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Semi

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Ana Paula Revoredo

on 25 February 2013

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SEMIÓTICA esquematização tirada de Estudos do Discurso de Diana Barros A semiótica tem o TEXTO como seu objeto e procura explicar os sentidos do texto, isto é, o que o texto diz, e, também, ou sobretudo, os mecanismos e procedimentos que constroem os seus sentidos. [...]São dois tipos de mecanismos e procedimentos... organização linguístico-discursiva relação histórico-social A teoira semiótica procura explicar os sentidos do texto. Para tanto, vai examinar, em primeiro lugar, os mecanismos e procedimentos de seu plano do conteúdo. Este é concebido metodologicamente, sob a forma de um percurso gerativo. Percuso gerativo dos sentidos vai do mais simples e abstrato ao mais complexo e concreto; há, assim, enriquecimento e concretização do sentido da etapa mais simples e abstrata à mais complexa e concreta, ou seja, os elementos que se manifestam na superfície do texto estão já "enriquecidos" e "concretizados" e provêm, metodologicamente, de relações semânticas mais simples e abstratas. são determinadas três etapas no percurso, podendo cada uma delas ser discutida e explicada por uma gramática autônoma, muito embora o sentido do texto dependa da relação entre os níveis: etapas do percuso a primeira etapa do discurso, a mais simples e abstrata, é o nível fundamental e nele a significação se apresenta como uma oposição semântica; a terceira etapa é a mais complexa e concreta, é a discursiva, em que a organização narrativa vai-se tornar discurso, graças aos procedimentos de temporalização, espacialização, actorialização, tematização e figurativização, que completam o enriquecimento e a concretização semântica já mencionados. no segundo nível, o narrativo, organiza-se a narrativa do ponto de vista de um sujeito; estruturas
fundamentais determinados pelas relações sensoriais do ser vivo com esses conteúdos e considerados atraentes ou eufóricos e repulsivos ou disfóricos representados e visualizados por meio de um modelo lógico de relações denominados quadro semiótico negados ou afirmados por operações de uma sintaxe elementar estruturas narrativas introdução do sujeito - em lugar das operações lógicas fundamentais, ocorrem transformações narrativas operadas por um sujeito as determinações tensivo-fóricas fundamentais convertem-se em modalizações que modificam as ações e os modos de existência do sujeito e suas relações com os valores. as categorias semânticas fundamentais tornam-se valores do sujeito e são "inseridas" nos objetos com que o sujeito se relaciona a consequência disso é que a narrativa se descobra e se redefine como a história de dois sujeitos interessados nos mesmos valores e em busca desses valores desejados. Dessa forma, quando um sujeito ganha ou adquire um valor, outro sujeito doa esse valor ou é dele privado. os percursos dos dois sujeitos se encontram, portanto, e interferem um no outro. Os objetos, com seus valores, circulam entre os sujeitos. Para que o sujeito tenha acesso aos valores, são eles inseridos nos objetos. a narrativa de um texto é a história de um sujeito em busca de valores sequência narrativa Definindo o objeto... enunciados narrativos enunciados de estado, em que sujeito e objeto mantêm entre si relações transitivas estáticas enunciados de transformação, e que a relação é dinâmica são de dois tipos As relações estáticas podem ser... relações de conjunção com o objeto - estar com relações de disjunção com o objeto - estar sem assim é montado o espetáculo narrativo... sujeito e objeto actantes relações entre as personagens estaticidade e dinamicidade Percursos do esquema narrativo manipulação sanção ação deve ser entendido como uma ou mais transformações de estado, mas de tipo particular. sujeito operador destinador sujeito dos estados sobre os quais o destinador age destinatário e levá-lo, com isso, a tornar-se sujeito operador da transformação "final" dos estados, daquela que realmente interessa ao destinador com o objetivo de transformar a competência do destinatário... O destinador propõe ao destinatário um contrato/ um acordo ... Percurso da Manipulação O destinador quer levar o destinatário a fazer alguma coisa [...] tem que leva-lo a querer ou a dever fazer, a poder e a saber fazer. estratégias de persuasão intimidação tentação provocação sedução o destinador apresenta valores que ele acredita serem temidos pelo destinatário - valor negativo o destinador oferece valores que ele acredita serem desejados pelo destinatário - valor positivo o destinador apresenta a imagem negativa do destinatário, de sua competência. Para evitar a imagem que o outro faz dele o destinatário realizará o que lhe é proposto o destinador apresenta uma imagem positiva do destinatário. Nesse caso, para manter esta imagem o destinatário realizará o que lhe é proposto. condições de efetividade fazer o que o destinador propõe e receber assim valores e imagens desejados ou evitar valores e imagens temidos, ou não fazer e não receber os valores e imagens desejados ou sofrer as consequências dos valores e imagens temidos A interpretação realizada pelo destinatário consiste, para a semiótica, em modalizar a proposta do destinador. Em qualquer dos tipos de manipulação, o destinatário é colocado em posição de oposição ou de falta de liberdade, pois só tem duas opções: Na perspectiva do destinatário, não se tem apenas a recepção passiva da comunicação e a transformação de sua competência. O destinatário vai realizar também um fazer, isto é, vai interpretar a persuasão do outro, com base em seus conhecimentos e crenças anteriores e nas estratégias empregadas pelo destinador, acreditar ou não nele e em seus valores e, só então, realizar ou não a ação que dele se espera. O destinatário deverá determinar se o destinador ... parece e é confiável se ele parece mas não é nem parece e nem é não parece mas é A partir daí o destinatário deverá determinar se os valores serão... verdadeiros: parecem e são desejados ou temidos falsos: nem parecem e nem são secretos: não parecem, mas são mentirosos: parecem, mas não são as modalidades do SER e do PARECER são denominadas modalidades veridictórias, ou seja, que dizem que os sujeitos, suas ações e seus valores são ou não verdadeiros. O destinatário cuja a competência foi transformada pelo destinador, no percurso da manipulação, torna-se o sujeito transformador do percurso da ... as estratégias de carater positivo levam a um querer-fazer;
e as de carater negativo levam o destinatário a um dever-fazer as estratégias que apresentam valores (tentação e intimidação) são de carater pragmático;
as estratégias que apresentam imagens (sedução e provocação) são de carater cognitivo; Neste percurso organizam-se dois programas narrativos, vistos do ponto de vista do sujeito da ação: PN de Perfórmance PN da Competência Programas narrativos todo o programa de performance pressupõe um programa de competência. que é realizado pelo mesmo ator do sujeito que tem seu estado transformado. operada por um sujeito transformador Além disso na performance o valor do objeto é um valor descritivo final, isto é, o valor último a que visa o sujeito da narrativa. uma transformação de um estado de disjunção com um estado de conjunção, é concebido como: Programa da Performance mas, ao contrário do programa performance, o sujeito transformador é realizado por um ator diferente do do sujeito de estado também é definido como uma transformação de um estado de disjunção em um estado de conjunção, Programa de Competência e o valor do objeto é um valor modal, isto é, um valor necessário para que o sujeito obtenha na performance, o valor descritivo último desejado. Os sujeitos do ponto de vista da manipulação... o sujeito transformador do programa da competência destinador sujeito cujo estado modal é transformado destinatário ao realizar a performance principal da narrativa, o sujeito cumpriu, de alguma forma, sua parte no contrato assumido com o destinador-manipulador quando o destinador vai dar ao destinatário o reconhecimento pelo cumprimento ou não do acordo e a retribuição ou a punição daí decorrentes entramos no percurso da... este percurso é aquele em que o destinador vai dar ao destinatário o reconhecimento pelo cumprimento ou não do acordo e a retribuição ou a punição daí decorrentes. há duas fases para sanção A cognitiva ou de reconhecimento de que o sujeito realizou bem a ação e cumpriu os acordos assumidos. a da retribuição ou da recompensa que por isso mereceu é bastante comum nos textos o sujeito da ação exercer uma manipulação para persuadir o outro a bem sancioná-lo. Modalização e as organizações que produzem os efeitos de paixão a modalização da ação do sujeito é a determinação e a modificação dos enunciados dinâmicos de tranformação pela modalidades do ... a competência do sujeito para a ação é caracterizada por sua relação com valores modais, que definem diferentes estágios ou modos de relação do sujeito com a ação que o poria em conjunção com o objetos de valor. querer dever poder saber o sujeito que quer ou deve fazer alguma coisa prar obter um dado objeto de valor é um sujeito virtual o sujeito que pode e sabe fazer alguma coisa para obter esse objeto de valor é um... sujeito
atualizado o sujeito que realiza o fazer e adquire por conjunção o objeto de valor em questão é um... sujeito realizado as relações estáticas de conjunção e de disjunção com os objetos de valor são modalizadas, isto é, são determinadas pelas modalidades mencionadas. Os objetos são considerados... conhecidos
(saber ser) ignorados
(saber não ser) desejáveis
(querer ser) temíveis
(querer não ser) possíveis
(poder ser) evitáveis
(poder não ser) obrigatórios, necessários
(dever ser) proibidos
(dever não ser) ou ou ou ou A organização passional da narrativa Analisar paixões é, portanto, examinar os arranjos modais e os efeitos de sentido que produzem, e as modulações da narrativa que criam a ilusão de continuidade e de suspensão de sentido dessas paixões. resulta da organização das modalidades da narrativa e modula a narrativa, produzindo no texo o efeito de continuidade. A significação de um texto depende das relações que se estabelecem entre unidades descontínuas. A organização passional, ao criar a ilusão de retomada da continuidade, produz, portanto, o efeito de falta de sentido, do sem-sentido que precede a significação. É esse sentido do sem sentido que caracteriza o passional e também o estético, de que não se tratará aqui. De modo simplificado, as paixões dos textos são, assim, efeitos de sentido de organizações de modalidades, moduladas pela continuidade da tensão e do relaxamento. Nível discursivo a organização narrativa é temporalizada, espacializada e actorializada, ou seja, as ações e os estados narrativos são localizados e programados temporalmente e espacialmente, e os actantes narrativos são investidos pela categoria de pessoa. os valores do nível narrativo são disseminados no discurso, de modo abstrato, sob a forma de percursos temáticos, que, por sua vez, podem ser investidos e concretizados em figuras.
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