Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Cesário Verde - análise do poema "de tarde"

No description
by

Sara Urze

on 28 May 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Cesário Verde - análise do poema "de tarde"

A mulher e a oposição cidade/campo
Estrutura externa
Estrutura Interna
Temáticas abordadas:
O poema pode dividir-se em 3 partes:
1ª quadra: apresentação do cenário.
A 1ª quadra constitui uma introdução, que nos apresenta o texto como uma aguarela representativa de uma “pic-nic de burguesas” em que “houve uma coisa simplesmente bela”;
2ª e 3ª quadras: o eu poético faz uma pequena descrição dos elementos que compõem a merenda;
4ª quadra: “ o supremo encanto da merenda”
A 4ª quadra refere-se à “coisa simplesmente bela” que ficou daquela merenda” o ramalhete rubro das papoulas”, símbolo da sensualidade, destacando-se a cor vermelha , remetendo para o calor dos seios da figura feminina.
“De Tarde” é a representação impressionista de um cenário campestre em que se movem figuras que participam numa merenda.É à impressão visual que é atribuída a maior importância, assim como às condições de observação e ao quotidiano.
O sujeito poético estabelece uma analogia entre o cenário e uma aguarela , salientando-se a força das cores azul e vermelha, e também do amarelo e do dourado (“sol”;”...talhadas de melão”) e da subentendida cor branca da renda e dos seios “como duas rolas”.
Mas o ponto central do cenário é a mancha vermelha (cor quente) do “ramalhete das papoulas”, cuja colocação no vértice do decote, assume conotações de alguma sensualidade.
2013/2014
Sara Urze nº9 11ºC
E BS de Caminha
Poema "De Tarde"
Recursos estilísticos
Naquele piquenique de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o Sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!

Cesário Verde
4 quadras;
Versos decassilábicos : “ Um/ ra/ma/lhe/te/ ru/bro/ de/ pa/pou/las”
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Versos sáficos : 2º;6º;10º;11º;13º;14º: “Fos/te/ co/lher/, sem/ im/pos/tu/ras/ to/las,“
4 8 10
Versos heróicos: os restantes: “Era o/ su/pre/mo en/can/to/ da/ me/ren/da “
6 10
Rima cruzada em todas as estrofes : ABAB
Rima alternadamente pobre e rica nas 3 primeiras estrofes e apenas pobre na última.
Naquele
piquenique de burguesas,
Houve
uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.
Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,

A um
gr
an
z
oal a
z
ul de
gr
ão-de-bico
Um
r
amalhete
r
ubro de papoulas.
Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o Sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.
Mas, todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!
aliteração
passasdo
anáfora
sinestenia
comparação
aliteração
aliteração
José Joaquim Cesário Verde nasceu em Lisboa, 25 de Fevereiro de 1855 . Filho do lavrador e comerciante ,Cesário matriculou-se no Curso Superior de Letras frequentando por apenas alguns meses o curso de Letras. Ali conheceu Silva Pinto, grande amigo pelo resto da vida. Após acabar a instrução , vai trabalhar com o pai para uma loja de ferragens em Lisboa e de uma quinta em Linda-a-Pastora. Em 1877 sente os primeiros sintomas da tuberculose. Aos 18 anos começa a publicar os seus primeiros versos do Diário de Notícias.
Vem a falecer no dia 19 de Julho de 1886. No ano seguinte, Silva Pinto organiza O Livro de Cesário Verde (disponível ao público em 1901), compilação de sua poesia.
Vida e Obra
Full transcript