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Da agressividade à violência

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Transcript of Da agressividade à violência

Do instinto de agressividade à violência
Semana da Comunidade
AJES - Faculdades do Vale do Juruena
Abril/2014

Sigmund Freud (1856 - 1939)
Donald Woods Winnicott (1896 - 1971)
Eros (na mitologia grega, no panteão romano era o Cupido) era o deus grego do amor. Hesíodo, em sua Teogonia, considera-o filho de Caos, portanto um deus primordial. Além de o descrever como sendo muito belo e irresistível, levando a ignorar o bom senso, atribui-lhe também um papel unificador e coordenador dos elementos, contribuindo para a passagem do caos ao cosmos.

Na Arte
Eros é sempre retratado como um garotinho alado, de cabelos louros, com aparência de inocente e travesso que jamais cresceu (que sem dúvida simboliza a eterna juventude do amor profundo). Portando um arco e flecha e até mesmo com uma tocha acesa. Sempre pronto a atingir de forma certeiras suas flechas "envenenadas" com amor e a paixão. Os alvos sempre sendo a região do coração e do figado.

Em várias culturas era representado com a aljava, o arco e a flecha, tochas e os olhos vendados, simbolizando que o amor se diverte com todas as pessoas de que ele domina, pois o amor é cego e avassalador.
Pulsão de Vida (Eros) e Pulsão de Morte (Thanatos)
As duas pulsões andam juntas, estão fusionadas de tal forma que muitas vezes é difícil reconhecê-las em separado. Um exemplo seria a criança e a idealização da mãe boa e má (a boa a que gratifica e a má a que frustra). Outro exemplo é o componente sádico no instinto sexual, onde se mistura a agressividade com a preservação.
Alguns conceitos da teoria psicanalítica

Princípios de Prazer e de Realidade:
O princípio de prazer foi definido por Freud para justificar a sua primeira teoria da personalidade, segundo a qual "todo comportamento humano" é basicamente regido pela necessidade urgente de gratificação dos "instintos", quer de forma direta (matar a fome), quer alucinatória (através de fantasias). De acordo com a primeira formulação Freudiana, as atividades inconscientes (ou do ID) são completamente dominadas por esse princípio: a fantasia não se distingue da realidade e, portanto, a satisfação do prazer pode ser imediata. Mas com o desenvolvimento do ego, a pessoa torna-se consciente das exigências da realidade (Princípio de Realidade); e, quando se estabelece a instituição moral do superego, a pessoa passa a ter consciência de satisfações ideais. Freud modificaria mais tarde esta teoria (Para além do Princípio de Prazer), substituindo os dois componentes antagônicos por Eros e Tânatos, pulsão de vida e a pulsão de morte. (CABRAL & NICK, 2006, p. 250)

Diferenciando "Instinto" de "Pulsão"

Freud começa distinguindo “instinto” de “pulsão”: Instinkt, de Trieb. Há toda uma controvérsia sobre esse erro de tradução que se deu na psicanálise. Não fosse a operação de distinção conceitual efetuada por Lacan – que lia Freud em alemão e, assim, discernia elementos relevantes em sua teoria –, talvez estivéssemos, ainda hoje, traduzindo Trieb, “pulsão”, por “instinto”, como nas versões correntes de sua obra feitas na língua inglesa e, por derivação direta desta, no Brasil. Existem muitos artigos publicados sobre o tema, textos inteiros que tratam dessa problemática terminológica mostrando o despropósito de traduzir Trieb por “instinto”. (JORGE, 2010, p. 121)

Instinto: O termo alemão empregado por Freud, Trieb, tem sido traduzido ora por instinto ora por pulsão. Em Freud, Instinkt designa um comportamento animal determinado pela hereditariedade, característico da espécie, pré-formado em seu desenvolvimento e adaptado ao seu objeto. (CABRAL & NICK, 2006, p. 170)

Pulsões: Eros (pulsão de vida, amor e autopreservação) e Tânatos (pulsão de morte, de agressão, de autodestruição. (CABRAL & NICK, 2006, p.280)
Tânatos ou Thanatos
Sadismo - Prática psicopatológica que consiste em maltratar uma pessoa com requintes de perversidade. Tal prática foi descrita em novelas da autoria do Marquês de Sade (1740-1814) de quem recebeu o nome. As tendências sádicas podem estar associadas à satisfação sexual, a vivências fantásticas ou a atitudes sociais (vingança, humilhação, exploração) que frustrem ou impeçam os desejos de outras pessoas, substituindo ou reforçando a dor física que lhes é infligida. Em Psicanálise, as manifestações sádicas são consideradas consequências do ressentimento infantil pelas punições ou outros atos de repressão ou retaliação que a criança sofreu durante o treino de higiene pessoal, criação de hábitos alimentares, etc. (CABRAL & NICK, 2006, p. 305)










Masoquismo - Anomalia psicosexual caracterizada pelo desejo mórbido de ser maltratado, como prévia condição da gratificação sexual. [...] Freud identificou o masoquismo com a introjeção de tendências destrutivas que anteriormente flagelavam o objeto amado, transferindo-as para o eu. A palavra deriva do nome do conde austríaco Leopold Sacher von Masoch (1836 - 1895) , autor de várias novelas em que seus heróis cometiam atos sexuais da natureza descrita. (idem., pp. 198-199)


Tirinha da Mafalda sobre Violência
Em síntese, Freud acreditava que os seres humanos tem instintos (pulsões) agressivos. Segundo ele "[As pessoas] não são gentis e amistosas que desejam ser amadas e que simplesmente se defendem quando são atacadas. Uma poderosa medida do desejo de agressão há que ser reconhecida como parte de sua herança instintiva (pulsional)". Se os indivíduos não encontram um escape, acreditava Freud, os instintos agressivos acumulam-se e finalmente explodem, rompendo em "violência". (DAVIDOFF, 2001, p. 380)
WInnicott foi pediatra, psiquiatra e picanalista. Sua atuação como pediatra lhe permitiu ter acesso a um grande aprendizado acerca das relações entre os bebês e suas mães, uma vivência bem diferente de Freud, neurologista.

Winnicott dedicou muito de seu esforço teórico para a elucidação da agressividade e destrutividade inerentes à natureza humana. A questão atravessa toda a sua obra e consiste em um dos melhores exemplos de mudança paradigmática com relação à psicanálise tradicional. Com relação a Freud, o ponto de discordância central reside no fato de este localizar as raízes da agressividade na reação às inevitáveis frustrações, no contato com o princípio de realidade. Para Winnicott, contudo, a agressividade, que é relativa à frustração, pressupõe um alto grau de amadurecimento, impossível de ser concebido nos momentos iniciais.

Para Winnicott, a agressividade que alguns bebês manifestam, desde o início, nunca é uma questão exclusiva da emergência de instintos agressivos primitivos e “nenhuma teoria válida sobre a agressividade poderá ser construída sobre premissa tão falsa” (1957d, p. 90). Com relação a ambas, uma outra objeção: as duas teorias [Freud e Klein] deixam de considerar a importância do ambiente nos estágios iniciais, ou seja, a dependência do bebê e o fato de que este reage ao tipo de cuidados que recebe.

Ele notou que a mãe (ou outro responsável por cuidar do bebê) exercia um papel fundamental no desenvolvimento da criança, de sorte que se tal função não fosse exercida de maneira boa o suficiente a criança inevitavelmente não se desenvolveria a contento e teria no futuro patologias emocionais específicas. Para o autor, “nós antes de sermos pulsões, somos tensões”.
O princípio de tudo...

Para Winnicott, o ser humano tem a tendência a se desenvolver e unificar, e o faz através do processo de maturação, ou seja através da formação e evolução do ego, superego e inconsciente, além dos mecanismos de defesa. A saúde psíquica estaria no livre desenrolar deste processo.

Para o autor o ambiente influi diretamente nesse processo, através da mãe ou de seu substituto. Essa é a primeira de muitas interações e, é em função dessa influência que Winnicott vai falar de duas fases iniciais do desenvolvimento: do nascimento aos 6 meses (dependência absoluta) e dos 6 meses aos dois anos (dependência relativa). No estudo destes momentos iniciais reside grande parte da contribuição de Winnicott.





Winnicott fala que “a agressão é vista como evidência de vida” e que o
impulso agressivo é fundamental para as relações objetais do indivíduo
(WINNICOTT, 1959).

Para Freud o sujeito humano é, desde o início, um sofredor, seja pelo desamparo, seja pelo excesso. Para Winnicott, no princípio não era nem a falta nem o excesso, mas sim a harmonia existente entre o bebê e a mãe, advinda do estágio de dependência absoluta do cuidado materno que o bebê experimenta após o nascimento.

Freud explicou a causa pelo efeito, como se dissesse: “por que os homens matam? Porque existe neles um impulso de matar.”

Para o pediatra inglês, em primeiro lugar não se pode dizer que exista no indivíduo uma pulsão de destruição autônoma ao lado de uma pulsão de vida.

Para Winnicott o que nós chamamos de agressividade ou destruição, no início da vida não é exercido com o objetivo de efetivamente destruir. Winnicott afirma que no início da vida o amor é marcado por uma voracidade tamanha que pode fantasisticamente ocasionar a destruição do objeto amado. No entanto, o que o bebê pretende é a incorporação plena do objeto, sendo a destruição apenas um efeito colateral do processo e não o que é originalmente visado. Aliás, assim que bebê se dá conta de que seu amor acabou por destruir o objeto na fantasia, ele experimenta pela primeira vez a sensação de culpa – é o que Winnicott, na esteira de Melanie Klein, chamou de posição depressiva.

Winnicott só constatou um fato óbvio – divergindo de Freud– de que nós nos tornamos agressivos por motivos específicos, pelas experiências de vida que nos forçam a adotar o comportamento agressivo como única forma de nos defendermos.
A dependência é vista como “absoluta” porque não haveriam chances de sobreviver sem os cuidados do ambiente (mãe). Há uma total dependência. O bebê depende totalmente, mas o interessante é que ele desconhece esse estado de dependência, pois entende que ele e o meio são uma coisa só. É nesse momento que a mãe age, para o atendimento às necessidades do bebê, através de três funções maternas exercidas simultaneamente: Apresentação do objeto; Holding e Hadling.
A fase da "Dependência Absoluta"
Apresentação do objeto:
É a função de apresentação do seio ou da mamadeira. Em razão de seu estado vital a criança passa a “esperar” algo, e esse algo surge e ele, naturalmente, aceita o objeto oferecido. É nesse momento que o bebê tem a ilusão de ter “criado” esse objeto para a sua satisfação. À medida que a mãe vai sempre estando à sua disposição esta ilusão vai sendo reforçada e, ao mesmo tempo, protegendo-o de fontes de angústia que seriam insuportáveis.
Holding

O termo holding é de origem inglesa, e provém do verbo inglês To hold que significa para MARQUES (2008) segurar, manter, ter capacidade para conter, agüentar, resistir entre outros sentidos sinônimos. O holding é umas das funções da “mãe suficientemente boa” que auxilia na edificação de uma personalidade no filho, e que é importante para todas as relações que o sujeito exercerá com outras pessoas e com o meio, futuramente.
De acordo com ZIMERMAN apud WINNICOTT (1999) “o primeiro espelho da criatura humana é o rosto da mãe, seu olhar, sorriso, expressões faciais, etc.” Essa mãe que se apresenta como espelho ao filho no processo de holding, não deverá jamais ser entendida como uma mãe-espelho que é passiva e fria, mas deve ser concebida como uma mãe que empresta as “funções egóicas” (perceber, ter um juízo crítico, pensar e etc.) à criança, sem perder seu papel ativo, transformador e sadio de levar em frente à questão da formação da personalidade independente e adulta do filho.
Handling - Trata-se da função de “manipulação” do bebê enquanto ele é cuidado. É uma função que harmoniza a vida psíquica com o corpo, e que Winnicott chama de “personalização”.
O deus da morte da mitologia grega nascido antes da criação da humanidade por Prometeu, que servia à Hades trazendo-lhe súditos, e em geral é mostrado como um espírito alado e é irmão gêmeo de Hipnos, o deus do sono. Como seus irmãos sofredores e libertários, era filho de Érebo e de Nyx, deusa da Noite, filha da união entre o Caos e a Escuridão. Era representado como um jovem alado portando uma tocha apagada. Embora bastante utilizado na arte e poesia, sua adoração era apenas significativa em Esparta, onde era alvo do culto popular. Foi descrito por Eurípides (484-406 a. C.) como uma figura sinistra coberta de negro, passeando entre os homens e com uma faca na mão. Porém outros autores gregos o descreveram com uma aparência menos hostil e com asas. Para os gregos era um deus, mas para os romanos era uma deusa e chamada de Mors.

De acordo com a teoria final de Freud, Thanatos representa o conjunto de pulsões agressivas que operam no Ego com a finalidade de destruir a vida. Em "Para além do Princípio de Prazer, Freud assinala que a origem do seu conceito de pulsão de morte se deve à análise dos sonhos de pacientes que sofriam de neuroses traumáticas e, em "Novas Conferências Introdutórias sobre Psicanálise" (1932 - 37) afirma que manteve a hipótese de uma pulsão geral de agressão e destruição no homem "em virtude de considerações a que foi levado ao estudar a importância dos fenômenos de sadismo e masoquismo". (CABRAL & NICK, 2006, p. 324)
É na fase em que a dependência do bebê se torna relativa que a questão da agressividade começa a tornar-se crucial. Os componentes
agressivos começam a ter sentido para o indivíduo, o comer se estabelece como parte da relação com o objeto e as necessidades do bebê incluem, agora, a oportunidade de ele relacionar-se com os objetos através da agressão (1989m, p. 81).
A fase da "Dependência Relativa"
Parafraseando Nápoli a título de conclusão


a aplicação da noção de pulsão de morte como hipótese explicativa pode acabar justificando condutas eminentemente repressivas por parte da polícia e da justiça: afinal, se o homem possui em si uma tendência natural para a violência, não há possibilidade de recuperá-lo, restando apenas o emprego de penalidades cada vez mais severas como forma de brecar o advento externo da pulsão de destruição. Por outro lado, se a agressividade é vista como um comportamento advindo de uma história singular, como uma defesa empregada pelo sujeito na condição de último recurso de enfrentamento de condições que se lhe tornaram adversas, a visão acerca da criminalidade é totalmente distinta da primeira: buscar-se-á em primeiro lugar compreender as origens da violência e, em compreendendo-as, buscar solucionar o problema (que, por ser histórico e não pulsional, pode ser solucionado) pela organização de uma ambiente suficientemente bom que possa fazer com que o sujeito não precise recorrer ao comportamento agressivo como defesa. (2011)
Muito Obrigado!
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