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Violência e Coerção - Sob a Ótica da Análise do Comportamento

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by

Raíza Vasconcelos

on 9 December 2013

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Transcript of Violência e Coerção - Sob a Ótica da Análise do Comportamento

Sob a ótica da análise do comportamento
O Contexto de nossa Análise da Violência
VIOLÊNCIA E COERÇÃO
‘’O homem se apropria de sua essência universal de forma universal, isto é, como homem total. Cada uma das relações humanas com o mundo (ver, ouvir,cheirar, saborear, sentir, pensar, observar, perceber..), em resumo, todos os órgãos de sua individualidade são, em seu comportamento objetivo, em seu comportamento para objeto, apropriação deste (...) ''
VIOLÊNCIA E COERÇÃO
Não olhamos a violência como algo em si, à parte, em separado, mas que ao olharmos para a violência estamos falando do comportamento humano, ou seja, de relações entre os homens.
a) O indivíduo produz- se em sociedade.

b) O homem é um ser histórico e social em contínuo processo de satisfação de suas necessidades.

c) É neste processo de criação de necessidadades que o homem se constitui
QUAL O SIGNIFICADO DE COERÇÃO?
coerção

co.er.ção
sf (lat coertione) Dir Ação, direito, poder legais das autoridades de coagir; coação, repressão.
QUAL O SIGNIFICADO DE COERÇÃO?
Para os Analistas do Comportamento:
O termo coerção refere-se as consequências, reais ou potenciais, que controlam o nosso comportamento.
VIOLÊNCIA E COERÇÃO
Estes pressupostos nos impedem olhar a violência como simplesmente um aspecto da vida dos homens, ou como mais um atributo do homem.
Violência e Coerção
Violência e Coerção
Sob a ótica da análise do comportamento
GRUPO:

Amanda Queiroz
Graciele Gentil
Larissa Possente
Marlane Passos
Rosana Prata
Raiza Vasconcelos
Thais Santiago
Atividade da Disciplina Teorias e Sistemas em Behaviorismo Radical
BEHAVIORISMO E A VIOLÊNCIA
Sechenov (1829 – 1905), em 1863, ao analisar o desenvolvimento da capacidade para impedir movimentos afirma que, após a criança ter aprendido a andar e falar (usar os músculos) e já ser capaz de entender o que se diz para ela, passa a ser ensinada com advertências: ‘’Não faça isto, senão...’’
Para o ensino da criança, tais advertências são frequentemente acompanhadas por castigo de dor física.
SUMÁRIO :
1- O que é Coerção? (no Dicionário e para a Análise do Comportamento)
2- Violência e Coerção
3- Coerção gera coerção
4- A punição funciona?
5- Tornando-se um choque
6- Rotas de fuga
7- Aprendendo por meio da esquiva
8- Como nos esquivamos
9- Existe algum outro caminho I e II
Comportamento e suas Consequências:

O que é punição ?


A punição funciona?
Tornando - se um Choque
ROTAS DE FUGA:
Aprendendo por meio da esquiva:
Aprendendo por meio da Esquiva
Existe algum outro caminho?
REFRÊNCIAS:
Sobre Comportamento e Cognição: Aspectos teóricos, metodológicos e de formação em análise do comportamento e terapia cognitivista. - Org. Roberto Alves Banaco. 1ª ed, Santo André, SP: ESETec Editores Associados, 2001.
VIOLÊNCIA E CONTROLE AVERSIVO
Os behavioristas entendem a violência como controle aversivo.
Sidman (1989) utiliza o termo: como a presença de controle aversivo em nossas interações com outros homens e com a natureza. E controle aversivo envolve punição, reforçamento negativo (fuga e esquiva) e privações socialmente impostas.
Retirado de: A violência urbana: aplica-se à análise da coerção?
Maria Amália Pie e Tereza Maria Azevedo
Nem todo controle é coerção

Reforçamento: existem três tipos de relações controladoras do comportamento:

- Reforçamento positivo
- Reforçamento negativo
- Punição
Coerção gera coerção
Os efeitos colaterais da coerção anulam a vantagem do sucesso imediato;

Subprodutos típicos da coerção: violência, agressão, opressão, depressão, inflexibilidade emocional e intelectual, autodestrição e destruição dos demais, ódio, doenças e estado geral de infelicidade. (Sidman, 2001, pág. 248).
Existe algum outro caminho?
Use o reforçamento positivo
Para controlar o comportamento de uma pessoa, sem utilizar da punição, podemos lhe oferecer reforçadores positivos por fazerem alguma outra coisa;

Ex.: Em vez de interromper uma conduta indesejada com um choque, fortaleça as ações desejáveis que substituirão a indesejável (Sidman, 2001, pág. 248).
Use o reforçamento positivo:

Os pais que utilizam esse tipo de controle, deparam-se com crianças felizes, autoconfiantes e competentes;

Se nunca damos atenção, afeição e outros reforçadores, exceto quando nossas crianças comportam-se mal, o resultado será mau comportamento contínuo (Sidman, 2001, pág. 251).
Em casa:
Use o reforçamento positivo

A coerção é a técnica preferida para fazer os internos “se comportarem”.
- o uso incorreto da privação;
- time-out e seus abusos.
Em instituições
Use o reforçamento positivo
A polícia: de que lado esta?
Na lei

•1º Efeito colateral da punição
•2º Efeito colateral
•3º Efeito colateral


“ [...]As pessoas que usam punição tornam-se elas mesmas punidores condicionados. [...] Qualquer um que use choque, torna-se um choque.[...]”


“[...] A fuga é uma consequência inevitável da coerção [...].”

•Crise de gerenciamento
•“Deixe o Zé fazer isso”
•Desistir (do trabalho, da escola, família, religião, sociedade)
•Drogas
•Suicídio - “Controle coercitivo produz suicídio e, por sua vez, suicídio é ele mesmo coercitivo.”
Esquivar-se de um estímulo ou de uma situação aversiva significa prevenir sua ocorrência. Embora Sidman (1995) considere parte de nossos comportamentos de esquiva como adaptativos, no sentido de nos proteger do mundo natural em que vivemos, ele avalia que vários prejuízos sociais derivam-se desse tipo de comportamento.



Cria-se então um vácuo nas instituições de governo representativo, segurança pública, justiça social e oportunidade econômica que acaba sendo ocupado por incompetentes e criminosos.

Pessoas ricas, poderosas e proeminentes esquivam-se de inconveniências pessoais em relação ao desempenho de responsabilidades da comunidade e acabam por criar um sistema de justiça duplo. As outras pessoas, diante dessa situação, esquivam-se olhando para o outro lado, ou seja, não tomam providências no sentido de incriminarem os culpados para que a mesma regra se aplique a todos.

Aprendendo por meio da esquiva:
Aprendendo por meio da esquiva:


Esquiva também é utilizada para estabelecer e manter habilidades acadêmicas, interações familiares, práticas sexuais, relações sociais, costumes grupais, obediência às leis, afiliações políticas, valores morais, associações de negócios e alianças internacionais (Sidman, 1995, p. 148).

As vantagens da esquiva em relação à fuga.
R: A esquiva é geralmente um ajustamento mais adaptativo à punição do que é a fuga, por exemplo, é melhor impedir uma punição do que sair dela depois que já tenha começado. Portanto esquiva parece antecipatório por natureza aparentemente controlada pelo não acontecimento de algo no futuro.




Aprendendo por meio da Esquiva
Relação entre esquiva e reforçamento negativo.
R: A relação entre esquiva e reforçamento negativo, se dá porque nos esquivamos para evitar a punição porque já experienciamos no passado, que a esquiva provoca um menor número de punições. As causas de qualquer coisa que façamos devem ser buscadas no que está nos acontecendo agora e isso é reforçamento negativo.

Relação entre esquiva e fuga.
R: A despeito de sua aparente orientação para o futuro, a esquiva realmente acaba sendo comportamento de fuga. A esquiva é apenas um produto secundário da fuga.

Esta relação é definida do reforçamento negativo, mais especificamente, esquiva, afinal, o comportamento ocorre antes do contato com os parentes inconvenientes.
Aprendendo por meio da Esquiva
Agressão induzida por punição e privação

efeitos colaterais da punição.

Ataques inatos(ambientes filogêneticos).

Efeitos reforçador do contra-ataque.






Contracontrole

Perpetuação do controle coercitivo

Contracontrole como consequência da privação.

Formas estabelecidas pela sociedade de contracontrole.

Coerção gera coerção
Existe algum outro caminho?
Segundo Sidman (1998), temos a tendência a nos compadecer dos indivíduos que são vítimas da coerção, porém quando percebemos os ganhos que muitos coercedores obtém acabamos por invejá-los.

As consequências negativas da coerção.

O mito do não-controle.

Reforçamento positivo como nova forma de controle.

Existe algum outro caminho?
SIDMAN, Murray. Coerção e suas implicações. Campinas, SP: Psy, 1995 301 p.

FETAL, Lívia Silva. Direito e análise do comportamento: evidências científicas contra o uso exclusivo da coerção no sistema penal. Revista do Curso de Direito da UNIFACS, Porto Alegre, v.8 , p. 263-273, nov. 2008.

Evidências Científicas contra o Uso exclusivo da Coerção no Sistema Penal
Um sistema de justiça baseado apenas na punição por transgredir a lei mantém muitas pessoas no caminho certo e provê satisfação para aqueles que buscam revanche sobre os transgressores. (Sidman,1995)

Mas quais são as consequências reais de um código penal coercitivo?

Evidências Científicas contra o Uso exclusivo da Coerção no Sistema Penal
“O uso da coerção cessa de imediato o comportamento do outro, e isso acaba fazendo com que esse mecanismo de controle pareça eficaz. Entretanto, os efeitos negativos a longo prazo da coerção não são percebidos como produtos do seu uso.” (Sidman,1995)

Evidências Científicas contra o Uso exclusivo da Coerção no Sistema Penal
A pena e suas funções


Para Kant, a pena não pode ser afastada em hipótese alguma, por ser uma retribuição ao mal praticado. Caso não seja aplicada, a sociedade torna-se partícipe do delito.

No Brasil, a pena possui caráter retribuitivo e preventivo.

O caráter preventivo pode ser geral ou especial.

Geral: Surge antes da prática do delito.
Especial: Surge ao ser iniciada a execução da pena.

Críticas ao sistema preventivo

Evidências Científicas contra o Uso exclusivo da Coerção no Sistema Penal
Haveriam outros caminhos possíveis?

“Sem a compreensão das variáveis ambientais que influenciam o comportamento das pessoas, e insistindo na noção do livre arbítrio, estaremos retrocedendo em todo avanço na área comportamental, e permitindo que a punição seja a única forma encontrada para o combate ao crime.” (Fetal,2008)

Segundo Skinner, aumentar o sentido das responsabilidades sociais não resolve problemas como o crime. O ambiente é o responsável pelo comportamento, e é ele que deve ser modificado, não qualquer atributo do indivíduo.

Evidências Científicas contra o Uso exclusivo da Coerção no Sistema Penal
Haveriam outros caminhos possíveis?

O que defendem os analistas do comportamento?

O desenvolvimento e a manutenção de comportamentos anti-sociais se dá através de processos de aprendizagem.

Resultados de uma experiência bem sucedida por Cohen e Filipczak (1971) numa penitenciária dos Estados Unidos.

Em termos da Análise do comportamento
Comportamento coercitivo
Gera efeitos negativos futuros
(consequência última)

Cessa o cpt. Indesejado
(consequência imediata)


Vídeos Ilustrativos
Ser ou não ser? Foucault e a vigilância como forma de dominação.
Vídeos Ilustrativos
Ser ou não ser? Foucault e a exclusão.
Eterna Satisfação de Necessidades
Como O Behaviorismo Radical pode contribuir para a Análise da Violência
A difusão da Violência
A violência é muito frequente em nosso cotidiano; como consequência nos acostumamos com ela.
O controle aversivo é de tal forma disseminado e frequente que não mais nos damos conta de que outras formas de relação seriam possíveis, agimos e reagimos como se não houvesse outra alternativa de interação.
"Consequencias controlam comportamento". Sidman, p.50, 2001.
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