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Narração

Narração
by

Debora Coser

on 7 April 2013

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Transcript of Narração

Narração é o ato de contar história real, fictícia ou mesclada: dados reais fundidos aos imaginários.
Baseia-se numa evolução de acontecimentos, mesmo que não mantenham relação de linearidade com o tempo real.

Gêneros Narrativos:
Piada, peça teatral, crônica, novela, conto, fábula...
O narrador pode ser um participante (1ª pessoa- narrador-observador) ou apenas narrar a ação dos personagens (3ªpessoa- narrador- personagem). Elementos da narrativa Narração - Fato - o que se vai narrar (O quê?)
Tempo - quando o fato ocorreu (Quando?)
Lugar - onde o fato se deu (Onde?)
Personagens - quem participou ou observou o ocorrido (Com quem?)
Causa - motivo que determinou a ocorrência (Por quê?)
Modo - como se deu o fato (Como?)
Consequências (Geralmente provoca determinado desfecho)

Exemplo: Chapeuzinho Vermelho
Narrador: Observador - 3ª pessoa.
Fato – A menina que foi levar doces para a vovó
Tempo – Como começa com “Era uma vez” O tempo é “uma vez”, e pelo desenrolar da trama, em um único dia.
Lugar – na floresta e na casa da vovó
Personagens: a mãe, a menina, a avó, o lobo e o caçador
Causa – a fome e a maldade do lobo
Modo – a menina foi levar doces para a vovó e foi surpreendida pelo lobo
Consequências – o lobo foi morto e a menina não mais desobedecerá a mãe, pois havia falado com estranho e foi por caminho diferente do quem a mãe havia mandado... marcosnogueira-2.blogs... Etapas da narrativa: - Apresentação; contextualização;
- Complicação ou desenvolvimento;
- Clímax;
- Desfecho.

Exemplo: Titanic

Situação inicial: Viagem de Inauguração de um navio criado para elite;
Quebra da normalidade- Depar-se com um iceberg em um local pouco monitorado;
Complicação e conflito: não conseguir desviar o navio da rota de colisão;
Clímax: quando o navio começa a afundar em águas geladas e poucos conseguem se salvar nos botes
Desfecho: o navio afunda completamente, matando a maioria dos convidados para a viagem. Discurso direto É a reprodução direta da fala da personagem, sem a interferência do narrador. Existe ainda a pontuação característica: verbos de elocução, dois pontos, travessão (também podem ser utilizadas aspas).
O discurso direto representa o momento exato da fala, por isso ele garante um caráter de verossimilhança à narração. Discurso indireto O narrador reproduz a fala da personagem. Não existe, desse modo, a pontuação característica: dois pontos e travessão. Existe, apenas, os verbos de elocução e a partícula que, em afirmativas, e a partícula se, em interrogativas indiretas. O discurso indireto será sempre no passado e na 3.ª pessoa.
Ana agradeceu muito e disse à irmã que ia dar uma voltinha pelo shopping para escolher o vestido da festa.

Ana agradeceu e perguntou à irmã se poderia dar uma voltinha pelo shopping para escolher o vestido da festa. “Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
– Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fifingir que vale alguma coisa neste mundo?
– Deixe-me, senhora”.

ASSIS, Machado de. Contos. 18.a ed. São Paulo: Ática, 1994. P.89 Discurso indireto livre Não é exatamente a fala, mas a reprodução dos desejos e pensamentos da personagem. É um discurso misto, pois a fala da personagem se insere sutilmente na narração, sem os sinais característicos de diálogo. “Não se conformou: devia haver engano. Ele era bruto, sim senhor, via-se perfeitamente que era bruto, mas a mulher tinha miolo. Com certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos. Passar e vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar uma carta de alforria.”

(Graciliano Ramos. Vidas Secas ) 1. Leia o texto abaixo e identique os elementos e as etapas da narrativa:

A Velha Contrabandista

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta . Todo dia ela
passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco
atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega - tudo malandro velho
- começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás. Mas o fiscal desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha.
E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não “espáia”? - quis saber a velhinha.
- Juro - respondeu o fiscal.
- É lambreta.

(Stanislaw Ponte Preta) 3. Leia o poema abaixo, de Manuel António Pina, importante nome da lírica portuguesa contemporânea:

AGORA É

Agora é diferente
Tenho o teu nome o teu cheiro
A minha roupa de repente
ficou com o teu cheiro
Agora estamos misturados
No meio de nós já não cabe o amor
Já não arranjamos
lugar para o amor
Já não arranjamos vagar
para o amor agora
isto vai devagar
Isto agora demora

(Manuel António Pina. Poesia Reunida (1974-2001). Lisboa: Assírio & Alvim, 2001, p. 49).

a) O poema trata de uma transformação. Explique-a.

b) Que palavra marca essa transformação?

c) Qual a diferença introduzida por essa transformação no tratamento convencional dado ao tema? E.C.T. -Cássia Eller
Tava com o cara que carimba postais
Que por descuido abriu uma carta que voltou
Levou um susto que lhe abriu a boca
Esse recado veio pra mim não pro senhor...

Recebo o crack, colante
Dinheiro parco, embrulhado
Em papel carbono e barbante
Até cabelo cortado
Retrato de 3x4
Prá batizado distante
Mas isso aqui, meu senhor
É uma carta de amor...

Levo o mundo
E não vou lá...(3x)
Levo o mundo e não vou...

Mas esse cara tem a língua solta
A minha carta ele musicou
Tava em casa a vitamina pronta
Ouvi no rádio a minha carta de amor..
Dizendo:-Eu caso contente
Papel passado e presente
Desembrulhado o vestido
Eu volto logo, me espera
Não brigue nunca comigo
Eu quero ver nossos filhos
O professor me ensinou
Fazer uma carta de amor...

Leve o mundo que eu vou já...(3x)
Leve o mundo que eu vou...
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