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Julgadores, vítimas e instituições de exclusão

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Mariana Pedroso

on 14 April 2014

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Transcript of Julgadores, vítimas e instituições de exclusão

O entrevistador deve por outro lado, deve estar atento a outros fatores que podem desviar a atenção.
- cansaço físico
-mecanismos psicológicos de psicológicos de defesa
- pensamento automático

Os julgadores
Toda entrevista psicológica existe um método, que envolve um conjunto de conhecimento e técnicas de aplicação, sendo eles:
- Dominar o procedimento da entrevista
-Estratégia para estabelecer sintonia emocional com entre o entrevistador e o entrevistado , para atarves disso compreender as principais emoções que dominam o entrevistado.

Quando existe sintoma emocional o entrevistador:
-Percebe interpretações do estado de tensão do individuo
- identifica as informações relevantes para entender o percurso histórico dos acontecimentos
- Ajustar a linguagem para torna-la compreensível pelo entrevistado
- Identificar esquemas de pensamentos do entrevistado, ajusta o questionamento, elemina a ambiguidade capazes de interferir nas respostas e dos sentidos destas.

A influencia da emoção e efeitos sociais:
- Um bom profissional deve atuar sem se deixar emocionar, pois deixar se dominar pela emoção significa comprometer a percepção, atenção, pensamento e memoria e abrir espaços para enganos
- Saber reconhecer as classes sociais e as diferentes perspectivas de vivencia de cada uma exige do sujeito o desapego de crenças sociais garridas, que impedem a leitura dos fatos. Segundo GOMES MOLINA 1997 “as classes sociais mais oprimidas atraem as taxas mais altas de criminalidade(..) porque o controle social se orienta prioritariamente para elas , contra elas ‘’
Conteúdo intrapsíquico:
-O intrapsíquico se constitui com material consciente e inconsciente.
- se divide em :
Anormal, em que o conflito e seu contexto perdem relevância
Derivada dos conflitos interpessoais e processos sociais, responsabilidade de cada individuo
Derivada da sociedade cabendo a essa a responsabilidade, como inserção do individuo no tecido social.
No sentido inconsciente teremos diversas interpretações e aspectos pessoais inconsciente presente nos sujeitos, bem como as projeções e relações inconsciente que se instalam no julgamento.
Alguns conjuntos de aspectos permeados pela emoção, faz com que o relato espontâneo apresente-se irregular , incompleto, com elementos inúteis, interpolações , idas e vindas , administra-lo sem que ele perca a espontaneidade , requer solido domínios de técnicas de entrevista.

Vitimologia é a ciência que estuda a vitima sob os pontos de vista, psicológico e social , na busca do diagnostico terapêutico do crime, bem como na proteção individual e geral da vitima. Tem por objetivo estabelecer o nexo existente na dupla penal, o que determinou a aproximação entre vitima e delinquente, a permanência e a evolução desse estado.
A vítima

Vitimologia – ciência que trata do estudo da vítima.
Interesses da Vitimologia: prevenção do delito, desenvolvimento metodológico- instrumental, formulação de propostas de criação e reformulação de políticas sociais, desenvolvimento continuado do modelo de justiça penal.
Tipologia- classificação dos delitos em função dos comportamentos da própria vitima.

Classificação Vitimológica
* Vítima completamente inocente – vítima não teria como se furtar.
* Vítima menos culpada que o delinquente- atrai o ato criminoso ao se comportar de maneira diferenciada.
* Vítima tão culpada quanto o delinquente- Ex: cidadão que se submete ao estelionato.
* Vítima mais culpada que o delinquente- assaltante invade residência e acaba morto pela vítima.
* Vítima unicamente culpada- trata-se da falsa vítima.

Afinal, vítima por quê?

* O que leva a vítima a se expor? Possivelmente, a investigação de ganhos secundários leve a conclusões oportunas.
* Ganhos secundários – constituem recompensas, reais ou imaginárias, às custas de sofrimentos também reais ou imaginários.
* Glorificação do sofrimento – A pessoas se expõe, é agredida, violentada, roubada, enfim, vitimada e depois passa a contar com a admiração de outros que reconhecem a invulgar coragem com que enfrentou aquela situação.
* Descrença de que algo pode ser feito
* Mecanismos de combate ao crime
* Delegacia da Mulher
* A vítima cala-se por não acreditar na Justiça e não ver a polícia como uma efetiva aliada
* Emoção do perigo
* Não se pode descartar a fatalidade

As vítimas eternas
* Vítima eterna encontra-se em inumeras situações.Essas vítimas eternas encontram motivação nas coisas que as prejudicam.

Violência conjugal
* É encoberta na maior parte dos casos
* Quando a violência fisica faz parte do contexto familiar, possivelmente, será detectada na escola, no trabalho, em vários ambientes que os terceiros notam, já a violência psicológica é dificilmente percebida por terceiros.
* Vitíma crônica: tem baixa autoestima, não acreditando ser capaz de modificar a situação.
* Na volência conjugal há o ganho secundário de manter controle sobre o agressor.
* Violência conjugal estitamente psicológica é de caracterização difícil por vários motivos, dentre eles porque não tem inicio repentino, vai sendo apreendida pouco a pouco pelos participantes, com o passar do tempo há duplo condicionamento, os filhos se tornam munição nessa briga.
* A violência conjugal pode terminar em separação e em crime. É comum o envolvimento de um terceiro compondo o triangulo amoroso, na tentativa de resolver algo que não tinha solução.

Violência sexual
* Violência sexual trata-se de uma violação física e psíquica das mais graves, suas conseqüências agravam-se pelo fato de trazer implicações tanto para o indivíduo, como para o grupo social com o qual se relaciona.
* Para Azevedo e Guerra (1989) a vítima do estupro passa a se considerar indigna de viver em sociedade, concepção fortificada ainda mais na família

-Consequências da Violência
* As conseqüências da violência sexual são predominantes e possuem profundo efeito sobre o psiquismo, manifestando-se em mudanças comportamentais e em diversos tipos de transtornos mentais. Elas ainda afetam o relacionamento e trazem um grande prejuízo para a identidade da vítima, podendo levá-la à comportamentos como evitar contato intimo, repulsa à relações sexuais, entre outros.
* Os transtornos muitas vezes podem não parecem estar ligados com o fato do abuso, porque o psiquismo usa mecanismos de defesa para excluir o evento traumático.

Conseqüências dividias em 3 grandes áreas
• Dificuldade de adaptação afetiva (comportamento evitativo, auto-estima diminuída, sentimentos de culpa);
• Dificuldade para estabelecimento de relacionamento Interpessoal (redução de abertura para os contatos, principalmente com o sexo oposto);
• Impedimento ao exercício saudável da sexualidade (sentimento de repulsa – até por ela mesma; O mecanismo de defesa também pode se manifestar pela prática de comportamentos sexuais socialmente inadequados ou perversos.

* No incesto o dano seria ainda maior, pois existe ai a dificuldade em distinguir o amor parental das praticas sexuais, gerando sentimento de revolta e culpa contra quem as agride.

* Entre as inúmeras disfunções no campo da sexualidade, acentuam-se o medo da intimidade, a negação do relacionamento sexual, a perda da motivação sexual e a insatisfação com a prática sexual.

* As reações emocionais da vitima, segundo Sá (1999), dependem também de seu estado antes da violência, pois esse estado pode levá-la a encontrar a verdade e a esperança naquele que a seduz, não conseguindo enxergar as armadilhas que ele lhe prepara. De modo que o individuo perverso percebe a fragilidade emocional da vítima e lhe oferece o “suporte que ela precisa”. A vítima então só percebe que foi enganada tarde demais, resultando em frustração e desilusão.

Exemplo 1 - PADRE

• Esse comportamento vindo de religiosos tem especial importância, porque essas pessoas gozam de extrema confiança da vitima e de seus familiares e desempenham um papel simbólico especial. O resultado disso seriam entre outros sentimentos paradoxais na vitima: de um lado ela foi a escolhida e de outro percebe-se desvalorizada (objeto).

-Recuperação da vítima
* A colocação em famílias substitutas pode ser a salvação para as crianças. Quando possível deve-se ainda facilitar a manutenção de laços entre os pais e as vítimas.
* A permanência da criança em instituições não é recomendável, pois se a instituição não representa o padrão comportamental da sociedade, então é certo que a criança, vitima de violência, nessa instituição corresponde a uma condenação à marginalidade, compreendida como um afastamento da pratica social habitual.
* Existe ainda a necessidade de apoio terapêutico para que as vítimas possam lidar melhor com a situação, porém no Brasil isso ainda é um pouco utópico, salvo por alguns projetos que tem se destacado no pais, desenvolvidos para essas crianças e adolescentes.
* É necessário uma atenção maior à esse tipo de projeto, pois ele é necessário para que vítima consiga lidar com a situação da melhor forma, o que quando não acontece decorre em comportamento socialmente inadequado ou pervertido, incluindo psicopatologias no campo da sexualidade, quando o indivíduo atingir a idade e gozar de condições físicas que lhe permitam exercê-lo.

Vitimização e vitimização sexual
* Vitimização Física;
* Vitimização Psicológica;
* Vitimização Sexual.

FATORES DE NEGLIGÊNCIA:

* Negligência em alimentação;
* Negligência em higiene
Alguns casos relacionados:

* Sindrome de Estocolmo

* Patty Hearst

* Natascha Kampusch
* Coisificação da vítima

* Quando a mídia se torna uma inimiga para a vítima,
FUNDAÇÃO CASA
Prisão
Julgadores, vítimas e instituições de exclusão
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