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Importância da higienização das mãos

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Rita Pires

on 15 April 2014

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Transcript of Importância da higienização das mãos

Curso de Auxiliares de Acção Médica e Ajudantes de Acção Directa







15 de Abril de 2014
Rita Pires
rita.teixeirapires@gmail.com
Módulo I - Objectivos, Metodologias e Organização;

Módulo II - Quadro Conceptual de Referência e Estrutura Organizacional do IASFA;

Módulo III - Perfil Funcional, Trabalho em Equipa e Ética e Deontologia para AAM e AAD;

Módulo IV - Necessidades Humanas Essenciais, Comunicação e Relações Interpessoais;

Módulo V - Tarefas Relacionadas xom o controlo de Infecção;

Módulo VI - Apoios nas AVD's e Cuidados a ter com pessoas em fim de vida

Enquadramento no Curso
Objectivos Gerais
No final da sessão os/as formandos/as deverão ser capazes de:
- Reconhecer a importância da higienização das mãos;

- Contribuir directamente para a prevenção e controlo da infecção associadas aos cuidados de saúde;

- Reduzir infecções associadas aos cuidados de saúde.
Objectivos Específicos
Os/as formandos/as deverão ser capazes:

Aumentar a consciencialização do impacto das infecções associados aos cuidados de saúde de acordo com o previsto no Programa da OMS (World Alliance for Patient Safety);

Proceder correctamente à higiene das mãos de acordo com o modelo conceptual proposto pelo OMS designada por os "Cinco Momentos":
Módulo V - Tarefas Relacionadas com o Controlo de Infecção
Módulo está dividido em duas sessões:
Outras Tarefas Relacionadas com o Controlo de Infecção;
Importância da Higienização das mãos.
Módulo V -
Tarefas Relacionadas com o Controlo de Infecção
Curso de Auxiliares de Acção Médica e Ajudantes de Acção Directa
Quantas vezes já lavou as mãos hoje?
Estudos relativos à higienização das mãos vs igualdade de géneros
Neste estudo foi analisado a influência do género nas taxas de lavagem das mãos dos profissionais de saúde:

Os resultados deste estudo sugerem que há diferenças de género intrínsecas nas taxas de lavagem das mãos entre os/as profissionais de saúde, as mulheres lavam mais vezes as mãos do que o homens;

Esta opinião é corroborada pelos estudos de frequência de lavagem das mãos nas escolas e entre adultos nos WC's públicos , que mostraram que as mulheres lavam as mãos com mais frequência do que os homens após o uso de instalações sanitárias.
Estudos relativos à higienização das mãos vs igualdade de géneros
Num universo de 255 pessoas observadas no interior dos estabelecimentos de restauração.

Concluiu-se que:

29,0 %
lavaram as mãos antes das refeições, ou seja,
71,00 %
não lavaram as mãos antes das refeições;

Em relação ao sexo, as mulheres contribuíram com mais lavagens de que os homens.
In : Hábito de higienização das mãos antes das refeições em restaurantes no município de Vitória/ES - São Paulo, Brasil.
In: Gender influences handwashing rates in the critical care unit, Australia
A adesão à prática da higiene das mãos continua a ser subvalorizada, raramente excedendo os 50%.
Em Portugal, a taxa global de adesão à higiene das mãos, observada na fase de avaliação diagnóstica da Campanha Nacional de Higiene das Mãos (em 2009), foi de
46,2%
.
Higienização das Mãos
Higienização das mãos
O Primeiro Desafio Global para a Segurança do Doente foi lançado, pela Organização
Mundial de Saúde (OMS) em Outubro de 2005
,
de modo a reduzir a Infecção Associada aos Cuidados de Saúde (IACS) no mundo.

Higienização das mãos (cont.)
Um dos principais objectivos do “Clean Care is Safer Care” é promover acções facilitadoras
de forma a melhorar a adesão à higiene das mãos nos cuidados de saúde.

As recomendações fundamentais têm sido traduzidas e usadas para transmitir mensagens de indicações e oportunidades para a higiene das mãos (“Cinco momentos”), permitindo que as unidades de saúde organizem facilmente as suas próprias estratégias.
Anti-septico -
Substância antimicrobiana que inactiva ou reduz o crescimento de microrganismos em tecidos vivos (ex: Iodopovidona, Clorexidina);

Solução anti-séptica de base alcoólica (SABA)
- É uma preparação de base alcoólica desenvolvida para aplicação nas mãos com o objectivo de inactivar e/ou temporariamente reduzir o crescimento de microrganismos. (Ex: Sterillium; Promanum);

Sabão -
Detergente que não contém agentes antimicrobianos, ou que contém concentrações muito baixas de agentes antimicrobianos que apenas actuam como conservante do produto.
Produtos para a Higiene das mãos
Sabão antimicrobiano
- Sabão (detergente) que contém um agente anti-séptico numa concentração suficiente para
inactivar e/ou temporariamente reduzir o crescimento de microrganismos (ex: Dettol);

Detergente (surfactante)
- Composto que possui uma acção de limpeza. Os produtos utilizados na lavagem e na lavagem anti-séptica das mãos nos cuidados de saúde representam vários tipos de detergentes e o termo “sabão” é o mais utilizado quando nos referimos a estes produtos.
Produtos para a Higiene das mãos (cont.)
Higiene das mãos, é termo geral que se aplica a qualquer um dos seguintes procedimentos:

- Lavagem das mãos com água e sabão (não antimicrobiano ou antimicrobiano);

- Fricção das mãos com SABA (a sua utilização não necessita de água nem de toalhetes ou de outros dispositivos);


Práticas de higiene das mãos
Práticas de higiene das mãos (cont.)
- Anti-sépsia das mãos – Acção de redução ou inibição do crescimento dos microrganismos através da fricção com SABA ou através da lavagem das mãos com sabão antimicrobiano.

- Preparação pré-cirúrgica das mãos, executada pela equipa cirúrgica com o objectivo de eliminar a flora transitória e de reduzir a flora residente;

- Cuidados com as mãos, conjunto de acções para reduzir o risco de irritação cutânea.
Flora Microbiana da Pele
1 - Flora Residente

É constituída por microrganismos que se podem multiplicar nas camadas mais profundas da pele, desempenhando um papel importante na sua protecção pela invasão de outras espécies prejudiciais.
Flora Residente (cont.)
É constituída maioritariamente por bactérias Gram positivo de baixa patogenicidade como os Micrococcus, por Staphylococcus coagulase negativo e difteróides.
Flora Residente (cont.)
Os microrganismos residentes não se transferem facilmente para outras pessoas ou superfícies;
O potencial patogénico da flora residente é baixo, sendo por isso desnecessário removê-los durante os cuidados de saúde de rotina excepto em procedimentos invasivos (ex: intervenções cirúrgicas);
Não é possível nem desejável a sua eliminação total, mas pode ser necessária a sua redução através da aplicação de anti-sépticos.
2 - Flora Transitória

É constituída por microrganismos que não se multiplicam na pele, mas que se encontram nela em consequência do contacto, sendo facilmente transferidos para outras pessoas ou superfícies.

A remoção destes microrganismos é essencial para a prevenção das infecções cruzadas.
Flora Microbiana da Pele
Os microrganismos associados à prestação de cuidados de saúde podem ser encontrados não apenas em feridas, mas também nas mucosas e pele íntegras dos doentes.

A área perineal ou inguinal tendem a ser as mais fortemente colonizadas, mas as axilas, tronco e extremidades superiores também o são.
Flora Transitória (cont.)
Transmissão de agentes patogénicos através das mãos (cont.)
2. Os microrganismos têm de ser transferidos para as mãos dos profissionais.
Transmissão de agentes patogénicos através das mãos
A transmissão de agentes patogénicos de um doente a outro (transmissão cruzada) através das mãos dos profissionais de saúde, requer uma cadeia lógica de cinco eventos:
1. Os microrganismos estão presentes
na pele do doente ou estão
depositados em objectos inanimados,
na proximidade ou ambiente
envolvente do doente.
3. Estes microrganismos têm de ser
capazes de sobreviver pelo menos
durante alguns minutos nas mãos dos
profissionais.
4. A higiene das mãos entre contactos
foi inadequada ou omitida, ou o
produto usado na higiene das mãos
não era adequado ou estava
contaminado.
5. Finalmente, as mãos contaminadas dos prestadores de cuidados:
- entram em contacto directo com outro doente;
- ou indirectamente, através de objectos inanimados que vão entrar em contacto directo com o doente.
Transmissão de agentes patogénicos através das mãos (cont.)
Quando proceder à higiene das mãos
No âmbito da adesão à metodologia da campanha de higiene das mãos da OMS foi adoptado o modelo conceptual dos “cinco momentos”
Técnica de higiene das mãos
Principios Gerais:
Retirar jóias e adornos das mãos e antebraços antes de iniciar o dia ou turno de trabalho;
Manter as unhas limpas, curtas, sem verniz e não usar unhas artificiais;
Ter atenção especial aos espaços interdigitais, polpas dos dedos, dedo polegar e punho;
Secar/deixar secar bem as mãos;
Evitar recontaminar as mãos após a lavagem. Se a torneira for manual não tocar com as mãos na torneira após a higienização, encerrando a mesma com um toalhete;
Cuidados com as mãos
Para preservar a integridade da pele e evitar lesões, é recomendado ter alguns cuidados:

- Disponibilizar aos profissionais de saúde loções ou cremes de mãos para minimizar a
ocorrência de dermatites de contacto associadas à lavagem/ desinfecção das mãos;

- Não combinar os produtos (sabão e solução anti-séptica de base alcoólica) concomitantemente.
A HIGIENE DAS MÃOS E O USO DE LUVAS
- O uso de luvas não substitui a necessidade de higiene das mãos seja com água e sabão ou com solução alcoólica;
- Usar luvas sempre que antecipar que vai entrar em contacto com sangue ou outros fluidos orgânicos, membranas mucosas
ou pele não intacta (feridas).
A HIGIENE DAS MÃOS E O USO DE LUVAS
- Remover as luvas após cuidar de um doente.

- Não usar o mesmo par de luvas para cuidar mais do que um doente.
Conclusão
Quer sucesso, use as mãos, quer excelência, lave-as!
Dúvidas
Objectivos Específicos (cont.)
Cumprir por ordem os principios relativos às tecnicas adequadas na higiene das mãos;

Enunciar três tipos de microrganismos com maior carga microbina na flora da pele;

Identificar e seleccionar sem erros os produtos para a higiene das mãos;

Na presença de SABA, demonstrar a técnica correcta da higienização das mãos.
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