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O hábito alimentar enquanto comportamento culturalmente prod

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by

rubens tamehiro

on 15 April 2014

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Transcript of O hábito alimentar enquanto comportamento culturalmente prod

O hábito alimentar enquanto comportamento culturalmente produzido
Alimentar-se, para o ser humano, nunca é uma atividade puramente biológica, já que desde o encontro até o preparo do alimento, são necessárias ações que mudam culturalmente.

Pode-se afirmar, portanto, que é possível concluir muito sobre um povo analisando seus hábitos alimentares, pois são significativos, contextualizados e frutos de uma disposição adquirida.

Tais hábitos são adquiridos na infância e podem ser mudados ao longo da vida, considerando-se as mudanças que alguém pode enfrentar enquanto vive.


Hábitos e práticas alimentares podem também moldar-se por fatores econômicos, uma vez que certos hábitos não podem ser sustentados por todos.

A mudança e renovação, assim como a introdução de novos hábitos alimentares por profissionais da área de nutrição, é um desafio, uma vez que os hábitos estão arraigados nos indivíduos.
Paul Rozin realizou um estudo em diferentes povos: norte americanos, sociedade hindu e os
Hua
, de Papua Nova Guiné.

Para os americanos, o alimento é fonte de prazer e nutrição.

Na sociedade indu, na Índia, o alimento mantem importante papel na manutenção das distinções sociais.

Entre os Hua, trocas de alimentos são forma de solidariedade, aliança social e compromisso.

As diferentes sociedades configuram diferentes costumes e demonstram o significado cultural do hábito alimentar.
O hábito sociogênico de Norbert Elias
O processo civilizador, segundo ele, constitui uma mudança específica na conduta e sentimento humanos.
Há um elo entre alimentação e cultura
O alimento, além de nutriente, é prazeroso, ritual, simbólico e veicula significados.
Hábitos alimentares são ações individuais, contruídas e reproduzidas socialmente.

Alimentar-se é diferente de outras necessidades biológicas, pois requer comportamento (deve-se sair para o mundo e localizar o alimento).

A alimentação evolui durante a vida; de fonte de nutrição e prazer sensorial torna-se um marcador social, fonte de experiência estética e entidade moral.
Habitus-→ Poder Gerador
Exaltar as capacidades criadoras, ativas, inventivas, do habitus e do agente, o que não contempla o significado de hábito.
Habitus
Disposições corporais incorporadas;

A Ação ocorre a nível pré-reflexivo.
Elias aborda, através da sociologia configuracional, como a humanidade, ao longo do tempo, reflete sua estrutura social no ato de comer.
Cada momento histórico tem um código de conduta diferente, que expressam e indicam o comportamento civilizado.
Na Idade Média, por exemplo, o padrão era o
comportamento da aristocracia e das cortes
feudais.
Na Idade Média, os padrões poderiam ser
considerados ingênuos ou simples, uma vez que era
socialmente permitido matar e torturar.
É possivel observar, porém, que havia também regras para o ato de comer, que correspondem um padrão especial de relações humanas, pois as maneiras à mesa prevalecem.
Há poucas restrições nos impulsos que moldam o padrão de comportamento da idade média, como não fazer barulho com a colher, lavar as mãos antes de comer, não cuspir em cima da mesa, etc.
O garfo foi inicialmente recusado como aparato na hora de comer, de maneira que os que o usavam
eram considerados refinados em demasia, sendo
reprimidos pela maioria.
O uso da faca na Idade Média,
diferentemente da sociedade ocidental,
não é cercado por tabus e proibições.
Durante a Idade Média, o corte de animais inteiros na mesa passa a dar lugar a pedaços menores de carne, já cortados à mesa.
Com a centralização do poder e o começo da civilização, o homem passa a ser forçado a viver em paz com os outros; é, então, proibido, por autocontrole induzido ou espontaneamente de tocar naquilo que deseja, ama ou odeia.
"As manifestações socialmente indesejáveis de instinto e prazer são ameaçadas e punidas com com medidas que geram e reforçam o desagrado ansiedade"
A concepcão de habitus em Pierre Bourdieu
Mundo Social
• Conhecimento Objetivo- Estruturalismo

• Conhecimento Fenomenológico- Interacionismo simbólico e etnometodologia

• Conhecimento Praxiológico- Mediação do encontro entre as concepções teóricas das escolas anteriores
Disposição para Pierre Bourdieu
Ação organizadora x Predisposição ou tendência
Presença de um aprendizado passado que direciona o indivíduo a determinada ação.

Disposições Duráveis

Hábitos
Pessoas físicas carregam o tempo todo, em todos os lugares, sua posição na estrutura social e transformam seus habitus em hábitos.
Habitus
Conforma e orienta a ação, não por obediência a regras, mas pela interiorização de valores resultantes das relações sociais.

Condições de existência igual→ Sistema de disposição semelhantes
Teoria Praxiológica- Pierre Bourdieu

Hábitos Alimentares são disposições incorporadas, que atuam pré-reflexivamente a partir de condições concretas de sobrevivência do indivíduo, ou seja, o lugar que ele ocupa no mundo social.
Norbert Elias- Hábitos
São construídos dentro de um processo histórico;
O momento histórico é relevante.
Sandra Simone Queiroz de Morais Pacheco
Graduação, mestrado e doutorado pela Universidade Federal da Bahia(1983).
Experiência na área da Nutrição, com ênfase em Antropologia da Alimentação.
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