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Literatura - Olavo Bilac

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by

Yann Okada

on 6 November 2014

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Transcript of Literatura - Olavo Bilac



Foi um jornalista e poeta brasileiro, membro fundador da Academia
Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15 da instituição, cujo patrono é
Gonçalves Dias.

Conhecido por sua atenção à literatura infantil e, principalmente, pela
participação cívica, Bilac era um ativo republicano e nacionalista, também
defensor do serviço militar obrigatório em um período em que o exército
usufruía de amplas faculdades políticas em virtude do golpe militar de 1889.

O poeta foi o responsável pela criação da letra do Hino à Bandeira,
inicialmente criado para circulação na capital federal da época (o Rio de
Janeiro), e mais tarde sendo adotado em todo o Brasil. Também ficou famoso
pelas fortes convicções políticas, sobressaindo-se a ferrenha oposição ao
governo militar do marechal Floriano Peixoto.

Em 1907 foi eleito "príncipe dos poetas brasileiros", pela revista Fon-Fon.
Bilac, autor de alguns dos mais populares poemas brasileiros, é considerado
o mais importante de nossos poetas parnasianos.

Dentre os escritos de Olavo Bilac, destacam-se os seguintes:

• Através do Brasil;
• Conferências literárias (1906);
• Contos Pátrios;
• Crítica e fantasia (1904);
• Crônicas e novelas (1894);
• Dicionário de rimas (1913);
• Hino à Bandeira;
• Ironia e piedade, crônicas (1916);
• Língua Portuguesa, soneto sobre a língua portuguesa;
• Livro de Leitura;
• Poesias (1888);
• Tarde (1919) - Poesia, org. de Alceu Amoroso Lima (1957);
• Teatro Infantil;
• Tratado de Versificação, em colaboração com Guimarães Passos;
• Tratado de versificação (1910);

Grandes acontecimentos históricos marcaram a geração dos parnasianos brasileiros. A abolição da escravatura (1888) coincide com a estreia literária de Olavo Bilac. No ano seguinte houve a queda do regime imperial com a Proclamação da República.

A transição do século XIX para o século XX representou para o Brasil:

um período de consolidação das novas instituições republicanas;
fim do regime militar e desenvolvimento dos governos civis;
restauração das finanças;
impulso ao progresso material.

Depois das agitações do início da República, o Brasil atravessou um período de paz política e de prosperidade econômica. Um ano após a proclamação da República, instalou-se a primeira Constituição e, em fins de 1891, Marechal Deodoro dissolve o Congresso e renuncia ao poder, sendo substituído pelo "Marechal de Ferro", Floriano Peixoto.

Olavo Bilac criou uma linguagem pessoal e comunicativa, não ficando limitado às ideias parnasianas. Por causa disso, ele é considerado um dos mais populares escritores de sua época. Trabalhou muito pelo ensino cívico e pela defesa do país.

Expressou seu mundo interior através de uma poesia lírica, amorosa e sensual, abandonando o tom comedido do Parnasianismo.

A sua preocupação em atingir a perfeição é refletida em alguns poemas, que possuem uma grande beleza pelo ritmo e sonoridade. A correção da linguagem, o rigor da forma e a espontaneidade são as principais características de seus versos.

Na sua adolescência, foi bastante influenciado pelos poetas franceses. Suas poesias revelam uma grande emoção, um certo erotismo e influência marcante da poesia portuguesa dos séculos 16 e 17. Nas duas primeiras décadas do século 20, os seus poemas eram declamados em saraus e salões literários, comuns na época.

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac
(Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 1865 — 28 de dezembro de 1918)
Contexto histórico
Linguagem
O Parnasianismo surgiu na França em oposição às escolas literárias Realismo e Naturalismo, opondo-se à prosa, já que foi um movimento essencialmente poético. A escola teve influência da doutrina “arte pela arte” apresentada por Théophile Gautier, poeta e crítico literário francês, ainda no período do Romantismo. A teoria da “arte pela arte” ressalta o belo e o refinamento através da autonomia da arte alheia à realidade.

As características do Parnasianismo são completamente opostas às realistas-naturalistas. Vejamos:

Arte pela arte: sem influências da realidade nas formas ou conteúdos;
Objetividade: em oposição ao sentimentalismo exacerbado;
Culto da forma: ao contrário do descuido formal dos românticos;
Impessoalidade: negação ao sentimentalismo romântico;
Racionalismo: surge a poesia de meditação, filosófica;
Visão carnal do amor: em oposição à visão espiritual dos românticos. Vênus é citada como modelo de mulher;

Além dos aspectos expostos acima, podemos citar o universalismo temático, o qual generaliza a temática, aborda temas universais em oposição ao individualismo dos romancistas.
Parnasianismo
O Parnasianismo tem seu marco inicial com a publicação de “Fanfarras” de Teófilo Dias, em 1882. Contudo, Alberto de Oliveira, Olavo Bilac e Raimundo Correia também auxiliaram a implantação do Parnasianismo no Brasil.
A estética parnasiana, originada na França, valorizava a perfeição formal, o rigor das regras clássicas na criação dos poemas, a preferência pelas formas fixas (sonetos), a apreciação da rima e métrica, a descrição minuciosa, a sensualidade, a mitologia greco-romana. Além disso, a doutrina da “arte pela arte” esteve presente nos poemas parnasianos: alienação e descompromisso quanto à realidade.
Contudo, os parnasianos brasileiros não seguiram todos os acordos propostos pelos franceses, pois muitos poemas apresentam subjetividade e preferência por temas voltados à realidade brasileira, contrariando outra característica do parnasianismo francês: o universalismo.
Os temas universais, vangloriados pelos franceses, se opunham ao individualismo romântico, que revelava aspectos pessoais, desejos, aflições e sentimentos do autor. Outra característica que o Parnasianismo brasileiro não seguiu à risca foi a visão mais carnal do amor em relação à espiritual. Olavo Bilac, principalmente, enfatizou o amor sensual, entretanto, sem vulgarizá-lo. No Brasil, os principais autores parnasianos são: Olavo Bilac e Raimundo Correia.
No Brasil...
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