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Memórias de um sargento de Milícias

Memórias de um sargento de Milícias
by

Luiz Antônio Fernandes

on 26 April 2010

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Transcript of Memórias de um sargento de Milícias

Memórias de um Sargento de Milícias
Manuel Antônio de Almeida A narrativa se passa no Rio de Janeiro, "no tempo do rei", segundo o autor, isto é, entre 1808 e 1821 A classe social abordada é a classe média Conta a história de Leonardo e suas desavenças, desde criança travessa até seus casos amorosos Por retratar com certa objetividade os costumes e hábitos deste grupo social, o romance de MAA foi qualificado, ainda no século passado de realismo. Por volta de 1920, Memórias de um sargento de Milícias foi considerado um romance picaresco a partir do argumento de que possuía as características das obras de ficção européia dos séculos XVI e XVII: ausência de critérios morais rígidos, um herói central de origem social pobre, uma visão de mundo ingênua e ao mesmo tempo satírica, etc. No tempo do rei, a ordem social definia-se a partir de dois pólos extremamente rígidos: o escravo e o senhor-de-escravos. Os homens livres sem poder econômico e político representavam um grupo restrito mas, certamente, de alguma importância em termos sociais Caracterizavam-se antes por exercerem ocupações ocasionais, pequenos serviços e alguns cargos burocráticos subalternos: vendeiro, barbeiro, parteira, miliciano, sacristão. O enredo é brusco. Leonardo transita entre as classes sociais Leonardo não trabalhava, o que era obrigação dos escravos, mas também não estava no poder, como os senhores-de-escravos. Ele não passeia pelo mundo não levando muito em conta as convenções sociais, a não ser quando funcionava a seu próprio benefício. Além de que, no fim do livro ele se casa com Luizinha. Vidinha fica esquecida por ele. Essa, embora possua vários encantos, não possuia a classe social nem a fortuna da sobrinha de D. Maria Neste sentido moderno, Memórias de um sargento de milícias poderia ser qualificado de realista "Se o realismo não tivesse em arte uma significação definida, eu o chamaria realista; se o naturalismo não pretendesse possuir uma estética própria e processos distintos, eu o taxaria de naturalista. Desprezadas as definições e as pretensões das escolas, este romance é, em todo rigor do termo, Realista-Naturalista". (VERISSÍMO, p.297) Apesar do final, supostamente, romântico, é complicado enquadrar a obra no Romantismo. O Romance é marcado pelas contradições, ora é romântico, ora é realista. E a análise realizada nos livros de Ensino Médio, mostra que a obra de Manuel Antônio de Almeida, por mais que esteja consolidada no Romantismo, ainda surgem dúvidas do seu verdadeiro estilo literário, por se tratar de uma narrativa divertida e bem humorada, que pode fazer o leitor, principalmente, o estudante do Ensino Médio, passar alguns momentos agradáveis, enquanto se prepara para uma prova na escola ou mesmo para o vestibular. Memórias de um Sargento de Milícias ao contrario, é objetivo, lacônico, realista, não sendo este último a escola literária, mas sim adjetivo.
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