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Formação de Professores do Ensino Médio

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Graziela Prando

on 1 December 2014

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Transcript of Formação de Professores do Ensino Médio

1. A Área Linguagens e sua contribuição para a formação do estudante do Ensino Médio
Quando se fala na escola, portanto, temos a presença de inúmeros sujeitos, sejam aqueles constituídos pelo discurso pedagógico como professores, alunos, inspetores, supervisores, sejam aqueles constituídos pela atividade social extramuros, como o católico, o ateu, o metaleiro, o funkeiro, o ecologista.
Quando se fala do conhecimento sobre linguagens, e de uma educação pautada pelos direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano, se fala dessa possibilidade de conhecer e reconhecer as práticas de linguagem, de ir além das práticas cotidianas, de refletir sobre o que significa aderir a elas ou renegá-las, sobre as possibilidades de acesso e subversão. Fazer musculação, praticar ioga, pilates. Como atingem o corpo? Como conferem status? Quem tem acesso ao quê? O que se pode ou se quer escolher? Falar em uma reunião, corrigir um trabalho, escrever um conto. Que poderes essas atividades conferem ao sujeito? Como invisibilizam outras atividades e identidades?

1.2 A Linguagem como elo integrador da área:
A linguagem, então, constitui visões de mundo e valores sobre tudo que nos cerca. Os sentidos e, portanto, as práticas sociais de linguagens são assim, manifestações situadas, não existindo de forma autônoma ou abstraída do contexto histórico-cultural nos quais se dão as relações humanas.
A área de Linguagens abarca, por conseguinte, práticas sociais diversas, as quais envolvem, em toda sua pluralidade, representações, formas de ação e de manifestações de linguagens culturalmente organizadas e historicamente determinadas. Em seu núcleo, as linguagens abarcam os mais diversos modos de expressões e performances artísticas e literárias, manifestações de movimento corporal e gestual e vivências de interpretação e construção de sentidos.
ÁREA DAS LINGUAGENS
Formação de Professores do Ensino Médio
1.1 A formação da Área Linguagens:
A concepção de uma área de Linguagens como arranjo curricular da Educação Básica
começa a tomar forma na década de 90. Nesse sentido, nos PCNEM (2000), PCN+ (2002) já aparecia uma área denominada “Linguagens, códigos e suas tecnologias”, contendo os seguintes componentes: Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Educação Física, Arte, e Informática. Há um comentário geral sobre a área em ambos os documentos, mas que não chega a discutir a integração dos componentes curriculares. Nas Orientações Curriculares para o Ensino Médio - OCEM (2006), a área aparece com a mesma denominação, sendo considerados os conhecimentos relativos à Língua Portuguesa, Literatura, Línguas Estrangeiras, Espanhol, Arte e Educação Física. Não há discussão sobre a área ou sobre os seus componentes curriculares, tema que só volta a entrar em pauta nos documentos mais recentes.
Nas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica – DCNEB (2010) a área passa a ser definida, por sua vez, com o nome Linguagens, compreendendo os componentes obrigatórios: a) Língua Portuguesa; b) Língua Materna, para populações indígenas; c) Língua Estrangeira moderna; d) Arte; e e) Educação Física. Nas DCNEM (2012), ocorre apenas uma especificação do componente Arte, “em suas diferentes linguagens: cênicas, plásticas e, obrigatoriamente, a musical”.























1.3 Os conhecimentos da área de Linguagens:
a) O conhecimento sobre a organização e o uso crítico das diferentes linguagens.
b) O conhecimento sobre a cultura patrimonializada local, nacional e internacional.
c) O conhecimento sobre a diversidade das linguagens.
d) O conhecimento sobre a naturalização/desnaturalização das linguagens nas práticas sociais.
e) O conhecimento sobre autoria e posicionamento na realização da própria prática.
f) O conhecimento sobre o mundo globalizado, transcultural e digital e as práticas de linguagem.



2. Os sujeitos estudantes do
Ensino Médio
e os direitos à aprendizagem e a
o desenvolvimento humano
na área de Linguagens;




2.1 Sujeito, sujeitos da escola, contexto, interação:

Defende, em ampliação ao pensamento de Paulo Freire, György Lukács e Agnes Heller, que o homem torna-se tanto mais sujeito quanto maior seja a consciência da mediação discursiva e mais desenvolvido seja seu senso de coletividade. Apoia-se também em Mikhail Bakhtin, ao afirmar que o desenvolvimento do sujeito e da consciência dependem da superação da esfera imediata, ou seja, da possibilidade que um humano específico tenha de conviver com outras vozes, outros pontos de vista, outras realidades, outros discursos, para além daqueles que o cercam; de estar em relação de transgrediência, de se ver a partir do ponto de vista de outro humano.

2.2 Subjetividade e produção de conhecimento na juventude:
A aprendizagem demanda participação e o jovem tem um modo característico de produzir sentido em suas práticas. A escola pode contribuir com seu aprendizado na medida em que respeita suas especificidades, possibilitando a ressignificação de sua ação e a formação de repertórios culturais de forma crítica. Nesse sentido é que o Caderno II da Etapa I aponta:

Uma das mais importantes tarefas das instituições educativas hoje está em contribuir para que os jovens possam realizar escolhas conscientes sobre suas trajetórias pessoais e constituir os seus próprios acervos de valores e conhecimentos não mais impostos como heranças familiares ou institucionais. (BRASIL, 2013, p. 19)

2.3 Práticas de linguagens nos componentes curriculares da área:
- A formação de rodas de leitura e compartilhamento de textos produzidos, a instauração de ciclos de debates e diversos outros eventos, a produção de mídias que viabilizem conhecimentos sobre a sociedade

- a construção de fóruns de intercâmbio entre estudantes falantes de línguas diferentes, a apreciação da produção cultural em línguas estrangeiras, a participação em movimentos internacionais de hip-hop, de questões da juventude, de produção audiovisual etc.;

- o desenvolvimento de projetos culturais (de teatro, dança, música, artes plásticas), a participação em movimentos já instaurados (como os cineclubes, os saraus, as exposições), a frequência a aparelhos culturais (teatros, cinemas, museus, feiras etc.);

- projetos esportivos, as práticas que trazem embutidos movimentos altamente atrativos e motivacionais para os jovens




Os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano, portanto, dizem respeito às experiências as quais os estudantes terão acesso e aos tipos de saberes que constituirão. Nesse texto, estamos entendendo que os estudantes têm direito:
1-à pluralidade de práticas e valores socioculturais;
2-à consideração de seus saberes na relação com a experiência escolar;
3-à compreensão, apropriação e uso de várias formas de linguagem;
4-ao acesso crítico a patrimônios;
5-à reflexão sobre as relações de poder e sobre as instituições políticas;
6-à problematização das relações entre cultura, ciência, tecnologia, sociedade e ambiente;
7-à construção e apropriação de ferramentas conceituais e procedimentais de diversas tradições do conhecimento humano;
8- à historicidade como forma de desnaturalização das condições de produção e validação dos conhecimentos;
9-ao pensamento emancipador;

2.4 Direitos de aprendizagem e desenvolvimento humano e as práticas de linguagem:
3.Trabalho, Cultura, Ciência e Tecnologia na área de Linguagens
Conforme estabelecido pela DCNEM de 2012 (art. 4º, inciso VIII), o trabalho, a cultura, a ciência e a tecnologia são dimensões da educação e, portanto, do desenvolvimento curricular. Nesta unidade, vamos ver como essas dimensões se relacionam com a área de Linguagens e seu trabalho pedagógico.



Trabalho:
perspectiva ontológica de transformação da natureza como realização inerente ao ser humano e como mediação no processo de produção da sua existência. Logo, ocupa ele um lugar de extrema relevância na configuração das relações humanas, na particularidade das diferentes culturas e nos grupos sociais que as constituem.

Cultura:
resultado de uma dinâmica coletiva e dialógica,
a qual viabiliza modos de vida das diversas sociedades, bem como a organização produtiva dos grupos humanos.

Ciência:
pode ser entendida como o conjunto de conhecimentos sistematizados, produzidos socialmente ao longo da história, como resultado da pesquisa e do embate entre visões de mundo diversas, se expressa na forma de conceitos representativos dos objetos que estuda.

Tecnologia:
é a extensão das capacidades humanas, mediante a apropriação de conhecimentos como força produtiva. Nessa linha, a tecnologia é considerada como uma transformação da ciência em força produtiva ou mediação do conhecimento científico, e sua produção ocorre sempre atravessada pelas relações sociais em que é gerada

- As identidades culturais são criadas e não descobertas, encontram-se em constante transformação. Da mesma forma, padrões linguísticos, estéticos, culturais são normatizados e validados em meio aos tensionamentos sociais.
4. Possibilidades de abordagens
pedagógico-curriculares na
área de Linguagens
4.1 A educação como prática humanizadora:
O fazer pedagógico é sempre marcado pela necessidade de assumirmos posicionamentos frente aos objetivos e às maneiras pelas quais o desenvolvimento e a aprendizagem dos estudantes podem se promovidos, pode ser visto enquanto “uma atividade prática de humanização das pessoas”, conforme também pensa e defende Libâneo (2010, p. 20).



4.2 O currículo e a construção crítica do conhecimento sobre a linguagem:

Sabemos que o currículo e seus conteúdos têm sido, desde muito, objeto de reflexão e de contestação. Essa proeminência, acreditamos, advém também do fato de que as práticas educacionais implicam decisões e ações que afetam o “destino humano das pessoas”, como ressalta Libâneo (2010, p. 21), e assim requerem políticas e “projetos que explicitem direção de sentido da ação educativa e formas explícitas do agir pedagógico”. (LIBÂNEO, 2010, p. 21)


Assim, a cada disciplina que integra o currículo cabe eleger seus objetos de ensino, sendo as práticas curriculares pensadas a partir de uma multiplicidade de elementos, entre eles, o ensino, a aprendizagem, a avaliação, a metodologia, a didática, o planejamento, os objetivos etc.





4.3 Práticas de ensino e aprendizagem:

Não há métodos perfeitos ou modos únicos e corretos de agir na sala de aula. Precede essas preocupações a ideia de agir pedagogicamente a partir das especificidades do contexto e das particularidades do perfil dos estudantes, aliando as práticas educativas a um incessante refletir sobre seus porquês e sobre os valores e ideologias que elas carregam e veiculam.
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