Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Ciências sociais e políticas 24

No description
by

EaD IVJ

on 3 January 2017

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Ciências sociais e políticas 24

A teoria das elites e a “lei de bronze da oligarquia”

Texto para discussão:
- Robert Michels
Sociologia dos partidos políticos, p. 15-28.
Seminário de Alunos: pag. 219-243.

Conteúdo da Seção
Norberto Bobbio.

“Teoria das Elites”. In: Curso de introdução à ciência política (Brasília, Ed. UnB, 1984).

Autores com trabalhos clássicos sobre o tema:

- Gaetano Mosca

- Vilfredo Pareto

- Robert Michels

A Teoria das Elites
Premissa básica da “teoria das elites”: todas as sociedades se dividem entre governantes e governados.

Existe sempre uma minoria que é detentora do poder, em contraposição a uma maioria que dele está privada.

Por “poder político” entende-se, segundo Bobbio, “o poder de tomar e de impor decisões válidas para todos os membros do grupo, mesmo que tenha de recorrer à força, em última instância”. (p. 5)

Todos os governos (independentemente de seu caráter formal) são oligárquicos.

A organização da classe política se dá no conjunto de relações de interesse que leva à coligação e à constituição de um grupo homogêneo e solidário entre si.

A Teoria das Elites – Consequências
O grupo organizado opõe-se à maioria “numerosa, desarticulada, dispersa e desagregada” (p. 6).

O aparelho ou máquina estatal é um instrumento da classe política para a realização de seus fins.

Por isso, a teoria da classe política pode também ser chamada de “teoria da minoria organizada”.

Elite é composta por indivíduos que ocupam graus superiores de riqueza e poder. Pode ser econômica ou política.

A História é feita de lutas entre aristocracias.

“A organização é a mãe do predomínio dos eleitos sobre os eleitores, dos mandatários sobre os mandantes, dos delegados sobre os delegantes. Quem diz organização diz oligarquia.” (Michels, cf. Bobbio, p. 7)

A Teoria das Elites - Dinâmica das elites no poder
Em toda sociedade organizada, as relações entre indivíduos ou grupos que a caracterizam são relações de desigualdades.

A causa principal da desigualdade está na distribuição desigual de poder, ou seja, no fato de que o poder tende a ficar concentrado nas mãos de um grupo restrito de pessoas.

Entre as várias formas de poder, o mais determinante é o poder político.

A Teoria das Elites
- Conclusões
Aqueles que detêm o poder, especialmente o poder político, ou seja, a classe política propriamente dita, são sempre uma minoria.

Uma das causas principais por que uma minoria consegue dominar um número bem maior de pessoas está no fato de que os membros da classe política, sendo poucos e tendo interesses comuns, têm laços entre si e são solidários pelo menos na manutenção das regras do jogo, que permitem, ora a uns, ora a outros, o exercício alternativo do poder.

Um regime se diferencia de outro na base do modo diferente como as elites surgem, se desenvolvem e decaem, na base da forma diferente como se organizam e na base da forma diferente com que exercem o poder.

O elemento oposto à elite, ou a não elite, é a massa, que constitui o conjunto das pessoas que não têm poder ou pelo menos não têm um poder politicamente relevante, são numericamente a maioria, não são organizadas, ou não são organizadas por aqueles que participam do poder da classe dominante.

A necessidade de organização:

A organização é um dos princípios básicos da democracia.

É o único meio de criar uma vontade coletiva.

É uma arma de luta dos fracos contra os fortes.

É a alma da vida coletiva, de que dependem as classes mais frágeis, como a dos operários.

Sociologia dos Partidos
Políticos - Robert Michels
É condição fundamental da luta política conduzida pelas massas.

- “Apenas aglomerando-se e dando à sua aglomeração uma estrutura é que os operários adquirem a capacidade de resistência política e, ao mesmo tempo, uma dignidade social.”

O governo direto das massas dá espaço à formação de oligarquias, pois as massas são facilmente levadas por bons oradores.

Configuração que dá espaço ao destaque de ações individuais.

O Poder e as Massas
A massa não dá espaço para discussões e reflexões, apresentando, em geral, votos em bloco ou decisões por aclamação: “A multidão anula o indivíduo, e, desse modo, sua personalidade e seu sentimento de responsabilidade.”

A soberania das massas é inviável em termos técnicos e mecânicos.

A impossibilidade da gestão direta do poder pelas massas impõe a necessidade de delegados, que representam as massas e garantem a realização de sua vontade.

Originalmente, o chefe seria apenas o servidor da massa  princípio da igualdade absoluta entre os homens.

Representatividade
Conforme o aumento dos grupos a serem geridos, faz-se necessária (como nos partidos políticos modernos) a formação de uma classe de “políticos profissionais”, “técnicos da política” treinados para a função.

Conclusão: a especialização técnica é uma consequência inevitável de qualquer organização mais ou menos extensa.

O poder de decisão é, aos poucos, retirado das massas e concentrado nas mãos dos chefes.

Os chefes se tornam progressivamente independentes das massas, criando um abismo que trai o princípio da igualdade.

Esse fenômeno deixa clara a tendência da organização à oligarquia.

A organização divide todo partido ou sindicato em uma minoria dirigente e uma maioria dirigida.

O poder efetivo passa às mãos de funcionários (burocratização e hierarquização)  “À medida que a organização cresce, o direito de controle reconhecido à massa torna-se cada vez mais ilusório.”

A direção profissional do poder garante e nega a democracia: ao mesmo tempo em que a torna viável, mostra a impossibilidade lógica do sistema representativo.

O voto é, nesse paradoxo, um ato soberano do povo e também a renúncia à sua soberania.

As Organizações e a Necessidade das Direções: Uma Lei Sociológica
“Representar significa fazer aceitar, como sendo vontade da massa, o que não passa de vontade individual. (...) Uma representação permanente equivaleria sempre a uma hegemonia dos representantes sobre os representados.”

Conclusão: para Michels, fica comprovada a dificuldade da conduta democrática entre os partidos democráticos.

Para Michels, “o poder é conservador o tempo todo” e “à medida que a organização cresce, a luta pelos grandes princípios se torna impossível”  a essência íntima do partido político é conservadora.

As Tendências Oligárquicas da Organização: A Base Conservadora
Partidos são um “Estado dentro do Estado”: baseiam-se na centralização calcada na autoridade e na disciplina, como um governo em miniatura.

Quanto maior e mais forte o partido, maior a cautela e a timidez de suas ações.

Resultado: “A organização deixa, assim, de ser um meio para tornar-se um fim.”

Toda agremiação política nasce da mobilização de massas. Entretanto, com o crescimento, tende a se burocratizar, degenerando os princípios democráticos na organização de funcionários.

A organização emprega, para manter-se enquanto tal, procedimentos que contrariam a vontade dos representados: “Num partido, os interesses das massas organizadas que o compõem estão longe de coincidirem com os da burocracia que os personifica.”

As Tendências Oligárquicas da Organização
A formação de uma oligarquia centralizadora nos partidos é um fenômeno orgânico, inerente ao desenvolvimento partidário: esta é a Lei de Bronze da oligarquia (em outras traduções: “lei de ferro”).

Portanto, “toda organização de partido representa uma potência oligárquica repousada sobre uma base democrática”.

Resultado inevitável: as massas jamais serão soberanas, e a democracia ideal é irrealizável.

A “Lei de Bronze da Oligarquia”
Noberto Bobbio, “Democracia e ditadura”.

Texto para a próxima aula
Gaetano Mosca

Vilfredo Pareto
Robert Michels
Full transcript