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Untitled Prezi

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by

Thaís Andrade

on 2 December 2013

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Transcript of Untitled Prezi

Néstor García Canclini
Consumidores e cidadãos -
Conflitos multiculturais da globalização

Narrar o multiculturalismo
Construtivismo X Fundamentalismo
Negociação da identidade nas classes populares?
Se seguirmos a classificação de Arjun Appadurai, veremos que existem só cinco processos contemporâneos que desafiam essa caracterização telúrica e nacionalista de identidades isoladas:
I. Etnhoscapes, ou seja, movimentos populacionais de imigrantes, turistas, refugiados, exilados e trabalhadores sazonais;
II. Technoscapes, quer dizer os fluxos produzidos pelas tecnologias e corporações multinacionais;
III. Finanscapes, os intercâmbios de moeda em mercados internacionais;
IV. Mediascapes, repertórios de imagens e informação criados para serem distribuídos a todo o planeta pelas indústrias culturais;
V. Ideoscapes, modelos ideológicos representativos daquilo que se poderia chamar de modernidade ocidental: os conceitos de democracia, liberdade, bem-estar e direitos humanos, que transcendem as definições das identidades particulares.
O consumo serve para pensar
Consumo visto de uma maneira simplória
Teoria multidisciplinar
"O consumo é o conjunto de processos socioculturais em que se realizam a apropriação e o uso de produtos".
Estudos Marxistas
Consumo como extensão do conflito de classes

Identidade cultural historicamente construída, espacialmente delimitada.

Referentes de identidade nos repertórios textuais gerados pelos meios eletrônicos de comunicação e globalização da vida urbana

O flaneur e a narrativa do consumo
Como abarcar os sentidos dispersos de uma metrópole nos estudos culturais?
Crescimento desordenado e sem eixo organizador
A cidade como videoclipe
Uma montagem efervescente de imagens descontínuas
Os mapas perdem a função de permitir ter noção de uma cultura e de comportamento a partir do lugar
Como se expressa hoje a sociedade civil
- Sociedade civil x Estado:
as formas de expressão e absorção cultural.

- Integração ou desconexão:
"A integração e a concorrência com os outros podem ser estimulantes, mas continuam existindo necessidades locais em meio à globalização"

- Multiculturalismo democrático e a defesa do interesse público:
como o Estado e a sociedade civil agem? onde entra o "desejo de comunidade"?

- Movimentos sociais e a crença na sociedade civil
"As sociedades civis aparecem cada vez menos como comunidades nacionais, entendidas como unidades territoriais, linguísticas e políticas; manifestam-se principalmente como comunidades hermenêuticas de consumidores, ou melhor, como conjuntos de pessoas que compartilham gosto e pactos de leitura em relação a certos bens (gastronômicos, desportivos, musicais), os quais lhes fornecem identidades comuns."
Fundamentalistas e ecléticos
Da épica ao melodrama: a pós-revolução

A conversão dos patrimônios simbólicos tradicionais aos mercados econômicos e simbólicos atuais reduz a consistência e os horizontes da épica fundamentalista. No entanto, o esquema dicotômico de oposição entre o popular e o não-popular continua organizando grande parte do pensamento político e científico, não só nas correntes tradicionais de direita, mas também nas de esquerda; não só nos estudos folclóricos, mas também em pesquisas sociológicas que se ocupam de processos modernos.

Do melodrama ao videogame: a pós-política


Os espaços públicos como o parlamento e as ações de base, que podiam resultar em manifestações de rua, greves e confrontos físicos entre os atores da sociedade civil e os poderes governamentais, davam às negociações espaços e formas de interação “concreta”.
Agora os conflitos sociais e a gestão dos seus atritos se deslocaram para lugares herméticos, onde atuam forças com as quais os cidadãos não podem se confrontar.
O consumo serve para pensar
Vínculo do consumo com a política
Consumo como distinção de classes e grupos
Realidade pós moderna
Comunidades transnacionais de consumo
Reorganização transnacional de símbolos e suas consequências
Consumo e cidadania
"Vincular o consumo com a cidadania requer ensaiar um reposicionamento do mercado na sociedade, tentar a reconquista imaginativa dos espaços públicos, e interesse pelo público. Assim o consumo se mostrará como um lugar de valor cognitivo, útil para pensar e atuar significativa e renovadoramente na vida social."
A cidade como videoclipe
"Como nos videoclipes, andar pela cidade é misturar músicas e relatos diversos na intimidade do carro com os ruídos externos. Seguir a alternância de igrejas do século XVII, com edifícios do século XIX e de todas as décadas do século XX, interrompida por gigantescas placas de publicidade onde se aglomeram os corpos esguios das modelos, os novos tipos de carros e os computadores recém-importados. Tudo é denso e fragmentário. Como nos vídeos, a cidadese fez de imagens saqueadas de todas as partes, em qualquer ordem. Para ser um bom leitor da vida urbana, há que se dobrar o ritmo e gozar as visões efêmeras."
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