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TRANSTORNOS ALIMENTARES

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by

Nicole Moreno

on 26 May 2014

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Transcript of TRANSTORNOS ALIMENTARES

TRANSTORNO DE COMPULSÃO ALIMENTAR PERIÓDICA

TRANSTORNO DE ALIMENTAÇÃO EVITATIVA/RESTRITIVA
TRANSTORNOS ALIMENTARES
Critérios Diagnósticos

- Ingestão de alimento em quantidade
superior à normal
- Sentimento de falta de controle sobre
o consumo alimentar

Critérios associados a episódios (três ou mais)

- Comer muito mais rapidamente que o normal
- Comer até se sentir incomodadamente cheio
- Comer grande quantidade de alimentos, quando não fisicamente faminto
- Comer sozinho, em razão do embaraço pela quantidade de alimentos que consome
- Sentir repulsa por si mesmo, depressão ou culpa demasiada após comer excessivamente

Acentuada angustia relativa à compulsao periódica
A compulsão periódica ocorre, em média, pelo menos 2 dias por semana, por 6 meses
Não está associada com o uso regular de comportamenos compensatórios

> Gravidade:

- Leve: 1 – 3 episodios por semana
- Moderada: 4-7 episodios por semana
- Severa: 8 – 13 episodios por semana
- Extrema: 14 ou mais episodios por semana

> Tratamento

- Farmacoterapia e psicoterapia (habitos alimentares e auto-imagem)



“Sim, eu tenho um transtorno alimentar. Eu perco o controle, eu excedo e não consigo parar. Às vezes eu choro de dor por estar tão cheia, que eu sinto que vou explodir. E eu ainda assim não consigo parar. Às vezes sinto que vou realmente morrer por causa de tanta dor. Eu sempre me sinto completamente sem valor, tão inútil e patética por eu perder o controle desse jeito todo o tempo. Eu me sinto vazia apesar de tudo. Horrivelmente vazia.”
Angua85
Critérios de Diagnóstico

- Alteração alimentação: falta de
interesse em comer ou em comida;
evitação baseada em características
sensoriais da comida; preocupação
quanto a consequências aversivas de
comer de modo a não atingir níveis
nutricionais adequados.

1. Significativa perda de peso (ou falha em atingir ganho de peso esperado ou crescimento insuficiente em crianças).
2. Deficiência nutricional significativa
3. Dependência em alimentação enteral ou suplementos nutricionais orais
4. Interferência no funcionamento Psicossocial

Ocorrência

- Pode se apresentar tanto em crianças quanto
em adultos
- Costuma desenvolver-se na infância, podendo
persistir até a idade adulta
- Em crianças mais velhas, adolescentes e adultos, o convício social tende a ser afetado de força negativa (estresse em contextos alimentares).
- É tão comum em homens quanto mulheres, porém as que tem relação com o espectro autista tem maior ocorrência em homens
Comorbidades

•Transtornos de Ansiedade
•Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)
•Transtornos Neurodesenvolvimentais (Transtornos do Espectro
Autista, Transtorno de
Déficit de Atenção e
Hiperatividade)
BULIMIA NERVOSA
Critérios de diagnóstico

- Episódios recorrentes de compulsão alimentar
- Recorrentes comportamentos com o intuito de evitar o ganho de peso (vômito auto-induzido, uso indevido de laxantes, diuréticos, etc)
- Pelo menos uma vez por semana durante 3 meses
- Auto-avaliação indevidamente influenciada pela forma e peso corporais
- Episódios bulímicos dentro do quadro de Anorexia Nervosa não devem ser diagnosticados como Bulimia Nervosa


Maior ocorrência no sexo feminino (adolescentes/jovens)

- Níveis de severidade:
• Leve – Média de 1 a 3 episódios
de comportamento compensatório
por semana
• Moderado – 4 a 7 episódios
• Severo – 8 a 13 episódios
• Extremo – 14 ou mais episódios
Características Relacionadas

- Peso normal ou leve sobrepeso
- Irregularidade do ciclo menstrual/Amenorréia
- Dependência do uso de laxantes
- Conseqüências no organismo e em seu funcionamento

Comorbidades

- Transtornos do humor
- Transtornos de ansiedade
- Transtornos de personalidade – Borderline

“Sei o quanto é difícil ‘sair dessa’, ainda mais quando são atitudes que muitas vezes dão prazer. Por exemplo, comemos tudo aquilo que gostamos sem nos preocupar com quantidade e depois colocamos tudo pra fora com um alívio”

“Hoje nem preciso me dar o trabalho de botar o dedo na garganta, acho que meu organismo já se acostumou com a rotina e se encarrega de me fazer vomitar”

Vídeo

“Dicas” tiradas do blog

http://promiaeproana.blogspot.com.br/


- Antes do vômito auto-induzido
→ Beba muuuita água, para que a comida saia mais facilmente e não machuque.
→ Ligue o chuveiro, coloque uma música alta para tocar... Além de disfarçar o som de você vomitando, ainda vai te reconfortar e te deixar mais tranquila pra ação.

- Durante
→ Na minha opinião, os dedos são a melhor opção, pois você sente o que está fazendo, sente a sua garganta e não tem o perigo de se machucar acidentalmente, pois você sente o que esta tocando. Use dois dedos.
→ A comida não vem toda de uma vez. É preciso várias vezes para a toda aquela mistura calórica sair do seu estômago.
ANOREXIA NERVOSA
"Transtorno caracterizado por perda de peso intencional, induzida e mantida pelo paciente."

Critérios de diagnóstico

- Restrição da ingestão de
alimentos: peso corporal
abaixo do normal
- Medo intenso de ganhar peso
- Auto avaliação distorcida
Subtipos:
- Restritivo
- Purgativo
- Problemas de saúde relacionados

Exemplos
:
- Filme sobre Karen Carpenter
- Cassie da série Skins


ASPECTOS HISTÓRICOS
Anorexia nervosa

> Fastidium (Cícero – 106–43 a.C.) – século XVI
> Idade Média: possessão demoníaca ou milagre divino
> Século XIX: relatos médicos origem psíquica

- Anorexia nervosa – 1873 – William Gull ““forma peculiar de doença que afeta principalmente mulheres jovens e caracteriza-se por emagrecimento extremo[...]” cuja “falta de apetite é [...]decorrente de um estado mental mórbido e não a qualquer disfunção gástrica[...]”.
- 1960: síndrome psiquiátrica específica
- Hoje: “recusa alimentar deliberada, com intuito de emagrecer ou por medo de engordar, disfunções na percepção corporal e endócrinas”

Bulimia nervosa

- Vômito auto-induzido: Antiguidade
- Século XX: obsessão da vergonha do corpo, hiperorexia nervosa, bulimarexia, bulivomia, síndrome do caos alimentar, bulimia
> Hoje: ingestão compulsiva e rápida de grande quantidade de alimento, com pouco ou nenhum prazer, alternada com comportamento dirigido para evitar o ganho de peso e medo mórbido de engordar.

ASPECTOS SÓCIO-HISTÓRICOS
- Caracterização geral:
- População jovem (♀0,5 a 1% anorexia e 1 a 3% bulimia)

> Aspectos culturais
> Padrões de beleza
- Ideal de magreza




> Hábitos alimentares - cultura e economia magreza = autodisciplina e sucesso
> Século XXI: culto ao corpo – estilo de vida – classe média e urbanização
> Preconceito contra a gordura
> Mercado da estética: manipulação de subjetividades
> Adolescência: o papel do grupo sociaL
> Grupos sociais “de risco”: atletas, bailarinas, nutricionistas, modelos
Aspectos transculturais
- Preocupação com o corpo universal índices crescentes

- A tendência a querer ser mais magrx cresce com o nível socioeconômico (Wang, Byrne, Kenardy & Hills, 2005)

- Preocupação começa na infância

- Gênero: 95% FEM. e crescente na população infantil MAS.
- mudança de hábitos alimentares, sedentarismo, obesidade.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
CCHLA - DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À PSICOPATOLOGIA
CAMILA GARRIDO
CAROLINA GUIMARÃES
LIS PAIVA
NICOLE MORENO
RANDELL TIEGO
VICTOR FIGUEIREDO
YURI PAES
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and statistical manual of mental disorders (5th ed.). Arlington, VA: American Psychiatric Publishing.(Feeding and Eating Disordes, pp. 329 – 354)
Morgan, Christina M, Vecchiatti, Ilka Ramalho, & Negrão, André Brooking. (2002). Etiologia dos transtornos alimentares: aspectos biológicos, psicológicos e sócio-culturais. Revista Brasileira de Psiquiatria, 24(Supl. 3), 18-23.
Oliveira, Leticia Langlois, & Hutz, Claúdio Simon. (2010). Transtornos alimentares: o papel dos aspectos culturais no mundo contemporâneo. Psicologia em Estudo, 15(3), 575-582.
Martins, Fernanda Celeste de Oliveira, & Sassi Jr., Erlei. (2004). A comorbidade entre transtornos alimentares e de personalidade e suas implicações clínicas. Revista de Psiquiatria Clínica, 31(4), 161-163.
Espíndola, Cybele Ribeiro, & Blay, Sérgio Luís. (2006). Bulimia e transtorno da compulsão alimentar periódica: revisão sistemática e metassíntese. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, 28(3), 265-275.
Cordás, Táki Athanássios, & Claudino, Angélica de Medeiros. (2002). Transtornos alimentares: fundamentos históricos. Revista Brasileira de Psiquiatria, 24(Supl. 3), 03-06.
BEAR, Mark F.; CONNORS, Barry W.; PARADISO, Michael A. Neurociências: desvendando o sistema nervoso. 2007.
COZER, Claudia; PISCIOLARO, Fernanda. Etiologia dos transtornos alimentares. Revista ABESO; Alimentação; v. 59, p.15 - 16, 2012. Disponível em: <http://www.abeso.org.br/pdf/revista59/alimentacao.pdf>.
DE FARIA, Silvia Pedroza; SHINOHARA, Helene. Transtornos alimentares. InterAÇÃO, Curitiba, v. 2, p. 51-73, 1998.
DUCHESNE, Monica et al. Neuropsicologia dos transtornos alimentares: revisão sistemática da literatura. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 26, n. 2, p. 107-17, 2004.
SALZANO, Fábio; CORDAS, Táki. As causas e o tratamento dos transtornos alimentares. Revista Mente&Cérebro, Notícias, edição online n° 152, novembro de 2006. Disponível em: <http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/as_causas_e_o_ tratamento_dos_transtornos_alimentares.html>.
“Eu sou uma gorda. Uma gorda que não tem autocontrole, que simplesmente não consegue realizar a simples tarefa de NÃO COMER. E isso é tão decepcionante, porque te faz pensar que se você não tem nem controle sobre seu corpo, sobre o que, afinal, eu tenho controle?”

“Lembre-se: você não precisa comer.”

“quarta-feira, 31 de outubro de 2012
nossa,este desafio da coca confesso que sinto uma fome danada..estou comendo pedras de gelo pra amenizar,hoje senti fraqueza para correr os 5km .. vou ver se pelo menos antes de correr e malhar como uns 3 biscoitinhos água e sal para ajudar..”

“Está com fome? Beba água. A fome não passou? Beba mais um pouco de água. A fome é muita? Come uma maçã. Não passou a fome ainda? Desculpe, mas você quer ser magra. Esse é o preço.”

"Querida Ana,
venho te pedir pra porfavor,nunca sair da minha vida,mesmo que ás vezes eu caia em tentação,ou mesmo eu pensando que já está bom..mas não está.
fica comigo,preciso de você Ana,te necessito muuuito,Ana me ajude,eu não quero mais sentir fome,quero ficar semanas de NF,Ana me ajude,entre mais em mim,aprofunde cada vez mais..Preciso me sentir bem,preciso ser feliz com você.Eu anseio meu objetivo,tá tão difícil..só você pra conseguir me fazer alcançar.”

“Estou super desapontada comigo, eu falo que vou entrar na p* da dieta, planejo metas , mas chega no dia eu tenho compulsão. Estou cansada, de prometer e prometer para mim que vou emagrecer e depois me entupir de comida. Ter compulsão alimentar é uma grande merda, porque eu fui ter logo esse transtorno alimentar , não seria melhor se fosse uma anorexia de vez. Pelo menos eu seria uma magra, não uma gorda compulsiva que come igual uma porca.”

O ato de comer
- Manutenção da homeostase
- fatores sociais, culturais, individuais

Transtornos alimentares
- “persistente perturbação quanto ao comportamento alimentar que provoca prejuízos à saúde física e/ou psicossocial do sujeito” (DSM V)
- adolescentes e jovens adultos são mais afetados

INTRODUÇÃO
Critérios Diagnóticos
Alimentação com substâncias não-nutritiva/não-comestíveis por um período de no mínimo 1 mês.
O comportamento alimentar não é parte de uma prática apoiada ou normatizada socialmente.
*não há aversão por comida em geral

Comorbidade

Transtorno do espectro de autismo, desabilidade intelectual, tricolomania (transtorno de arrancar cabelos) e escoriação (puxar a pele), transtorno de alimentação evitativa/restritiva, complicações gastrointestinais, envenenamento, infecção, e deficiência nutricional.


PICA
TRANSTORNO DE RUMINAÇÃO
Critérios diagnósticos
Regurgitação repetida de comida por um período de no mínimo 1 mês. A comida regurgitada pode ser re-mastigada, re-engolida ou jogada fora.
A regurgitação repetida não é atribuída a uma condição gastrointestinal associada ou outra condição médica
Consequências funcionais:
má nutrição secundária, atraso no crescimento e, possivelmente, no potencial de aprendizagem, perda de peso, função social prejudicada.
Comorbidade:
condições médicas simultâneas ou outro transtorno mental (como transtorno de ansiedade generalizada).


‘Eu não sei quando foi a primeira vez que me senti feia ou o dia que escolhi não comer, só sei é que mudei a minha vida para sempre, então eu atravessei o espelho e entrei no mundo subterrâneo, onde para cima é para baixo e comida é pecado, onde espelhos convexos cobrem as paredes, onde morte é honra e carne é fraqueza. Aonde é muito fácil de se entrar mas quase impossível sair. A fraqueza físíca pode ser forte, mais não é maior do que a força psicologica!’

BASES BIOLÓGICAS DOS TRANSTORNOS ALIMENTARES
“Os transtornos alimentares possuem uma etiologia multifatorial, composta de predisposições genéticas, socioculturais e vulnerabilidades biológicas e psicológicas que interagem entre si de modo complexo, para produzir e, muitas vezes, perpetuar a doença.” (MORGAN, 2002)

1. Fatores Genéticos
- São de 3 a 10 vezes mais comuns em parentes de primeiro grau;
- Taxas de concordância para monozigóticos maiores do que para dizigóticos na AN;
- Contribuição genética na BN, com valores entre 31% a 83%;
- Prevalência da AN para o sexo feminino (90% dos casos);
- Mais frequentes entre brancos, mas também afetam outros grupos étnicos;

2. Fatores Biológicos
- Déficits funcionais decorrentes do quadro ou Antecedentes contributivos ao desenvolvimento dos TA;
a) Cormobidades
Transtornos de Humor (depressão) e Transtornos de Ansiedade (TOC)
b) Neurofisiologia
- Sistema Límbico - Expressão Emocional (medo de engordar);
- Hipotálamo - Atividades do SNA (alterações no apetite);


Adrenal - Cortisol e
Catecolaminas (ansiedade);

- Hipófise e Gônadas - FSH, LH e Ciclo
menstrual (critério D);



> Casos de amenorreia: Ausência de 3 ciclos menstruais consecutivos precedentes à perda de peso (diminuição do [FSH] e do [LH] pela hipófise) é um indicador da AN no DSM-IV-TR.



c) Bioquímica
Vias Serotoninérgicas - Ansiedade e fome;
Vias Noradrenérgicas - Ativação do Sistema Límbico (medo);

- Alterações em vias noradrenérgicas e da serotonina podem exercer seu papel predisponente por meio de ações primariamente no humor e na ansiedade, no controle do impulso, na obsessividade e na regulação do apetite.
- Aumento de serotonina - suprime a saciedade - BN;
- Indefinição quanto à AN;

d) Atividade Cerebral
- Déficits visuoespaciais e visuoconstrutívos (percepção das formas corporais) + puberdade e o reajuste da imagem corporal (14 e 17 anos);
- Controle Inibitório deficitário na BN e superestimulado na AN;
- Influência do Hipotálamo sobre a Ínsula (apetite) e sobre o Sistema Límbico (medo);
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