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SEMINÁRIO DE LITERATURA BRASILEIRA- CECILIA MEIRELES

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by

vanessa pinto

on 19 December 2013

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Transcript of SEMINÁRIO DE LITERATURA BRASILEIRA- CECILIA MEIRELES

Cecília Meireles.
Motivo
Além da Fronteira (1945)
No Exílio (1948)
Ronda Solitária (1954)
O Muro de Pedras (1963)
O Dia Mais Longo de Thereza (1965)
A Última Porta (1975)
Corpo-a-Corpo (1983)
Nos anos 70, Elisa iniciou um resgate não ficcional da saga dos Lispector. Material, datilografado e rabiscado em 28 laudas, "esboços a serem ampliados", como anotou Elisa, que a Editora UFMG lançou. "Retratos Antigos" sai com dois cadernos de fotos, a maioria inédita. As mais antigas, dos avós de Elisa, são do início do século 20, na Ucrânia, então pertencente à Rússia.
Como nunca casou nem teve filhos, dedicou aquelas páginas aos sobrinhos, em especial a Nicole, neta de Tania, a irmã do meio. O texto foi concebido para que, crescida, a sobrinha-neta soubesse o passado da família.
Nele Elisa faz uma releitura histórica informal, abrangendo de costumes rurais russos à adaptação dos migrantes ao Nordeste brasileiro.

A PRODUÇÃO LITERÁRIA DE CECÍLIA MEIRELES É AMPLA. EMBORA MAIS CONHECIDA COMO POETISA, DEIXOU CONTRIBUIÇÕES NO DOMÍNIO DO CONTO, DA CRÔNICA, DA LITERATURA INFANTIL E DO FOLCLORE. (CEREJA; MAGALHÃES,2008, p. 498).
"Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira."

Sua poesia, de modo geral, filia-se às tradições da lírica luso- brasileira. Apesar disso, as publicações iniciais da autora - Espectros (1919), Nunca Mais... e Poema dos Poemas (1923) e Baladas Para El-Rei (1925)- evidenciam certa inclinação pelo Simbolismo. (CEREJA; MAGALHÃES,2008, p. 498).

Com apenas 18 anos de idade, no ano de 1919, publicou seu primeiro livro de versos, “Espectros”, recebendo elogios de críticos como João Ribeiro. Embora fosse o auge do Modernismo, a jovem poetisa apresentava ainda, em sua obra, heranças do Simbolismo e técnicas do Classicismo, Gongorismo,Romantismo, Parnasianismo, Realismo e Surrealismo, razão pela qual a sua poesia é considerada atemporal.
Cecília Meireles
"No ano de 1939, Cecília publicou o livro "Viagem". Essa obra assinala a presença de uma poetisa não só em plena afirmação de sua capacidade lírica e técnica, como inovadora pelo que sua poesia ostenta de compreensão total total do mundo e da vida." (COUTINHO, 2003, p.123)
Em 1953, publicou um livro de poesias rimadas. Fruto de longa pesquisa histórica, Romanceiro da Inconfidência é, para muitos, a principal obra de Cecília Meireles. Nesse livro, por meio de uma hábil síntese entre o dramático, o épico e o lírico, há um retrato da sociedade de Minas Gerais do século XVIII, principalmente dos personagens envolvidos na Inconfidência Mineira, abortada pela traição de Joaquim Silvério dos Reis, o que culminou na execução de Tiradentes.
Espectros
Nas noites tempestuosas, sobretudo
Quando lá fora o vendaval estronda
E do pélago iroso à voz hedionda
Os céus respondem e estremece tudo,
Do alfarrábio, que esta alma ávida sonda.
Erguendo o olhar; exausto a tanto estudo,
Vejo ante mim, pelo aposento mudo,
Passarem lentos, em morosa ronda,
Da lâmpada à inconstante claridade
(Que ao vento ora esmorece ora se aviva,
Em largas sombras e esplendor de sóis),
Silenciosos fantasmas de outra idade,
À sugestão da noite rediviva
- Deuses, demônios, monstros, reis e heróis. segundo marido, Heitor Grilo.
Pequena Canção da Onda -

"Os peixes de prata ficaram perdidos,
com as velas e os remos, no meio do mar.
A areia chamava, de longe, de longe,
Ouvia-se a areia chamar e chorar!

A areia tem rosto de música
e o resto é tudo luar!

Por ventos contrários, em noite sem luzes,
do meio do oceano deixei-me rolar!

Meu corpo sonhava com a areia, com a areia,
desprendi-,e do mundo do mar!

Mas o vento deu na areia.
A areia é de desmanchar.
Morro por seguir meu sonho,
Longe do reino do mar!"
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta. Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

"Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico, se permaneço ou me desfaço, - não sei, não sei. Não sei se fico ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo. Tem sangue eterno a asa ritmada. E um dia sei que estarei mudo: - mais nada."
Alunos:
Alex
Cherlany
Emanuele
Evaristo
Lauro
Vanessa
atriz que participou da novela Dona Beija, em 1986, da antiga Rede Manchete

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.
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