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A Dimensão Social do Tempo - aula 15

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EaD IVJ

on 26 December 2016

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Transcript of A Dimensão Social do Tempo - aula 15

Tempo e Sociedades “Tradicionais”
Divisão do trabalho e cálculo do tempo: “Tempo é dinheiro”
Popularização do Uso dos Relógios
Mudanças na Percepção do Tempo
Tempo e Sociedades “Tradicionais”
A Dimensão Social do Tempo
Prof. José Luiz

Sugestão de trabalho
Edward Palmer Thompson (1924-1993)
Popularização do Uso dos Relógios
Diminui a Orientação do Tempo pelas Tarefas
Conteúdo da Seção
A Dimensão Social do Tempo

Texto para Reflexão

E. P. Thompson, “Tempo, disciplina de trabalho e capitalismo industrial” [1967]. (In: Costumes em comum: estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo, Companhia das Letras, 1998).

Historiador e ativista político britânico, de orientação socialista.

Principal livro: A construção da classe trabalhadora inglesa (1963).


Período entre 1300 e 1650: observam-se mudanças importantes na percepção do tempo. Contraste entre o “tempo da natureza” e o “tempo do relógio”, entre o “tempo da Igreja” e o “tempo do mercador”. O tempo sai da natureza e entra nas casas. Proliferam-se imagens do cosmos, da vida e do homem como um mecanismo de relógio.

Contraste com “povos primitivos”: a medição do tempo está relacionada com as tarefas domésticas ou com os processos familiares no ciclo do trabalho.


- Marcação das horas pelas atividades, e não por horas abstratas. Ex.: hora de soltar o gado, de ir para o pasto, de recolher os animais, etc.

- Também entre pescadores e navegadores, tempo medido pelas marés. O tempo social segue o ritmo da natureza.

Isso traz maior integração entre o “trabalho” x a “vida” = não são vistas como duas coisas com horários marcados, as relações sociais e o trabalho estão misturados.

Crescente aperfeiçoamento e popularização dos relógios:

Ter um relógio em casa só começou a se popularizar a partir do uso do pêndulo, em 1658. Inicialmente só havia ponteiros das horas, e não dos minutos.

À medida que a Revolução Industrial avançou e requereu maior sincronização do trabalho, difundiram-se os relógios portáteis e não portáteis. Por muito tempo, era proibido aos operários portar relógios no local de trabalho!


Ter um relógio era raro, símbolo de prestígio. Fundaram-se clubes de relógio, para compras em prestações coletivas.

Surgem relógios de ponto no local de trabalho.


Teste prático:
contar quantos relógios temos em casa (não esquecer os do celular, do computador, do micro-ondas etc.)

É importante perceber que não foram os relógios que fizeram o tempo ser medido. Não foi a invenção que gerou a mudança social.

-
A relação é inversa: devido à necessidade de se medir o tempo é que os relógios foram aperfeiçoados e difundidos.


Popularização do Uso dos Relógios
Ao mesmo tempo, a orientação pelas tarefas foi diminuindo.

- Nas sociedades primitivas ou tradicionais, a divisão do trabalho era menor, e era comum as mesmas pessoas exercerem várias tarefas ou ocupações mistas: ao mesmo tempo eram artesãos, construtores, pequenos agricultores, etc. Esse tipo de trabalho não admite cronogramas precisos. O ciclo de trabalho diário e semanal também era regular. Havia como que uma necessidade de alternância de ritmos

Analisar algum livro ou artigo de revista sobre como “administrar” o tempo pessoal.

- Procurar ver como a percepção do “tempo como dinheiro” aparece.

Discutir o fato de hoje as pessoas se acharem “sem tempo”.

Questão:

“Até que ponto, e de que maneira, essa mudança no senso de tempo afetou a disciplina de trabalho, e até que ponto influenciou a percepção interna de tempo dos trabalhadores?” (p. 269)

Thompson chama a atenção para o fato de que a orientação pelas tarefas ainda seria importante, atualmente, no campo e em cidades pequenas.

- Para pessoas imersas no mundo do trabalho marcado pelo relógio, essas outras formas de percepção do tempo parecem indolência.

Ex.: preconceito dos colonizadores e imperialistas contra nativos; também a visão sobre a “preguiça baiana”.

Com o fenômeno da crescente divisão do trabalho, o tempo começa a se transformar em dinheiro

. O cálculo do tempo fica mais fácil:


“Essa medição [do tempo] incorpora uma relação simples. Aqueles que são contratados experienciam uma distinção entre o tempo do empregador e o seu ‘próprio’ tempo. E o empregador deve usar o tempo de sua mão de obra e cuidar para que não seja desperdiçado: o que predomina não é a tarefa, mas o valor do tempo quando reduzido a dinheiro. O tempo é agora moeda: ninguém passa o tempo, e sim o gasta.” (p. 272)

Curiosidades:

Henry Ford, antes de se tornar industrial, consertava relógios.

O relógio de pulso foi inventado por Santos Dumont, no início do séc. XX.

Henri Ford
Santos Dumont
- “O padrão de trabalho sempre alternava momentos de atividade intensa e de ociosidade quando os homens detinham o controle de sua vida produtiva. O padrão persiste ainda hoje entre os autônomos  artistas, escritores, pequenos agricultores e talvez até estudantes  e propõe a questão de saber se não é um ritmo ‘natural’ do trabalho humano.” (p. 282)

A natureza dessa grande transformação não está apenas na esfera econômica, da “industrialização”, em função da mudança na técnica de manufatura. Ela:

“recai sobre toda a cultura: a resistência à mudança e sua aceitação nascem de toda a cultura. Essa cultura expressa os sistemas de poder, as relações de propriedade, as instituições religiosas etc., e não atentar para esses fatores produz uma visão pouco profunda dos fenômenos e torna a análise trivial.” (p. 288-289).
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