Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

A construção social da realidade

No description
by

Lívia Félix

on 15 April 2016

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of A construção social da realidade

Thomas Luckmann
(Alemanha - 1927)
Professor e diretor do Instituto para o Estudo da Cultura Econômica na Univerdade de Boston.
Formação e doutoramento em Sociologia na New School for Social Research de Nova York.
OS AUTORES
OS FUNDAMENTOS DA VIDA COTIDIANA
A CONSTRUÇÃO SOCIAL DA REALIDADE
Os fundamentos do conhecimento na vida cotidiana
A construção social da realidade
Peter Berger & Thomas Luckmann (1996/1967)
A OBRA
A sociedade é uma realidade ao mesmo tempo objetiva e subjetiva.
Sociedade como processo dialético em curso, composto por 3 momentos SIMULTANEAMENTE:

Exteriorização
Objetivação
Interiorização



A sociedade como realidade subjetiva
Exercício teórico-prático
Institucionalização
A sociedade como realidade objetiva
Peter Berger
(Viena - 1929)
Professor emérito de Sociologia na Universidade de Frankfurt.
"Tratado teórico de SOCIOLOGIA DO CONHECIMENTO"
Analisar o processo de construção social da realidade
A SOCIEDADE COMO REALIDADE OBJETIVA
A SOCIEDADE COMO REALIDADE SUBJETIVA
Primária
Primeira socialização que o indivíduo experimenta na infância, e em virtude da qual se torna membro de um sociedade.
Secundária
Qualquer processo subsequente que introduz um indivíduo já socializado em novos setores do mundo objetivo de sua sociedade.

SOCIALIZAÇÃO
Legitimação
As origens
Sedimentação e tradição
Papeis
Extensão e modos


Toda ação humana está sujeita ao hábito (p.77)

A institucionalização ocorre sempre que há uma tipificação recíproca de ações habituais por tipos de atores (p. 79)

Experiências humanas retidas na consciência (p.95).

A sedimentação intersubjetiva só pode ser chamada social quando se objetivou num sistema de sinais de um espécie (p. 96)

A linguagem é o meio mais importante pelo qual as sedimentações objetivadas são transmitidas na tradição da coletividade (p. 96)

Tendo a origem real das sedimentações perdido importância, a tradição pode inventar uma origem completamente diferente, sem com isso ameaçar o que foi objetivado (p.97)

Toda conduta institucionalizada envolve certo nº de papéis (caráter controlador) (p.104)

Os papéis representam a ordem institucional (p.104)
A função da legitimação consiste em tornar objetivamente acessível e subjetivamente plausível as objetivações de “primeira ordem”, que foram institucionalizas (p.127).

O problema da legitimação surge quando as objetivações da ordem institucional têm que ser transmitidas a uma nova geração. Rompeu-se a unidade de história e biografia (p. 128).

Função nômica do universo simbólico: “põe cada coisa em seu lugar certo” (p. 135).

"Exteriorização" do mundo subjetivo
Objetivo "comum" é negocionado (tipificação recíproca)
Divisão de papeis <--> distribuição social do conhecimento
Objetivação - regras e normas
Institucionalização
Objetivação de 1ª ordem
Objetivação de 2ª ordem
Legitimação!
Grupo social?
I
n
s
t
i
t
u
i
ç
ã
o
?
Organização?
A família e o casamento como exemplos
Instituição
é o valor ou regra social reproduzida no cotidiano com estatuto de verdade, que serve como guia básico de comportamento e de padrão ético para as pessoas em geral.
A
organização
representa o aparato que reproduz o quadro de instituições no cotidiano da sociedade. Polo prático das instituições.
Ex.: Ministérios, Igreja, Multinacionais, etc.
O
grupo
é o lugar onde a instituição se realiza. É o sujeito que reproduz e/ou reformula as regras e valores.
As instituições incorporam-se à experiência do indivíduo por meio dos papéis (...) Ao desempenhar papéis, o indivíduo participa de um mundo social. Ao interiorizar estes papéis, o mundo torna-se subjetivamente real para ele (p. 103).

A realidade da
vida cotidiana
aparece já objetivada/ apresenta-se a mim como um mundo intersubjetivo, um mundo de que participo juntamente com (p.40) -
interação social!
.

Relaciono –me também com os predecessores e sucessores, aqueles outros que me precederam e se seguirão a mim na história geral de minha sociedade.

A
linguagem
tem uma capacidade transcendental, é capaz de “tornar presente” uma grande variedade de objetos que estão espacial, temporal e socialmente ausentes no “aqui e agora”.

O cabedal social de conhecimento diferencia a realidade por graus de familiaridade. Meu conhecimento da vida cotidiana estrutura-se em termos de conveniências (p.66).

Encontro o conhecimento na vida cotidiana socialmente distribuído, i. é, possuído diferentemente por diversos indivíduos.

Objetivação de sentido de “segunda ordem”.
Processo de explicação e justificação da ordem social, outorgando validade cognoscitiva a seus significados objetivados (p.128)
Premissa para a produção da ordem social: inerente instabilidade do organismo humano.
A ordem social existe unicamente como produto da atividade resultante da contínua "exteriorização" humana.
O homem é produto e produtor da realidade social.
Estar em sociedade significa participar da dialética da sociedade.
A humanização é variável em sentido sociocultural.
O
homem sapiens
é sempre, e na mesma medida,
homo socius
.

As instituições implicam partilha, historicidade e controle (p. 79)

O mundo institucional é experimentado como realidade objetiva (p.86)

A relação entre o homem, o produtor, e o mundo social, produto dele, é e permanece sendo dialética (p. 87)
Nova geração ----> mundo social.
O mundo institucional exige legitimação, modos de ser explicado e legitimado (p. 88)
Em virtude dos papeis que desempenha, o indivíduo é introduzido em áreas específicas do conhecimento socialmente objetivado, não somente no sentido cognoscitivo estreito, mas também no sentido do conhecimento de normas, valores e mesmo emoções (p. 106).
A institucionalização não é um processo irreversível, embora tenda a perdurar (p. 113).

A reificação é a apreensão dos fenômenos humanos como se fossem coisas, i. e., termos não humanos ou super-humanos (p. 122).
Mitologia, teologia, ciência moderna como mecanismos conceituais de manutenção do universo que variam historicamente e em grau de complexidade (p. 157)

Sendo produtos históricos da atividade humana, todos os universos socialmente construídos modificam-se, e a transformação é realizada pelas ações concretas dos seres humanos (p. 157)

Apreensão ou interpretação imediata de um acontecimento objetivo como dotado de sentido, i.e., como a manifestação de processos subjetivos de outrem, que desta maneira torna-se subjetivamente significativo para mim (p. 174).

A interiorização permite ao indivíduo tornar-se membro da sociedade, processo que ocorre através da socialização, definida como a
ampla e consistente introdução de um indivíduo no mundo objetivo de uma sociedade ou de um setor dela (p.174).

Abstração progressiva dos papeis e atitudes dos outros:
particular --> geral: outro generalizado (p. 178)

A formação na consciência do outro generalizado marca uma fase decisiva na socialização. Implica a interiorização da sociedade enquanto tal e da realidade objetiva nela estabelecida e, ao mesmo tempo, o estabelecimento subjetivo de uma identidade (p. 179).

A simetria entre a realidade objetiva e a subjetiva não pode ser completa, porque o conteúdo da socialização é determinado pela distribuição social do conhecimento (p.179).

A criança interioriza o mundo dos outros significativos como sendo O mundo (p.180).

A socialização primária implica sequências de aprendizado socialmente definidas (biologia x cultura) (p.182).

Na socialização secundária, as limitações biológicas tornam-se cada vez menos importantes nas sequências de aprendizagem, que agora estabelecem-se em temos das propriedades intrínsecas do conhecimento que deve ser adquirido (p.187).

As funções da socialização secundária têm alto grau de anonimato e formalismo. Por conseguinte, o tom da realidade do conhecimento apreendido na socialização secundária é mais facilmente posto entre parênteses (p.189-190).

Todo indivíduo nasceu em uma estrutura social objetiva, dentro da qual encontra os outros significativos que se encarregam de sua socialização ---> apresentam-lhe a realidade objetiva (p.175).

Outros significativos que estabelecem a mediação do mundo social o modificam no curso da mediação --> Filtros! (p.176)

Socialização primária ocorre em circunstância carregadas de alto grau de emoção (...) Criança absorve os papeis e as atitudes dos outros significativos, isto é, interioriza-os, tornando-os seus (p. 176).

Processo que implica uma dialética entre a identificação pelos outros e a auto-identificação, entre a identidade objetivamente atribuída e a identidade subjetivamente apropriada (p.177).

A socialização como processo que nunca é total e não se faz de uma vez para sempre.
1) como ocorrem novas interiorizações – ou socializações secundárias – na biografia do indivíduo?
2) como é mantida na consciência a realidade interiorizada na socialização primária? (p.184)

O tom da realidade do conhecimento interiorizado na soc. Primária é quase automático, na soc. Secundária tem que ser reforçado por técnicas pedagógicas específicas (191).
É a interiorização de “submundos” institucionais ou baseados em instituições, cuja extensão e caráter são determinados pela complexidade da divisão de trabalho e a concomitante distribuição social do conhecimento (p. 184-185).
Os submundos interiorizados na socialização secundária são geralmente realidades parciais, em contraste com o mundo adquirido na socialização primária. Contudo, também são realidades mais ou menos coerentes, caracterizadas por componentes normativos e afetivos, e cognoscitivos (p.185).
Exige aparelho legitimador, acompanhado de símbolos rituais ou materiais (p. 185).

"A linguagem objetiva o mundo, transformando a experiência em uma ordem coerente. No estabelecimento desta ordem, a linguagem realiza um mundo, no duplo sentido de apreendê-lo e produzi-lo".

A CONSERVAÇÃO E A TRANSFORMAÇÃO DA REALIDADE SUBJETIVA
A reificação constitui o grau extremo do processo de objetivação (p. 123)

Os papéis podem ser reificados da mesma maneira que as instituições (p.125)
A interiorização e a estrutura social
Processos de ressocialização (a partir da p. 208)
"Consiste em renunciar à questão da coerência e reconstruir a realidade de novo" (p. 214).
"Na re-socialização o passado é reinterpretado para se harmonizar com a realidade presente" (p. 2015).
Semelhanças com a socialização primária (p. 208)
Full transcript