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Conciliação medicamentosa

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by

Gabriella Magalhães

on 7 November 2015

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Transcript of Conciliação medicamentosa

Conciliação medicamentosa
O que é conciliação medicamentosa?
Proposta do mini-curso
Tomar decisões clínicas com base na comparação
Elaborar uma lista dos medicamentos atuais e os prescritos pelo médico.
Processo de cuidado
Oportunidade de melhoria do cuidado farmacêutico no Hospital (DELGADO et al, 2007).

Por que?
A conciliação de medicamentos consiste em criar uma lista conciliada, única, mais completa e precisa, possível de todos os medicamentos que o paciente utiliza.

PRÓS E CONTRAS...
(JOINT COMMISSION ON ACCREDITATION OF HEALTHCARE ORGANIZATIONS, 2006)
As interfaces da assistência são um ponto vulnerável para ocorrência destes erros de medicação (ROZICH; RESAR, 2001).
Em estudo com 151 pacientes, 81 (53,6%) possuíam pelo menos quatro medicamentos prescritos que apresentaram uma discrepância medicamentosa não intencional no momento da admissão.

A conciliação medicamentosa tem se mostrado uma estratégia poderosa para redução dos erros de medicação durante o cuidado do paciente.

(CORNISH et al, 2005)
Nos hospitais, os erros de medicação constituem-se como umas das principais causas de morbidade dos pacientes internados (BATES,1996)
.
Em todo o mundo, mais de 50% dos medicamentos são prescritos, dispensados ou vendidos de forma inadequada. Pacientes utilizam os medicamentos de forma incorreta em 50% dos casos (ORGANIZACIÓN MUNDIAL DE LA SALUD, 2002).
Qualquer evento EVITÁVEL que pode causar ou conduzir ao uso inadequado de medicamento.
Esse conceito implica que o uso inadequado pode ou não lesar o paciente, e não importa se o medicamento encontra-se sob o controle de profissionais de saúde, do paciente ou do consumidor.

O erro pode estar relacionado à prática profissional, produtos usados na área de saúde, procedimentos, problemas de comunicação, incluindo prescrição, rótulos, embalagens, nomes, preparação, dispensação, distribuição, administração, educação, monitoramento e uso de medicamentos.

National Coordinating Council for Medication Error Reporting and Prevention (1998)
Uma coorte prospectiva envolvendo 4031 pacientes avaliou a incidência de reais e potencias eventos adversos a medicamentos em dois hospitais dos Estados Unidos. Foram identificados 247 eventos adversos:
70 (28%) foram considerados como eventos preveníveis, ou seja erros de medicação;
177 (72%) não preveníveis;
194 potenciais eventos adversos dos quais:
111 (57%) não poderiam ser interceptados;
83 (43%) com potencial de ser interceptado.


(BATES et al, 1995).
Morreu depois de receber um medicamento errado no hospital...
O principal objetivo da conciliação é minimizar erros de medicação geralmente em pontos de transição do cuidado aos pacientes.

São relacionados os medicamentos usados na pré-admissão de cada paciente e esta lista é comparada com a prescrição realizada pelo médico na admissão e/ou prescrições de alta ou transferência.
No Brasil...
Algumas iniciativas sobre conciliação medicamentosa, publicados em anais de congressos;
Hospitais divulgam suas experiências com a implantação e execução deste procedimento;

(BRAGA, 2011; RIBEIRO et al, 2011; QUAGLIA; XIMENES, 2011)
Organização Mundial de Saúde (OMS)

Estabelece que uma das soluções para garantir a segurança dos pacientes deveria ser assegurar os medicamentos exatos durante a transição assistencial.

(WORLD HEALTH ORGANIZATION PATIENT SAFETY, 2012).
Na Espanha, em janeiro de 2009, a Sociedade Catalã de Farmácia Clínica;
Guia para implantação de programas de conciliação medicamentosa nos Centros Sanitários; Objetivo de contribuir com a prevenção e melhora do processo de atenção aos pacientes.

(SOCIETAT CATALANA DE FARMACIA CLÍNICA, 2009)
A Joint Commission for Accreditation of Healthcare Organizations reconhece que os erros de conciliação medicamentosa comprometem a segurança.

Em Julho de 2004 -National Patient Safety Goals:
Meta número oito - precisa e completa conciliação medicamentosa através da continuidade do cuidado.
Em 2007: National Institute for Health and Clinical Excellence (NICE) e a National Patient Safety Agency;
Guia de soluções para a conciliação medicamentosa em pacientes adultos admitidos em unidades hospitalares.
Cuidado Farmacêutico
Na década de 90, o cuidado farmacêutico foi definido como a provisão responsável da terapia medicamentosa com o objetivo de alcançar resultados que contribuam para uma melhor qualidade de vida do usuário (HEPLER; STRAND, 1990).

O processo de cuidado do paciente é um processo sistemático abrangente de tomada de decisão clínica que permite que o farmacêutico faça uma avaliação efetiva da farmacoterapia do paciente, realize intervenções e ofereça um serviço de alta qualidade (RAMALHO, 2011)

Os Farmacêuticos que trabalham nas áreas assistenciais que permitem um cuidado farmacêutico integral ao paciente devem incorporar de forma prioritária a conciliação medicamentosa entre as suas atividades e deve assumir a responsabilidade para reduzir os erros de conciliação medicamentosa, mediante atividades formativas, de divulgação, de investigação sobre a importância deste problema.
DELGADO et al, 2007.

Avaliação inicial
Prontuário
Entrevista
Plano de cuidado
Avaliação do Plano
Orientação para a alta
Conciliação
Medicamentosa
Etapas
Avaliação inicial
“O objetivo da avaliação inicial é coletar, analisar e interpretar informações do paciente com intuito de determinar se todas as necessidades farmacoterapêuticas do mesmo estão sendo atendidas. O farmacêutico coleta informações sobre o paciente, sobre os seus problemas de saúde e sobre o seus medicamentos”

Histórico do uso de Medicamentos
Elemento importante da segurança de medicamentos. 
Auxilia no diagnóstico da doença de um paciente, tais como eventos adversos a medicamentos ou a não-adesão à terapia medicamentosa. 
Os erros da história medicamentosa pode resultar em terapia farmacológica interrompida ou inadequada durante e após a internação. 
Mesmo os sistemas de prescrição informatizado pode não ser capaz de identificar estes erros.
Por exemplo, os sistemas de prescrição eletrônica não seria capaz de detectar omissões involuntárias de medicamentos tomados antes da admissão, sem ligação a bases de dados da farmácia comunitária

TAM et al, 2005.

Abordar os conceitos e a importância da conciliação medicamentosa;
Etapas para a implatação da conciliação medicamentosa;
Facilidades Dificuldades para implantação
Impacto da conciliação nos serviços hospitalares
Relato de experiência
Casos práticos
Elaborar uma lista dos medicamentos atuais e os prescritos pelo médico
As principais barreiras que devem ser transpostas para obter uma história completa e acurada de uso de medicamentos são:
Severidade e estado cognitivo do paciente
Familiaridade do paciente e do cuidador com seu regime medicamentoso,
Barreira de linguagem,
Tempo disponível para a realização da entrevista, ausência de processo estruturado para condução da entrevista,
Falta de documentação adequada,
Falta de integração da informação nos diferentes níveis de atendimento ao paciente.
O que é erro de medicação?
(Ketchum, 2005)
Continua o uso do medicamento no hospital?

SIM
Não
Suspenso
Por que?
Por que?
Por que?
Avaliação das Discrepâncias
Avaliação do aspectos clínicos do paciente;
Disponibilidade dos medicamentos no Hospital;
Interações medicamentosas
Contraindicações
Segurança

Às discrepâncias não justificadas identificadas devem se discutidas com o prescritor para esclarecimentos. E intervenção é realizada quando necessário.
Comunicar a nova lista aos cuidadores responsáveis e ao paciente.
Atividade adicional sem remuneração
 Este não é um trabalho do médico?
 Resistência às mudanças
As organizações não conseguem convencer que a Conciliação de Medicamentos é importante
A Conciliação de Medicamentos adiciona novas etapas no atendimento
 Pessoal insuficiente
A conciliação de medicamentos reduz a carga de trabalho associada ao sistema de utilização de
medicamentos.
(Rozich JD et al, 2004)
A conciliação melhora a qualidade de assistência;
 A conciliação reduz gastos e melhora a efetividade do sistema de saúde.
Medication Safety Reconcialiation – Tool Kit – North Carolina Center for Quality
and Patient Safety - 2007
Os erros de medicação ocorrem em todo o sistema de
utilização de medicamentos: prescrição, administração e
dispensação.
É um trabalho da equipe prevení-los;

ROSA; MIRANDA; ANACLETO, 2007
ROSA; MIRANDA; ANACLETO, 2007
DIFICULDADES
FACILIDADES
DEVE-SE CONSIDERAR...
Gabriella Magalhães

Especialista em Farmácia Hospitalar pelo
programa de Residência Multiprofissional integral em saúde.
Especialista em Farmacologia clínica: Professora do curso de Farmácia da Faculdade de Guanambi

Caso Clínico I
HISTÓRIA: Paciente acompanhado no ambulatório de miocardiopatia, com passado de Infarto Agudo do Miocárdio em set/2011. Hipertenso há 06 anos, relata que após queda passou a desenvolver problemas cardíacos. Relata piora da dispneia em repouso e do edema em MMII há um mês, tendo sido atendido três vezes nesse período em emergências.
RAZÃO DO INTERNAMENTO: Compensação clínica
DIAGNÓSTICOS:
P1.ICC
P2. HAS
Caso Clínico II
Paciente do sexo feminino, 49 anos, portadora de HAS há 29 anos e DM há 2 anos. Relata que há cerca de um ano cursou com quadro semelhante a infarto e desde então vem cursando com dispneia progressiva que culminou com dispneia aos mínimos esforços. Relata que há três dias do internamento evoluiu com dispneia intensa associada a dor torácica, e edema generalizado. Procurou atendimento médico no 12° Centro de Saúde, sendo internada e tratada para EAP. Após compensação do quadro, em 10/08/2012 foi transferida para esta instituição, sendo admitida na enfermaria para compensação de ICC.
Diagnósticos:
DAC triarterial
ICC CF III/IV
HAS
DM
Dislipidemia Mista

Evolução: Paciente foi encaminhada para realização de cirurgia de Revascularização do Miocárdio. Paciente na UCO em pós operatório imediato de RM.

Caso Clínico III
História da admissão: Paciente hipertensa, diabética, coronariopata, em uso regular de medicamentos, em atendimento ambulatorial na manhã do dia 05/02/13, relatou dispnéia recorrente, aos esforços habituais que evoluiu p/ortopnéia nos últimos 8 dias. Dor torácica intermitente, nos últimos 15 dias. Episódio de dor torácia, descrita como constrictiva iniciada no começo da manhã de hoje, irradiando-se para MSE, por cerca de 30min. Negou náuseas, vômitos sudorese, síncope, hemoptóicos. Recebe alta no dia 19/02/2013.


Experiência de um Hospital Universitário
C-HUPES
Objetivo:
Pesquisar as atividades de conciliação para adequá-las ao âmbito do CHUPES;
Criar uma lista conciliada entre os medicamentos prescritos na admissão e os utilizados em casa pelos pacientes;
Adaptadar as prescrições as diretrizes farmacoterapêuticas do CHUPES e no estado clínico de pacientes adultos admitidos na unidade de cardiologia.
Resultados
Três discrepâncias poderiam levar dano permanente ao paciente;
Omissão de um betabloqueador em paciente com ICC.
Três discrepâncias que provavelmente não alcançariam o paciente;
Prescrição de medicamento não selecionado;
Nenhuma discrepância teve o potencial de causar morte ao paciente.
Delgado et al, 2006
Delgado et al, 2006
Sugestões de Leitura
De quem é a responsabilidade deste processo?
Farmacêuticos?
Médicos?
Enfermeiros?
O farmacêutico é o principal responsável pela realização da conciliação medicamentosa (GALVIN, M. et al, 2013; LESSARD, S.; DEYOUNG, J; VAZZANA, N, 2006; MORIEL et al, 2008).

Para Kliethermes (2008), o farmacêutico precisa desempenhar um papel importante neste processo, uma vez que é o profissional mais qualificado para obter uma história medicamentosa completa, identificar e documentar o conteúdo de uma lista atual de medicamentos necessários.
Em 2007, o National Institute for Health and Clinical Excellence (NICE) e a National Patient Safety Agency:

O farmacêutico deve realizar a conciliação medicamentosa assim que o paciente for admitido e que a responsabilidade do farmacêutico e dos outros membros da equipe deve ser bem delimitada, podendo ser diferente entre as áreas clínicas.
A participação de outros profissionais pode contribuir para a efetividade da conciliação medicamentosa. Porém, há pouca concordância sobre o papel e as responsabilidades de cada profissional com relação à conciliação medicamentosa, além de ocorrer falta de padronização do procedimento utilizado.

(BARNSTEINER, 2008).
Uma abordagem interdisciplinar ocasiona um benefício superior à aplicação da conciliação de forma unilateral por parte do serviço de farmácia. Portanto, faz-se necessário o treinamento das equipes para que elas participem desta atividade e a conciliação seja realizada de forma efetiva.

(Paez Vives et al, 2010)
A maioria das discrepâncias não justificadas foi classificada na categoria erro sem dano, mas que poderia ter exigido monitoramento do paciente ou a intervenção para evitar danos se um farmacêutico não tivesse intervido.
NCC MERP e adaptada por Forrey e colaboradores (2007).
Gravidade
Aumento da dose de losartana de 100 miligramas/dia para 150 miligramas/dia.
Quatro erros poderiam ter resultado em dano temporário ao paciente se o farmacêutico não tivesse intervindo,
Omissão de tiotrópio e fluticasona em um paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica.
Prescrição de enalapril em lugar de captopril, substituição de um medicamento da mesma classe farmacológica, sem justificativa clínica.
Quatro discrepâncias não houve erro.
TAM et al. Frequency, type and clinical importance of medication history errors at admission to hospital: a systematic review. JAMC. v.173, n.5, 2005.
CORNISH, P. L. et al. Unintended Medication Discrepancies at the Time of Hospital Admission, Arch Intern Med. v.165, p.424-429, 2005.
DELGADO, S. O. et al. Conciliación de la medicación: asumamos la responsabilidad compartida. Farm Hosp. v.32 n.2, p. 63-4, 2008;

DELGADO, S. O. et al. Conciliación de la medicación. Med Clin (Barc). v. 129 n.9 p.343-8, 2007.

KETCHUM K, GRASS, C.A, PADWOJSKI, A. Medication reconciliation: verifying medication orders and clarifying discrepancies should be standard practice. Am J Nurse. v.105, n.11, p. 78-85, 2005.
"Conciliación de la medicación:
asumamos la responsabilidad compartida"

Delgado, 2008
Obrigada!
gabimagalhaes@yahoo.com.br

Como implantar?
1ª Fase

Avaliação da situação
Descrever o processo existente. Quem é responsável pela coleta da história medicamentosa?
Fazer uma avaliação da quantidade de erros de conciliação em uma quantidade pequena de pacientes em uma determinada unidade.

Importância dos erros de medicação de forma geral;
Conceitos de conciliação m,edicamentos
Sucesso de outros serviços
Proposta de implantação
Objetivos
Cronograma

Estruturar uma equipe Multiprofissional
Médico
Farmacêutico
Enfermeiro
Membro da direção
Fase piloto



Escolha uma unidade piloto
Unidade com atividade programada;
Com boa atividade multiprofissional e aberta a mudanças;
Àrea na qual suspeita-se que a taxa de erros de conciliação seja alta;
Pode-se priorizar uma etapa;
Criação dos impressos (adaptados);
Criação da rotinas;
Expansão para outras unidades
Apresentação do resultados do piloto;
Expansão progressiva;

Como implantar?
Apresentar proposta para direção
Distribuir tarefas
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