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O Humano, demasiado humano de Nietzsche

Prof. Dr. Jelson Oliveira
by

Jelson Oliveira

on 18 June 2013

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Transcript of O Humano, demasiado humano de Nietzsche

Nietzsche
Projeto de crítica à metafísica, à religião cristã e à arte romântica,
Resultado do rompimento com Richard Wagner e com as teses shopenhaurianas principalmente a partir de 1876.
Anunciado como o “monumento de uma crise” (EH, HH, 1)
Expressão da conquista da liberdade (“libertei-me com ele do que era impróprio da minha natureza”) em relação aos idealismos
Cuja fórmula é o “espírito livre”
O Humano, demasiado humano de Nietzsche
Introdução
1.
Das coisas primeiras e últimas
; a ciência é necessária para a superação da metafísica

2.
Contribuição à história dos sentimentos morais
: N. aplica o "método historico-fisio-psicológico para desvendar as origens humanas da filosofia metafísica, da religião cristã e da arte romântica
3.
A vida religiosa
: a análise psicológica é usada para "desmistificar" as explicações religiosas

4.
Da alma dos artistas e escritores
: o método é aplicado à arte - o perfeito tem história; recusa da ideia de inspiração e da ideia de gênio (tudo é trabalho)
.
Capítulos
Capítulos
5.
Sinais de cultura superior e inferior
: elogio à cultura científica

6.
O homem em sociedade

7.
A mulher e a criança
8.
Um olhar sobre o Estado
: N. destaca o instinto gregário na formação e manutenção do Estado

9.
O homem a sós consigo mesmo
: a solidão com ocondição do espírito livre
1. Eixo genalógico-crítico (metodológico):
reabilitação das coisas humanas
"filosofia histórica" (HH, 1)
"observação psicológica (HH, 35)
"química das ideias e sentimentos morais" (HH, 1)
"reflexão sobre o "humano, demasiado humano" (HH, 35)
ATÉ SUAS DESIGNAÇÃO MAIS PRÓPRIA: "genealogia"

2. Eixo positivo-criativo:
conceito de natureza: tudo é necessário; doutrina da irresponsabilidade e inocência do devir (# modelo religioso da culpa)
teoria do estilo (# modelo romântico do gênio)
"doutrina das coisas mais próximas" (# modelo metafísico de fuga do mundo)
Dois eixos da obra
Por fim à “necessidade metafísica” (EH, HH, 5) usando a estratégia científica: análise das coisas humanas (incluídas aí a metafísica, tida como uma “necessidade”)

Ciência histórico-fisio-psicológica: “o ressurgimento da observação moral se tornou necessário” (HH, 37)

A psicologia é a “ciência que indaga a origem e a história dos chamados sentimentos morais” (HH, 37)

Uma espécie de "genealogia" com reflexões ainda “modestas e provisórias” (GM, I, 2)
Método/procedimento
se no texto da Genealogia interessa-lhe a pergunta sobre o valor da moral como um todo, nascida como uma “nova exigência” e como uma “crítica dos valores morais” ou seja, o ponto de vista do qual “o próprio valor desses valores deverá ser colocado em questão” (GM, Prólogo, 6);

na obra de 1878 Nietzsche mesmo afirma estar reduzido, “ainda sem liberdade” (GM, Prólogo, 4) à pergunta sobre a “origem da moral”, entendida apenas como um meio para alcançar o fim último da sua tarefa filosófica completada em Para a genealogia da moral.

No prólogo à Genealogia, Nietzsche mostra como a pergunta sobre o valor, estando reduzida à necessidade de afrontar o “grande mestre Schopenhauer, ao qual aquele livro, a paixão e a secreta oposição daquele livro se dirigem” (GM, Prólogo, 5)
GENEALOGIA PRÉVIA
O primeiro livro publicado por Rée em 1875, "Observações psicológicas", contém 475 aforismos divididos em 7 capítulos, entre os quais estão observações Sobre livros e autores, Sobre as ações humanas e seus motivos, Sobre mulheres, amor e casamento, sobre religião, sobre felicidade e infelicidade, entre outros temas diversos.

Quando conheceu Rée, Nietzsche trabalhava na redação da primeira das Considerações Extemporâneas, contra David Strauss e a partir daí desenvolvem uma marcante amizade, confirmada após a publicação, por parte de Rée, em 1875, da obra Observações Psicológicas , a qual despertou imediatamente o interesse e a aprovação de Nietzsche.

No geral, Rée partilha com Schopenhauer a crítica ao legalismo formal de Kant, mas busca em Darwin o seu apoio: o altruísmo, tematizado por Schopenhauer, agora é pretensamente explicado do ponto de vista científico. Nietzsche discorda radicalmente da premissa de que o altruísmo é o motor da ação moral
"RÉEALISMO" (EH, HH, 5)
Partindo de uma “observação psicológica” entendida como “reflexão sobre o humano, demasiado humano” (HH, 35) e que conduziria a um “alívio da existência” (HH, 35 e 36)

“La Rochefoucault e outros mestres franceses do estudo da alma (aos quais se juntou recentemente um alemão, o autor das Observações psicológicas)” (HH, 36)

A observação psicológica de Nietzsche parte da afirmação cabal de Rée no seu Sobre a origem dos sentimentos morais, aquela que diz que “o homem moral não está mais próximo do mundo inteligível (metafísico) que o homem físico” (HH, 37),

Mas: “Talvez eu jamais tenha lido algo a que dissesse ‘não’ de tal modo, sentença por sentença, conclusão por conclusão, como a esse livro” (GM, Prólogo, 4).
Rée
A pergunta sobre o valor da vida, portanto, serve de virada, fazendo Nietzsche não apenas desconfiar do valor do altruísmo, mas, sobretudo, do valor da própria moral.

“a autossupressão da moral” (A, Prólogo, 4), ou seja, nele a moral, por moralidade, exigiu a sua superação através da pergunta sobre o seu valor e a resposta sobre sua ineficácia para a vida.
Autossupressão da moral
Paul Rée: N. trabalhava na primeira das Considerações Extemporâneas, contra David Strauss. Rée, publica em 1875, "Observações Psicológicas" (interesse e a aprovação de N.) e em 1878, "Sobre a origem dos sentimentos morais". Réealismo contra os idealismos.

Moralistas franceses: La Rochefoucault, Montaigne, Balzac, Voltaire
Fontes/Influências
2 volumes:
1878: "Um livro para espíritos livres"
1879: "Miscelânea de opiniões e sentenças
1880: "O andarilho e sua sombra"
296, 305, 316, 327, 354, 368 (o talento sobre a amizade), 376 (o inseguro terreno das amizades: o desconhecimento de si e do outro)
293 (dissimulação), 300 (igualdade como rebaixamento do outro ao nosso nível), 309 (cortesias), 321 (compaixão como gosto pela desgraça e não como alegria mútua), 332, 373 (presunção), 338 (vaidade), 339 (maus modos), 356 (parasita social), 358 (compaixão como presunção), fala, eloquência, 369, 374, conversas, mau humor, ironia,
6 O homem em sociedade
378: Casamento deve estar amparado no amor
crítica ao casamento e às mulheres
421: "Para o homem de vinte anos, o casamento é uma instituição necessária, para o de trinta, útil, mas não necessária: para a vida posterior ele é frequentemente prejudicial e favorece a regressão intelectual do homem"
426: "Viverão as mulheres com os espíritos livres? Creio que, em geral, como as aves proféticas da Antiguidade, sendo aqueles que pensam verdadeiramente e dizem a verdade, eles preferirão voar sozinhos"
428: "próximos demais" - a necessidade da distância
435: as mulheres são gregárias
436: "Parece igualmente descabido que um homem que escolheu por missão o conhecimento mais universal e a avaliação da existência como um todo assuma o fardo de preocupações pessoais com família, segurança, alimentação, amparo de mulher e filhos"
437: "Críton, manda alguém levar para fora essas mulheres" (p. 236)
7 A mulher e a criança
438: o "caráter demagógico e a intenção de influir sobre as massas são comuns a todos os partidos políticos atuais: por causa dessa intenção, todos são obrigados a transformar seus princípios em grandes afrescos de estupidez, pintando-os nas paredes"
439: a casta do trabalho livre e do ócio
440: comandar e obedecer - a cultura nobre vem do primeiro
441: necessidade de desaparecimento da subordinação para que junto desapareça a autoridade
442: exércitos nacionais como desperdício de homens superiores
446, 473: crítica do socialismo; 451: igualdade de direitos como baseado na cobiça; 463: crítica à revolução (Rousseau contra Voltaire - p. 249);
467: a educação do povo como medíocre
472: a religião como útil a serviço do governo tutelar
477: a guerra como antídoto contra o cansaço
481: a grande política: a perda dos grandes homens na guerra - sacrifício dos talentos - vale a pena o desperdício de talentos para o fortalecimento do todo?
8 Um olhar sobre o estado
170: os antigos criavam para vencer: fazer-se superior e fazer com que isso apareça em público
179: contra a originalidade “quando a arte se veste do tecido mais gasto é que melhor a reconhecemos como arte” (as vivências é que são conteúdo)
194: os bufões da cultura moderna: folhetinistas
195: o romantismo torna as palavras “vaporosas e infladas” – é preciso sobriedade e “forte concentração das palavras” (aforismo); 178: a eficácia do incompleto; 199 o incompleto como estimulante artístico; 207 pensamentos inacabados; 213: prazer no absurdo
215: contra W e S: a música é aquilo que o intelecto pôs nela; 217: dessensualização da arte: ficou intelectual (“o mundo é mais feio do que nunca, mas significa um mundo mais belo do que jamais foi”); 219: origem religiosa da música moderna
221: sujeitar com moderação grega sua alma multiforme: dar estilo – impor limite: “Desde então o espírito moderno, com sua inquietude, com seu ódio à medida e ao limite, passou a dominar em todos os campos”; a arte do exagero sentimental e do empobrecimento (p. 151)
224: a fraqueza e a degeneração da cultura da comunidade que conserva e não arrisca
225: o espírito livre: “aquele que pensa de modo diverso do que se esperaria com base em sua procedência, seu meio, sua posição e função, ou com base nas opiniões que predominam em seu tempo. Ele é a exceção, os espíritos cativos são a regra” (liberdade se torna inconciliável com a moral vigente, cativa); libertou-se da tradição e tem a seu lado a busca pela verdade; “ele exige razões, ou outros, fé”
226: o espírito livre opta “por si mesmo” o cativo age por hábito (o coletivo) e por fé (“habituar-se a princípios intelectuais sem razões”)
227: na base das estruturas sociais está a fé (princípio psicológico): verdade é o que se demonstra como útil;
228: costumes x novidade: o bom caráter é o adaptado à comunidade; a educação trata o indivíduo novo a fim de torná-lo uma repetição;
229: espíritos cativos: a justificação de 4 espécies de coisas: [1] as coisas que duram; [2] as coisas que não importunam; [3] que trazem vantagens; [4] que custam sacrifícios. Os espíritos livres precisam provar isso tudo para os cativos; não conseguem porque não trazem vantagens.
230: espírito forte – oposto à tradição, mesmo inseguro, “procura um conhecimento inteiramente individual do mundo”
5 Sinais de cultura superior e inferior
231: a natureza força o gênio a encontrar um caminho quando o prende; a gênese do espírito livre é a mesma: inventa um caminho próprio quando é aprisionado;
232: das geleiras o livre-pensar cresce extraordinariamente;
233: incitar ao limite;
234: isso se dá em alguns períodos da humanidade;
235: ele nasce da privação e da falta (no socialismo, não nasceria)”Nâo deveríamos desejar que a vida conserve seu caráter violento, e que forças e energias selvagens sejam continuamente despertadas? Mas o coração cálido e compassivo quer justamente a eliminação desse caráter violento e selvagem”;
236: cultura como metáfora dos climas (p. 164);
241: o gênio, por isso, é chamado de mau e demoníaco;
242: o indivíduo que se salva é mais forte;
244: a cultura tem uma carga muito poderosa de sentimentos que é captada pelos artistas que os leva à beira da loucura (“para que eles não se sufoquem devemos invocar o espírito da ciência, que em geral nos faz um tanto mais frios e céticos, e arrefece a torrente inflamada da fé em verdades finais e definitivas”);
246: os ciclopes da cultura nascem das “terríveis energias – o que se chama de mal”; 248: a hora é “interina” e precisamos andar para frente: “Nosso tempo dá a impressão de um estado interino; as antigas concepções do mundo, as antigas culturas ainda existem parcialmente, as novas não são ainda seguras e habituais, e portanto não possuem coesão e coerência. É como se tudo se tornasse caótico, o antigo se perdesse, o novo nada valesse e ficasse cada vez mais frágil”;
251: o futuro da ciência dá “muita satisfação a quem nela trabalha e pesquisa, e muito pouca a quem aprende seus resultados”; “lança suspeita sobre a metafísica, a religião e a arte consoladoras” e, então, deve-se manter 2 cérebros (um da paixão e da energia; outro da medida e da regulação – p. 173); 256: “o valor de praticar com rigor, por algum tempo, uma ciência rigorosa não está propriamente em seus resultados”
252: o prazer do conhecimento: [1] nele experimentamos o prazer da nossa força; [2] ultrapassamos antigas concepções e seus representantes e as vencemos; [3] um novo conhecimento nos eleva acima de todos porque nos dá sensação de que só nós sabemos daquilo;
35, 36, 37, 38

Psicologia

39, 99, 102
crítica à liberdade inteligível e
livre-arbítrio
45
a dupla pré-história do bem e do mal
49, 50
crítica à
compaixão
96, 97, 98
Bem é seguir o
costume
(moral e instinto social)
101

egoísmo
103, 104
inocência da
maldade
107

irresponsabilidade
e
inocência
2 História dos sentimentos morais
108
Religião como luta contra o
infortúnio
109
Fuga da vida e invenção de
ficções
110
a religião como resultado e fonte de
erros
111
as explicações
mágicas
da natureza e ordenação do que não é ordenado
114
a
diminuição
do homem no cristianismo
115
preenche o
vazio
123, 133, 134
o pecado como
erro da razão
(ser todo amor)
132
a necessidade da
redenção
138
o
ressentimento
139, 141
o asceta se alivia em Deus; a psicologia do
asceta
140
o
autodesprezo

144
análise psicológica de
Cristo
(p. 113)
3 A vida religiosa
2
defeito hereditário dos filósofos:
falta de sentido histório
5, 12 e 13
: o
sonho
como origem da metafísica
10

Inocuidade da metafísica
no futuro
15 e 16

Fenômeno
e coisa em si
29, 30, 31, 32, 33
o
erro
como necessário à vida
1 Das coisas primeiras e últimas
145: ciência da arte: o perfeito veio-a-ser (tem história)
146: a arte tem como pressuposto o milagre, o fantástico...
148: a arte torna a vida mais leve; 151 torna suportável a visão da vida (métrica); 222: a arte leva ao prazer da existência porque se interessa pelo que é humano (p. 152); 223: uma arte grega
150: a arte acolhe os sentimentos e estados de espírito gerados pela religião; 153 por ela o livre-pensador ainda é tocado pela metafísica
155, 156: a crença na inspiração x o trabalho do artista; 157 os sofrimentos do gênio e o seu valor; 203: a prática como “única via correta” para a arte; 209, 210 211: a velhice como acúmulo de vivência e, portanto, como conteúdo criativo
157, 158 e 159: a arte arrebata e se torna perigosa dado o amplo conteúdo de pathos que um artista vivencia; 211: o artista finge viver (Homero e Aquiles: um vive, outro escreve)
162, 163: Culto ao gênio por vaidade: “as estrelas, não as desejamos”; nenhuma atividade do gênio é um milagre: adquiriram grandeza (p. 125)
164: qualidades humanas e energia incessante formam o gênio
166, 167: o público usa como critério de julgamento a comoção; 168: o artista dele “elevar” o público do contrário decai;
4 Da alma dos artistas e escritores
495: o estilo individual causa revolta
499: amizade como partilha da alegria
483, 511, 629, 630, 632, 636: convicções inimigas da verdade
559: falta de amigos
571: ter opiniões próprias
589: a alegria
618: não tratar a si mesmo como fixo
624, 625: solidão
627: vivência; 632: passar por diversar convicções; 638: o
andarilho
635: "No conjunto, os métodos científicos são um produto da pesquisa ao menos tão importante quanto qualquer outro resultado
9 O homem a sós consigo
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