecimentos sobre Hipócrates de Quios e outros matemáticos anteriores ao século -IV, no entanto, baseiam-se em fragmentos de suas obras e em tradições conservadas nos séculos posteriores. O mais antigo tratado matemático que chegou até nós é o Da esfera móvel, de Autólico (-360/-290), um estudo a respeito da geometria da esfera. Dos matemáticos posteriores restam-nos diversas obras de valor desigual, dentre as quais destaca-se Os Elementos, de Euclides, cuja influência persiste até hoje.

O interesse pela História da Matemática começou, também, na Grécia Antiga. Eudemo de Rodes (séc. -IV), um dos discípulos de Aristóteles, escreveu histórias da aritmética, da geometria e da astronomia que, infelizmente, não foram conservadas. Durante o Período Grego-romano, matemáticos como Papo de Alexandria e Teon, pai da filósofa Hipatia, discutiram e comentaram a obra de seus predecessores.
A Matemática
Astronomia
Na Grécia, com os filósofos pré-socráticos e seu desejo de explicar o mundo em todos os seus aspectos, foram criadas imaginativas explicações teóricas sobre os corpos celestes. O exame dos escritos sobreviventes indica que esses intelectuais tinham grande interesse pela Astronomia e podem ter sido os primeiros astrônomos da Grécia, pelo menos em relação a teorias sobre a mecânica celeste.

Sabe-se que o sistema astronómico do eleata Parménides (-515/-445 ?) teve grande influência durante o Período clássico, mas até hoje não foi possível reconstruí-lo satisfatoriamente a partir dos poucos fragmentos que tratam desse asssunto.

As maiores contribuições dos gregos, porém, foram a descrição de sistemas racionais para descrever o movimento aparente dos corpos celestes e a elaboração de modelos da estrutura do Universo. Eudoxo de Cnido (-400/-347) foi o primeiro a usar a geometria para descrever o movimento dos astros.

O modelo de Universo mais aceito na Antiguidade (e também na Idade Média), o sistema geocêntrico, foi imaginado e desenvolvido pelos pensadores gregos. Nessa concepção, a Terra era considerada o centro do Universo conhecido. Foram também os gregos os primeiros a imaginar o sistema heliocêntrico, que posteriormente se comprovou ser o sistema correto

Convém esclarecer, finalmente, que todos os astrônomos antigos, inclusive os gregos, limitavam-se a tirar suas conclusões a partir da observação de fenômenos celestes visíveis a olho nu.
Física
Para os gregos, física — "coisas relativas à natureza" — designava o estudo do mundo natural em todos os seus aspectos.
Nem todos os campos da Física moderna, foram estudados pelos gregos; apenas a cosmologia, a acústica, a ótica e a estática.

Os primeiros físicos foram sem dúvida os filósofos pré-socráticos que, entre o século -VI e o século -IV, especularam longamente sobre a constituição da matéria e os fenómenos naturais.
Empédocles (-492/-432), com a teoria dos quatro elementos, e Leucipo (séc -V) e Demócrito (-460/-370?) com a teoria atómica, são os mais notáveis.

Platão (-428/-347) também especulou sobre a constituição da matéria em um de seus mais importantes diálogos, o Timeu.

Aristóteles (-384/-322), dentro de seu vasto campo de interesses, distinguiu com precisão a matemática da Física, sistematizou e aperfeiçou as teorias dos pré-socráticos sobre os elementos e desenvolveu uma metodologia para as especulações de natureza "científica".
As idéias cosmológicas de Aristóteles se tornaram predominantes e tiveram decisiva influência no pensamento científico árabe e europeu até a época do Renascimento. Aristóteles enunciou, além de importantes princípios cosmológicos, os primeiros conceitos sobre o movimento dos corpos.

Os outros campos da Física emergiram durante do Período Helenístico em diante, quando a matemática passou então a ser cada vez mais aplicada no estudo dessas questões. A acústica remonta aos estudos de harmonia musical de Aristóxeno de Tarento (séc. -IV), Cláudio Ptolomeu (100/170) e Boécio (475–525); a ótica e a catóptrica (teoria dos espelhos), aos de Euclides (fl. -300), Héron de Alexandria (fl. 62), Cláudio Ptolomeu e Téon de Alexandria (335?/405); a estática e a hidrostática, aos de Arquimedes (-287/-212), Héron e Papos de Alexandria (fl. 320).
Medicina
A moderna medicina Ocidental, de caráter estritamente técnico-científico e atenuada por elevados preceitos éticos, é uma herança da Grécia Antiga. O próprio símbolo da medicina, embora de origem mesopotâmica, foi difundido pelos gregos e é utilizado até hoje.

A arqueologia não revelou ainda evidências concretas para o entendimento da medicina grega anterior a -750, mas há referências à existência de médicos desde -1200. Uma tabuinha micênica de Pilos, datada de -1200, contém a palavra 𐀂 𐀊 correspondente no grego arcaico a ἰ"médico" .

Quatro séculos depois, novas referências podem ser encontradas nos poemas homéricos (c. -750/-700). Embora de caráter mítico, em sua maioria, os dados conservados pelo poeta deixam entrever a existência de médicos práticos, conhecedores de plantas medicinais e de técnicas cirúrgicas adequadas ao tratamento de feridas de guerra. Esses médicos, aparentemente, não se dedicavam apenas à Medicina.

Asclépio, um dos heróis-médicos citados por Homero, tornou-se o mais importante deus da medicina no início do Período Arcaico. Seus santuários, assim como os dedicados a outros deuses e também a alguns heróis, se tornaram populares templos de cura, onde os devotos buscavam auxílio divino para seus problemas de saúde. Os templos conviviam com vendedores de ervas, magos, charlatães e pessoas que, desde tempos imemoriais, recorriam à religião e a uma série de superstições para promover a cura das doenças.

Nas últimas décadas do Período Arcaico, aparentemente, os médicos se tornaram profissionais em tempo integral, que procuravam efetuar curas totalmente desvinculadas da religião e da superstição (Hp. Morb. Sacr. 2, Hp. Decent. 2-3) e exerciam sua Arte com grande seriedade em consultórios e domicílios.

A partir de -500, com as investigações teóricas dos filósofos da natureza, a medicina se tornou mais racional e começou a se desvincular completamente da religião e da própria filosofia. Já na metade do século -V, teorias para explicar o funcionamento do corpo humano na saúde e na doença começaram a se difundir e, por volta de -400, princípios racionais — para a época[1] — de diagnóstico, prognóstico e tratamento estavam já razoavelmente estabelecidos.

O mais famoso médico da Grécia Antiga foi Hipócrates de Cós (-460/-380), considerado o pai da medicina. Sua fama se deve, basicamente, à "coleção hipocrática" (corpus hippocraticum), extensa coleção de tratados médicos a ele tradicionalmente atribuídos, porém escritos entre os séculos -V e II. A influência desses textos na arte e na ciência médica foi enorme e perdurou até o século XVIII.

Nas primeiras décadas do Período Helenístico, a anatomia e a fisiologia, assim como a cirurgia, fizeram grandes progressos, mas depois de Galeno (129/204) a ciência médica progrediu muito pouco. Apesar disso, a medicina grega sempre desfrutou de alto conceito e os mais reputados médicos do Período Greco-romano eram de origem grega.
Teatro
Literatura
História
Filosofia
Conhecimento cientifico
Arquitectura
Pintura
Escultura



A arte grega foi marcada pela religião e mitologia gregas. Caracterizada pela sua perfeição e beleza, os Gregos considera¬vam que "até as coisas úteis deviam ser belas". Uma arfe feita à medida do Homem, uma vez que este é o centro das preocupações e a arte estava ao seu serviço. Esta arte, conhecida por arte clássica, exerceu até ao nosso tempo uma grande influência, pela sua expressão de harmonia, beleza e naturalismo.
0 mármore foi a principal matéria-prima utilizada na arquitectura e escultura grega, embora o bronze também fosse bastante utilizado na escultura.


Arquitectura
A arte grega teve a sua grande expres¬são na arquitectura com a construção de grandes templos, teatros e estádios. A arquitectura apresentava harmonia, propor¬ção, equilíbrio e ordem. A grandiosidade não era preocupação do artista grego.
A coluna constituía o elemento principal do templo grego, pois nela se sustentava toda a estrutura do templo. As características das colunas definiram três estilos ou ordens arquitectónicas diferentes: a ordem dórica, a ordem jónica e a ordem coríntia.
As principais obras arquitectónicas desta civilização foram construídas no século V a. C, período do apogeu económico e de explendor de embelezamento de Atenas.
Escultura e pintura Corín,io

A escultura
A escultura grega apresenta um grande rigor do pormenor, perfeição, naturalidade e serenidade. Belas estátuas de deuses, heróis e atletas constituíam os principais temas da escultura grega. Em muitas destas estátuas e baixos-relevos sobressaía a ideia do movimento com grande realismo.
A grande preocupação do escultor consistia em representar a beleza ideal humana.
Fídias foi o escultor mais conhecido de Atenas, tendo sido no século V a. C, o responsável por vários trabalhos na acrópole. Apesar de existirem poucos vestígios da pintura grega, esta resistiu até nós, principalmente na decoração da cerâmica e nas paredes de túmulos. Na pintura destacaram-se temas ligados a cenas mitológicas e episódios do quotidiano, pintados sobretudo em vasos de cerâmica.
A arte grega
Reconstrução 3D do Partenon
Trabalho da Universidade de Compostela
A arquitectura e os seus elementos caracteristicos
Os jogos olimpicos
Escultura
Pintura
Full transcript