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Como Ler o Romance Chá das Cinco com o Vampiro

LEONARDO TELLES MEIMES Orientadora: Profa. Dra. Cátia Toledo Mendonça
by

Leonardo Telles Meimes

on 31 August 2012

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Transcript of Como Ler o Romance Chá das Cinco com o Vampiro

Nome do Acadêmico

Orientadora:
Xxxxxxxxxxx Título do trabalho INTRODUÇÃO A OBRA DE MIGUEL SANCHES NETO Romance: Chá das Cinco com o Vampiro, de Miguel Sanches Neto (2010). Polêmica entre a crítica e leitores.
Roman à clef. Nele a relação leitor/texto literário é de importância fundamental. Como a Estética da Recepção explica a recepção do romance?
Qual a diferença entre a leitura informada e a leitura desinformada? Objetivos e hipóteses Objetivos: caracterizar a obra e sua colocação no contexto literário;
analisar sua recepção. Hipóteses: o leitor informado será atraído pelos eventos que têm uma contrapartida histórica e analisará o romance por esse viés;
o leitor desinformado considerará a construção da personagem protagonista e se entregará aos aspectos estéticos da obra com mais facilidade. Chá das Cinco com o Vampiro Publicado em 2010: Roberto Nunes Filho conta sua história de 1982 até 2002. Até 1997 - acontecimentos que constroem o personagem: convivência com a família (tia Ester, mãe e pai);
sexualidade (tia Ester, Martha e Helena);
seu interesse pela literatura;
sua mudança para Curitiba;
início da vida literária. A partir de 1997 - a vida profissional de Beto: crítico e escritor;
seu convívio com Geraldo e outros escritores e críticos;
sua volta a Peabiru. Roman à clef: Dalton Trevisan, Valêncio Xavier, Wilson Martins, Jamil Snege, Wilson Bueno e Fábio Campana (todos com pseudônimos). O autor Miguel Sanches Neto: Publicações Romances (autobiográficos e históricos): Chove sobre Minha Infância (2000); Um Amor Anarquista (2005); A Primeira Mulher (2008) e Chá das Cinco com o Vampiro (2010). Contos: Hóspede Secreto (2003); Primeiros Contos (2008) e De Pai para Filho (2010). Poemas (domínio da linguagem): Venho de um País Obscuro (2005); Abandono (2003) e Pisador de Horizontes (2006). Crônicas: Herdando uma Biblioteca (2004); Impurezas Amorosas (2006) e Um Camponês na Capital (2009). ESTÉTICA DA RECEPÇÃO Os estudos sobre a história da arte tratavam dos autores e dos aspectos da produção (formalismo).
A história em si não entrava nas análises das obras. Jauss (ZILBERMAN, 1989, p. 10) considerou inaceitável afirmar uma autonomia absoluta do texto.
Propôs recuperar a característica intrinsecamente comunicativa da literatura. Precedentes: A Fenomenologia – conceito de concretização, porém só considerava o texto o objeto de estudo.
A Sociologia da Leitura – considera o público como fator importante pelas questões de gosto e preferência (passivo).
O Estruturalismo Tcheco (1926) – conceito de estranhamento. A evolução literária produz novamente o estranhamento (passivo).
O Reader-Response Criticism – considerou os sentidos que o leitor nota na obra essenciais para o processo comunicativo. Jauss – conferência de 1967 Mostra os problemas dos modelos de história da literatura existentes: a historicidade da obra e a perspectiva estética são deixadas de lado;
o positivismo exacerba a investigação das fontes e influências;
o idealismo suprime a história;
o marxismo não considera a arte um fenômeno independente (inovador, transgressor e formador);
o formalismo tenta libertar a arte dos sistemas históricos e econômicos e não consegue avaliar sua função e ação social. O foco se desloca para o leitor e para a recepção. “a relação entre literatura e leitor possui implicações tanto estéticas quanto históricas” (JAUSS, 1967, p. 23). A historicidade de uma obra ocorre no momento da leitura: CONCEITOS * Adaptados de Zilberman (1989). Sistema de referências que o leitor traz para o texto no momento da leitura: Leitor: implícito – leitor previsto pelas estruturas do texto;
explícito – indivíduo histórico. Recepção: fruto do relacionamento entre obra e leitor;
poiesis: participação na construção do texto;
aisthesis: alargamento do conhecimento de mundo;
katharsis: processo de identificação do leitor. Atividade do leitor de preenchimento das lacunas ou vazios de um texto. é a distância entre uma obra e os códigos estéticos vigentes;
diferença entre o horizonte de expectativa e a obra define o estranhamento. Efeito: Resposta ou reação motivada pelo texto no leitor, impacto causado no sistema estético ou histórico de um dado período. APLICAÇÃO 1º - Apreensão do texto através da leitura;
2º - Complementa-se a construção do sentido buscando preencher qualquer ponto de indeterminação ou ponto em aberto.
3º - Leitura reconstrutiva, considerando a distância no tempo, as diferenças do horizonte atual e do contemporâneo à obra e os significados que os efeitos tiveram no tempo. ROMAN À CLEF ASPECTOS DA RECEPÇÃO DO ROMANCE UM ROMAN À CLEF
SOBRE OS ESCRITORES DE CURITIBA O romance contém inúmeras relações com a vida de Miguel Sanches Neto: Miguel nasceu em Peabiru;
foi crítico da obra de um grande contista (Dalton Trevisan);
se desentendeu com o contista e acabou voltando para o interior;
o nome Roberto Nunes Filho: UMA TEMPORALIDADE
FRAGMENTADA E ALINEAR Os capítulos se intercalam: A presença de outros gêneros: Análise da obra. contém contos (Casa Iluminada, Violetas e Nova Temporada) e uma carta;
a estrutura habitual de um romance se quebra. Cria uma distância estética maior do que o leitor esperava. São: Obras ficcionais cujas personagens são baseadas em pessoas que realmente existem (ou existiram) e que pertencem ao meio do qual o livro trata.
Elementos-chave: indícios para a descoberta do “segredo”.
O roman à clef pode criticar a realidade enquanto que, ao mesmo tempo, evita o confronto direto por sua construção e pela necessidade de conhecimento por parte do leitor (BOYDE, 2008, p. 3). MOMENTO HISTÓRICO
DA RECEPÇÃO DO ROMANCE Prêmio Portugal Telecom: Cristóvão Tezza (com o livro O Filho Eterno, 2007 );
Dalton Trevisan (com o livro Macho não Ganha Flor, 2007 e com Pico na Veia, 2003). Idade avançada de Trevisan. Nisso, o romance de Miguel é publicado, caracterizando o meio literário curitibano de forma ácida e cruel. Antes mesmo de ser publicado.
Polêmica: Trevisan X Sanches Neto. carta aberta de Miguel para Trevisan;
Hiena Papuda (2008); A descoberta da Clef do romance foi facilitada.
Se divulgou nos meios acadêmicos. RECEPÇÃO PELA CRÍTICA destaca que o romance superou as polêmicas e o medo de que fosse de fato oportunista e pouco literário;
considera o romance uma reflexão delicada sobre a vaidade;
comenta que o livro acaba encontrando a forma humana dos escritores . Homenagem ao Dalton. Daniel Couto (2010) na Revista UP: destaca a qualidade da obra de Miguel;
comenta as características de roman à clef;
compara Miguel ao escritor Truman Capote;
comenta: Euler de França Belém na Revista Bula (2010): comenta as ligações entre Geraldo Trentini e Dalton Trevisan;
considera uma tentativa de desmistificar Dalton. Carlos de Sousa na Tribuna do Norte (2010): O livro parece uma biografia romanceada de Dalton Trevisan. Sérgio Rodrigues (blog), ficcionista: Considerou indelicado o tratamento ao Dalton. Schneider Carpeggiani (2010): não compreendeu a estrutura de roman à clef;
fez uma leitura literal do romance;
considerou um desrespeito à figura de Dalton Trevisan. Há críticas que consideram aspectos literários, porém muitas críticas consideram apenas a polêmica. RECEPÇÃO ANALISADA
EM QUESTIONÁRIOS Questionário: a primeira era sobre o primeiro contato deles com a obra;
a segunda sobre o tipo de informação acerca do livro que eles haviam recebido antes da leitura;
a terceira sobre que parte do livro o leitor teve preferência;
a quarta era para marcar os personagens que foram identificados. O preenchimento dos questionários era opcional. Considerações: três disseram que não tinham conhecimentos sobre a obra; Um reiterou que a leitura se tornou mais complicada. os outros disseram que tiveram contato com informações de diversos tipos e fontes. não houve uma relação consistente entre o nível de informação sobre a obra e a preferência;
apenas um se interessou pela primeira parte;
se confirma, então, que a presença das características do roman à clef levam a obra a ser lida pelo viés da curiosidade. todos reconheceram pelo menos três personagens no livro (Trevisan e Sanches Neto);
esse horizonte de expectativas os levou a considerar como essencial para a criação do sentido geral da obra a convivência de Beto com Trentini. Tendência a considerar o lado à clef da obra: CONSIDERAÇÕES SOBRE A RECEPÇÃO DA OBRA Informada e Desinformada CARACTERÍSTICAS
DA RECEPÇÃO INFORMADA A recepção de um leitor informado: Horizonte de expectativas informado é rapidamente confirmado e influenciará a criação de sentido.
A polêmica influencia a leitura. A história que relata o convívio de Beto e Trentini é privilegiada. A estrutura da obra: o leitor precisa trabalhar sobre a história; pode preencher algumas lacunas que não são possíveis pelo leitor desinformado: A leitura pode ser considerada um relato fiel da realidade, como foi o caso do jornalista Schneider Carpeggiani (2010). o leitor pode prever o cmainho de Beto até o convívio com Trentini (Sanches Neto);
a ameaça de Trentini a Beto pode ser relacionada à resposta de Dalton a Sanches Neto;
o leitor informado sabe que Sanches realmente escreveu sobre Dalton, portanto Beto poderia fazê-lo também;
a visualização das localidades pode ser facilidade por um leitor que conhece a cidade. CARACTERÍSTICAS DA RECEPÇÃO DESINFORMADA Uma história de ficção comum.

Não se confirmaria um horizonte expectativas externo prévio.
Essa leitura não esteve presente na crítica literária nem nos sujeitos que responderam aos questionários.
Considerando o horizonte interno de expectativas: o leitor deverá criar possibilidades para o caminho de Beto até seu convívio com Trentini;
a leitura do convívio com os escritores será “desinteressada”;
as questões sexuais e os “dramas” familiares entram na composição do sentido (deixados de lado pelos leitores informados);
um leitor que não conhece a cidade terá que imaginar. BELÉM, E. de F. Chá das Cinco com o Vampiro. Revista Bula, 28 de mar. de 2010. Disponível em: <http://www.revistabula.com/posts/livros/cha-das-cinco-com-o-vampiro/#form-c>. Acesso em: 28 de mar. de 2010.
BOYDE, M. The Modernist roman à clef and Cultural Secrets, or I Know That You Know That I Know That You Know. Faculty of Arts – Papers, 2009.
CARPEGGIANI, S. Vivência com Vampiro Acaba em Sangue. Jornal do Commercio, 28 de mar.de 2010. Disponível em: <http://blogodomarcus.blogspot.com/2010/06/vivencia-com-vampiro-acaba-em-sangue.html>. Acesso em: 28 de mar. de 2011.
COUTO, D. Dois Escritores Chamados Miguel Sanches Neto. Revista UP, nº 25, 04 de out. de 2010.
JAUSS, H. R. A História da Literatura como Provocação à Teoria Literária. Tradução por Sérgio Tellaroli., São Paulo: Ática, 1994. Primeira edição em Konstanz, 1967.
JAUSS, H. R. et al. A Literatura e o Leitor: Textos de Estética da Recepção. Tradução por Luiz Costa Lima. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
MELO JÚNIOR, M.. Vaidade Revelada. Rascunho, seção Críticas e Resenhas, jul. de 2010. Disponível em: <http://rascunho.rpc.com.br/index.php?ras=secao.php&modelo=2&secao=25&lista=0&subsecao=0&ordem=3458&semlimite=todos>. Acesso em: 28 de mar. 2011.
Participação de Miguel Sanches Neto no Paiol Literário. Rascunho, seção Paiol Literário, jun. de 2007. Disponível em: <http://rascunho.rpc.com.br/index.php?ras=secao.php&modelo=2&lista=&secao=45&subsecao=0&ordem=1421&submenu=0&semlimite=todos>. Acesso em: 24 de mar. de 2011.
SANCHES NETO, M. Chá das Cinco com o Vampiro. Curitiba: Objetiva, 2010.
SOUSA, C. de. Conversas com o Vampiro de Curitiba. Toque – livros e cultura. Tribuna do Norte, 13 de out. de 2010.
TREVISAN, D. Duzentos Ladrões. São Paulo: L&PM Pocket, 2008.
ZILBERMAN, R. Estética da Recepção e Historia da Literatura. São Paulo: ATICA, 1989. Uma publicação com características marcantes.
Algumas conclusões merecem ser retomadas: uma experiência interessante tanto para leitores informados quanto para leitores desinformados;
reafirma-se a importância da contribuição do leitor para a criação do sentido da obra literária;
o horizonte de expectativas externo do leitor é o principal fator para a compreensão dos elementos à clef do romance;
o horizonte interno e a possível identificação do leitor com Beto têm também papel importante em uma possível leitura desinformada;
os efeitos produzidos são consideráveis: Há que se desfazer a injustiça contra o autor: utilizou a própria vida como matéria para uma reflexão literária;
críticos, leitores e acadêmicos têm que assumir uma posição menos polêmica e mais literária em relação à obra;
os entusiastas da obra de Dalton Trevisan e dos outros autores citados, também, devem tomar um cuidado extra ao ler o romance. A obra é significativa e merece ser analisada futuramente para que sua recepção ao longo do tempo seja avaliada. FIM Visão geral da obra, problema,
objetivos e hipóteses. Visão geral da obra e problema Chá das Cinco com o Vampiro, o autor e publicações. professor universitário;
contribui em diversos periódicos com crônicas e críticas literárias;
semifinalista do prêmio Portugal Telecom (2009), concorrendo com Dalton Trevisan. Infanto-juvenil: Estatutos de um Novo Mundo para as Crianças (2005); Amanda vai Amamentar (2005); O Rinoceronte Ri (2006); Estatutos de um Novo Mundo para os Animais (2007); A Cobra que não Sabia Cobrar (2006); Amor de Menino (2008) e A Guerra do Chiclete (2008). Princípios, conceitos e aplicação. Princípios e precedentes Acolhida alcançada por uma obra na época de seu aparecimento e ao longo da história. Horizonte de expectativas: Experiência estética: Concretização: Distância estética: Jauss divide em três partes sua proposta metodológica: Dalton Trevisan é Geraldo Trentini: Resumindo: A produção paranaense está em destaque. Divulgação: “mente no bico fechado mente na carta aberta” (TREVISAN, 2008). A recepção do romance foi influenciada pelo contexto: Curiosidade sobre Dalton Trevisan. Horizonte de expectativas que acaba se confirmando. Maurício Melo Júnior (2010): Viés da fronteira entre ficção e realidade: tratamento polêmico.
Características literárias: opiniões favoráveis ao romance. Alunos de graduação e pós-graduação em Letras da PUCPR.
Perguntas: Em todos os casos a primeira leitura da obra foi feita por pedido acadêmico.
Conhecimento prévio à leitura: Preferências durante a leitura: Identificação de personagens: Um efeito mais imediato. REFERÊNCIAS CONSIDERAÇÕES FINAIS Curiosidade em relação às histórias sobre os autores de Curitiba.
A possível irritação de alguns leitores que tomem as críticas de Beto como críticas de Sanches Neto aos autores curitibanos.
A presença de localidades reais.
A necessidade do trabalho do leitor sobre a estrutura do romance (poiesis). horizonte implícito de expectativas: expectativas pré-determinadas pelo texto;
horizonte extraliterário: conhecimentos trazidos de fora do texto. A recepção e o efeito sobre o leitor são preceitos de qualquer análise histórica ou caracterização estética. comportamento igual;
ambos são contistas curitibanos;
considerados os maiores de seu ramo por alguns críticos;
o nome: Valêncio Xavier, Wilson Martins, Wilson Bueno, Jamil Snege e Fábio Campana aparecem disfarçados com outros nomes (respectivamente Valério Chaves, Valter Marcondes, Uílcon Branco, Akel e Orlando Capote) a mesma quantidade de letras (17);
ambos têm um sobrenome relacionado a um parentesco (“Neto” e “Filho”). Outros casos: sobrenomes começam com a letra “T” e são se origem italiana. Efeito sobre o horizonte de expectativas do leitor: a estrutura do romance pode acarretar em recepções diversas relativamente aos leitores;
ela é estruturada buscando que ambas as expectativas dos leitores sejam satisfeitas intercaladamente. de 1982 até cerca de 1997 e desse ponto até 2002;
a sequência é irregular. O trabalho de organizar o romance pede a participação do leitor na produção do sentido (práxis). a leituras dedicadas à curiosidade;
não apreciação das qualidades literárias do romance. no entanto, a leitura polêmica é uma construção de sentido fácil; Os elementos à clef perdem o efeito.
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