Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Seminário de Pneumologia Pediátrica

No description
by

Ana Flávia Riccetto

on 4 August 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Seminário de Pneumologia Pediátrica

Lactente Sibilante
Lactente Sibilante
Internato (Pneumologia pediátrica) 2014 - TV
Particularidades na Pediatria
Diferenças anatômicas e fisiológicas:
1) Língua maior e mandíbula menor;

2) Respiração nasal até 4º- 6º mês;

3) Vias aéreas com menor diâmetro e mais curtas;

4) Porção mais estreita até os 10 anos é ao nível da cricóide;

5) Epiglote é mais longa e flácida;

6) Menor suporte cartilaginoso da árvore traquiobrônquica;

7) Maior número de glândulas secretoras de muco;

8) Menor número de alvéolos;

9) Imaturidade imunológica relativa

10) Caixa torácica é mais complacente;

11) Diâmetro ântero-posterior = diâmetro látero-lateral em lactentes;

12) Diafragma é mais elevado e mais horizontal;

13) Musculatura respiratória é menos desenvolvida;

14) Vias de ventilação alveolar colaterais são menos desenvolvidas;

15) Taxa metabólica mais alta, com maior consumo de oxigênio.
Lactente Sibilante
Sinal respiratório inespecífico, classicamente definido como um som musical de alta frequência, audível com ou sem estetoscópio, predominante na expiração e resultante da obstrução do fluxo das vias aéreas ("apitos no peito", "gatinhos no peito")
Sibilo:
* Polifônico:
no estreitamento disseminado das VAs
(ex: asma)
* Monofônico:
produzido em VAs largas durante a expiração
(ex: traqueomalácia distal ou broncomalácia)
Incidência e Prevalência
Difícil de ser estabelecida.

* "Estudo Internacional de Sibilâncias en Lactentes (EISL) em países em desenvolvimento: determinar prevalência e possíveis fatores de risco.
* Estudo de Tucson: 40% das crianças sibilantes durante os primeiros anos de vida, mantiveram sibilância persistente quando avaliadas aos 6 anos (Índice preditivo de asma).


* Estudos populacionais prospectivos: 50% das crianças acompanhadas tiveram pelo menos um episódio de sibilância durante os 3 primeiros anos de vida (Martinez, 1995)
Definição
3 episódios recorrentes de sibilância ou chiado de curta duração, no período de 2 meses
LACTENTE
SIBILANTE:
Sibilância contínua por 1 mês
ou
Brasil:
Fenótipos
Academias Europeia e Americana de Asma, Alergia e Imunologia:
- Sibilância Transitória: sibilos durante 3 primeiros anos de vida, parando depois;
- Sibilância não-atópica: sibilância desencadeada principalmente por vírus que tende a desaparecer;
- Asma persistente: sibilância + manifestações de atopia;
- Sibilância intermitente grave: episódios pouco frequentes de sibilancia aguda associados a poucos sintomas fora dos quadros agudos, e com presença de características de atopia
50% dos lactentes analisados desde o nascimento até 6 anos:
2/3 ocorreram já no 1º ano
1/3 têm sintomas após 3 anos
1/2 tiveram sibilância apenas durante 3 anos
1/2 têm sintomas além dos 6 anos
Sibilante transitório
Sibilante persistente
Sibilantes tardios
Aplicação do EISL em Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte:

* 1/2: pelo menos um episódio de sibilos;
* 1/4: episódios recorrentes de sibilos;
* Média de início: 5 meses de vida.
n: 5278
Etiologias
Desordens inflamatórias/ infecciosas:
Asma
Bronquiolite
Bronquite
Pneumonia
Pneumonia aspirativa
Bronquiectasia
Deficiência de alfa-1-antitripsina
Hemossiderose
Infecções por:
VSR
Influenza A e B
Rinovírus
Mycoplasma pneumoniae
Chlamydia pneumoniae
Adenovírus
Desordens Anatômicas:
Extrínseco
Linfadenopatia;
Tumor;
Hérnia diafragmática;
Compressão por anel vascular.
Intrínseco
Traqueomalácia;
Corpo estranho;
Displasia broncopulmonar;
Laringomalácia;
Cisto broncogênico;
Estenose traqueal;
Fístula traqueoesofagal;
Atresia de esôfago
Desordens Genéticas:
Fibrose cística
;
Síndrome dos cílios imóveis;
Síndrome de Kartagener;
Distúrbios metabólicos;
Hipocalcemia;
Hipocalemia;
Distúrbios imunológicos
Como investigar?
História Clínica:
Descrever bem os episódios de sibilância;
IDA completo;
Pré-natal, parto, pós-natal imediato:
Tabagismo materno;
Intubação, ventilação mecânica;
Aleitamento materno exclusivo
História alimentar e sintomas relacionados;
História familiar de atopia, fibrose cística, imunodeficiência;
Ambiente e social:
Condições da moradia;
Contato com animais e alérgenos;
Tabagismo passivo;
Doenças infecto-contagiosas;
Creche;
Irmãos;
Exame físico
Completo!
Inspeção:
Cianose, baqueteamento digital, alterações anatômicas e cutâneas;
Estigmas atópicos:
linha de Dennie Morgan: dupla prega infrapalpebral;
tubérculo de Kaminski: protuberância do lábio inferior;
sinal de Hertog: rarefação do terço externo das sobrancelhas;
Ausculta:
Presença de ruidos adventícios;
Diferenciar fases da respiração em que ocorre:
estridor: ruidoso durante a inspiração
sibilo: musical, acompanhada de respiração prolongada.
Ausculta do pescoço: diferenciar origem de VAS de VAI;

Extratorácico
Crescimento:
Detectar déficit de crescimento.
Ana Flávia
Principais Diagnósticos Diferenciais
- rara antes do primeiro ano de vida
- necessidade de exclusão de outras causas.
REFERÊNCIAS:
1. CHONG NETO, Herberto José; ROSARIO, Nelson Augusto. Sibilância no lactente: epidemiologia, investigação e tratamento. J. Pediatr. (Rio J.), Porto Alegre , v. 86, n. 3, June 2010 .

2. FONTES, Maria Jussara Fernandes et al . Asma em menores de cinco anos: dificuldades no diagnóstico e na prescrição da corticoterapia inalatória. J. bras. pneumol., São Paulo , v. 31, n. 3, June 2005 .

3. NORTON, RC et al. Refluxo gastroesofágico.Jornal de Pediatria - Vol. 76, Supl.2, 2000

4. CARVALHO, Werther Brunow de; JOHNSTON, Cíntia; FONSECA, Marcelo Cunio. Bronquiolite aguda, uma revisão atualizada. Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo , v. 53, n. 2, Apr. 2007 .

5. EL-GAMAL, Yehia. M.; EL-SAYED, Shereen S. Wheezing in infancy. World Allergy Organization Journal, vol 4(5), 85-90, 2011

6.DELA BIANCA, ACC; WANDALSEN, GF; SOLÉ, D. Lactente sibilante: prevalência e fatores de risco. Rev. Bras. Alerg imunopatol. 33(2):43-50, 2010

7. SOLÉ, D. Childhood wheezing. J Bras Pneumol. 34(6):337-339, 2008

8. GINA 2014

Diagnósticos Diferenciais:
- Regurgitações em crianças de baixa idade, sem outras queixas e sem alterações ao exame físico RGE fisiológico.

- Ganho insuficiente de peso, irritabilidade, choro constante, sangramentos digestivos evidentes ou ocultos, acompanhados de anemia de difícil controle, broncoespasmo persistente, pneumonias de repetição e sintomas otorrinolaringológicos recorrentes refluxo
gastroesofágico patológico.
Diagnóstico Diferencial:
- predomina nos períodos de inverno

- rinorréia abundante e tosse "apertada" associada com aceitação inadequada de alimentos (quatro a seis dias após o início dos sintomas)

- febre varia com o patógeno

- taquipnéia, hipóxia leve a moderada e sinais de desconforto ventilatório (batimento de aletas nasais e retrações da musculatura ventilatória acessória)

- chiado, crepitantes ou roncos, expansão torácica diminuída (padrão ventilatório apical) e fase expiratória prolongada
Tratamento
Baseia-se na redução da inflamação, manutenção da função pulmonar e qualidade de vida, prevenção de exacerbações e disponibilização de fármacos sem ou com mínimos eventos adversos
1.
Corticóides de via inalatória
2.
Antagonistas do receptor de leucotrieno
3.
Beta 2 agonistas de longa duração*: asma
4.
Corticóides sistêmicos: asma grave em menores de 5 anos
5.
Budesonida nebulizada e montelucaste oral: APIm positivo

1.
Asma
Critérios de Risco
(índice preditivo de asma)
MAIORES:

pais com asma, dematite atópica e sensibilização a inalantes.
MENORES:
alergia alimentar, sibilância fora de "gripes" e eosinofilia (>4%).
Pediatria USP:
1 critério maior e/ou 2 menores
V Diretriz Manejo da Asma:
2 critérios maiores ou 1 maior e dois menores.
2.
Refluxo Gastro Esofágico - RGE
3.
Bronquiolite:
Calma, está acabando!
Obrigada!!!
GINA 2014
Quando suspeitar de outra fisiopatologia?
Déficit de crescimento
Sintoma desde o período neonatal
Vômitos com sintomas respiratórios
Sibilância persistente
Falha no tratamento
Não associação com quadros infecciosos típicos
Sinais focais pulmonares ou cardiovasculares ou baqueteamento digital
Hipoxemia fora do contexto das doenças infecciosas
Se
índice

+
: 4-10 vezes mais chances de ter asma (6-13 anos)


Se
índice

-
: 95% não terão asma
* > 5 anos
Medidas Ambientais!!!
Não esquecer!
Está faltando alguma coisa?
GINA
Teste terapêutico
Testes para alergênicos
Rx tórax
Teste de função pulmonar *
(inspiratório)
(expiratório)
Por favor!
Full transcript