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Candomblé

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by

Núbia Rangel

on 28 October 2013

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Transcript of Candomblé

Candomblé
Apesar de ser uma cultura riquissíma e muito antiga, não há relatos de seu fundador.

Na África, cada Orixá era cultuado separadamente, ou seja, era cultuado por povos ou grupos étnicos distintos. Cada um desses povos, ao ser disperso pelo tráfico e pela escravidão, preservou como pôde as suas crenças.

Visão da Origem e do fim do mundo, da vida
Fé e esperança para após a morte
Não há um sistema de moralidade referido ao bem-estar da coletividade humana, pautando-se o que é certo ou errado na relação entre cada indivíduo e seu orixá particular.
Nos redutos tradicionais, afirma-se uma originalidade ética, centrada nos grandes valores africanos da solidariedade, da religião, da harmonia e da vida
Origem Histórica
Livro Sagrado
A transmissão do conhecimento religioso ocorre através da oralidade, os escravos guardaram em sua memória os movimentos de dança, os toques dos atabaques, a comida ritual, as rezas e cânticos. Sendo assim, não existe um livro sagrado do Candomblé, embora nos dias atuais exista uma vasta produção escrita.

Nação
Como ao vir para o Brasil os povos africanos se dispersaram o candomblé se diferenciou em nações, e as nações são determinadas conforme a composição majoritária de cada grupo. Distinguem-se entre si principalmente pelo conjunto de divindades veneradas, o atabaque, a língua sagrada usada nos rituais e os sistemas simbólicos.
Candomblé
Fundador

As civilizações provindas do Sudão são representadas pelo grupo Yorubá, também conhecido como Nagô, por sua vez representado pelas nações Batuque no Rio Grande do Sul e Xambá em Pernambuco.
O grupo Bantos (Bantus) compreende as civilizações da Angola e Congo, é uma das maiores nações do Candomblé. Desenvolveu-se entre escravos que falavam língua kimbundo e língua kikongo.

Exemplos
Os orixás recebem diferentes nomes em cada nação, ou seja, cada Candomblé nomeia seu sagrado de acordo com sua nação de pertencimento.
O ser supremo
Acredita- se que o mundo tenha sido criado por um ser supremo. Os dois nomes mais conhecidos do Ser Supremo são Olodumaré e Olorum. Segundo o Candomblé, Olodumaré criou o mundo material e tudo que está nele, inclusive o homem. Para ajudá-lo nessa tarefa, Olodumaré criou também os Orixás, forças sobrenaturais que habitavam o Orum (Céu) e se concretizaram associados às forças da natureza e seus elementos, manifestando-se através desses.
Visão da origem e do fim da vida
Cada ser humano que chega ao mundo, como um mensageiro da “outra dimensão”, manifesta o sagrado, não sendo visto apenas como produto dos pais. Recebido com respeito, seu nome deve ser descoberto e não  inventado.  Pronunciá-lo é saudar esse ser celeste e convidá-lo para habitar a sociedade dos homens.
  O retorno ao mundo, à dimensão espiritual ocorre por ocasião da morte. Iku, a morte, símbolo masculino associado ao mito da gênese do ser humano, restitui à terra o que lhe pertence, agindo pois, como instrumento indispensável de restituição e de renascimento. A passagem pela morte física é marcada por ritos fúnebres complexos, de importância fundamental para o bem-estar do ser em sua nova condição de existência.
A história
Conta a lenda que no princípio dos tempos existiam dois mundos: o Orum, espaço sagrado dos orixás, e o Aiyê, espaço dos seres vivos. No Aiyê primitivo só existia água. Um dia Olodumaré resolveu recriar o espaço para a humanidade que também criaria. Incumbiu, então, seu filho primogênito, Orixanilá (o nome mais sagrado de Oxalá) da execução dessa tarefa. Entregou-lhe uma cabaça contendo ingredientes especiais: a terra escura inicial, a galinha de cinco dedos, uma pomba e um camaleão. A terra escura deveria ser lançada sobre a imensidão das águas, a galinha de cinco dedos deveria ir ciscando a terra para alargá-la o mais que pudesse. A pomba, ao voar, orientaria a extensão da terra expandida e criaria o ar. E o camaleão, atento a tudo, observaria a execução da tarefa atribuída a Orixanilá, para reportar os fatos a Olodumaré. Assim foi explicado e, com seu cajado (opaxorô) e a cabaça da criação, Orixanilá iniciou sua caminhada do Orum para o Aiyê. Passou por Bará (Exu) e não pagou as oferendas devidas, mesmo tendo consultado Ifá e sabendo que devia fazê-lo. Em conseqüência disso, no meio do caminho Orixanilá sentiu-se cansado e com sede. Parou para descansar, bebeu um pouco de emu (vinho da palmeira do dendezeiro) e, embriagado, adormeceu. Seu irmão caçula, Oduduà (mais um nome da família de Oxalá), tendo-o seguido, recolheu a cabaça da criação e levou a notícia do ocorrido a seu pai, Olodumaré, pedindo a ele que o deixasse cumprir pelo irmão aquela tarefa de grande importância. Olodumaré concordou e, enquanto Orixanilá dormia, Oduduà criou a terra dos seres vivos. Depois de a galinha ciscar a terra, a pomba orientar a expansão do ar e o camaleão, que deu origem ao elemento fogo, verificar se a tarefa fora cumprida, surgiu a terra firme ou Ilê Ifé (que no idioma yorubá significa "terra que foi sendo ciscada"). Orixanilá então, vendo o mundo pronto, mostrou-se arrependido do seu ato de irresponsabilidade perante o pai. E, para que não se sentisse tão humilhado, Olodumaré resolveu, em um supremo ato de inspiração, dar a Orixanilá uma tarefa de tanta importância quanto a primeira: a de criar o homem que habitaria o Aiyê. Orixanilá usou o barro e a água para esculpir bonecos inanimados de todas as formas e de todas as cores. Olodumaré, então, soprou a vida nas narinas dos bonecos de barro, criando os seres humanos. Esse sopro da vida é chamado pelos yorubás de emi. Estavam então criados o mundo e o homem.
Morrer é passar para outra dimensão e permanecer junto com os outros espíritos, orixás e guias.
Na Terra, o objetivo do homem é realizar o seu destino de maneira completa e satisfatória.
Ao cumprir o seu destino na Terra, o ser humano está pronto para a morte.
Òrun
Espiritos com destino não cumprindo vagão entre as dimensões, e influencia negativamente os mortais.
Principais proibições aos fiéis
Existem algumas proibições que variam desde não poder usar roupas remendadas não poder tomar banho de uma determinada folha ou conjunto de folhas e restrições a alimentos relacionado com o Orixá.
Exemplo: não comer jaca, isso devido ao fato de Yá Opaoká, uma entidade feminina, morar nas árvores que dão esse fruto, que tem forma de placenta, o que reforça o mito de que ela foi à única Yámim fértil.
Principais costumes, ritos, festas e orações
Os preparativos para a "festa"
Os cultos são fechados ao público, e se iniciam com a convocação dos orixás.
primeira fase: sacrifício, oferenda e padê de Exu.
segunda fase: os filhos de santo incorporam os orixás.
terceira fase: encerramento com a roda de Oxalá.
As fases de iniciação do Candomblé
Noviço é aquele que deseja se iniciar no Candomblé. Os filhos de santo são um tipo de sarcerote do orixá. Nem todos os iniciados podem "receber" os santos. Há um tipo de hierarquia e ela é indicada pelo orixá através dos búzios, que vão dizer qual é a função de cada iniciado.
Bolar no santo: o orixá se manisfesta com tremores e sobressaltos violentos no futuro fliho-de-santo.O abiã entra em transe e, ao acordar está no roncó e não se lembra de nada que aconteceu!
Principais preconceitos sofridos
Organização atual no mundo, no Brasil e BH
O candomblé como conhecemos hoje no Brasil não existe em outros países, devido a miscigenação de fundamentos trazidos por escravos de diversas regiões da Africa. O candomblé se espalhou da Bahia para todo o Brasil, foi se transformando e se adaptando a novas condições sociais e culturais.
Os praticantes do candomblé são os que mais sofrem com a intolerância religiosa.
Outras religiões: Candomble é apenas uma seita de macumbaria.
São inúmeros os preconceitos sofridos pelas pessoas adeptas ao Candomblé ou as religiões afro-brasileiras em geral, muitas delas precisam omitir sua identidade religiosa
até mesmo na hora de ir em busca de uma oportunidade de trabalho e emprego
. Oprimidas e com medo da discriminação e do preconceito, mentem sobre suas religiões para não serem constrangidas, humilhadas ou desprezadas.
Orixás
Desde 1980, observa-se um declínio do segmento das religiões afro-brasileiras. O pequeno contingente declarado, em 1980, representava apenas 0,6% da população brasileira residente. Em 1991, eles eram 0,4%, em 2000, são 0,3% e taxa que se manteve em 2010.
Mas se o conjunto dos afro-brasileiros está em declínio, essa queda é devida ao segmento umbandista, que cai, enquanto sobe o candomblé. Os censos de 1991, 2000 e 2010 fornecem dados separados para a umbanda e o candomblé, sendo que a classificação candomblé reúne as chamadas religiões afro-brasileiras tradicionais (candomblé, xangô, tambor-de-mina, batuque). Como a umbanda tem sido majoritária no conjunto afro-brasileiro, seu peso reflete diretamente na estatística geral do conjunto, indicando declínio.
Oxumaré
É uma entidade muito antiga, participou da criação do mundo enrolando-se ao
redor da terra, reunindo a matéria e dando forma ao Mundo. Sustenta o Universo,
controla e põe os astros e o oceano em movimento. É a grande cobra que morde a cauda, representando a continuidade do movimento e do ciclo vital. é por isso que no Candomblé não se mata cobra. Sua essência é o movimento, a fertilidade, a continuidade da vida.  A comunicação entre o céu e a terra é garantida por Oxumarê. Leva a água dos mares, para o céu, para que a chuva possa formar-se e o arco-íris, a grande cobra colorida. Assegura comunicação entre o mundo sobrenatural, os antepassados e os homens e por isso é associado ao cordão umbilical. Se um dia Oxumaré perder suas forças o mundo acabará, porque o universo é dinâmico e a Terra também se encontra em constante movimento.
No Brasil se destacam as nações:
- Bantos ou Nação Angola
- Fons ou Nação Jeje
- Yorubás ou Nação Ketu

Orixanilá
O deus único para a Nação Ketu é Olorun, para os Bantos é Zambi e para a Nação Jeje é Mawu.
Na Nação Jeje as divindades são chamadas de Voduns, na Ketu de Orixás
e na Nação de Angola de Inquices.
71 terreiros de candomblé, conforme levantamento feito pela Prefeitura de Belo Horizonte em 2006.
Foi sob influência dos próprios umbandistas que o candomblé começou a ser praticado em Belo Horizonte, pois eles acreditavam que o candomblé poderia complementar os trabalhos já realizados nos terreiros da capital.
Assim, primeiramente, era possível encontrar rituais da umbanda e do candomblé em uma mesma casa. Com o passar do tempo, algumas casas adotaram apenas o candomblé.
Apesar de não ser bem definido o assunto de vida após a morte, os praticantes do candomble, acreditam na força divina dos orixás que os influenciam e protegem.
Os orixás têm medo da morte. Quando um filho ou filha-de -santo está próximo da morte, seu orixá praticamente o abandona. Esta pessoa já não fica mais possessa, pois seu orixá procura evitá-la.
Rio de Janeiro: Sargento aponta arma para soldado.
Praia de itabaré, são vicente: Protesto contra a construção de estatua de Iemanjá.
Video
Exemplos Reais de preconceitos:
O candomblé é uma religião que tem suas origem na África e foi re-criada no Brasil pelos africanos trazidos como escravos ao longo de mais de três séculos.

Na segunda metade do século XIX, em diversas cidades do Brasil, os escravos recriavam cultos religiosos que reproduziam não somente a religião africana, mas também outros aspectos da sua cultura na África. Nascia a religião afro-brasileira chamada candomblé primeiro na Bahia e depois pelo país afora.
Moral
Não há preconceito com outras religiões.

Orixás
Postura em relação a outras religiões
Cada Orixá tem o seu símbolo, o seu dia da semana, suas cores e suas característica.
Símbolos, Particularidades e Curiosidades
DIA DA SEMANA: segunda-feira
COR: dourado
SÍMBOLO: abebé
Oxum
DIA DA SEMANA: terça-feira
COR:azul royal
SÍMBOLO:espada

Ogum
O sacrifício é o fato que ativa e possibilita a troca entre o dar e o receber, a manutenção do equilíbrio. Os animais são sacrificados e em seguida é feita a oferenda que é a oferta de parte do animal ao orixá homenageado. O padê de Exu é quem convoca os orixás para a festa dos humanos, portanto, é necessário agradá-lo com o ofereciemento de comidas e bebidas.
Quando o abiã estiver pronto, acontecem as saídas dos iaôs, onde ele é representado à comunidade.
Bori: cerimônia na qual se reforça o elo entre o orixá e o abiã. Por 21 dias, o noviço fica confinado no roncó e tem sua cabeça raspada, por fim, o iniciado é batizado com o sangue de um animal.
Festividades do Candonblé
Abril: Feijoada de Ogum e festa de Oxássi (relacionada a São Sebastião).
Junho: Fogueiras de Xangô: (associada a São João e São Pedro).
Setembro: Festa de Erê, em homenagem aos espíritos infantis (associada a São Cosme e Damião) e festa de Xangô (relacionado a São Jerônimo).
Oxum e Iemanjá (Nossa Senhora da Conceição).
Janeiro: Festa de Oxalá (coincide com a festa do Bonfim, Salvador).
Quaserma: encerra-se o ano litúrgico, durante os quarenta dias que antecedem a Páscoa, em homenagem a Oxalá.

DIA DA SEMANA: quarta-feira
COR: vermelho e branco
SÍMBOLO: oxé
Xangô
DIA DA SEMANA: quinta-feira
COR: verde
SÍMBOLO: flecha
Oxóssi
DIA DA SEMANA: sexta-feira
COR: branco leitoso
SÍMBOLO: oparoxó
Oxalá
DIA DA SEMANA: sábado
COR: azul claro
SÍMBOLO: abebé
Iemanjá
Sincretismo
Durante o período da Escravatura no Brasil, nas senzalas, para poderem cultuar os seus Orixás, os negros foram obrigados a usar como camuflagem altares com as imagens de santos católicos, cujas características melhor correspondiam às suas Divindades Africanas, e por baixo desses altares escondiam os assentamentos dos Orixás, dando assim origem ao chamado Sincretismo.
Os Búzios
Na Terra, nada que se refira aos deuses e ao futuro pode ser dito sem a consulta ao Ifá, ou seja o jogo de búzios, conchas usadas como oráculo. O Ifá revela o orixá de cada um e orienta na solução de problemas.
O toque
É o mesmo que festa e se refere à batida dos atabaques, que convoca os orixás. A estrutura da cerimônia, chamada “ordem do xirê” (brincadeira, na língua iorubá), divide a festa em três partes.
Exu
É ele quem faz a ponte entre o mundo natural e o sobrenatural. Portanto, é ele quem convoca os orixás para a festa dos humanos. Para isso, é preciso agradá-lo, oferecendo comida (farofa com dendê, feijão ou inhame) e bebida (água, cachaça ou mel).
Sacrifício
Acontece apenas diante dos membros da comunidade de santo e envolve no mínimo dois animais: um, de duas patas, para Exu, dependendo do orixá a ser homenageado. Os bichos são mortos com um golpe na nuca. Depois, a cabeça e os membros são cortados fora e o animal sacrificado vai sangrar até a última gota antes de ser destinado à oferenda.
A Oferenda
Depois do sacrifício, a moela, o fígado, o coração, os pés, as asas e a cabeça são separados e oferecidos ao orixá homenageado num vaso de barro, chamado alguidar. As partes restantes são destinadas ao jantar oferecido aos orixás, ainda à tarde, e aos participantes, ao final da festa pública, à noite.
Pretos-Velhos
No candomblé
Xangô
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