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A ABORDAGEM POR COMPETÊNCIAS EM CURRÍCULOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA NA ÁREA DA SAÚDE

II SEMINÁRIO INTERNACIONAL "FORMAÇÃO DE TRABALHADORES TÉCNICOS EM SAÚDE NO BRASIL E NO MERCOSUL
by

veronica timbo

on 27 November 2012

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Transcript of A ABORDAGEM POR COMPETÊNCIAS EM CURRÍCULOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA NA ÁREA DA SAÚDE

II Seminário Internacional "Formação de Trabalhadores Técnicos em Saúde no Brasil e no Mercosul" O PERCURSO METODOLÓGICO DA PESQUISA A ABORDAGEM POR COMPETÊNCIAS EM CURRÍCULOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA NA ÁREA DA SAÚDE Compreender, por meio de um estudo de caso, como a abordagem por competências está presente e é aplicada na Escola de Saúde Pública do Estado do Ceará – ESP -CE, na organização dos currículos dos cursos de FPT em saúde, identificando a dinâmica de sua construção, organização e desenvolvimento, bem como a relação entre o prescrito, o percebido e o realizado. Pesquisa Qualitativa, do tipo Explicativa

Estudo de Caso

Definimos três unidades de análise

Estudo mais detalhado de três programas de formação profissional técnica Referências Bibiográficas BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.

BRASIL. Portaria nº 198/GM/MS, de 13 de fevereiro de 2004. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde e anexo III. Ministério da Saúde. Brasília, 2004.

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CEARÁ. Escola de Saúde Pública. Projeto Político Pedagógico. Fortaleza, 2010 (atualização 2010).

_____. Escola de Saúde Pública. Plano de Desenvolvimento Institucional. Fortaleza, 2010.

_____. Escola de Saúde Pública. Regimento Escolar. Fortaleza, 2008 (atualização 2010).

_____. Escola de Saúde Pública. Plano do Curso Técnico Agente Comunitário de Saúde. Fortaleza, 2004.

_____. Escola de Saúde Pública. Plano do Curso Técnico em Enfermagem. Fortaleza, 2004.

_____. Escola de Saúde Pública. Plano do Curso Técnico em Higiene Dental. Fortaleza, 2004.

DELUIZ, Neise. O Modelo das competências profissionais no mundo do trabalho e na educação: Implicações para o Currículo. Ano: 2001. Disponível em http://www.senac.br/BTS/273/boltec273b.htm. Acesso em 01.06.2009.

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LE BOTERF, Guy. Construire les compétences individuelles et colletives. Éditions d’Organisation. 4 édition mise à jour et complete. 2005.

LEGENDRE, Marie Françoise. La notion de compétence au coeur des réformes curriculaires : effet de mode ou moteur de changements en profondeur? Texte REF Version - Janvier 2004.

LENOIR, Yves et BOUILLIER-OUDOT, Marie-Héelène (Dir.). Savoirs professionnels et curriculum de formation. Montreal : Les Presses de l`Université Laval, 2006.

LOIOLA, Francisco Antônio. Abordagem por competências: fundamentos e operacionalização. Apresentação em Power Point em Encontro de Formação de Gestores nas Escolas de Ensino Profissional do Ceará. 26 e 27.10.2010.

MACHADO, Nilson José; PERRENOUD, Philippe et all. As competências para ensinar no século XXI : a formação dos professores e o desafio da avaliação. Trad. Claudia Schiling. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002.

MARKET, Werner Ludwig. (org). Trabalho, qualificação e politecnia. Campinas, São Paulo: Papirus, 1996.

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PERRENOUD, Philippe. A arte de construir competências. ENTREVISTA com PHILIPPE PERRENOUD. In: Revista NOVA ESCOLA, n. 150, mar. 2002. Disponível em: <http://www.novaescola.com.br>. Acesso em: 03.08.2011.

REY, Bernard. Les compéetences profissionnelles et le curriculum : des réealités conciliables? In Yves Lenoir et Marie-Héelène Bouillier-Oudot (Dir.). Savoirs professionnels et curriculum de formation. Montreal : Les Presses de l`Université Laval, 2006.

SACRISTÁN, J.Gimeno et al. Educar por competencia - ? qué hay de novo? Madrid: Ediciones Morata, S.L.,2008.

TARDIF, Jacques. L`évaluation des compétences – documentar le parcours de développement. Montréal : Chenelière Éducation, 2006.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. Traduzido por Daniel Grassi. Porto Alegre: Editora Bookman, 2005. O CONTEXTO E A PROBLEMÁTICA DA PESQUISA OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 3. Evidenciar a percepção dos agentes envolvidos com a FPT na ESP-CE, sobre a APC como elemento estruturante do currículo. Interação das Categorias de Análise dos Dados DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
CURRICULO POR COMPETÊNCIAS Documentos Oficiais sobre EPT e da ESP-CE enfatizam a importância da EPT e a presença da APC nos currículos.
Corresponsabilidade no estabelecimento de Competências Gerais e Específicas (MEC/MS/Escolas).
A concepção de Competência (DCN, EPT e ESP) é expressa de forma suscinta.
Os documentos Oficiais (com exceção da ESP) expressam currículo numa perspectiva somente organizativa. ONDINA MARIA CHAGAS CANUTO
Novembro/2012 A abordagem por competências apresenta-se como eixo estruturante nos currículos de formação profissional técnica na ESP-CE?

Provoca mudanças no processo de construção, organização e desenvolvimento do currículo nos cursos de formação profissional técnica?

Os agentes envolvidos apresentam percepções fundamentadas sobre a abordagem por competências nos currículos de formação profissional técnica em saúde? QUESTÕES SE EXPRESSAM: OBJETIVOS 1. Identificar as lógicas existentes na construção, organização e desenvolvimento curricular nos cursos de FPT da ESP-CE; 2. Analisar os currículos como programação educacional e “prática”, identificando se há coerência com a APC; e COMPETÊNCIAS: COMPETÊNCIAS: COMPETÊNCIAS: Curso Técnico Agente Comunitário de Saúde
Curso Técnico de Enfermagem
Curso Técnico em Saúde Bucal. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
ABORDAGEM POR COMPETÊNCIAS É princípio norteador da EPT e referência para definir o perfil dos cursos.
A ESP-CE não apresenta referenciais Teóricos-Metodológicos.
Na PPP/ESP-CE enfatiza aspectos comportamentais.
A noção de competências não está incorporada no discurso dos gestores de saúde, facilitadores e alunos, bem como na prática em sala de aula. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
ABORDAGEM POR COMPETÊNCIAS-PERCEPÇÃO DOS SUJEITOS Há diferenciação no domínio conceitual de competência por parte dos diferentes sujeitos.
Ênfase nos componentes da competência (C-H-A), evidenciando dicotomia. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
CONSTRUÇÃO CURRICULAR Documentos indicam a incorporação das dimensões política, social e produtiva do trabalho humano. Observa profissional com autonomia e iniciativa, trabalho em equipe; questões relativas à ética.
ESP-CE evidencia lógica de construção curricular por projetos, sem deixar de utilizar-se de uma lógica de expertise. Participação de sujeitos – internos e externos.
Documentos não referem sobre a participação dos trabalhadores a quem o curso é destinado, ou de empregadores (gestores).
As diferentes formações ofertadas não possuem sistemática de construção única. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
DESENVOLVIMENTO CURRICULAR Orientações gerais dos RCN EPT, seguidas em parte pela ESP-CE: organização por competências, habilidades e bases tecnológica;
Currículo modular;
Metodologias inovadoras e dinâmicas, que exercitem a resolução de problemas;
Fundamentado nos perfis epidemiológicos e sanitários das comunidades e no trabalho em equipe;
Currículos flexíveis, interdisciplinares;
O anúncio de competências está presente em parte dos cursos anunciados nos documentos oficiais da ESP-CE. Integração ensino-serviço;
Estágio ao longo do curso;
Aprendizagem significativa;
Formação orientada para identificar situações novas, auto-organização, tomada de decisão, resolução de problemas;
Gestores identificam baixa flexibilidade curricular quando da necessidade de inclusão de novas demandas dos serviços;
A avaliação dos aluno(a)s, embora evidenciada como contínua e dinâmica, adota critérios de notas.
A manifestação dos sujeitos quanto as formas de avaliação (diagnóstica, formativa e somativa) demonstra processos estanques, não focando na avaliação por competências. CURRÍCULO: OS REFERENCIAIS TEÓRICOS DA INVESTIGAÇÃO
CURRÍCULO E ABORDAGEM POR COMPETÊNCIAS DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
FORMAÇÃO DOS FORMADORES Os facilitadores da ESP-CE são profissionais de saúde. Identificam a necessidade de formação pedagógica;
Capacitação pedagógica deve privilegiar processos pedagógicos crítico-reflexivo-participativo;
Há exigência formal de 88 h de formação pedagógica para docentes (Portaria GM 1996/2007, anexo III); o que não ocorre com rigor;
Desconhecimento dos documentos oficiais por parte dos docentes e pouca clareza sobre a formação por competências;
Supervisores de estágio não realizam processos de capacitação pedagógica. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
ORGANIZAÇÃO CURRICULAR CONSIDERAÇÕES FINAIS Quanto à organização curricular, a ESP-CE segue as exigências oficiais no que diz respeito aos desenhos curriculares, mas não demonstra nos documentos oficiais e, no que podemos observar, que a APC se impõe como estruturante para o currículo.

A ESP-CE demonstra um modo de operar o currículo que mobiliza os seus gestores, mas apresenta fragilidade conceitual e ausência de fundamentação teórica sobre competências. Se por um lado, metodologias de ensino-aprendizagem inovadoras e significativas são desenvolvidas, linguagem e processos contraditórios estão presentes e lacunas são percebidas quanto à presença da APC.

A percepção sobre APC se diferencia entre os sujeitos envolvidos nos processos fomativos: visões ampliadas, restritas e departamentalizadas, e desconhecimento sobre competências no campo da formação. Não nos foi possível vislumbrar uma compreensão que demonstre uma competência posta em movimento (Plano de curso, sala de aula, estágio, avaliação). POR FIM,

Não se desenvolverão programas de FPT por competências simplesmente por exigências legais, e não basta desenhar currículos por competências. O desafio está em mobilizar um conjunto de recursos no interior do currículo a fim de que ele apresente sintonia entre a sua dinâmica de elaboração, as estratégias e práticas pedagógicas, aí incluindo as práticas avaliativas; mas, sobretudo, qualificando seu corpo de gestores, docentes e colaboradores administrativos. Para Rodrigues (1993), o currículo tem natureza polissêmica e: O seu conceito abarca suas diversas fases, desde a concepção (planificação, projeto e desenvolvimento) até o seu nível da sala de aula e de validação (avaliação final); é um conjunto de fenômenos educativos que podem encontrar-se em todos os níveis da prática educativa (...). (In ESTRELA & NÓVOA, 1993, p. 23). Para Silva (1999, p. 150), ”O currículo é lugar, espaço, território. O currículo é relação de poder. (...) O currículo é texto, discurso, documento. O currículo é documento de identidade”. Le Boterf (2005) sintetiza seu pensamento quando considera a competência como resultado de três fatores: “Saber agir que supõe o saber combinar e mobilizar os recursos pertinentes (conhecimento, saber-fazer, redes…); Querer agir que se refere a motivação pessoal do individuo; Poder agir que remonta a existência de um contexto, de uma organização do trabalho, de condições sociais que tornam possível e legítimo tomar a responsabilidade e o risco do indivíduo”. (LE BOTERF, 2005, p. 88 e 89). COMPETÊNCIAS: Boterf (2005) reconhece a competência como atributo coletivo, mas traz uma reflexão sobre a dimensão pessoal: As competências se referem sempre as pessoas. Elas não devem fazer esquecer o portador das competências. Não existe competência sem individuo. Suas praticas profissionais reais são as construções singulares, específicas a cada um. Face a um imperativo profissional (diante de um acontecimento, resolução de um problema, realização de uma atividade), cada agente põe em prática seu próprio modo de fazer, seu próprio “esquema operatório. (p. 61-63). Autores (BOTERF, 2005; JONNAERT, 2002; MARKET, 2001; PERRENOUD, 2002; TARDIF, 2006) discutem a APC, reconhecedo-a não só como atributo individual, mas também como atributo coletivo; como um saber combinar e mobilizar recursos, enfatizando a importância do contexto de atuação; ou ainda numa dimensão integral de competência, envolvendo a dimensão técnico-metodológica, pessoal-intersubjetiva, sociocomunicativa e histórico-cultural. "um saber agir de um sujeito que, em analisando uma situação, em contexto, e que lhe demanda uma ação, mobiliza e articula recursos individuais (conhecimentos, experiências e valores) e coletivos (recursos materiais, colaboração interprofissional e de rede) para uma intervenção em uma situação particular; sendo a competência processual, evolutiva e transferível em situações afins. Assim, a competência envolve o sujeito individual e o contexto, os sujeitos coletivos e as suas relações, os conhecimentos e a ação, a situação e a intervenção. Envolve capacidades de ordem técnica, politica e de relações interpessoais." (CANUTO, 2012) “O termo competência pode ser entendido a contento, desde que recepcionado adequadamente no contexto educacional”. Demo (2010, p. 7) COMPETÊNCIAS: ondinacanuto@yahoo.com.br Obrigada!
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