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Cuidados Paliativos

Projeto Mestrado
by

Joana Sousa

on 12 June 2013

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Transcript of Cuidados Paliativos

JOANA PINHO SOUSA
Orientador: António Vieira
"Entende-se por “Cuidados paliativos os cuidados ativos, coordenados e globais, prestados por unidades e equipas específicas, em internamento ou no domicílio, a doentes em situação em sofrimento decorrente de doença incurável ou grave, em fase avançada e progressiva, assim como às suas famílias, com o principal objetivo de promover o seu bem -estar e a sua qualidade de vida, através da prevenção e alívio do sofrimento físico, psicológico, social e espiritual, com base na identificação precoce e do tratamento rigoroso da dor e outros problemas físicos, mas também psicossociais e espirituais”
Diário da República, 1.ª série - N.º 172 ,
5 de Setembro de 2012
Actualmente em
Portugal
Dos doentes crónicos em situação evolutiva, estima-se que:
Actualmente estão inscritos na Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos cerca de 22 equipas.
População e
Amostra

Constituído por 3 partes:

1º Parte - Dados sóciodemográficos;
2º Parte - Informação clínica ou historia clinica
3º Parte - Caracterização alimentar (diário, hábitos, preferências…)
Recolha de Dados
Foi elaborado um questionário específico.
1
ETAPA

Os valores recolhidos no processo clínico do doente foram analisados e examinados de acordo com parâmetros de inclusão e exclusão.


ETAPA
Doentes que deram entrada no serviço:
34
24
Observados
25
58
Sexo Feminino
Sexo Masculino
37
INCLUIDOS
EXCLUIDOS
12
Sexo Feminino
Sexo Masculino
10
27
Associado a este foi efetuada a Avaliação Subjetiva-Gerada pelo Doente (AGS-SD).
Processo de Recolha de Dados
Um método de avaliação nutricional que combina dados objetivos e subjetivos da história clínica e exame físico como: percentagem de perda de peso, ingestão alimentar, sintomatologia, atividade física, avaliação da perda de massa muscular e de gordura subcutânea.
Este estudo observacional descritivo, teve como principais objectivos:

133 equipas de cuidados paliativos domiciliários;
102 equipas de suporte intra-hospitalar;
28 equipas em hospitais de agudos.
Resultados
Os dados referentes à caracterização sóciodemográficos e à informação clínica, foram recolhidos dos processos clínicos dos doentes.
37 doentes observados
10 doentes entrevistado.
Exclusão
Inclusão
Critérios de:
A recolha de dados foi realizada, aos doentes que deram entrada na Unidade de Cuidados Paliativos da Rede do IPOPFG, EPE, durante cerca de 4 meses.

Foram avaliados e entrevistados os doentes que deram entrada nesta unidade segundo critérios de inclusão e exclusão, bem como a assinatura de um Termo de Consentimento Informado.
Cuidado Nutricional

ETAPA
Resultados
Feminino
Prevalece o Sexo
Média de idades de
64 e 59 anos
(respectivamente)
e dos
Dos
Em ambos os casos o Diagnóstico que prevalece é o
Oncológico
Em relação so Nível Tumoral
Doentes Observados
Doentes Entrevistados
1 e 2 ETAPA
Resultados
1 e 2 ETAPA
Resultados
3 ETAPA
Dos 10 doentes entrevistados:
A recomentação da triagem nutricional avaliada através AGS-CD indica que:
90% dos doentes têm uma necessidade critica de intervenção nutricional específico.
Avaliação Nutricional
Classificação IMC:
normoponderal
% de Perda de Peso:
11 a 20%
Resultados
3 ETAPA
Preferências Alimentares
A nível...
Sabores
Confeção
Consistência e Preferencia Toreradas
Salgados
Cozidos
Normal
Preferências de Alimentos
Mornos
Resultados
3 ETAPA
Preferências Alimentares
(70,0%)
(40,0%)
(80,0%)
(80,0%)
Fruta
Hortículas
Preferências Pratos
Lacticínios:
ao Natural
Prato de Sopa
Carne e Peixe
(60,0%)
(80,0%)
(50,0%)
Iogurtes de Aromas
Queijo Amanteigado
Leite Simples
(70,0%)
(70,0%)
(50,0%)
Resultados
3 ETAPA
Preferencias Alimentares
Sobremesas:
Leite Creme
Gelado
Gelatina
(60,0%)
(50,0%)
(50,0%)
Bebidas:
Água Natural
(70,0%)
Chá
(60,0)
Resultados
3 ETAPA
Alguma Aversão?
Não
(60,0%)
Preferências Alimentares
Discussão
Até à data, e que seja do nosso conhecimento, não existe nenhuma revisão bibliográfica ou publicação que trate do tema sobre a avaliação das preferências alimentares dos doentes em cuidados paliativos.
Discussão
Ferramenta de Estudo

que diariamente atualizado (pelo dietista ou nutricionista) descrevesse as evoluções que os doentes vão sofrendo a nível alimentar (desejos, vontades, etc…). Este poderia ser utilizado para realmente criar um padrão das preferências alimentares e das alterações sofridas ao longo do tratamento.
Quando o doente dá entrada no serviço numa fase inicial é aplicado um questionário alimentar “tipo” que ajuda na prática diária.
Este questionário poderia tornar-se uma ferramenta de estudo...
Discussão
Escolha Própria
Estes doentes variarem diariamente não só de “vontades” mas principalmente de sintomas.
Conclusão
Principais Limitações
Dificuldades de integrar numa unidade de cuidados paliativos (num espaço de tempo reduzido).
Por outro lado durante os cerca de quatro meses disponíveis para proceder à avaliação, deram também entrada no serviço doentes
:
Apesar de a recolha de dados ter sido feita nas primeiras nas 48h após entrada no serviço, em alguns casos, as alterações do seu estado eram profundas.
sem qualquer grau de reação,
num estado extremamente debilitado,
e com um tempo de sobrevida bastante curto.
Limitações do Questionário
Impossibilidade de no tempo disponível elaborar um questionário teste.

Transformar o questionário num instrumento mais simples com perguntas diretas poderá tornar o processo menos “pesado”.
Poderia ter sido mais vantajoso se o questionário não possuísse algumas questões de resposta aberta, pois apesar de poder ter alguma vantagem para o resultado final, a maioria destes doentes, encontravam-se esgotados com toda a sua situação e conversar sobre comida “transportava-os” para dois extremos, ou para recordações passadas e momentos de prazer, ou para uma sensação de enjoo e repugnância a toda a comida.
Estima-se ainda que Portugal necessite de:
2º Curso de Mestrado em Cuidados Paliativos
Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
Porto, 2012
Identificar se a alimentação é um factor que afecta a qualidade de vida do doente;
A alimentação tem assim um lugar central na vida destas pessoas.


Os dados referentes à caracterização alimentar foram recolhidos sob a forma de entrevista a todos os participantes que respeitavam os critérios de inclusão. Esta última etapa foi realizada pelo investigador responsável, após a assinatura do Termo de Consentimento Informado, pelo participante.

Um mau estado nutricional de doentes em cuidados paliativos poderá contribuir :
para aumentar o risco de complicações e reduzir a eficiência do tratamento
para a progressão da doença.
Discussão

A nível nutricional, são ainda muito poucos os que têm uma formação especializada em cuidados em fim de vida, apesar de ser importante que os profissionais tomassem consciência da verdadeira importância que a alimentação têm para estes doentes.
Para as sua famílias é também uma forma de se sentirem apoiadas e reconfortadas com o tratamento e cuidado individualizado prestado ao doente.
Com a amostra conseguida (10 participantes) não foi possível demonstrar de forma inequívoca que existe algum padrão de preferências alimentares.
Foi possível observar que os doentes que se encontravam numa fase mais estável e com a maior parte dos sintomas controlados, possuem escolhas muito próprias e gostos muito variados, bem como a pertenção para comida per os.
Com idade ≤inferior a 18 anos;
Permanece no serviço á mais de 48h á data da observação;
Com um estado de consciencia > 3 (segundo a escala de consciência);
Terem uma terapia nutricional parentérica.
Com idade superior a 18 anos;
Registo de entrada no serviço inferior a 48h;
Individuos conscientes colaboradores e sem alterações cognitivas.
Ter uma terapia nutricional per os e entérica.
Identificar que alterações alimentares vão surgindo no evoluir da doença;

Compreender se constitui um parâmetro essencial avaliar a ingestão alimentar durante o próprio evoluir da doença.
Compreender se existe algum padrão nas preferências alimentares destes doentes;

Cerca de 60 a 70% de doentes com neoplasias e 30 a 60% de doentes com outras patologias ...


...necessitem de intervenção de equipas especializadas em cuidados paliativos.
Lei de Bases dos Cuidados Paliativos
Lei n.º 52/2012
Objectivo
Avaliação das Preferências Alimentares de Doentes internados na Unidade de Cuidados Paliativos da Rede do IPOPFG, EPE
Cuidados Paliativos
Joana Sousa
Desempenha um papel fundamental no conforto e qualidade de vida dos pacientes;
Segundo a observação destes doentes podemos dizer que uma escolha alimentar mais individualizada poderia reconfortar e satisfazer as suas vontades.

Poderia ser adoptado uma estrategia de serviços de refeições mais individualizadas 2 ou 3 vezes por semana.
Falta de Profissionais especializados ou por vezes a falta de sensibilização para os cuidados alimentares.
O controle do avanço dos efeitos secundários;
O próprio efeito dos tratamentos paliativos.
Doentes Observados
Doentes Entrevistados
A alimentação representa um dos factores de grande importancia na qualidade de vida dos doentes.
Apesar da doença os doentes possuem gostos muito próprios e particulares que acreditamos ser importante continuarmos a investigar para podermos oferecer um serviço cada vez mais centrado no cuidado global.
Obrigado
Joana Sousa
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