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Aula 03: Avaliação Psicológica I [Prof. Leogildo Alves Freires] UFRR

2015.1 Curso de Psicologia 3º Semestre
by

Leogildo Alves

on 23 March 2015

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Transcript of Aula 03: Avaliação Psicológica I [Prof. Leogildo Alves Freires] UFRR

Processos Avaliativos em Psicologia: conceitos, fundamentos e base epistemológica da medida psicológica
Psicometria
Testes psicológicos
. O conceito mais conhecido é de uma prova (um exame) que envolve acerto ou erro de resposta em relação a um estímulo determinado (os famosos testes de inteligência). Porém, existe outro uso, correspondendo a um instrumento geral para o qual as pessoas vão emitir respostas que as caracterizam (os testes projetivos). Em ambos os casos, são geralmente objeto de
diagnóstico.

Inventários.
São instrumentos que, comumente, definem possibilidade de diagnóstico, porém não enfocam questões de acertos ou erros. Procuram definir a
magnitude
com que o indivíduo apresenta determinado
distúrbio psicológico
em termos de traços de personalidade ou tipos de fobia.

Aula 03. Estrutura da Aula
Feitas estas considerações iniciais,o propósito desta aula é mostrar aos estudantes de Psicologia os fundamentos e bases epistemológicas dos processos avaliativos em psicologia, especificicamente da psicometria e consequentemente da
medida psicométrica.
2014.1
Avaliação Psicológica I - UFRR
Mas afinal, o que é medir em Psicologia?
Aula 03
Universidade Federal de Roraima
Centro de Educação
Curso de Psicologia
Disciplina: Avaliação Psicológica I


Prof. Leogildo Alves Freires
3º Semestres - 2015.1
A medida em psicologia deveria ser denominada
psicometria
(Pasquali, 2003).

Em áreas afins, a medida recebe o prefixo da disciplina, mais o complemento metria. Por exemplo, econometria, politicometria.

Mas,
psicometria
tem sido empregado para se referir a um tipo específico de
medida em psicologia.

Psicometria diz respeito ao uso de
escalas,

inventários
,
questionários
e
testes
. Compreendem instrumentos objetivos, cujas perguntas e respostas são pré-definidas.

A medida na Psicologia?
Processos Avaliativos em Psicologia?
A constituição de uma importante área da psicologia, conhecida como A
valiação Psicológica
, a partir dessa orientação geral, se afirmou historicamente como um campo da psicologia que tem por objetivo
avaliar fenômenos ou processos psicológicos
.
A
Avaliação Psicológica
se refere ao modo de conhecer
fenômenos e processos psicológicos
por meio de procedimentos de
diagnóstico
e
prognóstico
e, ao mesmo tempo, aos
procedimentos de exame
propriamente ditos para criar as condições de
aferição
ou
dimensionamento dos fenômenos e processos psicológicos
conhecidos (Alchieri & Cruz, 2003).
E ainda pode ser considerada como um
processo fleexível e não padronizado
, que tem por objetivo chegar a uma determinação sustentada a respeito de uma ou mais
questões psicológicas
através de
coleta, avaliação e análise de dados apropriados
ao objetivo em questão (Urbina, 2007).
Destas conceituações se depreendem três aspectos:


(1)
a Avaliação Psicológica é um
processo
;


(2)
ela pretende dar informações sobre fenômenos ou processos psicológicos e;


(3)
visa o
diagnóstico
ou
prognóstico
, favorecendo a
tomada de decisão
.
É importante destacar também, a diferença entre Avaliação Psicológica,
Psicodiagnóstico
e
Psicometria
.
O
Psicodiagnóstico, é uma Avaliação Psicológica feita com propósitos clínicos,
trata-se de um processo que visa identificar forças e fraquezas no funcionamento psicológico, com um foco na existência ou não de psicopatologia. (Cunha, 2003).


Outra diferenciação importante é em relação a
Testes Psicológicos:

Estes são uma das
ferramentas ou técnicas
da Avaliação Psicológica, a qual, por sua vez, também é uma das manifestações de uma atividade humana mais geral que é a avaliação de um processo de atuação do ser humano como um todo.


Contudo, vai mais além, integrando-as (Alchieri & Cruz, 2003; Anastasi & Urbina, 2000).
Psicometria?
Visam, por meio dos mais variados
métodos
e
técnicas
, descrever e classificar o comportamento das pessoas com o objetivo de tirar conclusões com fins a tomada de decisões.
Base axiomática da medida;

Níveis de mensuração;

Formas e unidades de medida;

Erro de medida.
Deste modo, após a introdução realizada, a aula será dividida em quatro partes principais:
Psicometria
Escalas.
Tais instrumentos
não são restritos
para uso dos psicólogos, sobretudo quando o propósito não é realizar um diagnóstico ou uma intervenção psicológica. Tornaram-se populares no contexto da
Psicologia Social e Ciências Políticas
, principalmente para realizar pesquisas de opinião e atitudes (por exemplo, preconceito, intenção de consumo, preferência política). São muito específicos,
dirigidos a um objeto
, sem respostas tipo certo ou errado, geralmente empregando um uma escala de resposta (por exemplo, concordo-discordo, verdadeiro-falso).

Questionários
. Compreendem um
conjunto amplo e diversificado
de perguntas, que podem tratar sobre aspectos variados (informações demográficas, sociais, econômicas, comportamentais). Por exemplo, um questionário pode conter
diferentes escalas, inventários e testes.
Portanto, são, de fato, um
conjunto de instrumentos que contribuem para a avaliação psicológica,
embora não se restrinjam a esta prática, sendo comumente empregados por todos os profissionais interessados em levantar as mais diversas informações sobre as pessoas
.


Como um tipo de medida, a psicometria pode ser compreendida a partir da
Teoria da Medida
, cujo fulcro epistemológico radica na utilização de símbolos
matemáticos
(números) para descrever
fenômenos empíricos
(comportamentos).

A Teoria da Medida expressa a interface de dois sistemas teóricos de naturezas distintas:
matemática e ciência empírica.

Teoria da Medida
A
Psicometria
constitui uma das várias formas de medição em Psicologia, sendo uma das formas de medida por teoria; neste sentido estrito assume os postulados da
teoria da medida
em geral.

Como foi desenvolvida, sobretudo, por estatísticos, ela usa
símbolos
que expressam parâmetros os quais representam variáveis de caráter abstrato;

No entanto, como a
Psicometria
é um ramo da
Psicologia
e não da
Estatística
, tais parâmetros precisam adquirir um
significado psicológico
(Pasquali, 2001, 2003).

A
ciência (empírica)
é um sistema de conhecimento que tem como objeto de estudo
fenômenos empíricos
(i.e., tudo que pode ser observado sem demandar habilidades especiais). Emprega o
método de observação sistemática e controlada
, chegando a teorias (
produto do conhecimento
).

A
matemátic
a estuda
signos
, i.e. números e outras representações abstratas (objeto de estudo), empregando
a dedução
(método) para chegar a
teoremas
(
produto do conhecimento
).

Portanto, ambos sistemas de conhecimento não têm qualquer coisa em comum. Porém, a ciência vê uma vantagem clara ao recorrer à matemática:
precisão da linguagem para comunicar seu conhecimento.

A Medida: Natureza e Funções

Antes de mais nada é improtante frisar que o modelo matemático
não dita ou fundamenta
o conhecimento científico.

A ciência constrói seu conhecimento pautada em
conjecturas
e
refutações
(Karl Popper).

O emprego da matemática permite distinguir níveis de progresso no conhecimento científico. No Século XIX admitia-se que “a ciência avança pela última pela última casa decimal” (Abrahamm Kaplan)

Contar e medir são condições necessárias para o progresso científico. Mas, não são processos independentes do interesse da disciplina, nem substituem a criatividade (
elaboração teórica
).

O uso de números na descrição de fenômenos empíricos configura o objeto da teoria da medida. Sua natureza implica em alguns
problemas básicos
:

A
representação ou isomorfismo
. Trata do teorema da representação, i.e. representar com números (objeto da matemática) propriedades dos fenômenos empíricos (objeto da ciência).

A
unicidade da representação
. Diz respeito a ser o número a única ou a melhor representação das propriedades dos objetos empíricos. Esta representação apresenta níveis diferentes de qualidade ou precisão (escalas de medida).

O
erro da medida.
A observação de fenômenos empíricos é sempre sujeita a erros.

O número na descrição de fenômenos empíricos
apenas se justifica
se for possível responder afirmativamente às duas seguintes questões (Luiz Pasquali)

É legítimo utilizar o número para descrever os fenômenos da ciência?

É útil (vantajoso) utilizar o número para descrever os fenômenos da ciência?
Base Axiomática da Medida

Existe legitimidade da medida na descrição de fenômenos empíricos se, e somente se, forem salvaguardadas as propriedades estruturais do número e fenômeno empírico.

As seguintes são propriedades do sistema numérico:


Identidade.
Define o conceito de igualdade, i.e. um número é idêntico apenas a si mesmo.
Axiomas:

Reflexividade
: a = a ou a  b

Simetria:
a = b, logo b = a

Transitividade
: a = b e b = c, logo a = c

Ordem
. Baseia-se na diferença dos números, pois dois números não são iguais.
Axiomas:

Conectividade
: a > b ou b > a

Assimetria:
a > b, logo a  b

Transitividade
: a > b e b > c, logo a > c
Ordem denso
: entre a e b (números inteiros) há valores.

Aditividade.
Indica que os números podem ser somados, i.e. podem ser concatenados de modo que a soma de dois números (excetuando o zero) produz um outro número diferente deles próprios. Axiomas:

Comutatividade:
a + b = b + a

Associatividade
: (a + b) + c = a + (b + c)

Esta é a propriedade matemática mais elevada, assim o
atributo empírico que possa ser expresso de acordo com
seus axiomas alcança isomorfismo da medida. Todas as
operações são expressas pela soma:
Soma: 2 + 3 = 5
Subtração: 3 - 2 = 3 + (-2)
Multiplicação: 3 x 2 = 2 + 2 + 2
Divisão: 4  2 = ½ + ½ + ½ + ½

Escalas (níveis) da medida
Em função do cumprimento das propriedades matemáticas, definem-se quatro escalas de medida:

Nominal

Ordinal

Intervalar

Razão

Unicamente a propriedade de
identidade
é assegurada. Existe liberdade para variar ordem, origem, intervalo e unidade. Expressa uma contagem (e.g., sexo).

São salvas as propriedades de
identidade e ordem
. Existe liberdade para variar intervalo, origem e unidade, mas não ordem. Estatísticas não-paramétricas (e.g., preferência dos valores pessoais).

Salvam-se as três propriedades matemáticas, havendo liberdade para variar origem e unidade. Estatísticas paramétricas (e.g., atitudes).

Como o tipo de escala anterior, este salva as três propriedades matemáticas (
identidade, ordem e aditividade
), havendo liberdade para variar apenas a unidade. Permite todos os tipos de análises estatísticas (e.g., peso, altura).

Quando apenas é possível salvar a propriedade matemática identidade, não é possível afirmar que se está medindo.
Neste sentido, ao menos a propriedade de ordem precisa ser salva, preferentemente a de aditividade.

Em psicologia é rara a escala de
razão
. Geralmente, assumem-se medidas
ordinais
(preferência dos valores pessoais) ou, quando muito,
intervalares.

Formas, unidades de medida e o componente erro
Existem três tipos principais de medida:

Medida fundamental
. É o tipo de medida mais comum nas ciências naturais, existindo uma unidade-base natural (i.e. o zero é fixo e absoluto) e uma representação extensiva (i.e. justaposição de pontos). Permite a concatenação (e.g., peso).

Medida derivada.
Quando não é possível uma medida extensiva, direta, sem unidade-base natural. Contudo, a partir da relação empiricamente demonstrada entre dois objetos que permitem medidas extensivas, é possível obter a medida derivada (e.g., velocidade).

Observação:
Embora admitidas como sinônimos (Luiz Pasquali), optou-se por diferenciar unidade-base com medida extensiva.

Medida por teoria.
Quando nenhum dos tipos de medida antes citados não pode ser empregado, justifica-se a medida por teoria (by fiat). Esta se divide em:

Medida por lei
. Quando uma lei for empiricamente estabelecida entre duas ou
mais variáveis, a constante típica do sistema pode ser medida indiretamente
por meio da relação estabelecida.
Medida por teoria
(propriamente). Quando nem leis são possíveis, pode-se recorrer a teorias que hipotetizam relações entre os fenômenos da realidade. Neste caso, importa contar com instrumentos válidos e precisos para medir o atributo psicológico pretendido, e ter uma boa teoria em que este processo possa ser fundamentado.

Os atributos psicológicos apresentam dimensão e podem diferenciar em magnitude. Portanto, podem ser mensurados. Contudo, o procedimento é estritamente empírico, não havendo
unidade de medida universalmente aceita.

Nas
ciências naturais
existem diferentes unidades de medida, como, por exemplo, o comprimento, a massa, o tempo e a temperatura.

Na
psicologia
é precária a busca por unidades de medida. Contudo, seria um ganho excepcional contar com tais unidades. Se, por exemplo, houvesse consenso sobre o significado de 10 pontos em um teste de inteligência, dar-se-ia um passo enorme.

Em ciências naturais (e.g., física, química, biologia), medir pode supor
justaposição de pontos
. Contudo, a coincidência de pontos é antes uma exceção que uma regra, sendo admitida apenas no infinito.
Ponto é um conceito matemático inequívoco, existindo com independência do mundo empírico. Neste, um ponto apresenta variação, manifestando-se de modo aformo e/ou com contorno impreciso.


Portanto, a coincidência de pontos não pode existir como uma coisa absoluta, inconteste no mundo empírico. Em lugar disso, é mais prudente pensar na medida como um empreendido passível de flutuação.

Mesmo na medida fundamental é impossível evitar o erro. A justaposição de pontos não equivale a sua coincidência perfeita. Esta evidenciaria que dois pontos se fundem em um só; comprovar esta conjectura demandaria uma ampliação ao infinito dos pontos, o que revelaria que eles não são alinhados.


Apesar de toda medida apresentar um componente erro, permite definir limites (
extremos de condensação
) dentro dos quais ela poderá ser expressa.

Quanto menor o intervalo (
os extremos de condensação
), maior a precisão da medida. Isso requer apresentar a pontuação da medida acompanhada do seu
erro estimado.

Existem diferentes tipos de erro:

Erros de observação
. Têm quatro fontes:
(1)
inadequação do instrumento de medida;
(2)
erros pessoais devidos a forma de cada pessoa agir;
(3)
erros sistemáticos, devido a algum fator sistemático não controlado (e.g., medir o humor em uma festa); e (
4
) erros aleatórios, sem causas conhecidas.

Erros de amostragem
. Devido à impossibilidade de contar com o universo de participantes, opta-se por obter amostra. A escolha de indivíduos da população é sujeita a erros (vieses) conectados com a falta de representatividade (numérica e demográfica).
Isso implica em inferências errôneas.

Formas de controlar os erros:

Erros de observação
.
Pode-se calibrar o instrumento de medida, demandar mais atenção (dar treino aos) dos observadores, efetuar controle experimental ou estatístico. Os erros aleatórios, por não serem conhecidas suas causas, carecem de controle. Porém, como a seguir se apreciará, podem ser tratados a partir da teoria do erro.

Erros de amostragem
.
A solução, neste caso, costuma ser assegurar a representatividade da amostra, que passa por assumir erro amostral e intervalo de confiança específicos. Sempre que possível, empregar amostras aleatórias ajuda.

Como lidar com erros aleatórios – A teoria do erro.

Um evento aleatório compreende aquele que não pode ser predito a partir de sua ocorrência anterior, i.e. ele é livre para acontecer com independência do que possa ter ocorrido previamente.
Um erro, quando não se determina a causa específica, é considerado um evento aleatório. Como tal, pode-se descrevê-lo a partir do teorema de Bernoulli e da curva normal.

A
curva normal
diz que eventos aleatórios se distribuem normalmente (µ = 0,  = 1).
O
teorema de Bernoulli
diz que uma seqüência
infinita (n  ) se distribui normalmente.

É caracterizado por dados que consistem apenas em
nomes, rótulos ou categorias
. Os dados não podem ser dispostos segundo um esquema ordenado.

Neste nível de mensuração um número é idêntico a si mesmo e somente a si mesmo. Não se trata de medida, mas sim de classificação.

Os números não são atribuídos a atributos dos objetos, mas o próprio objeto é identificado por um rótulo numérico, por exemplo, o número da camisa dos jogadores da seleção brasileira.

É caracterizado por dados que podem ser
ordenados
.

Baseia-se na desigualdade dos números. Pasquali (1997) argumenta que esta desigualdade não é somente de qualidade, mas também em termos de
magnitude
, ou seja, um número não é apenas diferente do outro, mas é
maior que o outro
. E, os números podem ser colocados numa sequência invariável ao longo de uma escala linear.

Babbie (2001) argumenta que, embora as medidas sejam representadas por números num índice ou escala, estes números não têm outro significado além da indicação da ordem.
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