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Ética de Santo Agostinho

Apresentação para a disciplina de Ética
by

Luciano de Araujo

on 28 October 2013

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Transcript of Ética de Santo Agostinho

Dialética Platônico-Agostiniana
Ética de Santo Agostinho
O caminho para a felicidade

Ética de Agostinho
A busca da felicidade no gozo da suprema Verdade.
Contexto Metafísico da Ética Agostiniana
Agostinho se baseia em Platão.
Cidade Terrestre:
A Ética do Conflito

Mundo das Ideias
Coisas inanimadas,
da vida supra-sensível,
supremas realidades
transcendentes
Esforço filosófico
Chegar ao verdadeiro conhecimento,
ultrapassando o saber opaco dos sentidos,
região da opinião, mundo material
das realidades terrestres.
Platão: A caverna é dupla!
Ignorância
Filosofia
O mito da caverna está carregado de simbologias
É símbolo da vida humana que luta para realizar a passagem das trevas desta vida material para a luz da vida transcendente.
Coisas da vida humana
Agostinho estava sempre relacionado
a Platão, com a mesma luta para chegar
à mesma meta no mundo divino
A dialética de agostinho
Dialética com sua mãe Mônica
"na presença da verdade, que sois vós, Senhor"
Região da Verdade: onde a Vida é a própria Sabedoria que tudo criou, sem que Ela própria se crie. Pois existe como sempre foi e sempre será.
Não há nela ter sido,
e nem haver de ser:
simplesmente "é"
porque é eterna!
para Platão no mito: Sol
da Verdade
Agostinho no Êxtase: suprema realidade divina e pessoal, Apresentado também pelas sagradas escrituras
Dialética do silêncio:
"Uma alma em silêncio completo, onde os ruídos
da terra, da água, do ar e
do céu estão parados em
silêncio".
"Supondo que finalmente Deus sozinho fala por Ele não pelas criaturas"
"Então alcançamos a Eterna Sabedoria que permanece imutável sobre todos os seres!"
Dialética da Felicidade
Se tratando de felicidade Agostinho questiona répteis, mar, terra, plantas:
"Quem é Deus?"
Agostinho interpretou que estava
acima deles.
Depois questionou o ar, nuvens, lua, sol, estrelas;
Logo interpretou que não era o Deus que procurava.

Voltou-se para sua alma, parte que lhe dá a vida (copreendeu que é vivificado pela alma).
Entendeu que
é:
A vida de sua vida, Ele quem o infundiu o sopro
de vida para todas as criaturas e tudo o que existe.
Assim a eterna verdade transcendente é também imanente na suas criaturas.
Agostinho diz que ser feliz é um desejo que Deus colocou na memória humana.

"Ser feliz consiste em nos alegrarmos em vós, de vós e por vós que habitais no fundo de nossa memória. A vida feliz é a alegreia que provém da verdade que sois vós minha luz".
O Presente vivo
A memória é, na alma, o presente vivo das coisas passadas;
bem como o desejo é o presente vivo das coisas futuras.
Por isso a verdade está viva e presente na alma, e
uma pessoa em Verdade reafirma também nas escrituras:

Cidade Celeste: a Ética do Amor
A lei natural seria a ordem ou a subordinação de todas as coisas, como os vegetais são para os animais, esses para os homens e os homens para Deus. Todos os seres são bons, belos e harmoniosos e nenhum é menos digno, feio e inferior. Sendo todos eles felizes em seus lugares.
A virtude consiste em obedecer a ordem à ordem, escrita por Deus na natureza das coisas. O homem tem a inteligência e o dom da liberdade para decidir seu agir na direção da cidade celeste. Isso nega as forças externas.
A lei natural seria a ordem ou a subordinação de todas as coisas, como os vegetais são para os animais, esses para os homens e os homens para Deus. Todos os seres são bons, belos e harmoniosos e nenhum é menos digno, feio e inferior. Sendo todos eles felizes em seus lugares.
A lei eterna ” é a própria mente divina, Deus, que cria a essência de cada coisa e ‘no principio’ dos tempos projetou-a na natureza, criando assim o mundo das realidades terrestres bem ordenado”, sendo também um espelho da lei natural.
Sobre essas duas leis se deduz toda moral e ética cristã, se resumindo em apenas um principio: o amor. Isso consiste no amar a Deus sobre todas as coisas e as suas criaturas. O oposto a essa ética seria a idolatria que seria amar as criaturas sem referencia-las a Deus, sendo esse o maior e único pecado.
Existem dessa forma dois tipos de amor, o reto e bom: que ama todas as coisas seguindo a ordem natura. E o perverso: que segue o caminho inverso, seria então “uma aversão a Deus e conversão as criaturas”.
Deus é interioridade: “Não queiras ir para fora; entra para dentro de ti; ali habita a verdade, Deus. Se te sentes mutável, finito e inseguro, transcende a ti mesmo até repousar na verdade imutável”.“ Tu moravas em mim, íntimo a mim e infinitamente superior a mim”
A verdade me ensina a amar as coisas imanentes e temporárias, que são ordenadas segundo a sua origem suprema, e me eleva para transcendência. Pois pelas criaturas o homem chega a Deus.
A ética ordo amoris seria utilização equilibrada das coisas matérias, seguindo a ordem da essência: Deus, Homens, animais, plantas e minerais. A idolatria seria o amor “mau”, que iria ao contrario dessa ordem ou em inversão a lei natural e eterna.
Assim, a beleza das pessoas é reflexo da vida sem fim; o bem é reflexo da beleza infinita ( Conf., X,6), o bem humano é reflexo do sumo bem: tudo é bom e belo em Deus.”
Platão diz que o sábio imita, conhece e ama a Deus e encontra nisso a felicidade; então nenhum filosofo esteve tão próximo do cristianismo quanto ele. (Civ., VIII, 5)
“O amor, debatido no Banquete de Platão está muito próximo ao amor que Jesus recomendou a seus discípulos.” (Lib. Arb.,II,10,15)
Transcenderam todas as realidades corporais mutáveis e compreenderam que Deus é Espírito imutável, e que tudo o que é, seja qual for sua natureza, não pode proceder senão de quem verdadeiramente é porque é imutável. (Civ., VIII, 6)
Elogio à Platão e os platônicos
Merecem glória e fama porque disseram não ser feliz o homem que goza do corpo nem o que goza da alma, mas o que goza de Deus. Platão estabeleceu que o fim do bem é viver de acordo com a virtude, o que pode conseguir somente quem conhece e imita a Deus e que tal é a única fonte da felicidade. (Civ., VIII, 8)
A busca da verdade e da felicidade são os dois pilares da filosofia e da teologia de Agostinho
Santo Agostinho usa a dialética como caminho de ascensão do imanente para o transcendente, das realidades mutáveis para as imutáveis
Com 42 anos, em 397 dC Agostinho perde a confiança na liberdade e no poder de decisão do homem
O diálogo dialético ocorre entre dois personagens: Deus e a alma.
Deus para os platônicos: teoria
metáfora
Deus para Agostinho: encontro com a fonte da Vida, a verdade em pessoa.
A beleza e os prazeres são ameaça de pecado
O mundo quer nos afastar de Deus
As Cartas de Paulo
"(...) Na realidade, não sou eu que pratico a ação, mas o pecado que habita em mim. Pois o querer o bem está no meu alcançe, não porém o pratica-lo: não faço o bem que eu quero mas pratico o mau que não quero. O pecado que habita em mim age em mim." (Rom 7; 17-20)
Agostinho desconfia que a razão e a liberdade não possam permanecer em ordem ética sem o auxílio de Deus.
Antes entende que a felicidade era alcançada pela disciplina e pelas virtudes e agora confia exclusivamente na força divina para vencer a "luta da carne contra o espírito".
A Ética do Amor baseada na liberdade assistida pela fé dá lugar à Ética do Conflito.
O homem usou do livre-arbítrio para se igualar a Deus. E esse mau uso tornou a natureza hostil ao homem. Assim deixou de utilizar os bens terrestres para alcançar a felicidade e os bens eternos e passou a comrazer-se apenas com os bens mundanos.
A Ética do Amor não tem garantia de sucesso porque depende da decisão do arbítrio corrompido do homem.
A providência divina lhe oferece tudo o que pedir, assim sendo temos que cuidar para clamar pelo que é eterno e não pelo que é efêmero e contingente.
Agostinho abandona a imanência do ser humano e passa a determinar o comportamento ético e digno como possível somente sob a dependência de Deus.
A alma regia perfeitamente o corpo, sem conflitos; rompida a integridade pelo pecado, o corpo humano rebelou-se e entregou-se a todos os seus apetites. Daí o conflito radical que nos impede "de fazer o bem que desejamos".
A tríplice tentação: Carne, Olhos e Ambição, nos acompanha sempre devido ao pecado original de Adão e a nossa fragilidade.
"O homem foi espoliado dos dons gratuitos (da fé) e vulnerado nas suas qualidades naturais (inteligência)".
O desejo e o prazer sexual são uma punição do pecado de Adão e Eva. Mas como para procriar é necessário o sexo Agostino minimiza esse "mal necessário, tolerando o prazer para que nascam os filhos. Mas para ele é evidente que sempre é uma perversão fazer sexo só pelo prazer.
"(...) dai-me a continência pois ninguem é casto sem o dom de Deus." (Confissões, X, 29-40)
"
Com razão nele (Cristo) coloco toda a minha firme confiança, esperando que cureis todas as minhas enfermidades (...)." (Confissões, X, 43)
Uti et Frui
Agostinho usa dois termos latinos que resumem a sua ética e moral cristã.
Ética do usar:
servir-se e usar-se
Ética da fruição (fruir) dos bens divinos.
Contexto da teoria platônica-agostiniana e o desequilíbrio entre as duas posições
A cidade de Deus:
Cidade celeste, dois amores.
A cidade dos homens:
Cidade terrestre, o amor e as virtudes
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