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Kamila Amorim

on 13 November 2014

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A filha, o neto, os avós, embora membros da organização familiar têm uma presença tímida mas não nula.
A presença da filha, como pode ser observado no Quadro 2, foi contabilizada 10 vezes. Diferente do filho, essa não aparece descrita no ambiente escolar, o que pode ser interpretada como uma espécie de desvalorização da educação feminina. Os autores apresentam a figura feminina como um ser frágil, sua figura está relacionada a situações de fraqueza, perigo, em momentos de divertimento ou admoestando o irmão mais novo, no caso de Henrique.
“A família é uma transação de olhos e retratos.” (Guimarães Rosa)
FONSECA, Cláudia. Quando cada caso não é um caso. Revista Brasileira de Educação, n. 10, p. 58-78, jan./fev./mar./abr. 1999.
FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso.- 20 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2010.
_______. As palavras e as coisas. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
_______. Sobre a arqueologia do das ciências. Resposta ao círculo de epistemologia. In: _______. Arqueologia das ciências e da história dos sistemas de pensamento. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008. p. 82-116.
_______. História da sexualidade I A vontade de saber. Lisboa: Relógio D’Água Editores, 1994.
_______. Os anormais: curso no Collège de France (1974-1975); tradução Eduardo Brandão. São Paulo: Martins fontes, 2001.
LAJOLO, Marisa; ZILBERMAN, Regina. A formação da leitura no Brasil. São Paulo: Editora Ática, 1996.
LE GOFF, Jacques. Documento/monumento. In: LE GOFF, Jacques. História e memória. Campinas: Editora da UNICAMP, 1994, p. 535-549.
MAGALDI, Ana Maria Bandeira de Mello. Lições de casa: discursos pedagógicos destinados à família no Brasil. Belo Horizonte: Argumentum, 2007.
_______, Do lar como escola da nação: a família nos debates educacionais dos anos 1920/30. Congresso Brasileiro de História da Educação, 2002. Natal. Anais Estado, Nação e Etnia na História da Educação. Natal: Sociedade Brasileira de História da Educação.
PERROT, Michelle, et al. (org). História da vida privada, 4: Da revolução Francesa à Primeira Guerra. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
PIORNO, Roberto C. Introdução. In: DE AMICIS, Edmundo. Corazón: diario de um niño. Impreso em Espanã: 6° edición, 2008.
TERUYA, Marisa Tayra. A família na historiografia brasileira: bases e perspectivas teóricas. In: Associação brasileira de estudos populacionais, 2000.
TRIGO, Maria Helena Bueno. Amor e casamento no século XX. In: D’INÁCIO, Maria Angela (org.). Amor e família no Brasil. São Paulo: Contexto, 1989, p. 88-94.
VAINFAS, Ronald. História das mentalidades e história cultural, In: CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo (orgs). Domínios da História: ensaio de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997, p. 127-162.
BITTENCOURT, Circe. Livro didático e saber escolar (1810-1910). Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2008.
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CASEY, James. História da família. Lisboa: Editorial Teorema, 1989.
CERRONI, Umberto. Considerações sobre a relação família-sociedade. In: A crise da família e o futuro das relações entre os sexos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971, p.11-50.
CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: Editora UNESP/ Imprensa Oficial do Estado, 1999.
CHARTIER, Roger. Cultura escrita, literatura e história: Conversas de Roger Chartier com Carlos Aguirre Anaya, Jesús Anaya Rosique, Daniel Goldin e Antonio saborit. Porto Alegre: Artes Médicas, 2001.
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CORRÊA, Mariza. Repensando a família patriarcal brasileira. In: ARANTES, Antônio Augusto et.al. Colcha de retalhos. Estudos sobre a família no Brasil. Campinhas: Editora da UNICAMP, 1993, p.15-42.
DEL PRIORE, Mary (org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 1997.
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FARHI NETO, Leon. Biopolíticas: As formulações de Foucault. Florianópolis: Cidade Furtura, 2010.
ABREU JR., Laerthe de Moraes. Apontamentos para uma metodologia em cultura material escolar. Pro-Posições. Campinas, SP: Unicamp, v. 16, n.1 (46), p. 145-164, jan./abr. 2005.
ALENCASTRO, Luiz Felipe de. (org.). História da vida privada no Brasil 2: Império. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
ALGRANTI, Leila Mezan. Família e vida doméstica. In: SOUZA, Laura de Mello e (orgs.). História da vida privada no Brasil 1: Cotidiano e vida privada na América portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 83-154.
ALMEIDA, Angela Mendes. Notas sobre a família no Brasil. In: Pensando a família no Brasil: da colônia à modernidade. Rio de Janeiro: Editora da UFRRJ, 1987, p. 53-66.
ALVES, Branca Moreira; BARSTED, Leila de Andrade Linhares. Permanência ou mudanças: a legislação sobre a família no Brasil. In: RIBEIRO, Ivete (org.). Família e valores. São Paulo: Edições Loyola, 1987, p. 165-188.
ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith; GEWANDSZNAJDER, Fernando. O planejamento de pesquisas qualitativas, In: O método nas ciências naturais e sociais: pesquisas quantitativas e qualitativas. São Paulo, 1998.
ARIÈS, Philippe. História Social da criança e da família. Rio de Janeiro: Guanabara. 1981, publicado primeiramente na França em 1973.
AZZI, Riolando. Família e valores no pensamento brasileiro (1870-1950). Um enfoque histórico. In: RIBEIRO, Ivete (org.). Família e valores. São Paulo: Edições Loyola, 1987, p. 85-120.
BASTOS, Ana Cristina do Canto Lopes. Nas malhas do judiciário: menores desvalidos em autos de tutoria em contrato de órfãos em Bragança SP (1889-1927). 2012. 217f. Tese (doutorado)- Unicamp, Faculdade de Educação, Campinas, SP.
BECKER, Carl. Every man has his own historian essays on history and politics. New York: Random House, 1935. In: ELIAS, Marisa Del Cioppo. De Emílio a Emília: trajetória da alfabetização. São Paulo: Scipione, 2000.
REFERÊNCIAS
O conceito de família é definido por diversas instituições que se ocupam em produzir enunciados a este respeito. Como uma das mais importantes instituições com essa finalidade, há que se destacar a escola, com seus materiais de ensino. Dentre eles é possível nomear os livros como um suporte de verdade, ao assumir uma posição de destaque, na tentativa de ocupar um espaço de poder que legitime seu discurso e a partir daí, elaborar enunciados e tentar colocá-los em difusão na sociedade.
A partir dos vários estudos sobre a família, percebeu-se que se trata de uma criação do desejo e do imaginário humano e de sua cultura, e não um objeto concreto, palpável. Ao se entender a família como uma configuração fruto de uma relação biológica, corre-se o risco de empobrecer a investigação, pois como já foi explicitado anteriormente, família não pode ser definida unicamente a partir dos laços consanguíneos. Por outro lado, não se pretendeu nesse trabalho apontar para um conceito novo ou mais adequado sobre o que é ou o que deve ser a família, pois esta existe na diversidade, na transformação.

Percebe-se que os discursos sobre a família, tanto o moral, quanto o religioso e o do Estado, caminham na mesma direção, idealizando uma forma de organização familiar que nem sempre é a existente. É possível afirmar que, ainda hoje, a família brasileira é bombardeada por esses discursos. Entretanto, é preciso questionar a eficácia desses discursos, uma vez que o conceito de família não se refere apenas a um pai, uma mãe e filhos.
Há uniões homossexuais, avós que cuidam de seus netos, relacionamentos bígamos, etc. e assim as múltiplas possibilidades de relações entre as pessoas vão constituindo a família brasileira. No entanto, isto não quer dizer que se está configurando a nova família brasileira porque, pelo que foi mostrado, o que parece prevalecer é a heterogeneidade dessa organização desde tempos passados.
Na sociedade apresentada pelos três autores, a vida privada da família acontece principalmente em casa. Um espaço reservado a eles em que as manifestações de carinho, a transmissão de valores e moral, os preceitos religiosos são passados de pai para filho. Assim como aconteceu na Europa oitocentista, a família passou a reunir em casa. O espaço doméstico passou a ser considerado um lugar de descanso e de momentos de intimidades. As crianças receberam lugar específico, o casal passou a realizar suas relações sexuais separadamente, o momento de refeições passou a ser considerado momentos consagrados aos familiares.
A família passou a se constituir como uma organização nuclear, sua função reprodutiva dá lugar agora a um conjunto de pessoas que vivem não mais unidas apenas por laços consanguíneos, mas também por se considerarem afetuosamente. “A saída da mulher para o mercado de trabalho, a educação dos filhos, a impessoalidade nas relações sociais, o controle da natalidade e o enfraquecimento dos laços de parentescos” (TERUYA, 2000, p. 10) podem ser apontados como característica de uma formação de uma família moderna.
Moderna em conceito, mas arcaica na prática, pois sobrevivem costumes da época da chegada da família real ao Brasil, que prevaleciam ainda no ideário brasileiro. Assim, a moral patriarcal se manteve, impondo questões de respeitabilidade como, o tabu da virgindade no caso das mulheres, a virilidade do homem, e a submissão de todos da família perante seu papel social estabelecido dentro dos lares.
Os filhos, o terceiro componente da família que mais aparece nos livros, foram identificados a partir de tais enunciados: os queridinhos dos pais, a alegria da casa, a alma do pai, filho caro, anjo, menino honesto e digno, rapaz cheio de inteligência e boa vontade, inocente, tem lugar cativo no coração dos parentes e para eles são dadas atenção no que se refere a carinho, cuidado com a saúde, com bons modos, educação.
O universo do filho homem está protegido por um lar harmonioso, com pais amorosos. Sua função na família é estudar para se tornar um bom sujeito: “É um ente novo, cuja índole vai preparar” (VARIOS ESTYLOS p.8). Para se formar um bom cidadão, é preciso que este frequente a escola, segundo os discursos dos livros. Em Coração, o ambiente onde se passam principalmente os acontecimentos é a escola. Em Poesias infantis também está presente a sala de aula e o mestre, ou seja, o estudo mundo do filho. As brincadeiras, os passeios, animais de estimação, os momentos de lazer envolvendo outros personagens, como avôs ao contar-lhes histórias, são também tratados como próprios do seu meio e modo de ser.
No contexto familiar analisado, uma figura também muito marcante é a do homem no papel de pai, aquele responsável pelo sustento da casa. O pai fica em segundo lugar no levantamento feito a respeito da recorrência de aparições nos livros, sendo citado 59 vezes ao longo dos textos analisados.
Os enunciados referentes a ele são diferentes dos usados para a mãe. Destacam-se os seguintes: homem trabalhador, o dono da casa, aquele que tem a palavra honrada, aquele que ameaça, velho, senhor, cuidadoso, de caráter viril e modesto, pai, marido.
A presença da figura masculina no lar que se apresenta nas páginas dos livros é importante para que se tenha respeitabilidade, segurança e sustento.
É importante ressaltar que ao se remeter ao pai, sua profissão sempre aparece, como está muito presente em Coração. As profissões dos pais são: vendedor de lenha, pedreiro, ferreiro, maquinista, comerciante, negociante, seleiro, carvoeiro, operário, soldado, serralheiro, porteiro, dono de mercearia, jardineiro e professor. Os filhos são identificados a partir da profissão do pai.
Foi possível concluir que o discurso em sua maioria, no que diz respeito à família privilegia três sujeitos e isto ocorre nos três livros analisados. Os outros sujeitos como filha, avós e tia também aparecem, embora sua presença seja tímida em relação aos outros componentes familiar. Pode-se observar que a presença da mãe é a mais marcante. Sua aparição prevalece a outros sujeitos nos livros Poesias infantis e Vários Estylos. Apenas em Coração a aparição da figura do pai é superior a da mãe, o que pode ser explicado pelo motivo de, sempre ao se referir a algum colega da classe, exclusivamente masculina, Henrique primeiro falava da profissão do pai.
A mãe é aquela que está pronta a ajudar seu filho. É a figura que circula a casa, que oferece o calor maternal e dá carinho aos seus descendentes. Os enunciados são muitos para abordar a mulher em sua posição no lar: mãe, mamãe, exemplo de modéstia, aquela que ensina as primeiras lições de Deus e seus mandamentos, querida esposa, mulher prudente, livros, rainha do lar.
O livro traz pequenas histórias, fábulas; por vezes aparecem poemas, e alguns têm ao final, um trecho de cunho moral, um discurso de um padre, um trecho retirado dos provérbios de Salomão.
São abordados diferentes temáticas, tais como: educação, cultura de outros países, índio, pátria, animais, fábulas, natureza, amor à família, reinados e até fenômenos naturais como a neve.
Tal como nos outros livros analisados, neste também se apresenta de forma destacada, uma postura moral religiosa, um padrão de sujeito, de comportamento.
Para fazer um cidadão, principiemos por educar um homem. Abramos escolas por toda a parte. Não é homem o que não tem a luz íntima que a instrucção dá: é uma cabeça do grande rebanho, sem acção, que o dono guia – ora para a pastagem, ora para o matadouro. Aquilo que resiste é escravidão, na creatura humana, não é matéria, é intelligencia. Começa a liberdade onde acaba a ignorância.Victor Hugo (VÁRIOS ESTYLOS, 19.. p.33).
É um livro em que não há os animais que falam, nem as fadas que protegem ou perseguem crianças, nem as feiticeiras que entram pelos buracos das fechaduras; há aqui descrições da natureza, cenas de família, hinos ao trabalho, à fé, ao dever; alusões ligeiras à história da pátria, pequenos contos em que a bondade é louvada e premiada. (POESIAS INFANTIS, 1924, p.6).
Em Poesias Infantis, os personagens são: crianças – tanto meninos quanto meninas- as figuras do avô e da avó, assim como a mãe e o pai. Há textos referentes à natureza e animais. Não pode-se deixar de mencionar que as terminologias litúrgicas da igreja católica também estão presentes. O elogio à pátria referindo-se sempre como a “mãe” e “lar” é apresentado com um vocabulário de característica moralista. Até os meses do ano são indicados um a um, fazendo referência ao calendário escolar no qual se relacionam ainda variadas datas comemorativas.
De Amicis deixa claro que o livro foi elaborado para crianças entre nove e treze anos e que poderia se chamar “História de um ano escolar, escrita por um aluno de terceiro ano, duma escola primária da Itália”. Se trata de um texto narrativo em que Henrique, personagem principal do livro, anotava diariamente - como em uma prática de escrita parecida com a de um diário - fatos ocorridos em uma escola pública para meninos.
Texto carregado de moralidade, exorta o civismo, a bondade, a inteligência, o amor à família, a ordem, enfim, tudo que o governo almejava: um projeto pedagógico republicano e um novo homem para um novo regime.
No pensamento republicano, a ideia de nação poderia ser efetivamente inculcada no ambiente escolar e com a colaboração da família. O livro pode ser também pensado como um símbolo para atingir a utopia do país do futuro, civilizando através da leitura, divulgando valores éticos e sociais presentes nas páginas de Coração, que se oferece também como um livro carregado de sentimento cívico, além de ser entendido como uma leitura de diversão.

Em um segundo momento, são trazidas análises para o Brasil no período que abarca de meados do século XIX até a década de 1920. Apresenta-se a formação familiar no país nesses anos, encaminhando na direção do estado de Minas Gerais, com seu discurso moralista, jurídico e de intelectuais da época. Em seguida, apresenta-se a família e o discurso em torno dela, a partir do ideário de família e sujeito esperado pelo estado republicano.
Neste tópico são apresentados e analisados os regulamentos em que se encontram as fontes principais desta dissertação. A discussão pode ser resumida nos seguintes tópicos: O que o estado republicano esperava da família e como ele pretendia moldá-la. As diversas formas de divulgação desse modelo: Revista do Ensino, no Programa do Ensino Primário de 1927 e nos livros escolares.
CAPÍTULO 1 – A GENEALOGIA DA PRODUÇÃO DE DISCURSOS SOBRE A FAMÍLIA DA EUROPA PARA O BRASIL
No capítulo 1 tratei de apresentar reflexões a respeito dos discursos sobre a família e sua configuração na Europa oitocentista por acreditar na influência europeia trazida ao Brasil com a chegada principalmente da coroa portuguesa. Lançando mão especialmente da coleção História da vida privada, foram apresentados modos de vida, costumes e papéis sociais dos sujeitos componentes da família de uma sociedade que passara por uma revolução significativa com as mudanças ocorridas no período. Ainda em relação ao primeiro capítulo é preciso destacar que ele se ocupa em apresentar diferentes configurações de família na Europa no século XIX - discursos: do estado, dos médicos, moral, o perigo da sexualidade e - livros de leitura para formação moral: como é o exemplo do italiano Cuore.
QUADRO I: RESUMO QUANTITATIVO DE TRABALHOS PUBLICADOS EM ANAIS DE CONGRESSOS DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO COM TEMAS IMPORTANTES PARA A PESQUISA.
SUMÁRIO
CAPÍTULO II – APRESENTAÇÃO DOS LIVROS DE LEITURA DESTINADOS A ESCOLARES
2.1 CORAÇÃO. DE EDMUNDO DE AMICIS.
2.2 POESIAS INFANTIS. DE OLAVO BILAC.
2.3VÁRIOS ESTYLOS. DE ARNALDO BARRETO

CAPÍTULO III – A PROCLAMAÇÃO DE DISCURSOS MORALIZANTES SOBRE A FAMÍLIA: A ANÁLISE DE ENUNCIADOS COMO SUPORTE DE VERDADE
3.1 ISTO É O RESULTADO DE UMA EDUCAÇÃO APRIMORADA E CUIDADOSA. COMO É APRESENTADA A FAMÍLIA NOS MANUAIS DIDÁTICOS: OS DISCURSOS SOBRE A FAMÍLIA NOS LIVROS DE LEITURA
3.2 OUTROS SUJEITOS: FILHA, NETO E AVÓS
BARRETO, Arnaldo Barreto. Vários estylos: selecta de trabalhos literarios de autores modernos e contemporaneos: para uso nas classes de gymnasios e escolas normaes. 8 ed. São Paulo: Melhoramentos, 19-. 

BILAC, Olavo, Poesias infantis. 1 ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1904.

DE AMICIS. Coração. 44 ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1949.

BRASIL, Código Civil dos Estados Unidos do Brasil. Promulgado em 01 de janeiro de 1916.

MINAS GERAIS. Decreto n. 8.094 – 22 de dezembro de 1927. Aprova os Programas de Ensino Primário. In: Coleção de Leis e decretos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1928.

MINAS GERAIS. Decreto n. 8.162 - 20 de janeiro de 1928. Aprova o Regulamento do Ensino nas Escolas Normais. In: Coleção de Leis e decretos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1928.

MINAS GERAIS. Decreto n. 8.225 - 11 de fevereiro de 1928. Aprova o Regulamento do Programa do Ensino Normal. In: Coleção de Leis e decretos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1928.
FONTES, LEIS E DECRETOS
CONSIDERAÇÕES FINAIS
são contraditórios os discursos que tentam resistir até os dias atuais sobre a formação e configuração da família. Esses discursos não só persistem como estão postos de tal forma, quase a se naturalizar e a valer socialmente como um modelo a ser seguido. E o modelo é apresentado em livros, nas escolas, nos discursos religiosos e em preceitos legais. Entretanto, a família é plural, sendo constituída ou não por laços consanguíneos - que não é condição sine qua non para existência da mesma – e se organiza amparada ou não pelas leis, pela moral, pelos costumes, pelas crenças etc. e assim, ganha espaço para se constituir também na diversidade.
Pode-se afirmar que, atualmente, a constituição e configuração da família parece algo sólido, como uma instituição duradoura, inquestionável por conta de seus laços de sangue. Uma definição presente em um dicionário da época da década de 1920 apresenta a família da seguinte forma: “O pai, a mãe e os filhos, e mais pessoas do mesmo sangue, vivendo em comum: família numerosa. Pessoa do mesmo sangue, vivendo ou não em comum” (DICCIONÁRIO, 192? p.475).
Poesias infantis: A boneca
Dentre os enunciados utilizados para se referir às meninas, pode-se perceber que há uma semelhança com os que foram utilizados para se falar da mãe. São palavras como: boa como a mãe, coração grande e gentil, amiga, noiva linda, linda menina, pequenina, boa, tolinha, meiga e querida foram notadas ao longo dos três textos
2.3VÁRIOS ESTYLOS. DE ARNALDO BARRETO
Arnaldo Barreto (1869-1925 ) nasceu no estado de São Paulo. Foi professor por formação, diplomou-se em 1891. No ano de 1897, tornou-se inspetor das escolas do estado de São Paulo. Ao longo dos anos de 1902-1904, foi redator chefe da Revista de Ensino.
O livro fotografado se trata da 8ª edição de publicação da editora Melhoramentos, São Paulo, e não tem disponível o ano de publicação. O livro se caracteriza como livro de desenvolvimento à leitura.
É um livro organizado por Arnaldo Barreto, ou seja, não consta ao longo dos diversos textos apresentados nesse manual escolar, nenhum que fora elaborado pelo autor que o organizou.
2.2 POESIAS INFANTIS. DE OLAVO BILAC
2.1 - CORAÇÃO. DE EDMUNDO DE AMICIS
CAPÍTULO 2 – APRESENTAÇÃO DOS LIVROS DE LEITURA DESTINADOS A ESCOLARES
Exposição das fontes da pesquisa, quais sejam, os três livros indicados como material pedagógico aos alunos mineiros. Cada subitem se ocupa em apresentar os respectivos autores, suas biografias, o conteúdo de cada material analisado marcando sempre relações dos conteúdos dos mesmos com os assuntos discutidos ao longo do trabalho, como por exemplo, a moralidade religiosa, os diferentes papéis sociais para a mulher, o homem e os filhos no lar.
Aborda ainda, o discurso do trabalho como prática que dignifica o homem e o estímulo ao patriotismo, entre outros. O primeiro livro analisado se trata de Coração, de Edmundo de Amicis, seguido por Poesias infantis, de Olavo Bilac e, por último, Vários Estylos de Arnaldo de Oliveira Barreto. Nesse capítulo são também apresentadas e analisadas algumas fotografias dos livros, que são consideradas, obras raras.
É preciso pontuar que a preocupação deste trabalho é apresentar a família e os discursos em torno dela. Os livros aqui analisados são a fonte de pesquisa para identificar os discursos sobre a família. Eles são a fonte, o lugar que faz emergir enunciados utilizados para discriminar a família, seus atores e sua função social.
A pesquisa é sobre a família e os livros são apenas suportes para análise do discurso. Por isso, todos os capítulos giram em torno dela. Os livros foram alguns dos materiais utilizados para fazer um trabalho arqueológico, assim como os decretos e a revisão bibliográfica.
ZOOOM
Sobre o recorte temporal principal desta pesquisa, é importante dizer que o mesmo se justifica a princípio porque se insere em um conjunto de investigações sob orientação do Prof. Dr. Laerthe de Moraes Abreu Junior que dedica uma parte de seus estudos em analisar a educação mineira da década de 1920. Por esta inserção no período, verificou-se a possibilidade de encontrar em decretos da reforma educacional Francisco Campos, indicações de leituras, que pudessem permitir uma análise dos discursos sobre a família.
O acesso aos documentos oficiais se deu em um momento de procura pelas fontes da pesquisa. Foram então encontradas, no regulamento do Programa do Ensino Primário (decreto n°8094), indicações de livros de leituras para alunos do 4° ano do Ensino Primário.
Introdução
INTRODUÇÃO
Esta dissertação propõe analisar o discurso sobre a família, numa perspectiva histórica, presente em livros de leitura aconselhados no Programa do Ensino Primário de 1927. A partir de uma perspectiva foucaultiana - que traz contribuições efetivas para estudos que se atêm a analisar os discursos, relações de poder, efeitos de verdade, entre outros, este trabalho se propõe a analisar questões como idealização, valores, prática e concepções sobre a família presentes em livros escolares.
O recorte teórico aqui apresentado, pretende situar o tema em suas características culturais e políticas da época em que foi produzido, mas é imprescindível pontuar que, o discurso, assim como propõe Foucault, paira sob os sujeitos em diferentes tempos, ele se modifica de acordo com que a sociedade também o faz. Foucault entende a história a partir das descontinuidades, das rupturas

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO I – A GENEALOGIA DA PRODUÇÃO DE DISCURSOS SOBRE A FAMÍLIA DA EUROPA PARA O BRASIL
1.1 O QUE É A FAMÍLIA?
1.2 ENUNCIADOS SOBRE A FAMÍLIA BRASILEIRA NO BRASIL COLONIAL: CONTRIBUIÇÃO DO DISCURSO DA IGREJA, DO ESTADO E DE INTELECTUAIS
1.3 A CONFIGURAÇÃO DA FAMÍLIA NO BRASIL REPUBLICANO: A NOVA ORDEM POLÍTICA .

CAPÍTULO II – APRESENTAÇÃO DOS LIVROS DE LEITURA DESTINADOS A ESCOLARES
2.1 CORAÇÃO. DE EDMUNDO DE AMICIS.
2.2 POESIAS INFANTIS. DE OLAVO BILAC.
2.3VÁRIOS ESTYLOS. DE ARNALDO BARRETO

CAPÍTULO III – A PROCLAMAÇÃO DE DISCURSOS MORALIZANTES SOBRE A FAMÍLIA: A ANÁLISE DE ENUNCIADOS COMO SUPORTE DE VERDADE
3.1 ISTO É O RESULTADO DE UMA EDUCAÇÃO APRIMORADA E CUIDADOSA. COMO É APRESENTADA A FAMÍLIA NOS MANUAIS DIDÁTICOS: OS DISCURSOS SOBRE A FAMÍLIA NOS LIVROS DE LEITURA
3.2 OUTROS SUJEITOS: FILHA, NETO E AVÓS

SUMÁRIO
“A BOA LEITURA INSTRUI, MORALIZA E DIVERTE”:
UMA ANÁLISE DO DISCURSO SOBRE A FAMÍLIA PRESENTE NOS MANUAIS DIDÁTICOS QUE CIRCULAVAM EM MINAS GERAIS NA DÉCADA DE 1920


Aluna: Kamila Amorim Orientador: Laerthe de Maraes Abreu Júnior
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO - MESTRADO EM EDUCAÇÃO
Poesias infantis: O remédio
Poesias infantis: A casa
Poesias infantis: Dezembro
Nesta parte do texto foi analisado a formação da família que aparece nos livros , os enunciados utilizados para caracterizar e qualificar os sujeitos, assim como uma análise quantitativa da frequência de aparições dos membros da família e as imagens relativas a esses sujeitos.
Mesmo que não caiba ao pesquisador identificar verdades absolutas ou defender uma bandeira sobre o que seja a melhor ou a mais adequada formação familiar, sempre serão possíveis questionamentos sobre essa instituição. Entretanto, é uma questão instigante pensar os motivos que, em dias atuais, ainda esse é o modelo que se apresenta aos sujeitos, insistindo que ele esteve muito presente no trabalho que se pretendia fazer desde a escola. E não se pode desconsiderar que a formação em sociedade está, senão determinada, muito direcionada ou pretensamente direcionada pelos textos lidos e trabalhados cotidianamente nas escolas.
CAPÍTULO 3 – PROCLAMAÇÃO DE DISCURSOS MORALIZANTES SOBRE A FAMÍLIA:
A ANÁLISE DE ENUNCIADOS COMO SUPORTES DE VERDADE.

“Cecilia e Pery”. Fonte: Vários Estylos (19.. p. 239).
I-Yoca-Pyrama”. Fonte: Vários Estylos (19.. p.255-267).
Poesias infantis: Anno-Bom.
Poesias infantis: A infância.
Poesias infantis: Justiça.
“A BOA LEITURA INSTRUI, MORALIZA E DIVERTE”: UMA ANÁLISE DO DISCURSO SOBRE A FAMÍLIA PRESENTE NOS MANUAIS DIDÁTICOS QUE CIRCULAVAM EM MINAS GERAIS NA DÉCADA DE 1920



Aluna: Kamila Amorim
Orientador: Laerthe de Maraes Abreu Júnior
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO:
PROCESSOS SOCIOEDUCATIVOS E PRÁTICAS ESCOLARES
Sobre o recorte temporal

É preciso pontuar que a preocupação deste trabalho é apresentar a família e os discursos em torno dela. Os livros aqui analisados são a fonte de pesquisa para identificar os discursos sobre a família. Eles são a fonte, o lugar que faz emergir enunciados utilizados para discriminar a família, seus atores e sua função social.
A pesquisa é sobre a família e os livros são apenas suportes para análise do discurso. Por isso, todos os capítulos giram em torno dela. Os livros foram alguns dos materiais utilizados para fazer um trabalho arqueológico, assim como os decretos e a revisão bibliográfica.
Em um segundo momento, são trazidas análises para o Brasil no período que abarca de meados do século XIX até a década de 1920. Apresenta-se a formação familiar no país nesses anos, encaminhando na direção do estado de Minas Gerais, com seu discurso moralista, jurídico e de intelectuais da época. Em seguida, apresenta-se a família e o discurso em torno dela, a partir do ideário de família e sujeito esperado pelo estado republicano.
Neste tópico são apresentados e analisados os regulamentos em que se encontram as fontes principais desta dissertação. A discussão pode ser resumida nos seguintes tópicos: O que o estado republicano esperava da família e como ele pretendia moldá-la. As diversas formas de divulgação desse modelo: Revista do Ensino, no Programa do Ensino Primário de 1927 e nos livros escolares.
Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1865, foi um jornalista e poeta infantil brasileiro, um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras. A Livraria Francisco Alves, editora de renome no segmento de livros didáticos, tinha Olavo Bilac entre os autores de sucesso, que com suas obras apresentava a difusão de valores e ideais patrocinados pelo novo regime republicano.
Poesias Infantis foi premiado no ano de sua publicação (1904) pelo conselho superior da instrução Pública Municipal do Rio de Janeiro. Trata-se de um livro de desenvolvimento da leitura tendo sido utilizado para a análise, a versão publicada em 1924 de uma obra que teve sucessivas reedições até o ano de 1961.
O pai fica em segundo lugar no levantamento feito a respeito da recorrência de aparições nos livros, sendo citado 59 vezes ao longo dos textos analisados.
Os enunciados referentes a ele são diferentes dos usados para a mãe. Destacam-se os seguintes: homem trabalhador, o dono da casa, aquele que tem a palavra honrada, aquele que ameaça, velho, senhor, cuidadoso, de caráter viril e modesto, pai, marido.
A presença da figura masculina no lar que se apresenta nas páginas dos livros é importante para que se tenha respeitabilidade, segurança e sustento.
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