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Os Maias- Análise do capítulo VIII

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by

Maria Valdez

on 19 March 2015

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Transcript of Os Maias- Análise do capítulo VIII

Jantar com os Condes
Encontro com a Gouvarinho
Conversa com Ega
Regresso de Ega
Visita a Maria
Os Maias
- Análise do capítulo XII

Resumo do capítulo
Continuação da análise
O nervosismo de Maria Eduarda é motivado:
- Pela tentativa de conter a emoção que advém do amor que sente por Carlos;
- Pelo medo de perder esse amor ao revelar o seu passado atribulado vivido em ambientes duvidosos.
Reticências em: "mas escute..." exprimem hesitação e algo que ficou por dizer.
Análise de um excerto
"(...)E foi ela que
falou a custo
,
quase desfalecida
, estendendo para ele, como se o quisesse afastar,
as
mãos inquietas e trémulas
:
– Escute! Sabe bem o que o que eu sinto por si,
mas escute

Antes que seja tarde, há uma coisa que lhe quero dizer…
Carlos via-a assim tremer, via-a toda pálida… E nem a escutara, nem a compreendera. Sentia
apenas, num deslumbramento, que o amor comprimido até aí no seu coração
irrompera
por
fim, triunfante, e embatendo no coração dela, através do aparente mármore do seu peito, fizera
de lá ressaltar uma chama igual… Só via
que ela tremia
, só via que ela o amava… E, com a
gravidade forte de um ato de posse, tomou-lhe
lentamente
as mãos, que ela lhe abandonou
submissa de repente, já sem força, e vencida.
E
beijava-lhas ora uma, ora outra,
e
as palmas,
e
os dedos, devagar, murmurando apenas:

Meu amor
!
Meu amor
!
Meu amor
!(...)"

Irrompera
- Verbo que sublinha a explosão de felicidade de Carlos perante a revelação da paixão que sentem um pelo o outro;
Lentamente
- Advérbio de modo que descreve a forma como Carlos tenta aproximar-se de Maria Eduarda;
E
- Repetição da conjunção coordenativa copulativa que remete para a intensificação do contacto físico;
Meu amor
- Repetição de uma expressão exclamativa que sublinha o furor do momento.



Recursos expressivos
"É que um amor como o nosso não pode viver nas condições em que vivem outros amores
vulgares… É que desde que eu lhe digo que a amo, é como se lhe pedisse para ser minha
esposa diante de Deus…"
Não é um amor comum;
Personagens
Condessa de Gouvarinho:
Cabelos crespos e ruivos;
Nariz petulante, olhos escuros e brilhantes;
Bem feita, com pele clara, fina e doce;
Casada com conde de Gouvarinho;
Imoral e sem escrúpulos;
Carlos da Maia é o seu amante;
Os problemas financeiros do Conde fazem com que o casal se desentenda.
Espaço social e físico
Físico
“ Na sala de jantar, um pouco sombria, forrada de papel cor de vinho, escurecida ainda por dois antigos painéis de paisagem tristonha, a mesa oval, cercada de cadeiras de carvalho lavrado, ressaltava alva e fresca, com um esplêndido cesto de rosas entre duas serpentinas douradas. Carlos ficou à direita de condessa (…) “ (Queirós, 2011)
Social
Valores sociais:
“O dever da mulher era primeiro ser bela e depois ser estúpida…”; “O lugar da mulher era junto do berço, não era na biblioteca…”; “É agradável que uma senhora deve ser prendada (…) uma senhora, sobretudo quando ainda é nova, deve ter algumas prendas…”; “A mulher só devia ter duas prendas: cozinhar bem e amar bem.” (páginas 397,398);
“O Sr. Neto lamentava que os seus muitos deveres não lhe permitissem percorrer a Europa. Em pequeno fora esse o seu ideal; mas agora, com tantas ocupações públicas, via-se forçado a não deixar a carteira. E ali estava, sem ter visto sequer Badajoz…”; “Encontra-se por lá, em Inglaterra, desta literatura amena, como entre nós, folhetinistas, poetas de pulso?...” (página 399);
“E era esta a vantagem de Lisboa, disse logo o Conde, o conhecerem-se todos de reputação, o poder-se ter assim uma apreciação mais justa dos caracteres. Em Paris, por exemplo, era impossível; por isso havia tanta imoralidade, tanta relaxação… “ (página 388); “-País de grande prosperidade, a Holanda!... Em nada inferior ao nosso… Já conheci mesmo um holandês que era excessivamente instruído…” (página 390).
Análise da obra em geral

O título
-
Os Maias
- que remete para a história de uma família ao longo de três gerações.

O subtítulo
-
Episódios da Vida

Romântica
- que aponta para uma descrição/pintura de um certo estilo de vida, o romântico, através da crónica de costumes da sociedade lisboeta.
Biografia de Eça de Queiroz
Nasceu a 25 de novembro de 1845;
Ingressou em 1861 na Universidade de Coimbra, onde em 1866 se formou em Direito;
Integrou o grupo da geração de 70;
Acabou por falecer em 1900 em Paris.
A arquitetura do romance conjuga três dimensões estruturadoras:
Os antecedentes e a evolução da família Maia;
A intriga/relação incestuosa de Carlos e Maria Eduarda;
A visão dos costumes quotidianos da sociedade lisboeta.
Título
Subtítulo
Estrutura da obra
A obra apresenta assim uma estrutura tripartida:
• Os antecedentes da ação;
• A ação principal (os amores incestuosos e o desfecho trágico);
• E o epílogo.

Estrutura tripartida
Os antecedentes da ação
:
- Introdução;
- Analepse (1820-1875).
A ação principal
;
O epílogo
:
- A viagem de Carlos e Ega (1877-1878);
- Carlos em Sevilha (1886);
-O reencontro dos dois amigos (1887);
-O famoso passeio final (momento simbólico e de reflexão, passados 10 anos).



Quadro com a estrutura da obra
Regresso de Ega ao Ramalhete, visto que este se encontrava no Celorico (Guarda). Ega informa Carlos de que ambos foram convidados pelo Gouvarinho para jantar na próxima segunda-feira.
Ao jantar a condessa não esconde que tem conhecimento da proximidade entre Carlos e Maria Eduarda revelando-se um pouco ciumenta.
A pretexto de um mal-estar de Charlie (filho dos condes) a condessa pede a Carlos que a acompanhe aos aposentos interiores e beija-o, numa tentativa de reconciliação.
Devido a este encontro, Carlos chega atrasado a casa da Maria Eduarda que tanto esperava vê-lo.
A meio da conversa entre Carlos e Maria, Domingos, o criado, interrompe-os anunciado a visita de Dâmaso, que tanto anceia por ver Maria Eduarda. Esta afirma estar indisponível para o receber, o que o levou a ficar extremamente irritado.

Maria Eduarda fala de uma possível mudança de casa e Carlos pensa logo na casa de Craft, decidindo comprá-la.
Carlos deixa escapar que a adora e depois de uma troca de olhares beijam-se. Na quarta-feira, Carlos conclui o negócio da casa com Craft.

Ega mostra-se magoado pelos segredos de Carlos, mas este acaba por lhe contar que se apaixonou e que se envolveu com Maria Eduarda. Ega percebe que não se trata de mais uma paixão passageira mas sim de um “grande amor (…)".
"(...)Maria Eduarda caíra pouco a pouco sobre a cadeira; e, sem retirar as mãos, erguendo para ele os olhos cheios de paixão, enevoados de lágrimas, balbuciou ainda, debilmente, numa derradeira suplicação:
– Há uma coisa que eu lhe queria dizer!…
Carlos estava já ajoelhado aos seus pés.
– Eu sei o que é! – exclamou, ardentemente, junto do rosto dela, sem a deixar falar mais,
certo de que adivinhara o seu pensamento.
– Escusa de dizer, sei perfeitamente. É o que eu tenho pensado tantas vezes!
É que um amor como o nosso não pode viver nas condições em que vivem outros amores
vulgares… É que desde que eu lhe digo que a amo, é como se lhe pedisse para ser minha esposa diante de Deus…"


As expressões a verde indicam o nervosimo e a ansiedade com que Maria Eduarda se encontrava.
"Só via que ela tremia, só via que ela o amava..."
"Sentia apenas, num deslumbramento, que o amor comprimido até aí no seu coração irrompera (...)"
"E nem a escutara, nem a compreendera."

As expressões remetem para a cegueira de Carlos, que não suspeitando de nada do que a Maria Eduarda lhe quer dizer, interrompe-a.
Paralelismo Anafórico
“Há sempre alguém que surpreende o encontro de dois olhares; Há sempre alguém que adivinha donde se vem a certas horas… (…)” (página 421)
• O
paralelismo anafórico
é obtido pela repetição literal de uma ou mais palavras no início de um verso ou estrofe, concentrando nesse posicionamento privilegiado a carga semântica dos vocábulos retirados. Neste caso em específico, o recurso estilístico tem como função enfatizar o discurso de Carlos.


Interrogação retórica
“Além disso, Ega não saberia tudo, mais tarde ou mais cedo, pela tagarelice alheia?” (página 423)

Interrogação retórica
que não visa uma resposta, antes procura dar ênfase e criar expectativa. Verifica-se então uma critica à sociedade portuguesa no que toca a mexericos e coscuvilhices. Eça transmite então a ideia que a nossa sociedade é de tamanha pequenez no que toca a notícias “cor-de-rosa”.

“Pois não sabe perfeitamente que a adoro, que a adoro, que a adoro.” (página 415)

Repetição
que tem como função enfatizar os sentimentos de Carlos.

Repetição
Gradação crescente
“Carlos falava daquele amor, ele sentia-o profundo, absorvente, eterno.” (página 423)

Gradação crescente
, que dispõe os termos por ordem progressiva, no seio de uma enumeração.
Transmite a ideia de que Carlos amava de facto Maria Eduarda.


Advérbios de modo
“Falou de ti constantemente, irresistivelmente, imoderadamente.” (página 388)
• Uso repetitivo de
advérbios de modo
, que visa a acentuar o modo como Maria Eduarda falava de Carlos, a Ega.

Maria Eduarda

Apresentada ao leitor como uma "deusa transviada";
Alta, loira, elegante, requintada, envolta numa aura de mistério;
É a heroína romântica, perseguida pela vida e pelo destino;
É vítima do seu passado e das circunstâncias em que viveu e cresceu.
Entrevista a Carlos da Maia
Como se caracteriza psicologica e fisicamente na obra?
Conte-nos um pouco da sua história
Onde se formou? E onde conheceu o seu grande amigo João da Ega?
José de Almeida Moura afirmou que
os Maias
são: "um ensaio alegórico sobre a decadência da nação." concorda?
João da Ega
Era como o Sancho Pança de Carlos;
É um excêntrico, um provocador, um dândi;
É um homem culto, possuidor de uma ironia contudênte e de um humor cáustico;
É controverso e por vezes incoerente;
Gosta de escandalizar a sociedade lisboeta, a qual considera ignorante e provinciana;
Craft
Personagem com pouca importância no desenrolar da ação;
Representa a formação Britânica, o protótipo, do que deve ser um homem;
Defensor da arte pela arte ou seja idealiza o que há de melhor na natureza;
É culto e forte, de hábitos rigidos;
Amigo de Carlos;
Poder económico elevado.
Trabalho realizado por:
Carolina Pinto nº7
Catarina Pinto nº9
Maria Valdez nº18
11ºCT3
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