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Yanomami

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by

Cabeça de Tomate

on 9 July 2015

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Transcript of Yanomami

Pintura Corporal Yanomami
Tronco Lingüístico
Mito cultural
Kami Yamaki Urihipë, Nossa Terra-Floresta
Para os Yanomami, urihi, a terra-floresta, não é um mero espaço inerte de exploração econômica (o que chamamos de “natureza”) Trata-se de uma entidade viva, inserida numa complexa dinâmica cosmológica de intercâmbios entre humanos e não-humanos. Como tal, se encontra hoje ameaçada pela predação cega dos brancos. Na visão do líder Davi Kopenawa Yanomami:
A terra-floresta só pode morrer se for destruída pelos brancos. Então, os riachos sumirão, a terra ficará friável, as árvores secarão e as pedras das montanhas racharão com o calor. Os espíritos xapiripë, que moram nas serras e ficam brincando na floresta, acabarão fugindo. Seus pais, os xamãs, não poderão mais chamá-los para nos proteger. A terra-floresta se tornará seca e vazia. Os xamãs não poderão mais deter as fumaças-epidemias e os seres maléficos que nos adoecem. Assim, todos morrerão. acreditam em um universo formado por três camadas de terra, finas e sobrepostas – a de cima sempre frágil e prestes a ruir. A situação atual deste povo é como este solo, constantemente ameaçado por multidões de garimpeiros ávidos pela riqueza possivelmente oculta sob o território indígena

O etnônimo "Yanomami" foi produzido pelos antropólogos a partir da palavra yanõmami que, na expressão yanõmami thëpë, significa "seres humanos". Essa expressão se opõe às categorias yaro (animais de caça) e yai (seres invisíveis ou sem nome), mas também a napë (inimigo, estrangeiro, "branco"). Os Yanomami remetem sua origem à copulação do demiurgo Omama com a filha do monstro aquático Tëpërësiki, dono das plantas cultivadas. A Omama é atribuída a origem das regras da sociedade e da cultura yanomami atual, bem como a criação dos espíritos auxiliares dos pajés: os xapiripë (ou hekurapë). O filho de Omama foi o primeiro xamã. O irmão ciumento e malvado de Omama, Yoasi, é a origem da morte e dos males do mundo.
Localização/Auto
denominação
Os Yanomami formam uma sociedade de caçadores-agricultores da floresta tropical do Norte da Amazônia cujo contato com a sociedade nacional é, na maior parte do seu território, relativamente recente. Seu território cobre, aproximadamente, 192.000 km², situados em ambos os lados da fronteira Brasil-Venezuela na região do interflúvio Orinoco - Amazonas (afluentes da margem direita do rio Branco e esquerda do rio Negro). Constituem um conjunto cultural e linguístico composto de, pelo menos, quatro subgrupos adjacentes que falam línguas da mesma família (Yanomae, Yanõmami, Sanima e Ninam). A população total dos Yanomami, no Brasil e na Venezuela, era estimada em cerca de 35.000 pessoas no ano de 2011. Os Yanomami relatam ter visto Yanomami isolados, que chamam de ‘Moxateteu’. Acreditam que os Moxateteu moram na parte do território Yanomami com a concentração mais alta de garimpeiros.

Yanomami
Os Yanomami falam 4 línguas (Yanomam, Sanumá, Yanomamö e Yanan ou Ninan) pertencentes a uma família linguística isolada, a Yanomami. Cada língua pode possuir vários dialetos. Os Ianomans, ou Yanomam, são um subgrupo dos ianomâmis que habita o Noroeste do estado brasileiro de Roraima e o Nordeste do Amazonas, mais precisamente na Terra Indígena Yanomami, bem como a Venezuela. Maior língua da família lingüística Ianomâmi no Brasil, a língua Ianomam é falada nas aldeias da Serra Parima e regiões da Serra das Surucucus e do rio Catrimani.
O nome “Yanomami”
História
Os Ianomâmis eram vistos como os representantes de um estado prístino, próximos ontologicamente dos japoneses, que teriam se espalhado a partir da Ásia para as Américas pelo estreito de Bering. Essa visão foi reforçada pela informação da alta incidência de sangue tipo O entre os povos ameríndios. No Japão, aparentemente é muito importante no estabelecimento de relações saber de antemão o tipo de sangue, de acordo com um horóscopo de sangue (Ketsueki Gatá Uranai); o tipo O remete ao mais antigo, sendo os demais, A, B e AB correspondentes aos diferentes estágios da evolução humana (sociedade agrária, migração para o norte e miscigenação modernas de grupos, respectivamente).
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