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Por que (não) ensinar gramática?

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by

Michel Costa

on 6 July 2016

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Transcript of Por que (não) ensinar gramática?

As teses de Sírio Possenti:
1 – o papel da escola é ensinar a língua padrão;
2 – damos aulas de que a quem?
"É preciso que haja uma concepção clara do que seja uma língua e do que seja uma criança (um ser humano, de maneira geral)" (p.21)
4 – todos os que falam
sabem falar:
PLATFORMS
Social
SOCIAL
“Uma das frases mais correntes sobre alunos ou outros cidadãos pouco cultos é que falam tudo errado.” (p. 41)
Bibliografia consultada
3 – não há línguas fáceis ou difíceis
"Saber falar significa saber uma língua.
Saber uma língua significa saber uma gramática
. Saber uma gramática não significa saber de cor algumas regras que se aprende na escola, ou fazer algumas análises morfológicas e sintáticas. Mais profundo que esse conhecimento é o conhecimento (intuitivo ou inconsciente) necessário para falar efetivamente a língua." (p.30)
7 – Falamos mais corretamente do que pensamos
8 – língua não se ensina, aprende-se
10 – ensinar língua ou ensinar gramática?
Por que (não) ensinar gramática?
Sírio Possenti
Existe a tese de que não se deve ensinar o dialeto padrão por ser ele difícil. Possenti critica esta ideia e diz que ela se baseia em dois pilares:

a) Tese de natureza político-cultural
b) Tese de natureza cognitiva
"Todos podemos ver diariamente que as crianças são bem sucedidas no aprendizado das regras necessárias para falar. A prova disso é que falam." (p. 21)
"Se nossas perguntas são sempre sobre o que é certo ou errado, e se nossas respostas a essas perguntas são sempre e apenas baseadas em dicionários e gramáticas, isso pode revelar uma concepção problemática do que seja realmente uma língua, tal como ela existe no mundo real, isto é, na sociedade complexa em que é falada." (p. 22)
"Uma das mais interessantes descobertas (...) é que não é verdade que existem línguas simplificadas, ou, para utilizar um termo mais corrente, primitivas." (p. 25)
"Todas as línguas são estruturas de igual complexidade. Isto significa que não há línguas simples e línguas complexas, primitivas e desenvolvidas. O que há são línguas diferentes." (p. 26)
"Os grupos que falam uma língua ou um dialeto em geral julgam a fala dos outros a partir da sua e acabam considerando que a diferença é um defeito ou um erro." (p. 29)
5 – não existem línguas uniformes
Para quem pretende ter uma visão mais adequada do fenômeno da linguagem, especialmente para os profissionais, dois fatos são importantes:
a) Todas as línguas variam

b) A variedade linguística é o reflexo da variedade social
6 – não existem línguas imutáveis
"Não há língua que permaneça uniforme. Todas as línguas mudam. Esta é uma das poucas verdades indiscutíveis em relação às línguas, sobre a qual não pode haver nenhuma dúvida." (p. 38)
Propaganda de creme em meados de 1930
“É relativamente pequena a diferença entre o que um aluno (ou outro cidadão qualquer) já sabe de sua língua e o que lhe falta saber para dominar a língua padrão.” (p. 43)
"Não se aprende por exercícios, mas por práticas significativas." (p. 47)
9 –Sabemos o que os alunos ainda não sabem?
O que já é sabido não precisa ser ensinado. (p. 50)
POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática na escola. 21. ed - Campinas, SP: Mercado de Letras, 1996.
Cite exemplos, trimote!
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