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-Multidão: Guerra e democracia na era do império.

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by

Rodrigo Angelotti

on 13 October 2014

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Transcript of -Multidão: Guerra e democracia na era do império.

Michael Hardt - 53 anos


Nacionalidade:
Estadunidense
Ocupação
: Teórico literário
Escola/tradição:
pós-marxismo
Principal interesse:
Politica

A Monstruosidade da Carne
“A sociedade pós moderna é caracterizada pela dissolução dos corpos sociais tradicionais.”

“A instabilidade soterra o caráter, a confiança, a lealdade, o compromisso mútuo e os laços de família.”

“Os fatos e acontecimentos parecem espocar em imagens distintas e desconexas, em vez de se desenrolarem numa narrativa coerente.”

Anatomia do corpo da multidão
= muitos indivíduos diferentes agindo em comum, como um corpo único, formando uma composição plural e democrática.

Conceito de Comunidade Global
= diferentes grupos e indivíduos podem associar-se em fluidas matrizes de resistência; deixando de constituir ‘massas’ silenciosas e oprimidas, podem formar uma multidão, com o poder de forjar uma alternativa democrática à atual ordem mundial.

Antonio Negri - 81 anos

Nacionalidade:
Italiano
Ocupação:
Acadêmico, filosofo, lider politico
Escola/tradição:
pós-estruturalista, pós-modernismo, pós-marxismo
Principal interesse:
politica

Os Rastros da Multidão
Conceito de multidão = é a população ativa, não mais definida por relações de soberania

Conceito de Carne produtiva (da multidão) = corpo global (constituído e organizado pela política, pela geografia, por hierarquias de trabalho e riqueza, por poderes econômicos e jurídicos, por etnias, raças, gêneros e classes do mundo.)

Multidão: Guerra e democracia na era do império.

Michael Hardt, Antonio Negri



Antonio Negri é filosofo, politico, marxista, italiano, nasceu em 1933, em Pádua na Itália. Com 21 anos já se integrava ao partido socialista italiano com grande foco no classe operária. Em 1956 se
formou em Filosofia
pela Universidade de Pádua e em 1959 e lança a revista teórica Quaderni Rossi, que abordava as questões políticas do partido socialista.

Em idas e vindas ao presídio por mais de vinte anos, Antonio Negri muda-se para a Paris onde leciona ciências políticas e participa efetivamente em revistas de filosofia e economia. Em 1997 retorna a Itália para ser preso novamente, mas desta vez sob regime domiciliar.
Atualmente, Antonio Negri vivem em Paris e Veneza e escreve para revistas e jornais de todo o mundo.

Michael Hardt nasceu em Washington DC, EUA, em 1960. Filósofo político e teórico literário, leciona atualmente na Universidade de Duke, na Carolina do Norte.
Sua trajetória profissional se dá início com um curso de graduação em engenharia, onde em seguida Hardt trabalhou para empresas de energia solar nos Estados Unidos e na Itália. Após a graduação, no início de 1980, tornou-se parte do Movimento Santuário, que ajudou refugiados de Guatemala e El Salvador entrar e permanecer nos Estados Unidos.

Seus trabalhos mais famosos, Império, Multidão: Guerra e Democracia na Era do Império, em 2004 foram escritos em colaboração com Antonio Negri e segundo alguns, se tornaram grandes eventos em teoria política e crítica.

“Do ponto de vista ontológico, a carne da multidão é uma força elementar que constantemente expande o ser social.”

“Do ponto de vista da ordem e do controle políticos, a carne elementar da multidão é desesperadoramente fugidia, pois não pode ser inteiramente enfaixada nos órgãos hierárquicos de um corpo político.”

Ao buscar entender as novas formas de poder na globalização,
Negri e Hardt
destacam a força da multidão, conceito que se refere à potência criativa dos indivíduos, à cooperação e aos desejos que propiciam resistência e transformação, isso numa era em que a soberania dos Estados-nação entrou em xeque e a guerra tornou-se global.
Editora Record, 2005
“[...]muitos autores, diante do colapso das organizações sociais tradicionais e da ameaça de uma sociedade individualista fragmentada, falam da nostalgia de formações sociais do passado.”

“Os partidos e sindicatos de esquerda, em busca dos valores fortes do passado, parecem com demasiada frequência recorrer a gestos antigos numa espécie de reflexo automático. Os velhos corpos sociais que os sustinham já não se fazem presentes. Está faltando o povo.”

“Mesmo quando efetivamente se manifesta algo parecido com o povo[...]é visto pelos líderes da esquerda institucional como algo deformado e ameaçador[...] portanto, monstruoso.”

“Para muitos, essas multidões que não são povos nem nações ou sequer comunidades constituem mais um exemplo da insegurança e do caos que resultaram do colapso da ordem social moderna.”

“Pelo olhar da modernidade, talvez a pós modernidade se caracterize efetivamente pelo fim das narrativas grandiosas.”

O símbolo de Guy Fawkes, Manifestações Junho de 2013 e as metamorfoses monstruosas da sociedade pós-moderna
V de Vingança é uma série de romances gráficos escrita por Alan Moore. A história se passa em um distópico futuro de 1997 no Reino Unido, em que um misterioso Revolucionário tenta destruir o Estado, através de ações diretas.
O enredo é situado num passado futurista (uma espécie de passado alternativo), numa realidade em que um partido de índole totalitária ascende ao poder, após uma guerra nuclear. Há uma forte analogia com o regime fascista: o governo tem o controle da mídia, há uma polícia secreta e campos de concentração para minorias raciais e sexuais.

A máscara usada por V faz referência ao soldado inglês, Guy Fawkes e ao episódio conhecido como “conspiração da pólvora”, em que um grupo católico tentou assassinar o rei Jaime I na noite do dia 5 de novembro de 1605.
Impacto cultural

O Anonymous, um grupo baseado na Internet, adotou a máscara de Guy Fawkes como seu símbolo juntamente com o slogan “We are Legion”.
Durante o movimento Occupy Wall Street, nos Estados Unidos, Primavera Árabe, no mundo árabe, Los Indignados, na Espanha e em outras manifestações semelhantes ao redor do mundo, a máscara tornou-se conhecida internacionalmente como um símbolo da revolução popular. No Brasil, a máscara foi utilizada por um grande número de pessoas nas manifestações populares de junho de 2013.

A alegoria do Vampiro na sociedade


“O vampiro é uma figura que expressa o caráter monstruoso, excessivo e rebelde da carne da multidão”

“O vampiro funciona na imaginação social como um símbolo da monstruosidade de uma sociedade na qual os corpos sociais tradicionais, como a família, estão entrando em colapso.”



“[...]o vampiro tem constituído uma ameaça ao corpo social e à instituição social da família.”

“A ameaça do vampiro é, em primeiro lugar, sua sexualidade excessiva.”

“[...]sua mordida erótica atinge igualmente homens e mulheres, ameaçando a ordem do acasalamento heterossexual.”

“[...]o vampiro mina a ardem reprodutiva da família com seu próprio mecanismo alternativo de reprodução.”

O vampiros, assim como suas formas de visualização pela sociedade, vão se modificando com o passar dos séculos e sofrendo diversas reinvenções. Eles não são nada mais que um reflexo dos anseios dos humanos, através da qual se sustentam.
Invasão dos Monstros – “O gigante acordou”
“Como podemos hoje, na pós modernidade, reconhecer essas metamorfoses monstruosas da carne não só como um perigo, mas também como uma possibilidade de criar uma sociedade alternativa?”
“[...]o monstro não é um acidente, mas a possibilidade sempre presente capaz de destruir a ordem natural da autoridade em todos os terrenos, da família ao reino.”

O monstro não é um estágio pré ou pós qualquer coisa, o monstro está sempre aí: são as possibilidades que resistem e insistem por trás, ao lado, por baixo, por dentro e para fora daquilo que chamamos de realidade.

O monstro é sublime. Nem belo nem feio, nem bom nem mau, nem verdadeiro nem falso, ele desconfigura nossas certezas estéticas e políticas e, nesse movimento, promove simultaneamente angústia e alegria. Contagia.

O monstro é a face mais politizada da multidão superprodutiva, hiperinformada, ultraconectada e cheia de opinião

“O homem é o animal que está mudando sua própria espécie.”
Livro implica em encarar as formas de poder, exploração e opressão contemporâneas e criação de conceitos que possam considerar o potencial efetivo dos desenvolvimentos e libertações alternativos.
É uma "evolução" da obra Império, tida como renovação conceitual sobre as possibilidades das relações políticas, sociais e econômicas contemporâneas. Dando à multidão uma característica de pluralidade, ao mesmo tempo confiando em um efeito convergente sob o poder de um conceito de democracia.
A sociedade pós-moderna é caracterizada pela dissolução dos corpos sociais tradicionais.

A manifestação do povo no cenário social é vista pelos líderes da esquerda institucional como algo deformado e ameaçador. Ameaçador para eles, portanto são incompreensíveis, monstruosos.
Multidão: guerra e democracia na Era do Império, publicado no Brasil pela editora Record em 2005, é um volumoso livro de 530 páginas, organizado em três partes. A primeira tem por objeto o estado de guerra continuada da era contemporânea. A segunda propõe a ideia de multidão como forma da nova classe social. E a terceira estuda a noção de democracia, tomando-a como projeto da multidão e analisando suas condições de possibilidade
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