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A disciplina Português: constituição e história

Apresentação no Seminário de Orientação - Grupo de Pesquisa Profa. Roxane Rojo
by

Fernanda Litron

on 27 March 2013

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Transcript of A disciplina Português: constituição e história

SÉC XIX SÉC XIX ANOS 60 ANOS 70 ANOS 80 ANOS 90-2000 GUIAS CURRICULARES DA SEESP 8 volumes: I – Reflexões preliminares; II – Recepção de textos; III – Produção de textos; IV – Variação lingüística e norma pedagógica; V – Estrutura da Língua Portuguesa; VI – História da Língua Portuguesa e de Literatura; VII – Revisão de Automatismos e VIII – Coletânea de textos. Criação do Colégio Pedro II, que se tornou, durante décadas, o padrão de ensino para a educação secundária no Brasil. Dessa forma, segundo Soares (2002), o ensino de Português no Pedro II é considerado o modelo de ensino de língua da época. É assim que conteúdos da gramática nacional começam a se regulamentar no currículo do Colégio enquanto disciplina e objeto de estudo.
O currículo do ensino secundário era fortemente influenciado pelo que se exigia nos Exames Preparatórios. A organização dos cursos superiores e a forma de acesso a eles tiveram, portanto, influência decisiva na organização do ensino secundário. Segundo Razzini (2000, p. 26), as escolas secundárias, com isso, acabavam cumprindo a função de cursos especializados no treinamento de candidatos aos Exames Preparatórios Até então, a escola atendia ao mesmo grupo social economicamente privilegiado, que demandava as mesmas aprendizagens, já adaptadas às suas características e exigências culturais. Isto é, os alunos pertencentes a essas camadas já dominavam a norma padrão culta, dialeto de prestígio que a escola queria ver usado. Logo, as aulas de Português – o ensino de gramática – objetivavam apenas a levar os alunos ao reconhecimento das normas e regras de funcionamento dessa variedade linguística já dominada por eles.

É a partir das décadas de 50 e 60, com o desenvolvimento econômico brasileiro, a mudança nos meios de comunicação e outros avanços econômicos, científicos e tecnológicos do país, que começa a ocorrer uma modificação no ensino de modo geral e na escolha de conteúdos da disciplina Português, pois, a partir desse momento, começa a modificar-se o alunado. A escola atende às crescentes reivindicações, abre suas portas para os filhos das classes populares e começa a se democratizar. A DISCIPLINA "PORTUGUÊS":

constituição e história na escola brasileira O currículo do estado de São Paulo no contexto da História da Disciplina de Português Cumpre advertir que as décadas aqui referenciadas são generalizações imprecisas, pois partem da intenção de determinar linhas gerais da história da disciplina. Sobre isso, Bonini (2002) afirma:

"Uma tentativa de datar as práticas efetivas em sala de aula, muito provavelmente, mostrará que somente na segunda metade dos anos 80 a teoria do texto começou a ser conhecida pelos professores e que a concepção interacionista, apenas no fim dos anos 90". (BONINI, 2002, p. 28)

Dessa maneira, as datas apontadas até agora talvez sirvam mais para localização de nossa própria reflexão acadêmica que para designar estágios de efetivos deslocamentos das práticas dos professores. Já em 1971, uma nova LDB é promulgada (Lei 5.692/71) e coloca a educação a serviço dos objetivos e da ideologia do regime militar – o desenvolvimento técnico e profissionalizante para atender ao crescimento industrial. A lei privilegiava a formação tecnicista em detrimento da formação básica e pôs fim ao longevo modelo propedêutico de ensino.
A disciplina escolar “Português” passou a ser chamada de “Comunicação e Expressão” nas séries iniciais do agora denominado 1º Grau; “Comunicação em Língua Portuguesa”, nas séries finais, e apenas “Língua Portuguesa e Literatura Brasileira” no 2º Grau (antigo Colegial). Assim, nesse contexto coerente com o avanço da comunicação de massa, a língua passa a ser entendida como instrumento e seu ensino direcionado para o uso. Essa mudança de cunho essencialmente político e ideológico acaba sendo reforçada por estudos sobre os novos meios de comunicação (especialmente a TV), que estavam sendo desenvolvidos à época, como as teorias da comunicação, a psicologia da criatividade e as teorias da recepção.
Diálogo com os estudos e teorias oriundas das universidades é característica marcante do ensino de Português nos anos 1980. De acordo com Soares (2002), novas teorias começam a se desenvolver na área das ciências linguísticas, no campo do ensino da língua materna. Somente nessa década a linguística, sociolinguística, psicolinguística, linguística textual, pragmática e análise do discurso dão a se conhecer na escola, de forma aplicada ao ensino: "a virada pragmática no ensino de língua materna corresponde à incorporação no ensino de uma série de perspectivas teóricas comprometidas com o funcionamento da linguagem, para além de uma estrutura imanente voltada sobre si mesma, tais como: a teoria da enunciação, a teoria polifônica de Bakhtin, a AD (análise do discurso) anglo-saxônica, o funcionalismo, a AD francesa, a análise da conversação e a linguística textual. Esta perspectiva geral consiste em entender a linguagem como um meio em que o homem existe e age (eliminando o caráter prescritivista) e em considerar o texto, e sua enunciação, como a unidade básica do ensino (deslocando a frase e sua gramática, para um segundo plano)".
(BONINI apud ROJO, 2012, p. 46) A necessidade de se rever a LDB de 1971 surge não só de um movimento político nacional interno, mas também de movimentos internacionais globais, que começam a se fortificar no mundo nos anos 1990, em favor de se investir em países considerados “em desenvolvimento”. Exemplos desse esforço conjunto são as conferências internacionais que procuravam determinar compromissos de todos os países envolvidos, a partir de planos e metas traçados em documentos comuns como a “Declaração de Jomtien”, forjada na Tailândia, em 1990, a “Declaração Mundial sobre Educação para todos” e a “Declaração de Salamanca”, que são assinadas na Espanha, em 1994.
Sendo assim, tais planos e metas traçados em documentos internacionais materializaram Planos Decenais de Educação em diversos países, inclusive o Brasil, firmando parcerias financeiras e apoio de agências internacionais, como UNESCO, PNUD e Banco Mundial, para sua implementação. O Brasil, portanto, contou com tal financiamento para traçar seus Planos Decenais (1993-2003; 2004-2014), já delineando a revisão da LDB, propostas curriculares para todo o país e prevendo avaliações sistêmicas para aferição de resultados graduais e a avaliação de livros didáticos.
Para operacionalizar a nova LDB e propor novas abordagens e conteúdos para o currículo da escola brasileira, foram publicados os Parâmetros Curriculares Nacionais para todas as disciplinas do Ensino Fundamental I, em 1997, e depois para o Ensino Fundamental II, em 1998. Finalmente, para o Ensino Médio, foi publicado o PCNEM, em 2000, todos vigentes até hoje. O Ensino Médio ainda contou com documentos complementares publicados posteriormente, como o PCN+, em 2001, e as Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (OCNEM), sucessivamente em 2004 e em 2006.
PCN+ e Parâmetros em ação: não se encontram o conceito de literatura, nem critérios que sirvam de base para caracterizar o “texto literário como forma peculiar de representação e estilo em que predominam a força criativa da imaginação e a intenção estética”, como se afirma nos Parâmetros Curriculares do Ensino Fundamental.
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SEÇÕES:
1. Atividades de Linguagem;
2. Atividades de Reflexão e Operação sobre a Linguagem;
3. Atividades Relativas ao estudo da Gramática Tradicional. PROGRAMAS OFICIAIS:
1. Leitura;
2. Redação;
3. Literatura;
4. Gramática. PCNEM: INTEGRAÇÃO DAS ÁREAS DE CONHECIMENTO: o ensino de literatura se integra à área de leitura e ao estudo dos gêneros discursivos. Língua Portuguesa se integra à área de Linguagens e Códigos.

ÊNFASE na noção de COMPETÊNCIA E HABILIDADES (representação, investigação e contextualização) DUAS SEÇÕES DISTINTAS:
1. Língua: Práticas de Linguagem e Fatores de Variabilidade das Práticas de Linguagem;

2. Literatura.
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