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Os Maias - Jantar no Hotel Central

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Maria GLMartins

on 4 June 2013

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Transcript of Os Maias - Jantar no Hotel Central

Os Maias Episódio do Jantar Central - Cap. VI Objetivo do jantar “Para conversarmos, para que vocês se conheçam mais, venham vocês jantar comigo amanhã ao Hotel Central.” (João da Ega, falando com Carlos da Maia e Craft) “É necessário repagar a hospitalidade… Um jantar no Hotel Central é o que basta” (Ega) “Exigiu que um dos pratos do menu (…) fosse à La Cohen” Questões abordadas no Jantar: Literatura: “ … e o Alencar imediatamente (…) suplicou que se não discutisse (…) essa literatura «latrinária». (…) Que não se mencionasse o «excremento»!” – P. 166 Ultrarromantismo vs. Realismo João da Ega Alencar “O naturalismo, com as suas aluviões de obscenidade, ameaçava corromper o pudor social? Pois bem. Ele, Alencar, seria o paladino da Moral…” – P. 167 “ … o estudo seco de um tipo, de um vício, de uma paixão, tal qual como se tratasse de um caso patológico, sem pitoresco e sem estilo…” – P. 168 (João da Ega) Finanças: “ … o empréstimo tinha de se realizar absolutamente.” – P. 169 “A bancarrota é inevitável: é como quem faz uma soma…” – P. 169 (J. Cohen) “À bancarrota seguia-se uma revolução, evidentemente. (…) O primeiro cuidado que tem é varrer a monarquia que lhe representa o «calote»…” – P. 170 (João da Ega) Política: “Portugal não necessita reformas, Cohen, Portugal o que precisa é a invasão espanhola.” – P. 171 (João da Ega) “Alencar, patriota à antiga, indignou-se.” – P. 171 Episódio Caricato “Não, isso agora é demais, pulha!” – P. 178 (João da Ega) “Dentro daquele crânio só há excremento, vómito…” – P. 178 (Alencar) utlização de hipálage e ironia Estilo e expressividade da linguagem queirosiana vocabulário simples personagens tipo escrita impressionista discurso indireto livre "românticos bigodes"
"anéis fofos" " ... o país ia alegremente e lindamente para a bancarrota." Caraterização das personagens intervenientes no jantar do Hotel Central Apresenta-se pela primeira vez à sociedade, no entanto, comenta apenas alguns assuntos. Defensor das ideias românticas, criticando que “o mais intolerável no realismo eram os seus grandes ares científicos”.
Mostra-se um pouco patriota quando defende que “ninguém há-de fugir, e há-de-se morrer bem”. Carlos da Maia Tomás De Alencar Era um “indivíduo muito alto, todo abotoado numa sobrecasaca preta, com uma face escaveirada, olhos encovados”, nariz curvado, bigodes compridos, “calvo na frente”, “dentes estragados” e “testa lívida”. Tinha um ar antiquado e “lúgubre”. Inseparável e íntimo de Pedro Da Maia . João Da Ega Personagem mais interventiva neste episódio. Defensor das ideias Naturalistas/ Realistas Exagera nos argumentos defensivos e tenta inovar e melhorar o país para as gerações futuras Tem traços em comum com a Geração 70 Símbolo do Ultrarromantismo. Contudo, vê-se confrontado com os princípios Naturalistas/Realistas defendidos por Ega. Craft Eça caracteriza esta personagem como o “homem ideal”. É um típico inglês. Não tem muita importância na ação, pois quase não participa nas conversas e reage de forma passiva. Dâmaso Salcede Representa os defeitos da sociedade e os vícios da burguesia. “Um rapaz baixote, gordo, frisado como um noivo da província, de camélia ao peito e gravata azul-celeste”. Evidencia a sua vaidade e futilidade falando dos pormenores das suas viagens: “... é direitinho para Paris! Aquilo é que é terra! Isto aqui é um chiqueiro...”. Dâmaso idolatra Carlos, imitando-o e cobiçando o seu estatuto social. Age apenas por interesse, para conseguir subir na sociedade Jacob Cohen Diretor do Banco Nacional Age com superioridade perante a sociedade. Homem de estatura baixa, “apurado, de olhos bonitos, suíças tão pretas e luzidias” e com “bonitos dentes”. Integração do episódio na estrutura da obra O que antecede este episódio.... Em Coimbra, Carlos matricula-se em medicina, onde leva uma vida de luxo Viaja pela Europa Regressa a Lisboa Apresentação à sociedade lisboeta Primeira visão de Maria Eduarda no peristilo do Hotel Central:

“Vimos agora lá em baixo- disse Craft indo sentar-se no divã- uma esplêndida mulher, com uma esplêndida cadelinha griffon, e servida por um esplêndido preto!” O que sucede este episódio... Despedida em frente ao Ramalhete com um abraço Terminado o jantar, Carlos e Alencar saem juntos Falam de Pedro Da Maia e da sua juventude como amigos Confessa a Carlos a sua paixão por Raquel Cohen "Aquele Ega tem muito talento… Vai lá muito aos Cohens… A Raquel acha-lhe graça…" Conclusão: Três alunos...... UMA PAIXÃO:
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