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"E tudo era possível"

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Ângela Gouveia

on 20 May 2014

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Transcript of "E tudo era possível"

O poema é um soneto, constituído por duas quadras e dois tercetos.
A rima é emparelhada e interpolada seguindo o esquema rimático, a b b a / a b b a / c c d / e e f
Tem 12 silabas métricas (Na mi-nha -ju-ven-tu-dean-tes-de-ter-sa-í-do.)

Análise formal
Neste poema o poeta aborda temas como a infância, e o decorrer da sua vida, tendo assim duas perspertivas opostas.
Na infância a vida para ele era felicidade, sonho e facilidade de vida.
O decorrer da sua vida ficou marcado pela insatisfação e a tristeza.
Breve apresentação do poema.
O título “E tudo era possível”, remete-nos para o mundo da fantasia, onde todos os nossos sonhos se tornam realidade e todos são felizes.
Neste poema, esse mundo mágico é a infância do sujeito poético.
Análise do título.
Na minha juventude antes de ter saído
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar
das páginas dos livros que já tinha lido

Chegava o mês de maio era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar
da vida como se ela houvesse acontecido

E tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer

Só sei que tinha o poder duma criança
entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só querer
"E tudo era possível"
Ruy Belo

Análise da 1ª estrofe.
Fala sobre o "antes" de ter decidido sair de casa dos seus país para viajar, revelando sentimentos positivos\eufóricos em relação à infância, pois, nessa altura, como ele era inocente, tudo parecia perfeito e sem problemas.
Análise da 3ª estrofe.
O sujeito poético, na 3ª estrofe, apresenta a sua infância como um sonho, uma outra vida.

Na minha juventude antes de ter saído
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar
das páginas dos livros que já tinha lido
metáfora
Através da leitura, o sujeito poético, desenvolveu a imaginação e a ansia de liberdade que nunca teve na vida, fazendo-o procurar e descobrir o que nunca teve acesso sem ser através das páginas dos livros.
Análise da 2º estrofe
O "eu" lírico fala sobre maio como sendo um mês de renascimento, de amor e o mês ideal para sonhar.
Introdução
O sujeito poético recorda a sua infância como um momento de felicidade.

No entanto, no presente, não consegue rever-se nessa criança para quem tudo era possível.
Sujeito poético
O sujeito poético deste poema é um adulto descontente com a perda da inocência da juventude e com o deixar de ser " criança", pois nessa altura podia ser feliz, principalmente porque tudo era possivel.
4ª Estrofe
Na 4ª estrofe, o sujeito poético continua a pensar na sua infancia, apercebendo-se que agora não tinha o poder de decisão, de escolha, ou seja não poderia ser feliz como era em criança.
Conclusão
O poeta acolhe e celebra a magia e a felicidade de ser criança, apercebendo-se que em adulto já não consegue encontrar aquela profunda alegria e liberdade que tinha quando era criança.
Chegava o mês de maio era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar
da vida como se ela houvesse acontecido
Comparação
O sujeito poético remete-nos para a ideia de que possivelmente tudo aquilo foi um sonho e que nenhuma das maravilhas da infância existiu concretamente.
E tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer
Só sei que tinha o poder duma criança
entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só querer
metáfora
esta metáfora diz-nos, que o sujeito poético está familiarizado com o mundo que o rodeia e há uma intenção positiva entre ele e o mundo.
Ruy Belo
"Nasceu em Rio Maior e licenciou-se em Direito, Direito canónico e Filologia Românica. Foi professor de Literatura e Cultura Portuguesa em Madrid e, durante anos, professor do ensino secundário. A sua poesia é uma das mais ricas e profundamente inquietantes da literatura Portuguesa do século XX."
hipérbole
o sujeito poético diz-nos que todas as crianças têem uma capacidade enorme de sonhar, fazendo tudo parecer possível.
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