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Micoses Superficiais

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by

Beatriz Bispo

on 22 May 2018

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Transcript of Micoses Superficiais

Centro Universitário
UNIRG
Disciplina de Microbiologia


Maria Aparecida Lira
Camila Melo
Enida Lane
Ester Queiroz
Fernanda Brito
Ibrahim Daoud
Isabella Lourenço

Izabel Mendes
Jennifer Favaretti
Mauro Felipe Coutinho
Thaís Aguiar
Vanessa Cristina
Walkiria Teixeira
Zaqueu Bertoldo

Acadêmicos:
Orientadora:
Émelin Alves dos Santos

Micoses Superficiais
Classificação das micoses
Infecções fúngicas superficiais
Mais comuns entre todas as infecções muco-cutâneas

Causa:
descontrolado da microbiota transitória ou residente
Limite entre saprofitismo e parasitismo
Alteração do microambiente da pele


Acometimento das micoses superficiais
Fatores predisponentes à fungemia
ENDÓGENOS
Doenças sistêmicas / crônicas
Imunodeprimido/imunossuprimido

EXÓGENOS
Umidade
Má higiene
UTI
Prótese
Uso disseminado de antibiótico de amplo espectro

Piedra Negra

Agente etiológico:
Piedraia hortae

Característica

Infecção superficial dos pelos, predominantemente cabelo e pelo da face
-poupando o pêlo púbico e o pêlo axilar
Fácil contágio e propagação
Fungo teleomórfico
Cor marrom escuro a preto

Transmissão

Patogenia

1. Fungo implanta sob a cutícula da
haste do cabelo
2. Crescimento rompe a bainha do cabelo
3. Desenvolvendo-se ou seu redor formando um nódulo

Manifestações Clínicas
Nódulos densos
- Negros
- Presos à bainha do cabelo
- Tamanho variável
- Geralmente múltiplos
- Visível a olho nu
- Assintomática

Enfraquecimento do pelo
podendo levar à fratura
- Tentativa de retirada ->Fio se quebra

Tratamento
Remoção dos pelos

Antifúngico tópico

Antifúngicos oral

Alta taxa de recidiva

Prevenção
Cuidados de higiene pessoal

Evitar nadar em águas estagnadas

Não use pentes, chapéus, enfeites de cabelo de outras pessoas.

Epidemiologia
Acometendo ambos os sexos

Pode ser observada em todas as idades.

Observada em regiões tropicais e subtropicais da América do Sul

Endêmica na Amazônia

Piedra Branca
Trichosporon – T. inkin, T. asahii, T. beigelli, T. mucoides)

Do gênero
Características do Fungo
Leveduriformes
Apresenta:
- Hifas hialinas
  - Artroconídios
  - Poucos Blastoconídios
 - Nódulos macios e pastosos

Fatores Predisponentes
falta de higiene*
O Trichosporon beigelii habita no solo, água e vegetais, como também já foi encontrado em macacos, cavalos e fazendo parte da flora normal da pele (principalmente área inguinocrural) e mucosa oral.

Patogenia
Infecção fúngica crônica da cutícula do pelo, rara;
A disseminação acontece através da liberação de artroconídios, que resultam de reprodução assexuada.
Comprometendo a haste dos pêlos das áreas genitais, das axilas, barba e bigode, menos frequentemente do couro cabeludo, podendo acometer cílios e sobrancelhas;
O folículo piloso não sofre alteração;
 Lesões eritêmato-escamosas, sem bordas nítidas, úmidas e pruriginosas.

Manifestação Clínica
Presença de nódulos moles;
coloração variando do branco ao castanho-claro; 
diversas formas e tamanhos;
 Assintomáticos;
 Na região genital é observado sinergismo entre o Trichosporon beigelii e a bactéria Coryneform, participante da flora normal dessa região
Pacientes imunodeprimidos --> T. beigelii pode disseminar-se e produzir lesões cutâneas pustulosas, nodulares, purpúricas ou necróticas.

Diagnóstico (clínico e laboratorial)
Análise dos pelos afetados ao microscópio óptico;
Hidróxido de potássio a 20% em solução aquosa de dimetil-sulfóxido
      ->nódulos formados por elementos micelianos dispostos perpendi-
cularmente à superfície dos pelos
Àgar Sabouraud sem actidiona à temperatura ambiente
       ->crescimento moderado de colônia branco-amarelada
       -> pregueada
       ->aparência de cera
       -> coloração acinzentada (posteriormente)

Diagnóstico (clínico e laboratorial)
Micromorfologia da colônia:
hifas hialinas;
Artroconídios e bastoconídios;
não fermenta carboidratos 
assimila glicose, galactose, sacarose, maltose, trealose e lactose, além de ser urease-positivo


Tratamento
Cortar o pelo da área afetada;
 antifúngicos tópicos:
       ->imidazólicos
       -> ciclopirox olamina
       ->piritionato de zinco

Prevenção
---> Evitar a proliferação:
Higiene adequada *
Evitar umidade
Retirada de pelos contaminados

Epidemiologia
Regiões temperadas e tropicais;
No Brasil:
- Alta prevalência na parte norte do país (Mezzari, 2001);
- O fungo  é encontrado em macacos e cavalos;
- Habitat natural são os solos, as águas e os vegetais;
- Pode fazer parte da biota normal da pele, unha e mucosa oral (ZAITZ et al., 1998).




Alguns estudos provam que a má higiene não é fator determinante da doença.
Pitiríase versicolor
Gênero:
Malassezia
(Leveduras)
12 espécies causadoras de Pitiríase
Ordem decrescente de frequência:
M. simpodialis, M. furfur, M. globosa, M. restrita, M. obtusa, M. sloofiae

Malassezia
compreende leveduras lipofílicas e lipodependentes que fazem parte da microbiota normal de seres humanos e de animais.

O gênero Malassezia apresenta a seguinte classificação taxonômica:
i. Reino:
Fungi

ii. Filo:
Deuteromycotina
iii. Classe:
Blastomycetes
iv. Ordem:
Cryptococcales

v. Família:
Cryptococcaceae
vi. Gênero:
Malassezia


Considerações Gerais
Embora possua distribuição universal, é mais comum nos trópicos (Locais Temperados)
Não é incomum em crianças.
Ocorre quando a levedura, que normalmente coloniza a pele, altera a sua morfologia de esporo para uma hifa patológica que invade o estrato córneo (White et al., 2014).
Esta alteração pode dar-se devido a vários fatores como a humidade e altas temperaturas, diaforese (sudorese excessiva), suscetibilidade de foro familiar e imunossupressão

Considerações Gerais
A morfologia deste fungo em micélio é de difícil obtenção em cultura, embora em alguns isolamentos de
M. furfur
se observe o crescimento de hifas de modo espontâneo.
A indução desta estrutura foi conseguida pela adição de glicina ou colesterol e ésteres de colesterol ao meio.
A formação de hifas foi também observada aquando do aumento da concentração de dióxido de carbono e no estrato córneo humano in vitro.
A maioria das hifas foi produzida pelas estirpes
M. sympodialis.

Histórico do Fungo
1846
: presença na superfície da pele foi associada, no homem, às enfermidades cutâneas como Pitiríases versicolor e capitis (EICHSTED)
1925
: primeira descrição da espécie
M. pachydermatis
por WEIDMAN
1955
: GUSTAFSON isolou pela primeira vez a Malassezia do meato acústico externo de cães

Critérios morfofisiológicos de Diferenciação
: micromorfologia de cada espécie, a atividade enzimática e suas necessidades nutricionais; e critérios moleculares, nos quais são avaliadas a composição e características do seu DNA

M. furfur:
Fungo dimórfico, lipofílico, da flora normal da pele;
As colônias desta espécie apresentam textura cremosa, são friáveis, convexas e de aspecto branco-fosco.
Apresenta reação de catalise Positiva
A temperatura ótima para o crescimento é de 37°C, embora também possa crescer em temperaturas de até 41°C.

M. Simpodialis

colônias brilhantes, lisas, planas, com elevação central e textura macia.
É diferenciada de
M. furfur
devido ao seu brotamento simpodial.
Apresenta reação de catalase positiva.
A temperatura ótima de crescimento é de 37°C, podendo suportar temperaturas de até 41°C.

M. globosa
Colônias elevadas, dobradas e rugosas, ásperas e quebradiças.
Algumas vezes pode ser observada produção de pequenos filamentos próximos ao local de formação do broto, podendo inclusive ocorrer no ponto onde a célula-mãe e a célula-filha se unem.
Apresenta reação de catalase positiva.
Não cresce, ou cresce pouco, em temperatura de 37°C.

Fatores Predisponentes
O aparecimento desta patologia é significativamente afetado por fatores exógenos e endógenos.
Aos fatores exógenos ou ambientais podemos associar a temperatura e humidade enquanto que aos fatores endógenos podemos associar a mal nutrição, o estado imune do paciente, diaforese e predisposição genética
O desenvolvimento de PV está relacionado com a resposta imune alterada do organismo. Nos indivíduos com desordens na resposta

PATOGENIA LESÃO HIPOCRÔMICA
Malassezia sp libera ácido azaléico ao sol ou ao metabolizar ácidos graxos;

Enzima DOPA-tirosinase : converte tirosina em melanina
PATOGENIA LESÃO HIPERCRÔMICA
Teorias:
I - Espessamento da camada de queratina: causa intensificação da cor sem interação com a melanina
II - Intenso infiltrado inflamatório celular ( pigmento): o parasitismo leva à inflamação, o que serve de estímulo para que melanócitos produzam mais melanina.

ASPECTOS ULTRA-ESTRUTURAIS
PELE HIPERPIGMENTADA
Estrato córneo mais delgado
Tonofilamentos na camada granulosa
Melanossomos em melanócitos
Queratinócitos com melanócitos
Organelas afetadas (núcleo e nucléolo)

PELE HIPOPIGMENTADA

Estrato córneo delgado
Melanossomos dispersos
Organelas afetadas (núcleo e nucléolo)

PATOGENIA FOLICULITE
Malassezia furfur

Manifestações clínicas
Múltiplas lesões no tronco, pescoço e extremidades superiores proximais com regiões intercaladas de pele normal;
As lesões são encontradas em maior número no dorso;
Lesões na face – mais comum em crianças e RN;
Distribuição paralela à das glândulas sebáceas (tórax, dorso e face);
Áreas normalmente cobertas por roupa;
Lesões apresentam fina descamação (sinal Zireli) e podem apresentar leve prurido.

Diagnóstico
Exame micológico (KOH)
-Rápido e sensível
-Permite visualização e identificação
Cultura
-Contaminação por outros microrganismos
-Crescimento lento e enegrecido, pequenas e encurvadas
-Só fornece o estado anamórfico do fungo
-Microscopia: Filamentos de paredes espessadas com grande quantidade de ascos contendo ascosporos

LESÕES HIPOCRÔMICAS
LESÕES HIPERCRÔMICAS
LESÕES ERITEMATOSAS
FOLICULITE
DERMATITE SEBORRÉICA
ONICOMICOSE SUPERFICIAL
Diagnóstico
Exame clínico
História (Queixa + fatores de risco)
Exame físico (manifestações clínicas)

Lâmpada de Wood
Fluorescência amarelo ouro - excreção de metabólitos (porfirinas) do fungo sensíveis à radiação ultravioleta

Diagnóstico
Exame histopatológico (Biópsia)

Observa-se infiltração de células fúngicas no estrato córneo hiperqueratósico com presença de hifas

Exame micológico direto

Raspado da lesão em solução 10% KOH - encontro de esporos e pseudo-hifas
Células fungicas esféricas e pseudo-hifas do fungo
Malassezia

Diagnóstico diferencial
Eritrasma
1)Descamações acastanhadas
2) Fluorescência coral avermelhada
3) Microscopia(-) em KOH

Tinea corporis
1)Placas vermelhas
2)Ausência de fluorescência (Lâmpada de Wood)



Dermatite seborreica
1)Sem anormalidades pigmentares
2)Ausência de fluorescência (Lâmpada de Wood)

Diagnóstico diferencial
Vitiligo
1)Sem escamas
2)Ausência de fluorescência
3)Biopsia: (-) melanócitos
(-) Hifas

Hanseníase indeterminada
1)Inicialmente não tem perda de sensibilidade
2)Microscopia (-) em KOH




Pitiríase alba
1)Ausência de fluorescência (Lâmpada de Wood)
2)Microscopia (-) em KOH
3)Biópsia: sem fungos


Tratamento
No tratamento de infeções fúngicas superficiais são utilizadas essencialmente moléculas antifúngicas da classe dos imidazólicos e das alilaminas.
Utiliza-se formulações líquidas nas áreas pilosas, formulações em creme em zonas de pele fina ou de pregas, pomadas nas áreas hiperqueratósicas e pós em pregas e nos pés, com o fim de terem uma ação profilática.
O tratamento não passa pela erradicação da
Malassezia
da pele, mas sim pela regressão da levedura à estrutura em que se encontra quando é comensal da pele humana (esporo).

- Agentes tópicos:
Mais frequentemente usado tem sido o sulfeto de selênio 2,5% a 5% na forma de xampu aplicado uma vez ao dia. Duração de 7 -14 dias, ou mais.

- Agentes sistêmicos:
Cetoconazol (200mg/dia por 10 dias)
Fluconazol (150mg/semana por 3 semanas)
 Itraconazol (200mg/dia por 7 dias)
Pramiconazol (em estudo)

Mecanismo de ação dos antifúngicos imidazólicos e da classe das alilaminas
Epidemiologia
Mais prevalente nos trópicos, mas comum também em regiões temperadas.
Ocorre em ambos os sexos e em todas as raças.
apresenta distribuição variável segundo a faixa etária, verificando-se a maioria dos casos em adultos jovens e pós-púberes.
Fatores predisponentes mudanças hormonais e/ou o aumento da secreção de sebo.
 4,9% dos casos em crianças entre 5 meses e 13 anos de idade.
Em crianças a área mais acometida é a face.

Tinea nigra
Agente etiológico:
Hortaea werneckii
Fungo demáceo que vive em ambientes com altas concentrações salinas, devido ao seu comportamento halofílico, mais comumente em regiões de clima tropical e subtropical.

Características
Apresenta-se como mancha
assintomática acastanhada ou enegrecida, única ou em maior número, com bordas bem definidas;
Mancha ocorre mais frequentemente
na região palmo-plantar,
tipicamente
unilateral;

Patogenia
A Tinea Nigra é uma feo-hifomicose superficial causada pelo fungo negro
Hortea werneckii
(antigamente
Exophiala werneckii
).
Feo-hifomicose
termo que é usado para descrever uma série heterogênea de infecções causadas por fungos demáceos (possuem melanina em sua parede celular) e que no tecido se apresentam como hifas septadas irregulares, acompanhadas ou não de elementos leveduriformes com brotamento.

Manifestações Clínicas
A
Tinea nigra
aparece como uma mácula isolada, irregular, pigmentada( castanha a negra), geralmente na palma das mãos ou planta dos pés .
Não há descamação ou invasão dos folículos pilosos, e a infecção não é contagiosa.
Há pouca ou nenhum desconforto ou reação do hosperdeiro
Melanoma maligno

Diagnóstico Laboratorial
Coleta de “raspado” de parte da pele comprometida, em seguida, leva-se para cultura com posterior análise em microscópio;
-Exame micológico direto:
Presença de hifas acastanhadas, escuras, septadas e ramificadas.


Exame micológico direto demonstrando filamentos septados e acastanhados.

Diagnóstico Laboratorial
Cultura realizada em meio contendo cloranfenicol e cicloexemida:
- Incialmente:

Fungo com aspecto leveduriforme
-Posteriormente:
Predomínio de micélios; hifas grossas, septadas e intensamente pigmentadas.

Cultura em meio ágar Sabouraud – colônia filamentosa negra, úmida e brilhante.

Diagnóstico Laboratorial
Exame anatomopatológico:
-Pele hiperceratósica sem processo inflamatório;
-Coloração com hematoxilina-eosina ou argêntica de Gomori;
Camada córnea contendo hifas escuras septadas e ramificadas.

Diagnóstico Diferencial
Pode ser confundida com lesões melanocíticas
-Importante a diferenciação para evitar condutas como cirurgias em virtude do diagnóstico errôneo
Outros diagnósticos diferenciais
-Doença de Addison;
-Sífilis;
-Pintas;
-Substâncias químicas ou tinturas.

Tratamento
Retirada dos microrganismos
-Substâncias ceratolíticas ou antifúngicos tópicos
Pomada de Whitfield;
Tiobendazol a 10%;
Miconazol;
Clotrimazol;
Isoconazol;
Ótimo prognóstico e baixa recidiva

Epidemiologia
Regiões tropicais e subtropicais
-Ásia, África, América Central e América do Sul;
No Brasil:
-Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo;
-Casos esporádicos no Amazonas, Pará, Minas Gerais, Espirito Santo, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraná.
Indivíduos de ambos e sexos e de qualquer idade.


Referências
Lacaz, Carlos da Silva, Edward Porto, and José Eduardo Costa Martins. "Micoses superficiais: aspectos epidemiológicos e micológicos, classificaçäo, agentes etiológicos, diagnósticos de laboratório." An Bras Dermatol 64.supl 1 (1989): 55-91.
Framil, Valéria Maria de Souza, et al. "Pitiríase versicolor: isolamento e identificação das principais espécies de Malassezia." Anais Brasileiros de Dermatologia 85.1 (2010): 111-114.
TORTORA, G.J.; FUNKE, B.R.; CASE, CL. Microbiologia. 10. ed., Porto Alegre: Artmed, 2010.
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