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ANJOS OU DEUSES, SEMPRE NÓS TIVEMOS

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by

Ana Fraga

on 5 November 2014

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Transcript of ANJOS OU DEUSES, SEMPRE NÓS TIVEMOS

ANJOS OU DEUSES, SEMPRE NÓS TIVEMOS

Ricardo Reis
Enquanto Caeiro se limitava a observar a Natureza mostrando-se desprovido de todo o pensamento, Ricardo Reis também ama a Natureza mas preocupa-se com os passar do tempo e as suas consequências, dedicando-se a refletir sobre temas filosóficos, ou seja: usa o pensamento. Sendo desta maneira mais parecido com Pessoa, embora mais conservador.

Anjos ou deuses, sempre nós tivemos
"Entretanto, o que o jogo intratextual da heteronímia mostra é que Ricardo Reis, apesar de chamar Caieiro de Mestre, é discípulo só parcialmente: ama a Natureza, ama o viver lúdico da infância, mas está desprovido da placidez caeiriana diante do fluir do tempo e consequentes perdas. Reis teme a morte e angustia-se pela condição mortal dos homens."
Neste poema é notória a diferença entre a poesia de Caeiro e Reis uma vez que este se preocupa com o abstrato
Os temas mais comuns em Ricardo Reis são os que se encontram no lirismo clássico: Carpe diem, Aurea Mediocritas e a teoria do Fatum.

Anjos ou deuses, sempre nós tivemos
A visão perturbada de que acima
De nós e compelindo-nos
Agem outras presenças.

Como acima dos gados que há nos campos
O nosso esforço, que eles não compreendem.
Os coage e obriga
E eles não nos percebem,

Nossa vontade e o nosso pensamento
São as mãos pelas quais outros nos guiam
Para onde eles querem
E nós não desejamos.


Anjos ou deuses, sempre nós tivemos
A visão perturbada de que acima
De nós e compelindo-nos
Agem outras presenças.

Como acima dos gados que há nos campos
O nosso esforço, que eles não compreendem.
Os coage e obriga
E eles não nos percebem,

Nossa vontade e o nosso pensamento
São as mãos pelas quais outros nos guiam
Para onde eles querem
E nós não desejamos.


Forças ocultas
que agem sob os homens na forma de visão perturbada

Que os compele a agir segundo a “sua” vontade

Comparação da submissão dos animais ao pastor com a dos homens aos Deuses

É através dos pensamentos que os Deuses “guiam” os homens

Anjos ou deuses
, sempre nós tivemos
A
visão perturbada
de que acima
De nós e
compelindo-nos
Agem outras presenças.


No poema está presente a convicção de que há
forças ocultas a agir sobre os Homens
que aparecem sob a forma de “visão perturbada”. Algo irreal e pouco consistente mas que faz com que os
Homens se sintam condicionados
e contrariados uma vez que são compelidos a agir segundo a sua vontade.

Como acima dos gados que há nos campos
O nosso esforço, que eles não compreendem.
Os coage e obriga
E eles não nos percebem,

O pastor comanda o gado e tira-lhe a sua liberdade;
O Homem também é coagido por seres superiores.


A comparação utilizada é a confirmação daquilo antes afirmado com o auxilio de um exemplo prático que ocorre na Natureza.

Contudo há uma diferença entre a reação dos animais e dos Homens face à coação proveniente dos seres superiores: Os animais são coagidos pelo esforço humano, que eles não compreendem e por isso resignam-se; Os Homens são também coagidos por seres superiores, mas essa certeza de existência de forças ocultas aparece sob a forma de “visão perturbada”

Nossa vontade e o nosso pensamento
São as mãos pelas quais outros nos guiam
Para onde eles querem
E nós não desejamos.

É através da vontade e do pensamento que os Homens são guiados fazendo-os seguir os caminhos pelos Deuses escolhidos

Submissão/ Resignação

Os seres superiores sempre agiram sobre os Homens, manobrando-os e anulando a sua liberdade, servindo-se da sua vontade e pensamento e estes, embora contrariados (visão perturbada) submetem-se.
Anjos ou deuses, sempre nós tivemos
A visão perturbada de que acima
De nós e compelindo-nos
Agem outras presenças.

Como acima dos gados que há nos campos
O nosso esforço, que eles não compreendem.
Os coage e obriga
E eles não nos percebem,

Nossa vontade e o nosso pensamento
São as mãos pelas quais outros nos guiam
Para onde eles querem
E nós não desejamos.

PRIMEIRA PARTE
Surgimento da convicção de que há forças ocultas que atuam acima do Homem compelindo-o

SEGUNDA PARTE
Justificação da tese proposta recorrendo a uma comparação estruturada em duas partes: a relação Homens/Animais e a relação Seres superiores/Homens

Meu gesto que destrui
A mole das formigas,
Tomá-la-ão elas por um ser divino;
Mas eu não sou divino para mim
Para as formigas ele é um ser superior que dita o seu destino mas ele afirma que não é divino para ele próprio uma vez que há um ser superior a governá-lo também.
ANJOS OE DEUSES, SEMPRE NÓS TIVEMOS
Análise
anjos ou deuses, sempre nós tivemos
1ª estrofe
Anjos ou deuses, sempre nós tivemos
2ª estrofe
anjos ou deuses, sempre nós tivemos
3ª estrofe
divisão do poema
sentimentos do eu
"divindade" do eu
conclusão
aNA FRAGA 12º ACT
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