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A Globalização e Seus Malefícios

Apresentação para a matéria "Estado e Variedades de Capitalismo", do PPED
by

Diogo Silva

on 17 June 2013

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Transcript of A Globalização e Seus Malefícios

O FMI tem se mostrado completamente ignorante sobre as necessidades dos países em desenvolvimento, insistindo em aplicar a todos o mesmo remédio: políticas contracionistas (para controlar a inflação) e liberalização do mercado. Sob a justificativa de manter a estabilidade, o Fundo trata questões políticas como meramente técnicas, a partir do seu aparato conceitual e instrumental.
O FMI
A Globalização e Seus Malefícios
Joseph Stiglitz
Pergunta Inicial
Por que a globalização - uma força que trouxe tantos benefícios - se tornou tão contraditória?

Desenvolvimento econômico de vários países através do comércio internacional e aumento das exportações
Acesso a um conhecimento que estava além do alcance de muitas pessoas
Ligação entre manifestantes de diversas partes do mundo, proporcionada pelos meios de comunicação, o que fez surgir novas modalidades de pressão pública
A miséria na África não foi solucionada
A estabilidade econômica continua sendo um problema: crises por todo lado
Desestabilização social
As promessas da transição para o capitalismo global não foram cumpridas
Caso dos países ex-comunistas versus China
Hipocrisia dos países desenvolvidos nas tarifas aduaneiras
Propriedade intelectual beneficiando os produtores e excluindo os consumidores
"A globalização é a integraçao mais estreita dos países e dos povos do mundo que tem sido ocasionada pela enorme redução de custos de transportes e de comunicações e a derrubada de barreiras artificiais aos fluxos de produtos, serviços, capital, conhecimento e pessoas através das fronteiras."
A maioria dos aspectos da globalização foram bem-vindos, com exceção dos aspectos econômicos
Para compreender o que deu errado, é importante analisar as instituições que controlam esse aspecto da globalização: FMI, Banco Mundial e OMC
Criado para:
Assegurara a estabilidade econômica global
Proposta keynesiana -> Manter a demanda global aquecida
Atuar onde as forças de mercado não conseguem
Incentivar políticas expansivas
Empréstimos para aumento da liquidez
Atualmente:
Promove a instabilidade econômica global
Forte defensor dos mercados
Incentiva políticas contracionistas
Controlar a inflação se tornou o único fim
KEYNES
Essa virada aconteceu nos anos 80
Tatcher/Reagan
Anne Krueger
Crise nos países latino-americanos
Ideias inapropriadas para estágios iniciais de desenvolvimento
Movimento semelhante aconteceu no BM
I . A crise asiática (cap. 4)
Problemas dos países foram atribuídos à intervenção estatal falha, interpretação que foi posteriormente extendida a todos os países com problemas
Três décadas de crescimento econômico baseadas nas exportações
Alta taxa de poupança
Intervenção do Estado na economia para direcionar os investimentos: Estado desenvolvimentista
Compartilhamento dos benefícios do crescimento: redução da pobreza, política industrial, sistema da educação
Liberalização progressiva do comércio sob pressão do FMI, Banco Mundial e Tesouro Americano: aumento do fluxo de capital que tornou-se incontrolável
Crise monetária : queda da moeda tailandesa (Baht) em Julho de 1997 por causa da especulação financiaria consequente da liberalização dos mercados de capitais
Contágio em outros países asiático: Taiwan, Malásia, Coréia do Sul, Filipinas e Indonésia
A crise toma proporção mundial com a queda do preços das matérias-primas que atingia os países em desenvolvimento: Brasil, Argentina, Rússia e outros países emergentes
Método utilizado foi o mesmo para as crises na América do Sul (Consenso de Washington) - Empréstimo sob condicionalidades:
alta taxa de juros
austeridade orçamentária
aumento dos impostos
reformas estruturais, políticas e econômicas
restruturação das empresas
Desconsiderando:
Diferenças em relação à América do Sul: pouca inflação, divída privada e não pública (empresas); importância da taxa de juros
Falta de um quadro jurídico para as falências
Os fluxos de capitais são pró-cíclicos
Implementou uma contração da demanda global ao invés de estimulação
Efeitos de contágio e risco sistêmico - "credit crunch"
Mas isso não seria um problema tão grande se a queda do colonialismo e do comunismo não tivesse propiciado aos dois organismos o protagonismo que obtiveram.
Risos sociais e políticos:
Soberania
Desemprego brutal, preços alimentícios
Falências de empresas e bancos
Crítica e profecia auto-realizável
Tesouro americano tem direito exclusivo de veto nas decisões do FMI e é o maior acionista, portanto é co-responsável
FMI e Departamento do Tesouro dos Estados Unidos
Aliado a todos os problemas, está o problema o controle, ou seja, quem decide o que fazer e porque fazer. As políticas das instituições são controladas pelos países industrializados mais ricos do mundo e pelos interesses econômicos e financeiros desses, os países atingidos pelas políticas recomendadas tem pouca voz, assim como suas populações. O resultado são as revoltas crescentes nos países em desenvolvimento, que se alastram agora para os países desenvolvidos.
Malásia e China
Estudo comparativo
Há governança global, mas não há governo global.
Coréia do Sul,
Tailândia e Indonésia
Fracassou em todos os seus objetivos
As medidas do FMI pioraram a eficiência global do mercado
Modelos inadequados
Não reconheceu suas falhas e não mudou suas estratégias
Interesses ideológicos das comunidades financeiras
Fracasso Monetário Internacional
Proposições:
Políticas monetárias expansionistas de pleno emprego
Importância das instituições na regulação das falências e reestruturações das empresas
O autor posiciona-se a favor de um congelamento parcial das dívidas, no curto prazo, durante uma crise
II . Melhores caminhos até o de mercado (cap. 7)
Terapia de choque e gradualismo
O caso da Rússia...
China
Privatização parcial : agricultura seguida da indústria
Sistema de preço e instituições
Política monetária
Instituições financeiras
Estratégia de desenvolvimento rural: limitadora das pertubações sociais
O “milagre” asiático
Do milagre para a crise...
Promessas não cumpridas
Avaliação
Crescimento não necessariamente conduz às liberdades individuais e direitos civis
Estabilidade importante para o crescimento
Distribuição dos benefícios necessários a longo prazo
O autor começa o capítulo ressaltando que os objetivos do BM e do FMI são diferentes: o do primeiro é a erradicação da probreza, o do segundo é a estabilidade econômica.
"Como recém vice-presidente do BM, via minha tarefa como :
- pensar sobre quais estratégias seriam mais eficazes para promover o crescimento e reduzir a pobreza;
- trabalhar com os governos dos países em desenvolvimento para implantar essas estratégias;
- e fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para promover os interesses e inquietações do mundo em desenvolvimento, exercendo pressão para que abrissem seus mercados ou fornecessem ajuda mais eficaz.
Ele afirma que não imaginava que um dos maiores obstáculos seria o FMI.
Stiglitz reflete sobre como as duas organizações (não) têm exercido esse papel
Estratégia do FMI:
terapia de choque por liberalização
repatriação dos capitais

Resultados:
País mais pobre e endividado
Efeitos políticos contra-produtivos: oligarquia resistente às reformas

Ensino depois da crise:
Fim da “religião de Marx”
Setor privado jovem, educado e dinâmico

Problemas persistentes:
Ambiente institucional favorável para o investimento, iniciativas públicas, coordenação nacional e local
Ambiente democrático: estabilidade política e social
Impostos
Ainda falta na Russia...
Ambiente institucional favorável para o investimento, iniciativas públicas, coordenação nacional e local
ambiente democrático : estabilidade política e social
impostos
(cc) photo by medhead on Flickr
Caso da Etiópia
Governo comprometido com a redução da pobreza e com uma política macroeconômica estável, que teoricamente estaria apto a receber ajuda do Banco Mundial e do FMI.
Mas o FMI queria suspender a ajuda alegando que a Etiopia só deveria gastar o que arrecadasse em tributos, utilizando a ajuda internacional somente como

Além disso, queria que a Etiópia liberalizasse seus mercados (pouco desenvolvidos), o que resultaria numa entrega do país às multinacionais. Claramente, o Fundo estava promovendo reformas que só foram aplicadas nos países desenvolvidos depois de seu desenvolvimento, e mesmo assim causaram grandes problemas. "Trocou-se os fins pelos meios"
Dois países se recusaram a seguir as políticas do FMI para sair da crise
Intervenção do Estado para controlar o mercado de capitais
China e Índia não liberalizaram: políticas expansionistas
Tailândia: “aluno modelo”, ainda em recessão três anos após a crise
Coréia: mais intervencionismo do Estado desrespeitando certas recomendações do FMI
Indonésia: grave crise social e política, em parte devido às políticas implementadas depois da crise
O FMI colocou-se como monopolista de orientação confiável, fechado a qualquer sugestão externa, por mais sensata que fosse, e a qualquer manifestação autônoma dos países socorridos.
Polônia
Terapia de choque contra hiper-inflação
Gradualismo: privatização e institucionalização (setor bancário)
Apoio democrático
FMI
Erros de diagnóstico e método
"Uma imagem pode valer mil palavras, e uma única fotografia, tirada em 1998, ficou gravada na memória de milhões de pessoas, principalmente dos habitantes das antigas colônias. O diretor-gerente do FMI, Michel Camdessus, está de pé, com uma expressão séria no rosto e de braços cruzados, diante do presidente da Indonésia, sentado e humilhado. O infeliz presidente estava sendo forçado, na verdade, a entregar a soberania econômica de seu país ao FMI [...] Será que as coisas haviam realmente mudado desde o fim 'oficial' do colonialismo, há meio século?"
A questão das condicionalidades
Os empréstimos do FMI são pontuados por condicionalidades, metas que precisam ser atingidas para que a ajuda financeira possa continuar. Através desse meio, o Fundo exerceu imensamente seu poder de impor o que bem entendesse aos países socorridos.

Stiglitz mostra que não há nenhuma prova de que as condicionalidades do Fundo funcionaram, pelo contrário, através de uma justificativa de "visar o longo prazo", elas promoviam ajustes que só aprofundavam as crises em que os países estavam envolvidos.
O autor enfatiza a necessidade de que o Fundo passe a consultar extensamente os países auxiliados:
Os habitantes do país provavelmente sabem mais da sua economia do que os economistas do FMI (que só ficam três semanas no país)
Para que os programas possam ser implementados com segurança e eficácia, é necessário um amplo compromisso.
"No estilo de operação do FMI, os cidadãos (um aborrecimento, porque as pessoas comuns muitas vezes hesitam em concordar com os acordos, quanto mais compartilhar pecepções do que seja uma boa política econômica) não so eram barrados nas discussões dos acordos como não eram sequer informados a respeito"
"As instituições internacionais têm escapado do tipo de responsabilidade direta que nós esperamos que as instituições públicas tenham nas democracias modernas. Chegou a hora de 'dar nota' ao desempenho das instituições econômicas internacionais e observar se alguns desses programas se saem bem ou mal no fomento do crescimento e na redução da pobreza".
Conclusão do Capítulo
Liberdade de Escolha?
As prioridades do Consenso de Washington (austeridade, privatização e liberalização) forram elaboradas para o contexto da América Latina na década de 1980.
Grandes déficits dos governos;
Empreendimentos governamentais ineficientes;
Protecionismo;
Políticas monetárias frouxas que levaram à inflação.

Stiglitz admite então que elas faziam algum sentido para a região, mas não para todos os países com problemas. Além disso, as políticas para enfrentar esses problemas se tornaram um fim em si mesmas, sendo aplicadas em excesso e depressa demais. Os resultados, obviamente, foram desastrosos.
Privatizações
O FMI dá prioridade às privatizações em detrimento das questões de concorrência e regulamentação. O resultado disso é que as privatizações empregadas em diversos países levaram a várias distorções, como monopólios, desemprego e destruição de setores e empresas estabelecidos.
Outro ponto relevante é que as privatizações deram margem à corrupção, a exemplo do que aconteceu na Rússia.
Liberalização
A liberalização do comércio deve supostamente otimizar a receita de um país forçando os recursos a mover-se de usos menos produtivos para usos mais produtivos. Entretanto, fazer com que os recursos com finalidades menos produtivas passem à produtividade zero não enriquece um país, gera desemprego e não necessariamente cria novas atividades.
A liberalização tem sido desigual: só beneficia os desenvolvidos.
Os países em desenvolvimento bem-sucedidos fizeram a liberalização de forma lenta e controlada.
Outro problema é a desregulamentação exagerada dos mercados financeiros.
A liberalização na maioria dos países não aumentou o crescimento nem a atração de investimentos.
Investimento Estrangeiro
O investimento trouxe a vantagem de levar empresas mais eficientes aos mercados nacionais, mas gerou várias consequências negativas, entre elas, a destruição de empresas e empregos locais, monopólios, governos reféns de multinacionais e perda do controle político sobre áreas estratégicas.
(Falta de) Sequenciamento e Ritmo
As medidas de liberalização, privatização e promoção do investimento estrangeiro, bem como outras reformas recomendadas pelo FMI, foram feitas todas ao mesmo tempo, sem que se considerasse os pré-requisitos necessários ao sucesso dessas políticas, e na esperança de que o ajuste autônomo dos mercados resolveria o problema da coordenação.
A ilusão do efeito cascata
As recomendações de política do FMI foram fortemente baseadas na crença de que o crescimento geraria automaticamente a resolução dos outros problemas econômicos e sociais, como a desigualdade.
Prioridades e Estratégias
Tão importante quanto analisar os temas privilegiados pelos organismos internacionais é analisar os temas negligenciados:
Reforma agrária
Regulamentação do sistema financeiro
Políticas de crescimento que ao mesmo tempo reduzem a pobreza
Desemprego
Papel do Estado

"As reformas do Consenso de Washington expuseram os países a riscos maiores, e os riscos tem sido arcados de forma desproporcional por aqueles que estavam menos habilitados a lidar com eles". É preciso considerar que existem estratégias múltiplas para o desenvolvimento e abandonar as receitas únicas.
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