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Memórias de um sargento de milícias

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Pedro Vormittag

on 16 May 2013

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Transcript of Memórias de um sargento de milícias

Memórias de um sargento de milícias Bons estudos! = ) época da trama: 1808/09
época da redação do romance: 1852/53
constantes referências comparativas aos dois momentos históricos
TEMPO DO ENUNCIADO x TEMPO DA ENUNCIAÇÃO CRÍTICA TEMPO Um romance excêntrico na produção romântica do Brasil A maioria dos romances eram traduzidos de autores europeus.
As personagens eram da classe dominante (burguesia).
A fronteira entre o bem e o mal era claramente estabelecida, tendo a trama um herói e um vilão diametralmente opostos.
A temática principal era sempre sentimental.
O estilo era predominantemente poético, com a utilização de uma linguagem elevada. Quando publicado em livro, (1854 e 1855), era assinado simplesmente pela inscrição “Por um brasileiro”, o que o distinguia dos romances traduzidos.
A história não envolve personagens da classe dominante, mas sim pessoas de baixa renda.
A personagem central não é nem herói e nem vilão, mas um típico anti-herói malandro.
As cenas são reais e apresentam aspectos muito pouco poéticos.
Não há moralismos na divisão das ações humanas entre boas e más.
O livro é muito mais humorístico do que sentimental.
O estilo é oral e descontraído, derivado do estilo jornalístico daquele tempo. ROMANCES DA ÉPOCA MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS LEONARDINHO filho de uma pisadela e de um beliscão. MARIA DAS HORTALIÇAS sua mãe, saloia, mulher rústica da feira, quitandeira nos últimos tempos. LEONARDO PATACA seu pai, algibebe, alfaiate ou vendedor de roupas inferiores. Leonardinho é uma criança endiabrada desde muito pequena. Fruto de uma pisadela que seu pai dera no pé direito de sua mãe, a qual foi retribuída com um beliscão nas costas da mão esquerda. Os dois se conheceram no navio vindo para o Brasil, na época da chegada do rei D. JoãoVI por aqui (1808). Ambos de passado escuso em Portugal, foram morar juntos quando desembarcaram no Rio de Janeiro.
Quando Leonardinho tinha sete anos, sua mãe foi pega em flagrante de adultério por seu pai. Ela fugiu para Portugal com o capitão do navio, seu amante, e o pai, após dar um pontapé no traseiro de Leonardinho, o abandonou com seu padrinho, o barbeiro. O PADRINHO chamado de compadre no livro, o padrinho de Leonardinho é barbeiro. Apropriou-se indevidamente, no passado, de uma arca com dinheiro do capitão de um navio negreiro e abriu sua barbearia. Depois disso tornou-se uma pessoa de bem e não vê no menino todos os defeitos percebidos pela vizinhança em geral. A MADRINHA chamada também de comadre, a madrinha é parteira e foi quem fez o parto de Leonardinho. É caracterizada como tia de Chiquinha no início do livro, mas depois aparece como mãe da menina com quem Leonardo se casa. Está sempre pronta a socorrer o genro nas confusões em que se mete ao longo da história e, após a morte do compadre, vai tratar da reaproximação entre Leonardinho e seu pai. A VIZINHA personagem secundária, a vizinha não perde uma chance de provocar o compadre, por causa das diabruras do afilhado. Enquanto Leonardinho é educado por seu padrinho, que sonha mandá-lo para Coimbra ou torná-lo padre, seu pai faz de tudo para não perder o amor da cigana com quem se engraçara após a fuga de Maria das Hortaliças. Leonardo chega a recorrer aos serviços de um feiticeiro, (atividade proibida no Rio de Janeiro daquela época), para tentar recuperar sua amante. Por envolver-se com esse tipo de prática, Leonardo acaba preso pelo Major Vidigal e só é solto por causa dos apelos da comadre ao Tenente-Coronel.
Leonardinho já tinha, a essa altura, provado ao padrinho sua total incompetência para os estudos e conseguido a troca da escola pelo emprego de sacristão na igreja, sob a guarda do Mestre-de-Cerimônias, que também tinha lá os seus pecados e com quem nosso herói vai aprontar muitas de suas estripulias. MAJOR VIDIGAL representante da lei e da ordem no Rio de Janeiro. Era ele quem prendia, julgava, condenava e aplicava a pena aos réus. Era considerado consciencioso e equilibrado. MESTRE-DE-CERIMÔNIAS o padre responsável pela igreja na qual Leonardinho “trabalhava” e que tinha roubado a cigana de seu pai, pois tinha um caso com ela. Leonardo conseguiu desmascará-lo na frente de todos (foi pego de cuecas, meias pretas, sapato de fivelas e um gorrinho) e, assim, pôde unir-se à sua amante por mais uns tempos. "Romance pré-realista" - José Veríssimo
"Romance picaresco" - Mário de Andrade
"Romance de costumes" - Darcy Damasceno "Digamos então que Leonardo não é um pícaro, saído da tradição espanhola; mas o primeiro grande malandro que entra na novelística brasileira, vindo de uma tradição quase folclórica e correspondendo, mais do que se costuma dizer, a certa atmosfera cômica e popularesca de seu tempo, no Brasil (...) O malandro, como o pícaro, é espécie de um gênero mais amplode aventureiro astucioso, comum a todos os folclores."

Antonio Candido O romance não é pré-realista porque não analisa tecnicamente a sociedade. Leonardinho se afasta do personagem pícaro da tradição espanhola (não enfrenta problemas de subsistência, não é bajulador, não aprende com a experiência) A classificação de "romance de costumes" se encaixa nos padrões românticos. Antonio Candido fala de um "romantismo excêntrico" porque, embora não tenha muitos dos aspectos marcantes do Romantismo, predomina o imaginoso e o improvisado - sem retratação ou reconstituição histórica. APÊNDICE: TEORIA DO ROMANCE Personagem PLANA: É estática; caracteriza-se por possuir um conjunto limitado de traços que se mantêm inalterados ao longo da narração. Frequentemente assume a forma de personagem-tipo, na medida em que representa determinado grupo social ou profissional. Personagem REDONDA: É dinâmica; possui densidade psicológica, vida interior, e por isso surpreende o leitor pelo seu comportamento. Apesar de viver “um pouco ao sabor da sorte”, “sem plano nem reflexão”, “movido pelas circunstâncias”, como uma espécie de “títere” (expressões de Antonio Candido), o protagonista das Memórias de um sargento de milícias, Leonardo (filho), como outras personagens do romance, mostra-se bastante determinado quando se trata de:


a) estabelecer estratégias para ascender na escala social.
b) assumir rixas, tirar desforras e executar vinganças.
c) demonstrar afeto e gratidão por aqueles que o amparam e defendem.
d) buscar um emprego que lhe garanta a subsistência imediata.
e) conservar-se fiel ao primeiro amor de sua vida. FUVEST 2008 DONA MARIA a única personagem realmente rica do livro. D. Maria era uma mulher que tinha mania de demandas judiciais e que havia conseguido a guarda de Luisinha, uma rica herdeira, sua sobrinha. LUISINHA a personagem feminina mais importante do romance. É descrita inicialmente pelo narrador como uma menina feia, extremamente tímida e que já havia perdido as graças de menina sem ainda ter atingido as de mulher. JOSÉ MANUEL sujeito de mais ou menos trinta e cinco anos que encantou-se com a condição de herdeira de Luisinha e acabou casando-se com ela. TENENTE CORONEL pai do rapaz que desvirginou Maria das Hortaliças, antes da saloia conhecer Leonardo Pataca. era o menino que havia trabalhado na sacristia junto com Leonardo quando eram crianças. Ele o reconhece e o convida para juntar-se ao grupo que era composto de três irmãos homens, primos de duas mulheres também irmãs. Leonardinho já era um moço a essa altura do livro. Quando conheceu Luisinha, que havia ido morar com sua tia, D. Maria, após esta ter vencido uma demanda pela posse da sobrinha, logo apaixonou-se por ela; ainda que a tenha achado “engraçada” da primeira vez que a viu. Percebeu, porém, que José Manuel estava interessado na moça e criou, junto a seu padrinho e também à comadre, uma forma de impedir que os dois acabassem se casando.

Antes que a situação de Luisinha fosse resolvida, o padrinho adoeceu e faleceu, tendo nomeado o afilhado como seu herdeiro universal, deixando-lhe uma boa quantia em dinheiro. O pai, Leonardo, sabendo do ocorrido, prontificou-se a cuidar de seu filho. Estava agora casado com Chiquinha, a filha da comadre e os dois (a menina e Leonardinho, quase da mesma idade), não se davam nada bem. A situação na casa torna-se insustentável em pouco tempo, ocasionando uma nova discussão que faz com que Leonardo corra atrás do filho de espada em punho. O menino, que nunca esquecera o pontapé que levara aos sete anos, sai de casa sem destino e só pára quando encontra um grupo de jovens reunidos, cantando e festejando. mulata de cerca de vinte anos, dengosa e insinuante é uma das mulheres do grupo, exímia cantora de modinhas que fascina imediatamente Leonardo. TOMÁS-DA-SÉ VIDINHA Leonardinho, apaixonado por Vidinha, aceita o convite do grupo para ficar alguns dias na casa em que moram. Luisinha, sentindo-se abandonada, não tem porque não aceitar a proposta de casamento de José Manuel. Abençoados por D. Maria, os dois casam-se.

Na casa de Vidinha, Leonardinho assume-se como um completo vadio e, denunciado pelos primos da moça, enciumados, acaba sendo preso por não fazer nada. No caminho da cadeia, porém, o malandro consegue fugir, voltando para a casa onde estava. Sua madrinha, informada de sua prisão e sem saber que escapara, foi tentar interceder em seu favor junto ao Major. Acaba sabendo de tudo e, inconformada com a vadiagem do afilhado, consegue arranjar-lhe um emprego. Como era de se esperar, este logo se mete em um novo problema, tendo se envolvido com a amante de um colega de trabalho que após bater nele consegue sua demissão.

Para completar, Vidinha, louca de ciúmes, se insinua para o ex-colega de Leonardinho e este acaba finalmente preso pelo Major e, como castigo, é nomeado soldado. É claro que, mesmo como defensor da lei, Leonardinho não se emenda e acaba novamente preso por novas malandragens. Desta vez, sua madrinha só vai conseguir sua liberdade com a ajuda de Maria Regalada, que havia sido amante do Major Vidigal no passado. Maria Regalada não conseguiu apenas a liberdade de Leonardo, mas também sua nomeação como sargento de milícias. Finalmente, Leonardo reencontra Luisinha, que acabara de ficar viúva e, passado o período de luto, casa-se com ela.

Ao final, Leonardo Pataca e D. Maria também morrem, deixando o casal numa situação financeira muito confortável, já que as heranças do padrinho de Leonardo, de Luisinha e de sua tia acabam somadas pelo casamento. "(...) Era esse dia domingo do Espírito Santo. Como todos sabem, a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. Hoje, mesmo que se vão perdendo certos hábitos, uns bons, outros maus, ainda essa festa é motivo de grande agitação; longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. (...)" trama rigorosamente restrita ao Rio de Janeiro, mas a um Rio de Janeiro jamais revelado em romances românticos. ESPAÇO "(...) As chamadas Baianas não usavam de vestido; traziam somente umas poucas de saias presas à cintura, e que chegavam pouco abaixo do meio da perna, todas elas ornadas de magníficas rendas; da cintura para cima apenas traziam uma finíssima camisa, cuja gola e mangas eram também ornadas de renda; ao pescoço punham um cordão de ouro ou um colar de corais, os mais pobres eram de miçangas; ornavam a cabeça com uma espécie de turbante a que davam o nome de trunfas, formado por um grande lenço branco muito teso e engomado; calçavam umas chinelinhas de salto alto, e tão pequenas, que apenas continham os dedos dos pés, ficando de fora todo o calcanhar; e além de tudo isto envolviam-se graciosamente em uma capa de pano preto, deixando de fora os braços ornados de argolas de metal simulando pulseiras. (...) " vocabulário limpo, sem baixezas de expressão, mas satírico LINGUAGEM registra hábitos linguísticos da época ("pôr o côvado e meio às costas", por exemplo). "(...) As personagens das 'Memórias'utilizam desnudam à luz da Ciência da Linguagem o corpo exuberante do falar comum. Através das páginas da narrativa (...), língua e fala, comunicação e expressão, comunidade e indivíduo se influenciam (...), rompem por momentos a norma coletiva e gravam no sistema da língua o traço da contribuição individual. (...)" O crítico Darcy Damasceno faz observações sobre a espontaneidade e a informalidade da linguagem do romance: Aspectos fundamentais da obra de Manuel Antônio de Almeida narrativa de costumes, muito voltada para a descrição das ruas e das festas populares.

utilização do português coloquial do Rio Joanino (época de D. João VI). O livro pode funcionar como um registro linguístico do período.

Apesar da palavra "Memórias" no título, não se trata de uma auto-biografia. A obra é escrita em terceira pessoa (mais uma diferença em relação à história do pícaro).

O texto possui propriedades do romance histórico e, desta forma, entende-se o sentido da palavra "Memórias".

Constantes referências do narrador ao leitor - estabelecimento de um diálogo amigável com o público do jornal (funções metalinguística e conativa da linguagem)

O livro mantém o equilíbrio emocional das personagens, ridicularizando qualquer transbordamento emotivo.

Retrata principalmente a camada média (pequeno-burguesia) que nascia com a vinda da família real e sua burocracia, não dando espaço para as camadas básicas (escravos) ou camadas dirigentes (proprietários de escravos, nobreza e alta burocracia estatal).

Os personagens principais oscilam entre os polos da ordem e da desordem (a cena do Major Vidigal de tamancos), resultando numa síntese dialética entre os dois polos.

Até mesmo por causa disso, quase não há no livro o sentimento de culpa ou qualquer tipo de repressão severa. É mais um fator que diferencia o romance de Manuel Antônio de Almeida de seus contemporâneos. REFLEXÃO DE ANTONIO CANDIDO:

"Tudo se arregala então num plano mais significativo que o das normas convencionais; e nós lembramos que o bom, o excelente padrinho, se 'arranjou' na vida perjurando, traindo a palavra dada a um moribundo, roubando aos herdeiros o ouro que o mesmo lhe confiara. Mas este ouro não serviu para ele se tornar um cidadão honesto e, sobretudo, prover Leonardo?(...)" Memórias de um
sargento de milícias Gênero: Manuel Antônio de Almeida - 1852 - Romantismo no Brasil romance malandro, pertence a um romantismo excêntrico. Estrutura: folhetim - 48 capítulos divididos em duas partes. Enredo: peripécias de um malandro carioca e seu pai - também malandro - no Rio de Janeiro de D. João VI. Personagens: sem profundidade psicológica / tipos sociais.

MAJOR VIDIGAL / REVERENDO / BARBEIRO / PARTEIRA / VIZINHA / TENENTE-CORONEL / CHICO JUCA / LUISINHA / VIDINHA / D. MARIA / JOSÉ MANUEL / MARIA DAS HORTALIÇAS / LEONARDO / LEONARDINHO Tempo: o livro se passa em mais de 20 anos e acontece no tempo do Rei. Espaço: bairros populares do Rio de Janeiro colonial. Linguagem: repleta de coloquialismos e contaminada pela agilidade do gênero jornalístico - reproduz termos utilizados na época da história que não eram mais comuns na época da redação do livro. COSTUMBRISMO DE LINGUAGEM. Leia o trecho de abertura de "Memórias de um sargento de milícias" e responda ao que se pede.

"Era no tempo do rei.
Uma das quatro esquinas que formam as ruas do Ouvidor e da Quitanda, cortando-se mutuamente, chamava-se nesse tempo – O canto dos meirinhos –; e bem lhe assentava o nome, porque era aí o lugar de encontro favorito de todos os indivíduos dessa classe (que gozava então de não pequena consideração). Os meirinhos de hoje não são mais do que a sombra caricata dos meirinhos do tempo do rei; esses eram gente temível e temida, respeitável e respeitada; formavam um dos extremos da formidável cadeia judiciária que envolvia todo o Rio de Janeiro no tempo em que a demanda era entre nós um elemento de vida: o extremo oposto eram os desembargadores."

(Manuel Antônio de Almeida. "Memórias de um sargento de milícias").

a) A frase “Era no tempo do rei” refere-se a um período histórico determinado e possui, também, uma conotação marcada pela indeterminação temporal. Identifique tanto o período histórico a que se refere a frase quanto a mencionada conotação que ela também apresenta.

b) No trecho aqui reproduzido, o narrador compara duas épocas diferentes: o seu próprio tempo e o tempo do rei. Esse procedimento é raro ou frequente no livro? Com que objetivos o narrador o adota? FUVEST 2009 a) "Memórias de um sargento de milícias" foi publicado pela primeira vez como folhetim, em capítulos semanais no suplemento dominical "A Pacotilha", do jornal Correio Mercantil, no Rio de Janeiro, entre 1852-53. O “tempo do rei” a que o narrador faz menção no início do livro refere-se ao período joanino (1808-1821). Além da utilização dessa época específica como pano de fundo do romance, a expressão “era no tempo do rei” contribui para a criação de uma atmosfera que remete o leitor à fórmula tradicional das histórias infantis ou folclóricas, inserindo a narrativa numa espécie de tempo mágico e indefinido, o que também pode ser entendido como um recurso para criar um efeito de cumplicidade com o imaginário do leitor.

b) O procedimento utilizado pelo narrador de comparar o seu tempo com o “tempo do rei” é muito frequente no livro. Tal comparação revela o quanto a sociedade carioca, à época da publicação do romance em folhetim, mantinha-se com os mesmos costumes (fossem eles hábitos ou vícios) daqueles da época joanina, apesar das diferenças. A sensação de proximidade do leitor com a obra, sem dúvida, favorece o sucesso do livro. Por outro lado, a evocação do passado provoca o distanciamento que deixa o autor livre para tecer comentários sobre a sociedade de seu tempo, sem se comprometer diretamente.
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