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Copy of Os Limites da Interpretação

Umberto Eco
by

Ticiane Nunes

on 7 February 2013

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Transcript of Copy of Os Limites da Interpretação

A interpretação A coerência, ou seja, a continuidade de sentidos que o texto possui possibilita a interpretação.

Uma forma de checar a intenção da obra é verificar se ela vale para o texto como um todo.

As condições de produção de um texto também influenciam na sua interpretação.

Os elementos tipográficos/paratextuais devem ser considerados.

Não precisamos saber o que se pensava o autor ao escrever o texto, mas devemos conhecer a sua perspectiva cultural e linguística. Umberto Eco Escritor, filósofo e linguista italiano, nascido em 1932. Escreveu sobre semiótica, estética medieval, comunicação de massa, linguística e filosofia, ele também trilhou uma concreta trajetória como mestre de Semiótica na Universidade de Bolonha, além de dirigir a Escola Superior de Ciências Humanas nesta instituição. Enquanto te enterravam no cemitério judeu do Caju*
(e o clarão de teu olhar soterrado
resistindo ainda)
o táxi corria comigo à borda da Lagoa
na direção de Botafogo
as pedras e as nuvens e as árvores
no vento
mostravam alegremente
que não dependem de nós.

(Ferreira Gullar) Objetividade - Polissemia - Significado Convencional - Critério de Economia O Leitor Modelo de Umberto Eco Como pode haver um leitor ideal se cada receptor possui expectativas psicológicas, culturais e históricas próprias?

É construído pelo próprio autor, como uma condição indispensável da própria comunicação. O autor, ao escrever, move-se como um jogador de xadrez que prevê os lances do outro jogador, o leitor.

O autor deve assumir que o conjunto de competências a que se refere é o mesmo que o seu leitor. Umberto Eco Os Limites da Interpretação Trataremos da discussão de Eco sobre o esforço de interpretação textual por parte dos leitores, aprofundada em seus estudos Lector in Fabula (1979) e Os limites da interpretação (1990). Nestas obras ele sustenta que as criações literárias necessitam imprescindivelmente da colaboração dos que as lêem para serem compreendidas. intenção do leitor intenção do autor intenção da obra O Leitor Ideal - Mário Quintana O leitor ideal para o cronista seria aquele a quem bastasse uma frase. Uma frase? Que digo? Uma palavra! O cronista escolheria a palavra do dia: "Árvore", por exemplo, ou "Menina". Escreveria essa palavra bem no meio da página, com espaço em branco para todos os lados, como um campo aberto para os devaneios do leitor. Imaginem só uma meninazinha solta no meio da página. Sem mais nada. Até sem nome. Sem cor de vestido nem de olhos. Sem se saber para onde ia... Que mundo de sugestões e de poesia para o leitor. E que cúmulo de arte a crônica! Pois bem sabeis que arte é sugestão... E se o leitor nada conseguisse tirar dessa obra-prima, poderia o autor alegar, cavilosamente, que a culpa não era do cronista. Mas nem tudo estaria perdido para esse hipotético leitor fracassado, porque ele teria sempre à sua disposição, na página, um considerável espaço em branco para tomar seus apontamentos, fazer os seus cálculos ou a sua fezinha... Em todo caso, eu lhe dou de presente, hoje, a palavra "Ventania". Serve? Modelo de Lasswell Competências do receptor e do emissor.

O autor deve prever e fixar seu leitor modelo.

No caso do texto e no jornalismo, o texto é interpretado com base em uma cooperação prevista pelo autor.

Os textos preveem seus leitores de diversos modos: escolha da língua, sinais de gênero que selecionam a audiência, restrição de campo geográfico etc. O que significa interpretar um texto? O Trágico Dilema

Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro. Mário Quintana Mas o que quer dizer este poema? - perguntou-me alarmada a boa senhora.
E o que quer dizer uma nuvem? - respondi triunfante.
Uma nuvem - disse ela - umas vezes quer dizer chuva, outras vezes bom tempo... Mário Quintana O Assunto

E nunca me perguntes o assunto de um poema: um poema sempre fala de outra coisa. Mário Quintana The false mirror. Magritte, 1928. VENTANIA http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/ambiguidade/ Quando uma leitura não leva em conta a coerência de um texto como um todo, não o interpretamos, apenas fazemos uso dele.
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