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Unidades Especializadas em Multideficiência

As Unidades Especializadas para Alunos com Multideficiência, são salas de apoio especializado e específico para alunos que não conseguem aceder ao currículo educativo padronizado para os diferentes ciclos de ensino.
by

Isabel Salgado

on 3 May 2014

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Transcript of Unidades Especializadas em Multideficiência

A
A multideficiência é uma condição que resulta de uma etiologia congénita ou adquirida,, tendo como resultado a associação de diferentes tipos de deficiência.
Consideram-se alunos com Multideficiência os que apresentam acentuadas limitações no domínio cognitivo, associadas a limitações no domínio motor e/ou no domínio sensorial (visão ou audição), e que podem ainda necessitar de cuidados de saúde específicos.
Estas limitações dificultam a interação natural com o ambiente, colocando em grave risco o desenvolvimento e acesso à aprendizagem
Unidades Especializadas em
Multideficiência

Em 1998 nasce a prmeira Unidade Local, um projeto da Liga de Deficientes Motores, para prestar apoio permanente Terapêutico e Pedagógico a alunos com Multideficiência em Escolas do 1º ciclo do Ensino Básico.

As Unidades Locais, núcleos de apoio para crianças e jovens portadores de multideficiência profunda, destinavam-se a um pequeno grupo de crianças, entre quatro a seis elementos, com idades compreendidas entre os 6 e os 16 anos.

Para a sua concretização, foram estabelecidas parcerias entre a LIGA, entidade
responsável, e o Ministério da Educação, as Equipas de Coordenação dos Apoios
Educativos (ECAE), as Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.

Em 2005 as referidas Unidades Locais passam a ser tuteladas pelo Ministério da Educação e em 2008, com a promulgação do Decreto-Lei 3/2008 de 7 de Janeiro, passam a ser denominadas: Unidades de Apoio Especializado para a Educação a Alunos com Multideficiência e Surdocegueira Congénita



Unidades Especializadas
Modelo Curricular para os alunos com Multideficiência:
Isabel Pina Abril 2014
Planificação da intervenção centrada em atividades naturais
O que é a Multideficiência?
Respostas
Educativas
Avaliação em Multideficiência
Das Unidades Locais
às
Unidades de Apoio Especializado

CONCEITO
Origem das Unidades
Legislação
Decreto- Lei nº 3/2008 de 7 de Janeiro

Normas orientadoras Unidades Especializadas para a Multideficiência

Alunos com multideficiência e com surdocegueira – Organização da resposta educativa. Lisboa: Ministério da Educação. Departamento da Educação Básica.

Perguntas Frequentes (FAC) - DGE
Objetivos
Organização e Gestão
As unidades especializadas dependem, em termos hierárquicos e funcionais, do órgão de gestão do agrupamento de escolas a que pertencem
Competências das Escolas/ Agrupamentos
Acompanhar o desenvolvimento das metodologias de apoio;
Adequar os recursos às necessidades dos alunos;
Promover a sua participação social;
Criar espaços de reflexão e formação sobre estratégias de diferenciação pedagógica (perspectiva de trabalho transdisciplinar e cooperativo entre os vários profissionais);
Organizar e apoiar os processos de transição entre os diversos níveis de educação e de ensino;
Promover e apoiar a sua transição à vida pós-escolar;
Planear e participar, colaborando com as associações da comunidade, em actividades recreativas e de lazer, com vista à integração social dos seus alunos
Recursos
Aspectos importantes a considerar no funcionamento das UE
materiais
humanos
interruptores multisensoriais;
digitalizadores da fala;
soluções informáticas integradas;
software de causa efeito;
brinquedos adaptados; ...
comunicação
pessoal com formação especializada em educação especial
assistentes operacionais
profissionais no âmbito das terapias; ...
standing-frame;
cadeiras de rodas;
multiposicionadores;
rampas;
andarilhos.;...

mobilidade e posicionamento
higiéne pessoal e alimentação
bancada para mudança de fraldas;
adaptação de sanitários e lavatórios;
colheres adaptadas;
rebordos para os pratos.; ...

As unidades especializadas não são, em situação alguma, mais uma turma da escola. Todos os alunos têm uma turma de referência que frequentam. Estas unidades deverão ser consideradas um recurso especializado dos agrupamentos de escolas já que se destinam a desenvolver atividades específicas e diferenciadas.
Recursos Humanos necessários
Haver dois docentes de Educação Especial disponíveis para desenvolver o trabalho com os alunos com multideficiência (especialmente nas UE com cinco ou mais alunos), para além de um conjunto de técnicos como sejam: terapeuta da fala, psicólogo, terapeuta ocupacional ou fisioterapeuta e duas assistentes operacionais
Espaço Físico
A escola deverá ter um espaço disponível, de preferência uma sala de aula no rés-do-chão, condições de acessibilidade (rampas; elevadores...), a existência de uma casa-de-banho adaptada e acesso aos diversos espaços e serviços da escola.

Transição entre ciclos
As respostas educativas pressupõem o acompanhamento e organização do percurso escolar dos alunos, pelo que deverá atender aos processos de transição entre os diferentes níveis de educação e de ensino.
Estabelecer parcerias
Com centros de Recurso para a Inclusão (CRI)
Estabelecer uma rede de parcerias entre vários serviços (p.ex com serviços da segurança social e da educação), de modo a concretizar o projecto de vida estabelecido para cada aluno.
Com Instituições e empresas da comunidade que se revelem úteis para a educação destes alunos e que possam ser uma uma mais valia no processo de transição para a vida adulta

Trabalho em Equipa

entre
Técnicos Especializados
(clinicos e terapêutas)
Docentes
de
Educação Especial
e
Assistentes Operacionais
Familia
dos
alunos
Docentes
do
Ensino Regular
Orgãos
de
Gestão
Curriculos de
modelo Funcional
adaptados ao nível de
funcionamento do aluno
Currículo Flexível
selecão de estratégias que respondam às
necessidades individuais, alargando a sua
participação a diferentes contextos
- responder à especificidade de cada aluno;
- respeitar o seu estilo de aprendizagem;
- atender às suas necessidades actuais e futuras, bem como às da sua família;
- proporcionar experiências diversificadas e significativas em contextos naturais;
- promover a independência e autonomia de cada aluno;
- criar oportunidades de comunicação eficaz;
- desenvolver a percepção do corpo;
- desenvolver a relação causa – efeito;
- proporcionar interacções com pessoas e objectos.
Realizar atividades agradáveis e compensadoras;
Informar o aluno sobre tudo o que vai acontecer;
Definir tarefas dentro da atividade;
Definir de forma clara o princípio e o fim de cada atividade;
Encorajar a participação do aluno;
Encorajar a iniciativa;
Estabelecer uma quantidade de tempo médio para a realização da atividade;
Desenvolver a consciência dos outros;
Explorar coisas novas em conjunto;
Identificar conceitos para desenvolver dentro da atividade;
Organizar o ambiente de trabalho;
Ter em linha de conta todas as aprendizagens indirectas que se poderão efectuar.
Promover a participação dos alunos nas atividades
oportunidades de exploração e movimento durante a atividade
Ajudar o aluno a compreender a rotina da atividade, movimentando-o e deixando-o experimentar objetos e ações envolvidas;
Criar ambientes que encorajem o aluno a explorar activamente;
Identificar pontos de referência e de linhas de demarcação da atividade;
Auxiliar o aluno a localizar objetos/locais significativos usando pontos de referência e pistas de objetos;
Encorajar o aluno a participar na atividade interagindo com ele;
Fazer o aluno sentir os objetos que integram a atividade;
Deixar o aluno experimentar todos os momentos da atividade;
Usar um sistema de comunicação eficiente que ajude a fornecer informação ao aluno;
Desenvolver um programa de treino de mobilidade.
oportunidades para desenvolver a comunicação
Identificar, interpretar e responder aos comportamentos do aluno;
Aumentar o número de turnos na interação;
Estabelecer o ritmo das interações de acordo com as necessidades do aluno;
Seleccionar tópicos de conversação que sejam significativos para o aluno;
Usar formas de comunicação adequadas ao nível de compreensão do aluno.

Rotinas Diárias
As rotinas diárias deverão servir de base à organização das respostas educativas para os alunos com multideficiência. Ao planificar as rotinas a equipa deverá ter sempre presente alguns aspectos tais como:
se o aluno participa activamente nas atividades,
se o tempo de duração das atividades é adequado,
se as atividades proporcionam oportunidades de aprendizagem, ......
(base conceptual)
Em Multideficiência pretende-se uma avaliação numa persperctiva ecológica, em que, o desenvolvimento e funcionamento resulta da interação que o aluno estabelece com os diferentes meios em que participa - daí ser uma avaliação centrada nas atividades que desenvolve, nos seus múltiplos contextos de vida.

Recolher informação acerca de preferências, capacidades e necessidades Tipo de ajudas necessárias para uma participação mais ativa e modo como funciona nas atividades naturais, baseadas em rotinas.
Pretende-se avaliar o que faz a criança, como compreende e executa as atividades e o que faz o adulto (que informações dá à criança e que estratégias utiliza).
A avaliação centrada em actividades
implica necessariamente uma avaliação
à família e à criança.
Segundo este «modelo» é fundamental avaliar as actividades que fazem parte das vivências e rotinas diárias da criança (actividades naturais)
É uma avaliação que se centra nos contextos e nas interações significativas para a criança
É importante avaliar a díade aluno/docente, ver como interagem, a atenção mútua e se existem troca de turnos e como são interpretadas as pistas de comunicação.
V
L
A
I
A
Ç
Ã
Este modelo de avaliação permite planear uma intervenção funcional
baseada nas necessidades da criança e da sua família
“está nas nossas mãos, e cada um pode fazer qualquer coisa. Mas nas nossas mãos sozinhas, a areia fina escoa-se. Por isso, preciso de ti”. Por isso mesmo, todos os percursos de inclusividade são sempre percursos de muitos caminhos partilhados, porque não se conseguem construir sozinhos. (Strecht. 1999)
Promover a participação dos alunos com multideficiência nas actividades curriculares, junto dos pares da turma.
Aplicar metodologias e estratégias
de intervenção interdisciplinares
visando o desenvolvimento e a
integração social e escolar dos alunos.
Assegurar a criação de ambientes estruturados, securizantes e significativos
Assegurar os apoios específicos ao nível das terapias, da psicologia, da orientação e mobilidade aos alunos que deles possam necessitar.
Organizar o processo de transição para a vida pós-escolar.
entre outros......
Assim, é importante recolher dados relativos ao tipo de atividade em que a criança participa diária/semanalmente considerando os ambientes em que as mesmas se desenvolvem e ainda se são necessárias algumas adaptações que permitam maior funcionamento da criança.
A organização da resposta educativa deve ser determinada pelo:
Tipo de dificuldade manifestada;
Nível de desenvolvimento cognitivo;
Linguístico e Social
Idade dos alunos;
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