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AULA 2 Fundamentos da preservação digital

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by

gabriela previdello

on 12 March 2016

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Transcript of AULA 2 Fundamentos da preservação digital

AULA 2
Fundamentos da
preservação digital
PRESERVAR PARA GARANTIR:

acesso,
confiabilidade,
integridade.
"Informação digital dura para sempre, ou cinco anos, ou o que acontecer primeiro." (ROTHENBERG, p.2)
FESPSP
Pós-Graduação Gestão da Informação Digital
Disciplina: Preservação e segurança da informação
Docente: Gabriela Previdello

2.2015
mídias digitais têm vida curta
obsolescência de software, hardware e formatos.
PROBLEMAS:
Projetos de Preservação trabalham nos campos:

Tecnologia
Recursos
Organização
Dependência
Pedra de Rosetta
Ainda estamos em busca de padrões para a preservação de documentos digitais.
Ainda não sabemos antecipar as direções nas mudanças destes padrões.
paradigmas:
Preservar, no ambiente digital, é um processo dinâmico e vai de encontro a noção de manter os objetos originais ou intactos.
BITS
A informação digital é armazenada em qualquer mídia que grave dígitos (0s e 1s) e uma sequência de bits é chamada de "bit stream", ou cadeia de bits.
A codificação para a leitura dos bit streams, está no próprio encadeamento e varia conforme a mídia de armazenamento.
010111000000001010100000000100000111101110
Para a leitura da informação é necessário:
chave para a codificação,
hardware,
controlador de circuitos,
driver de dispositivo,
software,
etc...
Ao comprimir (armazenamento e troca de informação)
ou criptografar (segurança),
dificultamos a leitura dos bit streams.
informação incorporada na informação
Documentos digitais são "software dependentes".
Hipertexto | Hipermídia
complexidade e ubiquidade
limite do objeto digital

conteúdo

formatação/interface

referências de autenticidade e versões

contexto e relações
complexidade operacional | física
complexidade na gestão
econômico e infra estrutura

uso intenso de TICs

aspectos legais e jurídicos

pesquisas na área
A revolução das Tecnologias de Informação cria continuamente novos paradigmas, que muitas vezes abandonam os anteriores, em vez de subordiná-los (ROTHENBERG, p. 10).
ESTRATÉGIAS:
migração
Atualização da informação migrando para novas mídias
Traduzir documentos para formatos abertos, com sistemas independentes.
É eficaz na questão de armazenamento pois substitui mídias obsoletas por mídias atualizadas, mas há perda de informação e não abrange o escopo do hardware.
É importante migrar as informações de inicialização, codificadas em formato aberto e incorporada ao documento, além de uma cópia do software e do sistema operacional que possa ler este documento.
encapsulamento
emulação
No encapsulamento, além de incorporar as informações de mídia e software, também são incorporados os metadados para preservação.
Programas emuladores "imitam" os hardwares obsoletos, criando uma arqueologia "virtual" da informação digital.
ESTUDOS DE CASO:
CONARq
CARTA PARA A PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARQUIVÍSTICO DIGITAL

PRESERVAR PARA GARANTIR 0 ACESSO


RIO DE JANEIRO, 6 DE JULHO DE 2004.

"O CONARq reafirma o seu compromisso com a aplicação de políticas públicas voltadas para a preservação do patrimônio arquivístico digital, e convoca os setores públicos e privados, envolvidos com a produção e proteção especial dos documentos em formato digital, a envidarem esforços para garantir sua preservação e acesso contínuo, condição fundamental para a democratização da informação arquivística em nosso país e a preservação da memória nacional."
Problemas:

Dependência social da informação digital
Rápida obsolescência da tecnologia digital
Incapacidade dos atuais sistemas eletrônicos de informação em assegurar a preservação de longo prazo
Fragilidade intrínseca do armazenamento digital
Complexidade e custos da preservação digital
Multiplicidade de atores envolvidos

1 - ELABORAÇÃO DE ESTRATÉGIAS E POLÍTICAS

Gestão arquivística de documentos (garantir a produção e manutenção de documentos fidedignos, autênticos, acessíveis, compreensíveis e preserváveis)
Instrumentalização dos arquivos (equipamentos, sistemas, metodologias e recursos humanos)
Governo eletrônico (participação de representantes das instituições arquivísticas nos projetos de governo eletrônico)
Ações cooperativas (acordos, consórcios, convênios e parcerias)

2 - ESTABELECIMENTO DE NORMAS

Padrões e protocolos (padrões e protocolos abertos e de aceitação ampla)
Requisitos funcionais (desenvolvimento e a aquisição de sistemas eletrônicos de gestão arquivística)
Metadados (gerir a preservação e a acessibilidade dos documentos digitais)
Segurança da informação digital (garantir a autenticidade dos documentos digitais e o sigilo da informação, bem como a proteção contra perdas, acidentes e intervenções não autorizadas).

3 - PROMOÇÃO DO CONHECIMENTO

Agenda de pesquisa
Ensino e formação de recursos humanos
Disseminação do conhecimento

The Library of Congress NDIIPP

National Digital Information Infrastructure & Preservation Program

Estados Unidos, dezembro, 2000.
Em Dezembro de 2000, o Congresso dos Estados Unidos estabeleceu o Programa Nacional de Infra Estrutura e Preservação da Informação Digital.
"A tecnologia digital está transformando radicalmente as formas que criamos e disseminamos informação. Esta nova tecnologia tem gerado uma superabundância de informação que é extremamente frágil, inerentemente inconstante, e difícil de avaliar sua importância a longo prazo. A tecnologia tem permitido e incentivado muitos criadores: É possível que todos sejam seus próprios editores na web, em grande parte porque ela não é filtrada por seu conteúdo ou qualidade, como os tradicionais modos de publicação tem sido. Formatos digitais tão logo são criados, são substituídos por outros. Como resultado, é cada vez mais difícil para as bibliotecas identificar o que é de importante, para adquiri-lo e assegurar sua permanência ao longo do tempo."
Objetivos:

Encorajar responsabilidade colaborativa na preservação do conteúdo digital e buscar soluções nacionais para:

A contínua coleção, seleção e organização de materiais e fontes de informação culturais relevantes.
Armazenamento em longo prazo, preservação e autenticidade destas coleções, e o acesso público permanente à herança digital do povo Americano.

4 atividades principais do NDIIPP
Consulta aos interessados e aos intervenientes
(pessoas que representam associações profissionais, de lazer, filme, música, rádio, radio difusores comerciais e não comerciais, universidades, bibliotecas, museus, organizações sem fins lucrativos, instituições culturais, jornais, revistas, editoras de livros e artigos, jornais escolares, desenvolvedores em geral como os de web e softwares).
Necessidade de soluções distribuídas e descentralizadas
Prioridades:
definição do escopo das informações de coleções,
caracterização do usuário,
propriedade intelectual e a responsabilidade destas questões,
desenvolvimento de modelos econômicos sustentáveis para preservação,
equilíbrio dos interesses entre preservação e acesso.

Pesquisa de base:
pesquisa em profundidade nos programas de preservação de bibliotecas americanas e internacionais,
revisão em como as agências federais estão respondendo às mudanças na preservação de gravações e informações digitais,
estudos de novas mídias e de como elas se apresentam na preservação digital,
panorama no impacto das leis de direitos autorais,
definição de espectro, funções e serviços que compreendem elementos-chave da preservação.

Planejamento de cenários:

Reunir os agentes da preservação digital para analisar o impacto dos principais esforços no desenvolvimento de infra estrutura para a preservação digital. Os resultados apresentarão possibilidades no desenvolvimento de redes de parceiros e de tecnologias para viabilizar a preservação digital.

Definição dos components de infra estrutura da preservação digital:

Descrição dos elementos chaves para a operacionalização desta infra estrutura.
Distinção do que difere o contexto de preservação digital do analógico, em bibliotecas, arquivos, museus e instituições de patrimônio.

grupos de trabalho:
Grupo de Conteúdo
SELEÇÃO E AQUISIÇÃO DE COLEÇÕES DIGITAIS

Grupo de Padrões
FORMATOS DIGITAIS E MELHORES PRÁTICAS
Grupo de Infraestrutura
DESENVOLVIMENTO E MANUTENÇÃO DE FERRAMENTAS
Grupo de Inovação
FRONTEIRAS DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
Grupo de difusão
RELACIONAMENTOS E COMUNICAÇÃO
padrões para codificar anotações explicativas para inicializar a interpretação de documentos digitais que estão guardados em formas não-padrão,
técnicas para salvar os bitstreams de documentos software-dependentes e de seus sistemas associados,
ambientes de hardware detalhados o suficiente para possibilitar sua emulação,
especificações digitais acessíveis para a leitura de software e hardwares,
informações de contexto incorporadas ao documento digital,
migrações contínuas de documentos digitais para novas mídias.

BREVE SISTEMATIZAÇÃO
“O desafio é muito mais um problema social e institucional do que um problema técnico, porque, principalmente para a preservação digital, depende-se de instituições que passam por mudanças de direção, missão, administração e fontes de financiamento” (MÁRDERO ARELLANO, p. 16).
"Por que preservar? O que preservar? Como preservar?"
Organização sem fins lucrativos fundada na Califórnia, por Brewster Kahle, em 1996.
Arquivam prints de páginas (marcando a evolução das mesmas), vídeo, áudio, links hipertextuais.
240 bilhões de páginas web arquivadas
REFERÊNCIAS:

CONARQ/CTDE – Conselho Nacional de Arquivos, câmara técnica de documentos eletrônicos. Carta de Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital. Rio de Janeiro: CONARQ, UNESCO, 2005. Disponível em: http://www.conarq.arquivonacional.gov.br/media/carta.pdf

MÁRDERO ARELLANO, Miguel Angel. Preservação de documentos digitais. Ci. Inf., Brasília, v. 33, n. 2, p. 15-27, maio/ago. 2004.

ROTHENBERG, Jeff. Ensuring the longevity of the digital documents. Scientific American, p. 24-29, January, 1995. Disponível em: http://www.library.cornell.edu/library/dig-info-paper.rothenberg.pdf

SAYÃO, Luís Fernando. A ameaça da amnésia digital. In: Curso de segurança de acervos culturais. Associação de Arquivistas do Estado de São Paulo. Realizado na Pinacoteca do Estado de São Paulo, ago a nov, 2009.

CURADORIA DIGITAL
O conceito de curadoria vem sendo empregado a partir de duas definições distintas: a primeira, designada pelo termo curadoria digital, abrange o acompanhamento de objetos informacionais em todo seu ciclo de vida, fundamentado nas teorias de preservação digital; já a segunda, designada pelo termo curadoria da informação, engloba ações de seleção e organização da informação, com necessidade de filtros para o montante de informação disponível na web e em clusters digitais. O termo curadoria é usualmente atribuído ao conjunto de práticas que englobam a preservação, a organização, o acesso e a visualização da informação em meios digitais.
Este é um termo relativamente novo que incorpora aspectos dos conceitos
‘curadoria de dados’ e ‘preservação digital’, já existentes e empregados principalmente, pelas comunidades científicas e de biblioteca digitais, respectivamente. Entretanto, sua utilização também se destina a construir pontes entre eles e refletir novas abordagens (BEAGRIE, 2006, p.4).

Segundo RUSBRIDGE et al., o termo curadoria digital foi empregado pela primeira vez em 2001 no "Digital Curation: digital archives, libraries and e-science seminar" (http://www.dpconline.org/events/previous-events/309-digital-curation) realizado pelo “Digital Preservation Coalition” (http://www.dpconline.org/) e pelo “British National Space Centre” (http://www.spacecentre.co.uk/) (RUSBRIDGE et al.,
2005, p.4). O termo se consolidou principalmente na área de e-science para os estudos de infraestrutura dos repositórios digitais científicos.

Os principais centros de pesquisa e capacitação desta linha da curadoria digital são o Digital Curation Centre, DCC

(http://www.dcc.ac.uk/) e o Joint Information Systems Committee, JISC (http://www.jisc.ac.uk/), ambos com sede no Reino Unido. Em 2007, foi criado o Digital Curation Unit, DCU (http://www.dcu.gr/), sediado na Grécia, no Athena Research and Innovation Centre in Information, Communication and Knowledge Technologies, com uma proposta mais abrangente para as práticas de curadoria. O DCU reúne, além das metodologias para arquivamento e preservação de objetos digitais a longo prazo, diretrizes para “assegurar a adequada captura do contexto de recursos digitais e sua subsequente utilização, criativa e eficaz” (DCU website). A abordagem do DCU evidencia, portanto, as questões de padrões e metodologias para a interoperabilidade entre sistemas de informação de comunidades do conhecimento.

Todas estas atividades são contínuas e de longa permanência. Dado este escopo, Curadoria Digital está se tornando o termo guarda-chuva para preservação digital, curadoria de dados e administração de registros eletrônicos e ativos digitais. Como observa o Centro de Curadoria Digital do Reino Unido, ‘Curadoria Digital é a chave para sustentabilidade, reprodutibilidade e reuso de fontes digitais seguras e confiáveis’ (YAKEL,
2007, p. 337).

Curation Reference Manual

http://www.dcc.ac.uk/resources/curation-reference-manual
Full transcript