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Início do pensamento sociológico - 1º ANO

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by

Bruno Borges

on 7 March 2014

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Transcript of Início do pensamento sociológico - 1º ANO

O programa mais médico:
O que é Sociologia?
Modernidade: o início do pensamento sociológico
Fato Social:
Modos de Agir, Sentir e Pensar. Apresentados de maneira coerciva, generalizada e exterior aos indivíduos
Iluminismo, revoluções e Século XIX
Para melhor entender o pensamento sociológico é fundamental reconhecer o cenário que emerge a ciência do social, destacar o quadro de mudanças sociais, econômicas e políticas do período. As grandes transformações não ocorrem de maneira repentina e veloz, foram frutos de um processo ocorrido a partir do século XVI, materializando-se no iluminismo, na Revolução Industrial e na ascensão de uma nova classe social, a burguesia. O sistema feudal estava sendo superado, uma sociedade marcada pelo cientificismo estava sendo construída pelos movimentos de reforma religiosa, pelas necessidades de novos mercados e pela ampliação das fronteiras do mundo.

Possibilidades para o futuro:
a) Os genes do fim: Desafio à morte;
b) Cura total do cancêr e da AIDS;
c) Colonizar e viver em Marte;
d) popularização de órgãos artificiais e cura da paraplegia.
Possibilidades para o futuro:
a) Excesso de população;
b) Escassez de água e alimentos;
c) Conflitos mundiais por recursos naturais, questões étnicas e religiosas.
d) Tragédias naturais mais comuns;
e) Guerra nuclear;
A análise sociológica ou melhor dizendo, a imaginação sociológica anunciada por Mills, pode ser usada para compreender os fenômenos sociais, dos mais simples aos mais complexos, por exemplo:
A escolha do curso de graduação:
O programa Bolsa Familía (ações afirmativas):
Crescimento das academias:
Nesse mundo conturbado tem desenvolvimento a Sociologia, que pode ser entendida como:

"o estudo da vida social humana, dos grupos e das sociedades". (GIDDESN 2004).
Visão
Apoteótica.
Visão
Apocalíptica.
Ciências Sociais: três campos
Sociologia Francesa: positivismo
Positivismo
Desnaturalizar é compreender que a realidade cotidiana é resultado de decisões, de interesses particulares ou coletivos, de ideologias; não é uma tendência natural e imutável e pode ser modificada pela vontade humana. O estranhamento está diretamente ligado aos objetivos da Filosofia e das Ciências Humanas; reclama a problematização das questões sociais a partir de situações corriqueiras, comuns, triviais. Estranhar é entender a experiência social para além de sua normalidade, ou seja, é colocar em questão situações vivenciadas todos os dias e tidas como esperadas; é buscar respostas para essa expectativa de normalidade que envolve os fenômenos sociais e os torna inquestionáveis; é assumir postura investigativa frente a um mundo aparentemente conhecido e ordinário.
O caso da Antropologia.
A antropologia é a disciplina que melhor faz o movimento de estranhamento e desnaturalização, posto que isso está em sua origem.
Os estudos realizados por Margareth Mead entre três diferentes tribos indigenas na Nova Zelândia são um bom exemplo.
Mead, vítima do machismo e da opressão masculina sobre o sexo feminino em sua sociedade, se propôs a estudar como são culturalmente construído o papel do homem e o papel das mulheres em diferentes sociedades.
Para isso, ea "desnaturalizou o papel do homem e o da mulher, ou seja, ela questionou a ideia de que o homem é naturalmente superior as mulheres e foi buscar em outros lugares do mundo diferentes exemplos de relações de gêneros.
Entre os povos pesquisados, estão: Os Arapesh, os Mundugumor e os Chambuli.
Mead percebeu que, entre os Arapesh, não existe diferença entre homens e mulheres, ambos são educados para serem dóceis e sensíveis, servir uns aos outros.
Entre os Mundugumor não existe diferença, homens e mulheres são educados para a agressividade e para rivalidade. Dessa forma, brigas são comuns, ao mesmo tempo em que, cada um é relativamente independente do parceiro.
Entre os Chambuli, finalmente a pesquisadora encontrou diferença. As mulheres são educadas para serem extrovertidas, empreendedoras, dinâmicas, enquanto os homens são sensíveis, preocupados com a aparência e muitas vezes invejosos.
Desnaturalizando o papel entre os sexos, estudando exemplos de culturas e sociedades diferentes, a autora percebe que, não é natural, tão pouco, fruto da vontade divida o domínio dos homens sobre as mulheres, mas sim uma construção histórica cultural típica da sociedade ocidental.
Agora ela pode fazer o estranhamento, ou seja, se distanciar de sua própria sociedade, se colocar de fora, para dessa forma poder analisar a relação entre homens e mulheres nos Estados Unidos dos anos de 1930 de maneira neutra, objetiva e científica.
Émile Durkheim
Em meio ao processo de reflexão crítica sobre a modernidade, surge um segundo autor oriundo da escola francesa, apresentando com suas obras, pela primeira vez, o objeto de estudo da sociologia e os parâmetros desse novo campo acadêmico. O tema central de sua obra é a relação entre indivíduo e sociedade, jogando sempre um peso maior no segundo.
O homem seria uma animal social, tendo seu aspecto de distinção frente os outros animais porque se sociável, ou seja, foi capaz de aprender hábitos e costumes característicos de seu grupo para poder conviver em coletividade. O processo de aprendizagem de costumes foi denominado de “Socialização”, processo caracterizado pela difusão de “Fatos Sociais”.

Dica de vídeo: Acorda Raimundo, acorda.
Aprender a pensar sociológicamente, significa cultivar a imaginação. Um sociológo é alguém que é capaz de se libertar da imediatidade das ciscunstâncias pessoais e apresentar as coisas num contexto mais amplo. O trabalho sociológico depende daquilo que o autor norte-americano C. Wright Mills chamou de imaginação sociológica. (Mills, 1970).
A imaginação sociológica, nos ensina a pensarmos fora de nossas rotinas familiares de nossas vidas cotidianas, a fim de que as observemos de modo renovado.
Dessa forma, a imaginação sociológica busca relacionar os acontecimentos locais, com acontecimentos globais, relacionando sempre que possível acontecimentos que parecem ser isolados uns dos outros.
É sempre possível ter uma visão mais abrangente sobre os fatos/

Exemplo do uso da Imaginação
Sociológia: o caso do Café.
Qual o motivo que nos
leva a tomar café?
Segunda obra de Durkheim, a perspectiva era trabalhar com um fenômeno de grande repercussão e que proporcionasse um debate sobre o caráter social de todas as nossas ações. Interessa à sociologia a análise de todo o processo social, dos fatores sociais que agem não sobre os indivíduos isolados, mas sobre o grupo, sobre o conjunto da sociedade. Cada sociedade possui, a cada momento da sua história, uma atitude definida em relação ao suicídio.

Há três tipos de suicídio, segundo a teoria  durkheminiana.

Émile Durkheim: O Suicídio
3 tipos de Sucidício
Suicídio Egoísta: é aquele em que o ego individual se afirma frente o ego social. A individualização é fruto de uma nova contexto social, marcado pela competividade na vida urbana. As relações entre os indivíduos e a sociedade se afrouxam fazendo com que o indivíduo não veja mais sentido na vida, não tenha mais razão para viver; o vínculo entre o todo e o integrante é fragmentado até a completa não identificação.

• Suicídio Altruísta: É aquele em que o ego individual não o pertence, confunde-se com outra coisa que se situa fora de si mesmo, confunde-se com as perspectivas e necessidades do mundo ao qual pertence. Os exemplos mais apresentado são os relacionados aos kamikazes japoneses e homens/mulheres bombas.

• Suicídio Anômico: é aquele que ocorre em uma situação de anomia social, ou seja, quando há ausência de regras na sociedade, gerando o caos, fazendo com que a normalidade social não seja mantida. Estado de ausência ou conflito de fatos sociais, estabelecido por uma espécie de convulsão social, o indivíduo não tem clareza de como conduzir suas ações numa situação excepcional marcada por incertezas. Exemplo: Crise econômica e contexto de guerra.

Fato Social e Suicídio
4º Motivo:
O ato de beber café, pressupõe todo um processo passado de desenvolvimento social e econômico. O café passou a ser largamente consumido apenas no século XIX.
O café surgiu no oriente médio, se espalhou pelo mundo durante a expansão ocidental, cerca de um século e meio. Virtualmente todo o café que bebemos hoje é plantado na América do Sul e África.
5º Motivo:
O café é um produto que permanece no centro dos debates contemporâneos sobre globalização, comércio internacional, direitos humanos e destruição ambiental.
Como o café se transformou em marca, ele passou a ser plitizado, ele é também, muitas vezes reflexo das escolhas e do estilo de vida dos consumidores. Qual café comprar? Onde consumir?
a) O crescimento das academias:
b) A escolha do curso de Graduação:
c) O Bolsa familía:
d) Programa "mais médicos":
Por que as pessoas frequentam academia?
Quais são os verdadeiros motivos que levam alguém
a escolher um curso dem detrimento de outro?
Por que alguns cursos são mais valorizados
enquanto outros, de maior relevância social
são menos valorizados?
Quais as intensões do governo
com a criação desse programa?
Quais as consequências entre a
população beneficiada?
Por que o programa é tão
critívado pela classe média?
Importar médicos resolve o
problema da saúde?
Qual o caminho adequando
para solucionar o problema
da saúde no país?
Por que a classe médica é
tão contra o programa?
Problema Público Vs Problema Privado.
Para Sociólogos como Mills e Bourdieu, todos sofrem. Não existe na espécie humana indivíduo que não sofra, que não enfrente problemas.
Ao propor uma visão mais ampla dos fatos, a imaginação sociológica nos ajuda a perceber a diferença entre, problemas sociais e problemas pessoais.
Tomemos como exemplo o caso do texto:
O divórcio.
O divórcio é um "problema" que afeta um indivíduo, ou ele envolve milhares de outros?
Em 2011, o Brasil registrou a maior taxa de divórcios desde 1984, quando foi iniciada a série histórica das Estatísticas do Registro Civil, divulgada nesta segunda-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de divórcios chegou a 351.153, um crescimento de 45,6% em relação a 2010, quando foram registrados 243.224. (...) Ao mesmo tempo, em 2011, foram registrados 1.026.736 casamentos, 5% a mais que no ano anterior. Deste total, 1.025.615 foram de cônjuges de 15 anos ou mais de idade. São sete casamentos para mil habitantes de 15 anos ou mais de idade. (fonte: portal G1).
Outros temas poderiam ser
analisados dessa forma:

Desemprego:

Violência Doméstica:

Uso de Drogas?
Como a Sociologia pode ajudar nossas vidas?
De forma geral, a sociologia é vista como ciência teórica sem
valor prático, contudo, isso não é verdadeiro. A sociologia de
acordo com Mills tem muitas implicações práticas para nossa vida, entre elas podemos destacar:
1º Consciência das diferenças culturais:
2º Avaliando o efeito das políticas:
3º Auto-esclarecimento:
A sociologia nos permite ver o mundo social a partir de outros pontos de vistas que não o nosso. Com frequência, se compreendermos própriamente como os outros vivem, também adquirimos melhor entendimento de quais são seus problemas.
A pesquisa sociológica fornece ajuda prática na avaliação dos resultados de iniciativas políticas. As políticas públicas com frequência são um fracasso devido a falta de conhecimento dos gestores sobre as áreas em que a política deveria atuar.
A sociologia pode nos fornecer auto-esclarecimento - uma maior autocompreensão. Quanto mais sabemos por que agimos como agimos, ou como funciona nossa sociedade, provavelmente teremos maior capacidade de influenciar nosso próprio futuro.
Sociologia Clássica
Émile Durkheim.
Karl Marx.
Max Weber.
Em meio a esse processo de transformações que influenciavam o século XIX que as Ciências Sociais são elaboradas como novo campo científico. Há uma pressão por respostas as novas questões. As contradições eram inúmeras, os fenômenos sociais eram caracterizados pela desigualdade crescente, por uma nova ordem social que desestabilizava os fundamentos da vida material e psicológica, assim como na estrutura das classes e na formação do Estado.

Auguste Comte foi primeiro autor a estabelecer no período um método científico para problematizar aquela sociedade em crise. Foi o filósofo francês que inclusive cunhou o termo Sociologia, posteriormente ao criar a escola positivista, corrente filosófica fundada com o objetivo de reorganizar o conhecimento humano e planejar o desenvolvimento das sociedades com critérios das ciências exatas e biológicas, acreditando numa superioridade da ciência como mecanismo de explicação dos fenômenos sociais. A objetividade, neutralidade e o afastamento do objeto de estudo eram essenciais para a credibilidade daquela nova área do conhecimento.
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